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terça-feira, 4 de maio de 2010

Fé ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares

A pesquisa feita nos Estados Unidos concluiu que a fé pode ajudar a reduzir sintomas como ansiedade, depressão e estresse, além de mudar hábitos como parar de beber e fumar. A discussão já chegou ao meio acadêmico. Durante 31 anos, médicos americanos acompanharam 6.500 pacientes e constataram que a fé os ajudou na prevenção de doenças do coração. “Pode variar de 25% a 35% a redução nessas taxas de mortalidade cardiovascular, mas desde que o seguimento seja longo, o seguimento de ideias seja de 15, 20, 30 anos”, explica Álvaro Avezum Júnior, cardiologista. Segundo os cardiologistas dos sete últimos estudos internacionais envolvendo crença x saúde, seis mostram que quando a pessoa exercita a espiritualidade, a chance de morrer por causa de problemas cardiovasculares diminui.

Um dos estudos avaliou quase quatro mil idosos. Os que frequentavam alguma reunião religiosa tiveram 40% na redução da taxa de pressão alta.

Os médicos dizem que a religiosidade ajuda a reduzir a produção de adrenalina e cortizol, um hormônio que está presente nos momentos de estresse e depressão, fatores de risco de doenças como infarto e derrame.

“O enfrentamento de situações estressoras, com quaisquer fatores, e um deles é a religiosidade, atenuaria e a pessoa conseguiria gerenciar melhor o problema que está na frente dela”, informa o cardiologista. [...]

A oração, a fé podem ajudar mesmo, mas os cardiologistas reforçam que o paciente que tem algum problema de saúde precisa tomar remédio direitinho e fazer exames regularmente, seguindo sempre as orientações médicas.

(Jornal Hoje)

Nota Criacionismo: Curiosamente, esse é o tema que os adventistas de todo o mundo estão estudando na Lição da Escola Sabatina desta semana. Leia mais sobre saúde aqui.

domingo, 2 de maio de 2010

Desvendando o Apocalipse - Capítulo a Capítulo

Este estudo tem o objetivo de apresentar as verdades contidas no livro do Apocalipse de maneira direta e simples. Está livre de interpretações pessoais ou de alguma denominação religiosa. A Bíblia e a própria história da humanidade são as únicas fontes usadas nos textos.

Dirigida pelo advogado Mauro Braga de 54 anos, a série de estudos ora veiculada é resultado da classe bíblica iniciada na IASD Tatuapé e que hoje funciona na IASD Brooklin, todas as quartas-feiras, às 20 horas. Mauro Braga era membro da igreja do Belém e logo após o seu batismo, preocupado em evangelizar a família, decidiu se preparar para dar estudos bíblicos.

O que chama a atenção na série que resultou desta preparação, segundo o próprio palestrante, talvez seja a linguagem simples e direta com que os temas são ministrados e a forma de abordagem. Os temas abaixo estão disponíveis em áudio para download, também em formato de texto, diretamente na página do irmão e amigo Michelson Borges.

01) - Introdução ............................. (Download) (Texto)
02) - Capítulo 01............................. (Download) (Texto)
03) - Capítulo 02 - Parte 1................ (Download) (Texto)
04) - Capítulo 02 - Parte 2................ (Download) (Texto)
05) - Capítulo 03.............................. (Download) (Texto) (Texto)
06) - Capítulo 04.............................. (Download) (Texto)
07) - Capítulo 05.............................. (Download) (Texto)
08) - Capítulo 06.............................. (Download) (Texto)
09) - Capítulo 07.............................. (Download) (Texto)
10) - Capítulo 08.............................. (Download) (Texto)
11) - Capítulo 09.............................. (Download) (Texto)
12) - Capítulo 10.............................. (Download) (Texto)
13) - Capítulo 11.............................. (Download) (Texto)
14) - Capítulo 12.............................. (Download) (Texto)
15) - Capítulo 13 - Parte 1................ (Download) (Texto)
16) - Capítulo 13 - Parte 2................ (Download) (Texto)
17) - Capítulo 14.............................. (Download) (Texto)
18) - Capítulo 15.............................. (Download) (Texto)
19) - Capítulo 16.............................. (Download) (Texto)
20) - Capítulo 17.............................. (Download) (Texto)
21) - Capítulo 18.............................. (Download) (Texto)
22) - Capítulo 19.............................. (Download) (Texto)
23) - Capítulo 20.............................. (Download) (Texto)
24) - Capítulo 21.............................. (Download) (Texto)
25) - Capítulo 22.............................. (Download) (Texto)

É bom relembrar o convite à duplicação da mensagem, seja presenteando um familiar, amigo ou conhecido com um simples CD, seja "linkando" estes pela web ou email neste espaço. Assim, atenderemos ao "ide" do Mestre.

Descansem no Senhor.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

[Material publicado sob a autorização expressa do palestrante]

Também disponível para download, do mesmo palestrante, a série de estudos bíblicos "E conhecereis a verdade...".

Clique no link que segue para outros "Estudos Proféticos".

Fonte: Diário da Profecia.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CBS - A História do Domingo nos EUA

A pedido de alguns leitores, postamos novamente o vídeo (agora com legendas no próprio vídeo) do programa Sunday Morning exibido nos EUA pela CBS em 1º de fevereiro de 2009: "A História do Domingo". A sugestão para a volta das Leis Dominicais [Blue Laws] é evidente e significa a apostasia nacional da América, que em lugar de adorar o Criador no sábado do sétimo dia, estabelece o domingo [dia do sol nas religiões antigas] como dia de descanso, mediante o poder político [união Igreja-Estado abominada por Deus].



NOTA: A partir de 1961, a Suprema Corte dos EUA decidiu que leis com origens religiosas não são inconstitucionais, desde que elas tenham um propósito secular (McGowan v. Maryland, 366 U.S. 420 - 1961). Portanto, qualquer crise seja ela energética, climática, financeira ou de segurança nacional (em todos esses casos os PROPÓSITOS SECULARES são evidentes) pode acionar o gatilho da crise final deste mundo revelada no apocalipse 13:15-17, onde a imposição do descanso dominical via legislação civil terá o papel principal...

Minuto Profético

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Sufocando a voz de Deus

Bem-vindo ao novo reality-show da televisão brasileira: 24 Horas Com o Profeta! Durante nossos próximos programas, estaremos acompanhando cada momento do dia de um servo de Deus. Ele se encontra confinado em sua caverna, onde estão instaladas dez câmeras, para não perdemos nada - desde o momento em que ele lava a longa barba num lago, pela manhã, até quando tem suas visões espetaculares.

Parece justamente que agora, neste instante, novos participantes estão entrando na casa. Vamos acompanhar isto de perto: "E ele lhes disse: Passai aqui esta noite, e vos trarei a resposta, como o Senhor me falar; então, os príncipes dos moabitas ficaram com Balãao" (Nm 22:8).

Pouco antes, o povo de Israel avançava vitoriosamente em direção às planícies de Moabe. Não muito longe do local da batalha, Balaque, um rei moabita, acompanhava a cobertura completa do evento pela TV a cabo. E o que viu não lhe deixou satisfeito. Uma rápida consulta ao mapa da região indicava que a próxima rota por onde o exército israelita passaria era justamente a sua terra! Champlin comenta um pouco sobre como as notícias devem ter chegado ao temeroso Balaque:

"Embora os antigos não dispusessem de meios de comunicação em massa, eles contavam com rotas comerciais, espiões e mensageiros. E assim as notícias varavam distâncias com bastante rapidez. A matança sofrida pelos amorreus chamou a atenção de Balaque."

Eis a pior notícia que Balaque poderia receber: Israel era um povo que tinha uma sombra de quarenta anos de vitória quando chegou à planície de Moabe!

A liga extraordinária

Mais do que depressa, Balaque formou uma liga Moabe-Midiã para enfrentar aquele desafio (v.4). Depois de alguma burocracia, os representantes de ambos os lados chegaram a um consenso sobre o que fazer:

"Enviou ele [Balaque] mensageiros a Balaão, filho de Beor, a Petor, que está junto ao rio Eufrates, na terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e está morando defronte de mim. Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu; para ver se o poderei ferir e lançar da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado" (Nm 22:5, 6).

Para Balaque e seus aliados, a única forma de conter o avanço do povo santo era amaldiçoá-lo. Para o serviço, ele tinha o homem certo: Balaão. Esperando que o encantador de aluguel cumprisse com o esperado, o rei Balaque assinou um cheque para o "preço dos encantamentos" (Nm 22:7).

E é justamente aí nesse ponto que começamos! Neste exato momento, os emissários de Balaque estão entrando na escura caverna de uma personalidade curiosa; estamos falando de um homem que apesar de falar com Deus será pago para amaldiçoar o povo de Deus!

Ao receber a comissão de Balaque, Balaão exibe suas qualificações profissionais. Seus ouvidos escutam avidamente a proposta e seus olhos erguem-se diante do brilho das joias preciosas. Mas há um detalhe: Balaão não é um embusteiro - não, senhor! Ali estava alguém que, de fato, tinha conhecimento (ao menos parcial) sobre o Deus verdadeiro. Balaão sabe que terá de levar o assunto ao Senhor antes de assinar o contrato.

Esta é uma daquelas ocasiões solenes com as quais a Palavra de Deus nos brinda: um homem irá conversar com o Todo-Poderoso. Não tenho dúvidas de que Deus ainda continua falando a nós hoje - apenas as formas de Se comunicar conosco mudaram. Se é verdade que ganhamos toda vez em que paramos para ouvir a voz do Senhor, também é verdade que ganhamos igualmente ao considerar o que Deus comunicou a outras pessoas e está conservado nas Sagradas Escrituras.

Acompanhe comigo esse diálogo. Tenho certeza de que as frases divinas continuam capazes de inspirar muitas reflexões, como fizeram com Balaão.

Três recados importantes

Embora a oferta fosse muito atraente, Balaão não estava disposto a aceitá-la antes de consultar a Deus. Por isso, os mensageiros de Balaque foram obrigados a passar aquela noite com o profeta. Somente pela manhã, Balaão lhes daria uma reposta. Naquela mesma noite, a Bíblia afirma que "veio Deus a Balaão e disse: Quem são estes homens contigo?" (Nm 22:9).

Você não acha isso curioso? Por que um Deus que sabe de todas as coisas teria necessidade de pedir informação a respeito de alguém? O Senhor realmente precisava que Balaão lhe explicasse quem eram seus hóspedes? Penso que não. Aquilo era apenas uma antiga estratégia divina.

Tome como exemplo a queda do homem. Ao pecar, Adão corre para detrás de um arbusto. Passeando pelo jardim do Éden, na "viração do dia", Deus Se dirige à Sua criatura: "Ei, Adão! Pode parar de se esconder, seu rebelde! Já o achei, e agora vamos conversar sobre o que você fez." É assim que está escrito na sua Bíblia? Ah, é claro que não!

Quando o homem pecou, a primeira coisa que Deus lhe disse foi "Onde estás?" (Gn 3:9). Desde então, parece que Deus tem usado de perguntas, mesmo quando conhece as respostas. Por meio de perguntas, o Criador dá a oportunidade para que a criatura reflita em suas ações.

Num outro diálogo famoso, Deus pergunta a Caim a razão para o semblante dele estar alterado (Gn 4:6), ainda que conhecesse o ódio que ele nutria pelo irmão Abel.

Para o profeta desanimado, Deus dirige uma pergunta incisiva: "Que fazes aqui, Elias?" (1Rs 19:13). Perguntar sempre fez parte da estratégia divina para alcançar o homem.

"Quem são estes homens contigo, Balaão? Com que tipo de gente você está andando? A que influências você está se expondo?" Deus nos ama tanto que, ainda hoje, tem Se preocupado quando damos a algo que nos afasta dEle permissão para entrar em nossa mente.

É comum que em nosso meio social estejamos em contato com pessoas que não respeitam a Deus e aos Seus mandamentos. Isso não pode ser desconsiderado. "As más conversações corrompem os bons costumes", dizia o apóstolo.

Os ambientes que frequentamos, a literatura que escolhemos, os programas televisivos a que assistimos, os sites nos quais navegamos - todas essas coisas exercem influência sobre nós, seja em maior ou menor grau.

Você não pode decidir como determinado hábito irá afetar a sua vida - mas pode decidir se quer ou não manter tal hábito. Se, por exemplo, certo tipo de música não vem contribuindo para o seu crescimento espiritual, você não poderá lutar contra os efeitos dela sobre a mente enquanto persistir em escutá-la. Parar de ouvi-la é bem mais fácil!

Você pode até pensar: "Mas o que posso fazer quando aquilo que me rodeia me sugere pensamentos impróprios e eu não vejo um jeito para evitá-los?"; "Como escapar da influência mundana, quando sou o único cristão no meu ambiente de trabalho?"; "É possível resistir à sensualidade em meio a um campus universitário?"

A Bíblia nos ensina a não fazer nenhuma associação deliberada com algo ou alguém que possa nos afastar de Deus. Mas, ao mesmo tempo, Deus nos assegura graça especial para resistirmos à tentação. O que Deus não faz é conceder auxílio para aquele que por sua própria conta e risco se expõe ao mal, conhecendo o risco de se afastar dEle. Justamente esse era o caso de Balaão.

Balaão tinha um discurso preparado. Sabia o que dizer para o Todo-Poderoso. Ele tentou ao máximo enrolar e desconversar. "Homens aqui na minha casa? Ah, sim, como eu pude me esquecer! Esse pessoal só está de passagem - vieram pedir para que eu amaldiçoe o Seu povo, nada demais..." Deus não "caiu na conversa".

"...não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado" (Nm 22:12).

Era uma ordem: "Não, Balaão, por mais que você queira, Eu não o deixo partir." Reconhecer a Cristo como nosso Senhor engloba aceitar Seu plano específico para nós como melhor do que a nossa vontade. Deus é sempre Soberano. Quando Ele nos diz: "Ponha os pés na estrada", devemos nos apressar. Mas quando a ordem for ficar e esperar, isso é o melhor a ser feito.

Numa ocasião, eu caminhava pelas ruas de São Luís, em direção ao endereço de um pequeno grupo, quando o Senhor me falou: "Vá e ore com aquele homem." Fiquei assustado; não conhecia o homem, nem achei que poderia simplesmente dizer: "Deus me mandou aqui para orar com você." Passei reto, mas a mesma voz continuava: "Volte e ore com aquele homem." Eu voltei - perguntei as horas e fui embora sem-graça.

Mas a mesma voz persistia: "Não mandei você perguntar as horas; volte e ore com aquele homem." Pela segunda vez, voltei e tornei a conversar com aquele homem. Descobri que ele era segurança de um prédio, e evangélico. Ali mesmo, no seu lugar de trabalho, nós dois oramos. Nunca mais me encontrei com ele, mas Deus tinha os Seus motivos quando me fez parar e orar com o rapaz.

Muito a contragosto, Balaão acordou cedo e teve de despedir os porta-vozes de Balaque. Por mais que em seu coração quisesse ser um "amaldiçoador temporário", Balaão não o pôde - Deus lhe proibira. Quando sua delegação retornou sozinha, Balaque julgou que a recusa de Balaão fosse uma forma de barganhar seus préstimos.

Uma nova comitiva foi enviada - ainda mais imponente do que a primeira. O rei moabita rasgou o cheque anterior e preencheu uma nova folha, contendo algarismos bem mais atraentes. E a cena se repetiu: uma nova comissão bateu à porta do lar do profeta. Novamente Balaão, que conhecia qual era a vontade de Jeová, persistiu em seu pretexto de consultá-Lo - porém, o que o vidente queria era a Sua permissão para ir.

"Veio, pois, o Senhor a Balaão, de noite e disse-lhe: Se aqueles homens vieram chamar-te, vai com eles; todavia, farás somente o que Eu te disser" (Nm 22:20).

Da primeira vez, a voz divina emitira uma ordem direta: "Não irás!" Agora, o Senhor nem ao menos Se esforçou para convencer Balaão a não ir. Afinal, Sua vontade era bem sabida; a questão não estava no campo do conhecimento e, sim, das decisões.

Você e eu fomos feitos livres para decidir por qualquer coisa que queiramos. Algumas escolhas são mera "questão de gosto": Camisa branca ou vermelha? Férias na praia ou no campo? Pêssego ou morango? Qualquer reposta para esse tipo de pergunta afetará sua vida com menor ou maior impacto. Mas existem outras decisões que podem definir nosso relacionamento com Deus e, consequentemente, nosso destino eterno.

Nosso Senhor respeita as escolhas que fazemos, até quando são equivocadas. Nosso Pai de Amor não interfere ao ver o momento em que, a despeito da luz que temos, você e eu preferimos o prazer ao correto, o fácil ao lícito ou o popular ao justo.

Naquele instante, Balaão não estava buscando uma direção da parte de Deus, porque isso ele tinha. Seu esforço foi no sentido de convencer Deus a mudar de ideia. Seria tão bom se Deus nos ouvisse mais, não é? Como gostaríamos de ver o sinal verde para todos os nossos desejos!

Gosto de como o Senhor lida com esse impulso humano. Balaão argumentou e Deus nada Lhe acrescentou. Não se fazia necessário. Deus estava dizendo o seguinte: "Balaão, você sabe o que penso a respeito. Mas se você quer tanto ir, vá, seu teimoso! Eu não Me responsabilizo pelo que pode acontecer, porque Eu avisei você."

Deus não nos impede de pecar. Se clamamos quando tentados, temos todo auxílio celestial. O cristão jamais tem razão para se sentir desamparado. Mas, se desconsideramos a verdade conhecida e seguimos os neons do pecado, nenhum anjo segura nossos pés.

A campanhia está tocando...

Você e eu não estamos num reality show, cercados por câmeras transmitindo nossa vida em tempo real a telespectadores curiosos. Nem por isso estamos sozinhos. Há um Deus que do alto em que habita toma tempo para nos acompanhar em cada lance da jornada.

Deus não nos vigia para nos punir no primeiro erro cometido. Ele quer mesmo é oferecer Seus largos ombros para chorarmos a perda de um ente querido. Quer nos abraçar e sorrir conosco ao alcançarmos uma promoção ou passarmos no vestibular. Quer participar de nossa vida e auxiliar na tomada de decisões positivas.

Talvez você queira um pouco mais de tempo para pensar, antes de assumir um compromisso que parece - e de fato é - tão sério; mas como você suportaria mais um minuto sequer completamente perdido numa estrada sem placas, quando o melhor Guia lhe oferece os Seus serviços?

A demora pode custar mais sofrimentos. Compensa se apegar à âncora do orgulho se o barco está afundando?

O maior privilégio de que alguém pode desfrutar é conhecer a vontade de Deus e corresponder a ela. Aliás, quem afirma isso é o próprio Todo-Poderoso:

"Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor" (Jr 9:23, 24).

Agora mesmo você está ouvindo? É a campanhia. As mãos eternas estão batendo palmas. Você escuta Alguém chamando o seu nome de forma amável. Deus quer entrar em sua vida. Seria você capaz de abafar a voz de Quem enfrentou a tortura, o desprezo, a afronta, os maus-tratos e a cruz em seu lugar?

Por que não se render ao Salvador Jesus sem esperar mais?

Outra Leitura - Douglas Reis.


sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal

Um feliz Natal.
Qual o verdadeiro significado do Natal.


Clique aqui e baixe o power-point

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Estudo Bíblico - Futuro com Esperança. Pr. Mark Finley

Pr. Mark Finley no Futuro com Esperança. Baixe aqui este estudo

  • Descobertas Assombrosas nas Ruínas das Cidades Perdidas: O Livro da Esperança
  • O Estrondo de um Mundo que se Desintegra: A Mensagem de Esperança
  • Deus é Bom! O Mundo é Mau! Por quê? O Significado da Esperança
  • Ecos da Eternidade - O Homem da Esperança
  • A Atração Fatal das Seitas - A Certeza da Esperança
  • Quando Deus Disse: "Lembra-te": O Dia da Esperança
  • As Prâmides, a Bíblia e o Segredo dos Mortos: A Certeza da Esperança
  • Como Experimentar o Melhor da Vida: O Símbolo da Esperança
  • Quando a Verdade Triunfa: O Povo da Esperança
  • Jornada para a Eternidade: A Terra de Esperança

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Nosso lar eterno

Você já imaginou como seria o mundo se não houvesse guerras, fome, desastres, injustiças e morte? Consegue imaginar um lugar onde todas as nações vivem em harmonia, num relacionamento de perfeito amor? Agora pense nesse lugar e imagine o próprio Deus conversando com você, face a face. A boa notícia é que esse Lar existe e será nosso após o período de mil anos, em que os salvos estarão no céu.

1. O que Jesus prometeu preparar para Seus seguidores? João 14:1-3

2. Quem é o arquiteto e construtor da Santa Cidade? Hebreus 11:10

Para uma descrição detalhada da Nova Jerusalém, leia Apocalipse 21:9-27.

3. No fim do Milênio, onde estará a Nova Jerusalém? Apocalipse 21:2

4. Que acontecerá com a Terra quando os ímpios receberem o castigo da segunda morte? II Pedro 3:10

5. Que esperamos para depois disso? II Pedro 3:13; Apocalipse 21:1

6. Para quem é a Nova Terra? I Coríntios 2:9

7. Na Nova Terra haverá lembrança das coisas ruins pelas quais aqui passamos? Isaías 65:17

8. Quem habitará a Nova Terra, junto com os salvos? Apocalipse 22:3

9. O que não haverá mais na Nova Terra? Apocalipse 21:4

10. O que é essencial fazer para ter a vida eterna? João 3:16

11. Somente quem entrará no Reino dos Céus? Mateus 7:21

Minha Decisão:

Creio que este mundo será destruído e a Terra será renovada, após o Milênio. Por isso resolvo manter comunhão com Jesus e fazer a vontade de Deus a fim de estar preparado para viver na Nova Terra.

Conceitos que devem ficar bem claros:

1. Nossa passagem pelo céu, a bordo da Nova Jerusalém, levará mil anos.
2. Ao final do Milênio, nosso Lar eterno será finalmente estabelecido neste planeta, porém renovado.
3. A Nova Jerusalém, que descerá sobre o Monte das Oliveiras (Zacarias 14:3 e 4), será a capital da Nova Terra.
4. Deus morará com os remidos para sempre.
5. A vida dos salvos na Nova Terra será repleta de atividades prazerosas. Não haverá mais injustiças, egoísmo, doença, separação ou morte.

Criacionismo

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

“A CARNE DE PORCO NÃO IMPLICA NA MINHA SALVAÇÃO”

Deus quer que tenhamos boa saúde (III S. João 2), porque nos comprou com Seu sangue (I Cor. 6:20), e espera que sejamos puros (Rom. 12:1), para nos constituirmos realmente na morada do Espírito Santo. I Cor. 3:16.

Se alguém, pela ingestão de carnes imundas (Lev. 11; Deut. 14), se torna impuro, Deus nele não pode morar, e pior, será destruído no último dia. I Cor. 3:17.

Por exemplo, Deus Se “irrita” com os comedores de porco (Isaías 65:3-4). Também os consumirá (Isaías 66:17 – compare com os versos 22-23). Veja, Deus está falando que os comedores de carne de porco ficarão fora da Nova Terra. Isso merece, portanto, sua reflexão plena. Implica ou não na salvação?

Por que a carne de porco não é consumida nos hospitais? Deut. 14:8.
Uma vez ouvi: “A diferença do urubu para o porco é que um voa e o outro anda sobre patas.” – De fato, a função de ambos é a limpeza da terra.

“EU COMO TUDO PORQUE O QUE DEUS FEZ É BOM”
Sim, realmente é bom o que Deus fez, mas, para o fim que Deus criou. Exemplo: minhoca é boa, mas não para se comer e sim fertilizar a terra. Urubu é tão bom e útil que é proibido por lei matá-lo. Por conseguinte, ao afirmar o Senhor que “tudo é bom” não foi para que nós hoje nos valhamos disto para satisfazer nossa vontade. Esta deve ser submetida à vontade do Senhor.


Leia sobre carnes imundas aqui:
http://iasdluz.blogspot.com/2009/05/especial-carnes-imundas.html

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

História da adoração 8 – A imoralidade dos gigantes


"Naqueles dias havia nefilins na terra [...]. Eles foram os heróis do passado, homens famosos" (Gên 6:4) - NVI

Os antediluvianos eram homens e mulheres de um impressionante vigor físico. Eles viviam até mais de 900 anos. A sua vida era muito saudável. Embora mortais e pecadores, eram pessoas de tremendas faculdades mentais e impressionante poder físico. Eles eram capazes de realizar grandes obras, e o fizeram. Estas obras foram todas destruídas pelo dilúvio.

Pecadores como eram, com seu tremendo potencial, desenvolveram uma sociedade em extremo maldosa. Como viviam ao longo de muito séculos, e como a sua mente nada esquecia, um só ser humano era capaz de desenvolver maldade equivalente ao que hoje é capaz de se fazer por meio de uma multidão. Ao longo de suas vidas acumulavam maldade e mais maldade, a ponto deles colocarem em perigo a existência da raça humana. Esse nível de maldade só em nossos dias está outra vez sendo atingido, conforme diz em Lucas 17:26 e 27.

Aqueles homens tornaram-se sobremaneira violentos, corruptos, a tal ponto que encheram a Terra dessas características. Diz a Bíblia que “era continuamente mau todo o desígnio do seu coração” (Gên. 6:5). Eles eram maus o tempo todo. Algumas exceções havia, como a família de Noé, mas eram poucas pessoas. Mais algum tempo, e, sem exceção, todas as pessoas seriam de má índole.

A tal ponto chegou a maldade da raça humana que DEUS não teve mais escolha, senão afogar todos por meio de um grande dilúvio global. Mas para não eliminar todas as pessoas, pois ainda havia algumas de caráter decente, DEUS usou a água, pois por meio dela, poderia manter vivas algumas delas, e uma seleção de animais, dentro de um barco. Noé e sua família, ao todo oito pessoas, foram salvas do dilúvio em toda a Terra. Hoje podemos ver vestígios desse dilúvio em todas as partes do mundo. Aliás, talvez a maior prova do dilúvio sejam as placas tectônicas que permitem os terremotos. Foi por causa do dilúvio, dado que saiu água do interior da Terra, que a camada de rochas que formava a estrutura estável da Terra antes do dilúvio se rompeu, e desde então elas se movimentam, e geram tensão entre elas, provocando os abalos sísmicos.

A corrupção da raça humana, depois do dilúvio retornou aos poucos, Mas como agora as pessoas só viviam pouco mais de 100 anos (durante a Idade Média as pessoas viviam pouco mais de 40 anos), a maldade não se desenvolvia com tanta rapidez. Outro motivo que freou a velocidade do desenvolvimento da maldade foi que DEUS separou a humanidade através da linguagem. Na construção da Torre de Babel DEUS os confundiu por meio de línguas diferentes para cada família. Desde então ficou muito complicado para os homens colaborarem todos juntos para serem maus. Essas condições só mais recentemente se formaram, por meio da comunicação facilitada por uma língua que é quase universal, o inglês, e por meio da tecnologia de comunicação, a internet e a tecnologia da destruição para a guerra. Agora novamente a humanidade tem as condições de serem maus a ponto de desenvolverem a capacidade de exterminar a raça humana por meio dessa maldade. Porém, dessa vez, não vai haver destruição por meio de algum dilúvio. Antes da raça humana realmente estar liberada para destruir tudo por aqui, JESUS vai voltar e levar para a Sua morada todos aqueles que ao longo das eras da humanidade, em vida, decidiram ser obedientes aos mandamentos de DEUS, isto é, que foram pessoas de bem e humildes de coração, pessoas que jamais ameaçam o seu próximo nem a natureza.

REFLEXÃO: "O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal" (Gên 6:5) - NVI
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

“O Sábado não é tão importante assim. Você não acha?” Romanos 14:2, 4 e 5

“O Sábado não é tão importante assim. Você não acha?” Romanos 14:2, 4 e 5

Essa foi a conclusão de um irmão que tentou me levar ao mesmo posicionamento dele, “baseando-se” em Romanos 14. Pretendo fazer um estudo com você sobre o texto, especialmente dos versos 2 e 5, usados para “ensinar” que “a Bíblia considera débil na fé quem não come carnes imundas e quem ainda se preocupa em guardar o Sábado”. Acrescentarei alguns grifos:

VERSOS 1 e 2: “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes

O problema na igreja de Roma não é a questão das carnes imundas e muito menos a dieta vegetariana. Pelos seguintes motivos:

1) Na mesa de um judeu não havia carne de porco (Deuteronômio 14:8). Portanto, Paulo não poderia estar nessa carta tratando do assunto;

2) A dieta vegetariana (que cada pessoa escolhe segundo as instruções que Deus dá) foi dada pelo próprio Deus, em um mundo sem pecado (Gênesis 1:29). Se uma pessoa é “débil na fé” por ser vegetariana, então teremos de dizer o mesmo sobre Deus – o que seria uma blasfêmia. Contradiria a ciência, que prova serem os vegetarianos as pessoas que têm uma média de vida maior.

Além disso, seria um contraposto com a vida do profeta Daniel. Ele não comeu as comidas imundas que havia na mesa do rei de babilônia (Daniel 1:8) e teve excelentes resultados! Veja:

“No fim dos dez dias, a sua aparência era melhor; estavam eles mais robustos do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei.” Daniel 1:15.

“Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos. Vencido o tempo determinado pelo rei para que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe à presença de Nabucodonosor. Então, o rei falou com eles; e, entre todos, não foram achados outros como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso, passaram a assistir diante do rei. Em toda matéria de sabedoria e de inteligência sobre que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.” Daniel 1:17-20.

Alguém terá coragem de negar a eficácia da alimentação saudável na vida de Daniel, sem o uso de carnes imundas?

Voltando a Romanos 14, o “débil na fé” mencionado no segundo verso é o mesmo cristão de 1 Coríntios 8, mencionado especialmente no verso quatro. A maioria dos estudiosos acredita que Paulo escreveu aos Romanos quando estava em Corinto. E, sabe-se que tanto as cartas de Romanos quanto a de 1 Coríntios foram escritas na mesma década. Isso indica que para entendermos o problema enfrentado em Roma precisamos saber que a mesma dificuldade estava havendo em Corinto (um pouco antes).

Por isso, quando lemos 1 Coríntios 8:4 chegamos facilmente à conclusão de que o “débil na fé” era aquela pessoa que tinha tanto medo de comer uma carne que tivesse sido sacrificada a um ídolo que só comia legumes. No açougue (ou mercado) a pessoa ficava num impasse tão grande em não comprar uma carne que pudesse ter sido dedicada a um deus pagão que acaba decidindo viver só à base de vegetais.

Portanto, o apóstolo não está “abolindo” uma lei dietética (de não comer carnes imundas) sendo que ele mesmo a seguia (Atos 25:8).

VERSO 5: “Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente.”

Precisamos considerar algumas coisas e o contexto histórico judaico para sabermos o que Paulo quis dizer nesse verso.

1) O termo “iguais” não se encontra no original grego. O tradutor, na boa intenção de tornar o texto mais claro, colocou a palavrinha. Mas, não era a ideal. No original, a segunda parte do verso 5 é assim: “outro julga… todos os dias”. Veja que no grego não é possível definir com base apenas nesse verso a que dias o escritor se refere.

2) Levando-se em consideração textos como Atos 16:13; 17:2, 18:3-4 e 11, de forma alguma podemos supor que Paulo estivesse tratando do dia de repouso em Romanos 14:4 e 5. Se o fizesse, estaria indicando ter algum tipo de problema mental, pois, em certos lugares (mesmo em territórios não judeus, como lemos em Atos 16:13) ele guardava o Sábado e depois ensinava que não deveria fazer isso… Uma contradição sem tamanho…

Se Romanos 14:4, 5 estivesse abolindo o quarto mandamento (Êxodo 20:8-11) da eterna Lei de Deus (Salmo 119:152), os próprios irmão que observam o primeiro dia da semana teriam que deixar de guardar o domingo (pois, o texto “diz” que um dia em si não é importante…).

O dominguista Russel N. Champlin em seu comentário reconhece que não é possível provar que a guarda do Sábado esteja sendo questionada em Romanos 14:5: “Não dispomos de meios para julgar, com base neste texto, nem com toda a certeza, se Paulo queria incluir ou não o sábado na lista dos vários dias especiais que os irmãos ‘débeis na fé’ insistiam em observar”. (CHAMPLIN, Russel Norman. “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo”, vol. 3, p. 839. Citado por Alberto Ronald Timm em O Sábado Nas Escrituras, p. 69.)

3) Se lermos o verso 6 de Romanos 14, veremos que “os dias” mencionados no verso 5 estão relacionados a comer ou não:

“Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.”

Lendo o Didaquê (obra judaica) não fica difícil sabermos que os “dias” citados por Paulo, em conexão com as expressões “quem come” e “quem não come”, se referem a dias de jejum!

“O Didaquê 8:1 era incisivo em admoestar os cristãos a “não jejuarem com os hipócritas no segundo e quinto dia da semana, mas no quarto e sexto dias”. (“Consultoria Doutrinária”. SP: Casa Publicadora Brasileira, 1979, p. 142.)

A questão era jejuar ou não em certos dias da semana e não se o Sábado deveria ou não ser guardado. Paulo argumentou: “cada um escolha os dias que quiser para fazer o próprio jejum”.

Como a Bíblia se torna simples quando permitimos que ela mesma se explique!

CONCLUSÃO

Romanos 14:4, 5 não pode ser usado em apoio à doutrina antinomista (contra a lei – nomos, no grego). E, com base nessas conclusões apoiadas pela Bíblia respondo à “pergunta” que faz parte do título desse artigo: “Irmão: o Sábado é bem importante, pois, é um memorial do Criador (Êxodo 20:8-11), do Deus Salvador (Deuteronômio 5:15), do descanso na graça que podemos desfrutar todos os dias (Hebreus 4) e um sinal de fidelidade a Ele nos últimos dias (Apocalipse 14:6, 7; compare com Êxodo 20:11 e Ezequiel 20:12, 20, 21).”

Finalizo com um testemunho de fidelidade a Deus que derruba qualquer “argumento” contra os mandamentos do Criador. Foi registrado no blog por Giselle B. Oliveira, do RS:

Sou Adventista desde 2008 e tenho um testemunho que mudou definitivamente minha postura em relação ao Sábado.

Estava na faculdade e havia uma cadeira muito difícil de entender. Por isso, havia aulas com monitores em horários diferentes para os alunos que quisessem aprender mais, e consequentemente, ire bem na prova.

As melhores aulas de monitoria ocorriam no Sábado, das 8h às 12h. Apenas uma delas caía na segunda-feira, com duração de uma hora. Eu precisava muito participar e todos os meus colegas participavam. Já estava ficando nervosa e ainda não era batizada, mas frequentava a igreja algumas vezes. Então me surgiu a dúvida: “Será que vou? Acho que devo ir porque todos estão indo e dizendo que é ótimo”. Pensei que se eu não fosse, não conseguiria ser aprovada.

Meu noivo, que também ainda não era batizado na época, mas, estava congregando na igreja comigo, me mostrou João 15:7 (“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”). Quando li isso eu disse na hora: “não vou ir às aulas [no Sábado]”.

Não nenhuma aula de Sábado, mesmo tendo sido ministradas várias. Fiz apenas uma matéria na segunda-feira.

Quando chegou o dia da prova – por mais incrível que pareça – eu estava tranquila. Não sei como e de onde vinha a tranqüilidade, enquanto meus colegas, que haviam estudado bem mais, estavam muito nervosos.

Resultado: somente eu e mais um colega acertamos todas as questões da prova. Todos os que haviam aceitado aulas aos Sábados acertaram pouquíssimas questões. Foram mal nesta prova e alguns até choraram.

Voltei sorrindo para casa como se tivesse certeza que Deus me ajudou. Só eu sei a certeza que tive naquele momento. Também não me restaram mais dúvidas de que devo guardar o Sábado.

Espero que o presente estudo e essa linda história de fé motivem você, amigo internauta, a ser fiel a Deus inclusive na guarda do Sétimo Dia, que Ele escolheu para Si (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11).

Um abraço,

Fonte: Na mira da verdade

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Pedro e a Pedra: Um estudo exegético de Mateus 16:18


Em Mt 16:18 encontram-se as seguintes palavras de Cristo dirigidas a Pedro:
“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”

Como entender essa declaração de Jesus? O que seria essa pedra? Algum lugar geográfico da Terra? Seria Pedro, como está presente na teologia da Igreja Católica? Não poderia ser a confissão de Pedro, ou então o próprio Cristo? Sobre o que seria edificada a Igreja de Cristo?
O objetivo deste trabalho é compreender mais claramente o termo “pedra”, versão do grego “πετρα” (petra) que aparece no texto referido acima. Para tanto, se desenvolverá uma exegese do texto na tentativa de uma definição do sentido do termo e sua interpretação segundo o seu contexto bíblico.

...

“Πετρος” – essa primeira palavra é um substantivo. É traduzida como pedra, rocha, pedaços de rocha quebrada, uma pedra e Pedro. “Πετρα” – essa segunda palavra é um substantivo simples. É traduzida como rocha, massa de rocha, pedra como material, seixos rolados e empregava-se já em Homero como símbolo de firmeza (Od. 17, 463)

O Contexto da Palavra na Frase

Ao analisar-se o contexto da frase, pode-se observar que a declaração se divide em quatro partes. Na primeira, Cristo diz: “também eu te digo”, isso mostra que anteriormente Pedro já havia recebido uma mensagem de alguém, a qual era a revelação de Deus acerca da messianidade de Jesus. Agora o próprio Cristo iria lhe revelar outra mensagem, referente à edificação de Sua Igreja sobre a Pedra.

A segunda parte é “Que tu és Pedro”. O nome verdadeiro de Pedro era Simão. Pedro era o nome fornecido por Jesus quando chamou Simão para seguí-Lo como Seu discípulo (Jo 1:42; Mc 3:16). Assim, o nome do discipulado de Simão era Pedro. Quando os discípulos foram questionados a dizerem quem era Jesus para eles, Pedro foi o único discípulo que confessou ser Jesus o Messias. Cristo então o chama de Pedro e não de Simão. Dessa forma, Jesus estava reconhecendo que Pedro era um verdadeiro discípulo Dele, o único que O reconheceu como Messias.

A terceira parte,“E sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja”, levanta a pergunta: Quem é a pedra? Pedro, o verdadeiro discípulo, ou o Messias apontado por ele? O último trecho é“E as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, o reino da morte não prevaleceria contra a Igreja. O resultado de ter essa pedra como o fundamento seria a vitória da Igreja.

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Leita todo o estudo [aqui]


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Papa reafirma que só igreja pode interpretar a Bíblia

O papa Bento XVI reiterou com firmeza, em um encontro com estudantes e professores do Pontifício Instituto Bíblico, que apenas a Igreja Católica pode interpretar “autenticamente” a Bíblia. “À Igreja é destinado o trabalho de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita e transmitida, exercitando a sua autoridade em nome de Jesus Cristo”, defendeu o papa, ao se reunir com cerca de 400 estudantes, funcionários e docentes em comemoração aos cem anos da fundação da entidade pontifícia. Bento XVI também destacou que, sem a fé e a tradição da Igreja, a Bíblia torna-se um livro “lacrado”. “Se as exegeses querem ser também teologia, é preciso reconhecer que a fé da Igreja é aquela forma de simpatia, sem a qual a Bíblia torna-se um livro selado: a tradição não fecha o acesso à Escritura, mas, sobretudo, o abre”, disse.

De acordo com o pontífice, “por outro lado, é da Igreja, nos seus organismos institucionais, a palavra decisiva na interpretação da Escritura”, sendo esta “uma única coisa a partir de um único povo de Deus, que tem sido seu portador através da história”.

“Ler a Escritura com união significa lê-la a partir da Igreja como seu lugar vital e acreditar na fé da Igreja como a verdadeira chave da interpretação”, explicou Bento XVI.

O papa relembrou também que o aumento do interesse pelo livro sagrado católico [sic] no decorrer deste século ocorreu graças ao Concílio Vaticano II, especificamente à constituição dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina.

Entre os presentes na reunião estavam o prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Zenon Grocholewski, e o padre Adolfo Nicolás Pachón, da Companhia de Jesus.

(Estadão)

Nota: Nada de novo. Ao mesmo tempo em que o papa prega o ecumenismo (união das igrejas), deixa claro que a primazia pertence à sua igreja. Como assim só a Igreja Católica pode interpretar a Bíblia? Quando Jesus sugeriu que é boa coisa examinar as Escrituras (Jo 5:39), não estava falando para católicos. Quando João, no Apocalipse, afirma que são bem-aventurados aqueles que leem (Ap 1:3), também não tem em vista leitores católicos, já que essa igreja ainda não existia. Na verdade, o correto é deixar que a Bíblia interprete a si mesma. Nada de “tradição”, visão institucional ou coisa que o valha. A Palavra é para todos e está ao alcance da compreensão de todos. Essa postura dos líderes católicos não é de hoje. Pelo menos uma vantagem o Concílio Vaticano II teve: estimulou os católicos a lerem a Bíblia. Talvez o papa esteja preocupado com essa abertura, já que o êxodo de seu rebanho para outras igrejas não para de se acentuar.

Fonte: Criacionismo

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O fim do Universo

Há muito tempo físicos preveem que o Universo acabará na chamada “morte térmica”, estado em que terá utilizado toda a sua energia e não poderá mais sustentar nenhum movimento. Porém, novos cálculos realizados por uma equipe de físicos australianos mostram que a morte térmica pode chegar mais cedo do que os cientistas acreditavam. A morte térmica é baseada no conceito da entropia, que afirma que estados desordenados são mais estáveis que aqueles ordenados. Em uma experiência da vida real, por exemplo, pode-se dizer que é mais fácil quebrar uma janela de vidro (estado ordenado) do que reorganizá-la ou criar uma nova janela – estado desordenado – ou seja, a janela permanecerá quebrada. Na escala do Universo, sistemas complexos como estrelas, planetas e galáxias são como a janela de vidro, e os novos cálculos mostram que buracos negros supermassivos os estão quebrando mais rapidamente do que imaginávamos.

Já era de conhecimento dos físicos que os buracos negros contribuem com a entropia do Universo ao quebrar a matéria e energia em seus turbilhões gravitacionais, mas os cálculos sempre mostraram o nível da desordem com base nos buracos negros menores e mais frequentes.

Entretanto, o novo cálculo leva em consideração o poder destrutivo dos buracos negros supermassivos, que podem consumir galáxias inteiras. Os cientistas australianos descobriram que os cálculos antigos subestimavam quanto do Universo esses buracos negros já “engoliram”.

Porém, não é preciso começar a se preocupar com o fim do mundo: em uma escala humana, é como se o cálculo anterior afirmasse que o Universo fosse morrer aos 90 anos. O novo cálculo descobriu que ele está mais próximo desta idade do que dos 50 anos. Mas é claro que as estimativas envolvem a morte térmica para daqui a bilhões de anos, então o Universo ainda tem um bom tempo para aproveitar a velhice.

(Hypescience)

Nota: Se o Universo poderá terminar num estado desordenado, pergunto: Quem ou o que fez com que ele começasse num estado ordenado, menos provável (afinal, todo mundo entende que ordem não pode provir do caos)? A pergunta é tão delicada que, para fugir da palavra “milagre” (que evoca o sobrenatural), os cientistas que negam o teísmo se valem de outra palavra: “singularidade”. A origem deste universo ordenado, que funciona graças a leis finamente ajustadas, foi um evento singular, único, inexplicado. E empurram a porta da verdade para impedir que Deus coloque o pé através dela. Outra coisa: Se o Universo está fadado à destruição, que sentido existe na vida? Afinal de contas, todos os nossos esforços não acabam sendo inúteis em perspectiva da finitude de todas as coisas? Mas, tudo bem, não se preocupe com isso agora. Coma, beba e se divirta. O mundo vai acabar, mas só daqui a bilhões de anos. A vida, num sentido cósmico, parece não fazer sentido mesmo, por isso, viva para o aqui e agora. Beco perigoso esse... É verdade que não precisamos nos preocupar com o fim do mundo (na ótica cosmológica). Devemos, sim, é nos preocupar com a nossa condição espiritual, pois Jesus voltará muito antes do que se imagina. É nisso que não querem que pensemos...

Fonte: Criacionista.

domingo, 25 de outubro de 2009

O conflito final e a Igreja de Laodicéia

Programação realizada na IASD de Dallas, no período de 28 de Março a 04 de Abril de 2.009, dirigida pelo Pr. Dílson Bezerra, que é missionário na África e explana com propriedade acerca das atuais características da Igreja, os elementos que devem se descortinar no horizonte adventista nestes últimos dias desta terra, bem como sobre a preparação individual que deve se alinhar a este quadro. Os materiais estão disponíveis para download em áudio e vídeo, bem como para acesso online nestas mídias.

01) - 28/03/09 - A última batalha (Áudio)(Vídeo)


02) - 29/03/09 - A justiça de Cristo (Áudio)(Vídeo)


03) - 30/03/09 - A mensagem do primeiro anjo (Áudio)(Vídeo)


04) - 31/03/09 - A mensagem do segundo anjo (Áudio)(Vídeo)


05) - 01/04/09 - A mensagem do terceiro anjo (Áudio)(Vídeo)


06) - 02/04/09 - O alto clamor (Áudio)(Vídeo)


07) - 03/04/09 - A justiça de Cristo (2) (Áudio)(Vídeo)


08) - 04/04/09 - A vitória final (Áudio)(Vídeo)


Fonte - IASD Dallas

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Sábado nos Pólos


Regiões Polares dias e noites duram seis meses. Guarda-se o Sábado lá? Lógico que sim! Como?Veja:Vendo que as Escrituras Sagradas ensinam a observância do Sábado do pôr-do-Sol ao pôr-do-Sol, pessoas há que concluem ser isso impossível no Extremo Norte, onde há todos os anos um período durante o qual o Sol permanece no alto, e outro em que ele permanece oculto abaixo do horizonte, durante as completas vinte e quatro horas do dia.



É certo que residem ali numerosos observadores do Sábado, os quais afirmam não ser difícil saber quando chega a hora do pôr-do-Sol, para então iniciarem a observância do dia de repouso. Surpreendem-se com efeito, ao saberem que haja quem isso julgue impossível.



No período em que o Sol está oculto abaixo do horizonte, os guardadores do Sábado no Extremo Norte observam o dia de sexta-feira ao meio-dia até o Sábado ao meio-dia, porquanto essa hora corresponde ao pôr-do-Sol na região ártica no inverno. Pois todos os dias, enquanto o Sol se oculta sob o horizonte meridional, ele atinge seu zênite ao meio-dia, visto como nessa hora tanto se levanta como se põe, abaixo do horizonte.



Daí por diante, passa a ser visível o pôr-do-Sol, assinalando o começo e o fim do sétimo dia. Cada dia o Sol se ergue um pouco mais cedo e se põe um pouco mais tarde, de modo que a 21 de março (equinócio vernal), o nascer do Sol se dá às 6 horas da manhã, pondo-se às 6 horas da tarde.



Nos dias de verão, em que o Sol não se põe, quando ele alcança o zênite (o ponto mais alto em seu aparente caminho circular no Céu) os habitantes de além do círculo ártico sabem que é meio-dia. E quando chega ao nadir (o ponto mais baixo em seu aparente caminho circular no Céu), nos dias de verão, eles sabem que é meia-noite. Este ponto mais baixo no aparente circuito solar de vinte e quatro horas no Céu é pelos habitantes daquela região denominado ponto do norte. Corresponde, como dissemos, ao pôr- do-Sol. Daí, os habitantes de além círculo ártico, observam no verão o sétimo dia de meia-noite de sexta-feira até meia-noite de Sábado, pois o Sol está então em seu nadir (o ‘mergulho’), que é também o ponto do pôr-do-Sol.


Nem os observadores do domingo nem os do Sábado têm qualquer dificuldade em saber quando começa seu dia de repouso religioso, no Extremo Norte. Em dois períodos do ano o visível pôr-do-Sol serve de sinal para marcar o princípio e o fim do sétimo dia para os adventistas na região ártica. E nos dias em que o Sol não aparece acima do horizonte, o Sábado é observado de sexta-feira, ao meio-dia, até o meio-dia do Sábado, por isso que essa hora corresponde ao tempo do pôr-do-Sol, segundo o prova o último pôr-do-Sol visível ocorrido no princípio do período, e o primeiro pôr-do-Sol visível ocorrido no final do período. Mas durante o tempo em que o Sol está no Céu contínuamente, o Sábado é observado de sexta-feira à meia-noite, até meia-noite do Sábado, porque o Sol está em seu nadir nesse momento do dia, como o provam o último pôr-do-Sol visível no princípio do período, e o primeiro visível pôr-do-Sol ocorrido no final do período.” - R.L. Odom, The Lord’s Day On a Round World, págs. 121, 122,138,140,141,143,144. Citado em Consultoria Doutrinária, pág. 154. “E mesmo na terra do ‘Sol da meia-noite’, pergunte-se a um explorador dos polos e ele achará ridícula a idéia de não ter ali noção do dia, seu começo e fim. Os exploradores árticos mantêm a exata contagem dos dias e semanas em seus diários, relatando o que fizeram em determinados dias. Eles dizem que naquela estranha e quase desabitada terra, é possível notar a passagem dos dias durante os meses em que o Sol está acima do horizonte, pelas posições variáveis do Sol, e durante os meses em que o Sol está abaixo do horizonte, pelo vestígio perceptível do crepúsculo vespertino. E se um sabatista se encontrasse lá no polo, e tivesse algum receio de perder a contagem das semanas, bastar-lhe-ia dirigir-se, por exemplo, a uma missão evangélica entre os esquimós, e lá obteria a informação do que deseja, pois os missionários sem dúvida saberiam quando é domingo para nele realizarem sua Escola Dominical... Certamente que eles não perderiam o ciclo semanal.” – Arnaldo B. Christianini, Subtilezas do Erro, pág. 177-178.


Fonte: Lourenço GonzalesNas


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vida longa no Céu

Se na nova terra “a morte já não existirá” (Ap 21:4), como é possível que nela “morrer aos cem anos é morrer ainda jovem” (Is 65:20)?


Para entendermos a tensão entre Isaías 65:20 e Apocalipse 21:4, devemos fazer uma clara distinção entre o propósito original de Deus para com a nação de Israel e o plano dEle hoje para com a Igreja. Deus escolhera, por Sua graça, o povo de Israel e o conduzira à terra de Canaã (Dt 7:7 e 8), onde estabeleceu com a missão específica de atrair “todos os povos” à adoração do verdadeiro Deus (ver Is 56:1-8).

Houvessem os israelitas vivido à altura do seu chamado e cumprido a sua missão no mundo, a Terra teria se enchido “do conhecimento da glória de Deus” (Hc 2:14). A fidelidade à Aliança e a obediência aos preceitos divinos resultariam em bênçãos que melhorariam gradativamente as condições de vida na Terra, afastando “toda enfermidade” do povo eleito e umentando,
conseqüentemente, a sua longevidade (ver Dt 7:12-15, 11:8-25, 28:1-14). É dentro desse processo gradativo que deve ser entendida a declaração de que “morrer aos cem anos é morrer ainda jovem” (Is 65:20). Essa melhora da qualidade de vida continuaria até que a morte deixasse finalmente de existir. A nova terra era esperada no Antigo Testamento a partir dessa perspectiva.

Como Israel não satisfaz as expectativas da Aliança, as promessas condicionais de prosperidade não alcançaram o seu esperado cumprimento (ver Dt 28:15-68). Em decorrência de sua crescente apostasia, o Reino do norte foi conquistado pelos assírios (2Rs 17) e o Reino do sul pelos babilônios (2Rs 24 e 25). As promessas da Aliança também não se cumpriram cabalmente com os judeus no período pós-exílio. Foi especialmente pela rejeição do Messias que Israel deixou finalmente de ser a nação escolhida de Deus (ver Mt 21:43; 23-37-39).

Se o propósito divino no Antigo Testamento era que as condições de vida no mundo melhorassem progressivamente (Is 65:17-25), no Novo Testamento esse quadro se inverte, pois a situação do mundo há de piorar cada vez mais, até a sua final destruição (ver Mt 24:4-12, 2Tm 3:1-9, 2Pe 3:7-13). Portanto, sob a nova Aliança, a promessa de um “novo céu” e de uma “nova terra” não mais se cumprirá por um processo de melhoria gradativa das condições de vida sobre a Terra, e sim pela intervenção sobrenatural de Deus no momento mais conturbado da História, quando finalmente as doenças e a morte deixarão de existir (ver 1Co 15:51-55, Ap 21:1-5).

Fonte: Sinais dos Tempos -Por Alberto R. Timm

domingo, 11 de outubro de 2009

Estudo sobre santuário.

O santuário era simbólico e temporário, pois não há redenção entre o sangue de animais e o perdão dos pecados. Mas era a sombra de coisas que haveriam de vir. Corretamente compreendido, levava os homens em direção a Deus. Ensinava a maior de todas as lições, pecado gera morte, assim, apresentava a necessidade da reconciliação, da importância da lei, da santidade de Deus, de seu grande amor.

Durante muito tempo o santuário passou a ser o tema do círculo de conversas dos israelitas, pois era um local onde o povo vinha confessar, sacrificar, festejar, pedir perdão ou apresentar crianças. O tema do santuário estava para Israel como a Bíblia está para o cristianismo.

Era uma nação que vivia envolvida ao redor de uma tenda no meio do deserto.

Em essência, a razão de ser do templo terrestre terminou na morte de Cristo; teologicamente, já não exercia qualquer função ou não haviam mais necessidades de tais oferecimentos de sacrifícios.

Clique [aqui] para baixar power-point,
para saber mais sobre o assunto, clique [aqui]

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O dom de línguas na igreja de Corinto


O dom de línguas é um dom do Espírito Santo, e isso é uma verdade bíblica inquestionável (1 Cor 12:7-11; Atos 2:4 e 33, dentre outros) mas qual a sua natureza e a forma genuína de sua manifestação?



Essa pergunta teria uma resposta clara e definitiva se considerássemos apenas a presença, natureza e manifestação desse dom no livro de Atos. Cheios do Espírito Santo e movidos pelo mesmo Espírito os discípulos falaram em outras línguas (atos 2:4) e a multidão foi tomada de perplexidade quando ouviram os discípulos de Jesus anunciando as grandezas de Deus em suas próprias línguas maternas (Atos 2:6-12).
A natureza das línguas faladas pelos apóstolos conforme relatado em Atos 2 foi a de línguas inteligíveis e isso é um fato indiscutível entre os estudiosos sérios da Palavra de Deus e entre todos que respeitam o registro Sagrado como inspirado e fidedigno, devendo ser respeitado como a verdade (Jo 17:17).
Mas o dom de línguas em 1 Coríntios 14 não é tão claro quanto em Atos e existem muitas posições diferentes e divergentes sobre o contexto histórico desse texto específico, a natureza do dom manifesto em Corinto e se sua manifestação era produzida genuinamente pelo Espírito Santo, ou se seria uma contrafação satânica a qual Paulo teria se oposto, e inda há a questão de se a manifestação moderna do dom de línguas conforme se vê nas igrejas carismáticas e pentecostais hoje seria um equivalente da experiência da igreja de Corinto.
O contexto histórico de 1 Coríntios
Ninguém duvida do fato de que a Palavra de Deus revela que a igreja de Corinto era problemática. Sem pretender dar uma lista completa de seus problemas, sabemos que a igreja de Corinto foi chamada por Paulo de carnal (3:1), uma igreja onde existia inveja, divisão e soberba (4:6-8 e 18-19), e imoralidade (5:1). Essa “pequena” amostra de problemas enfrentados nessa igreja demonstra a dificuldade dessas pessoas em Corinto em serem cristãos que vivessem à altura do chamado de Deus para eles. Ainda assim, apesar dessa situação, a igreja de Corinto não é vista como uma igreja de pessoas imorais e perdidas definitivamente, eles são chamados de santificados e chamados para ser santos (1:2), objetos da graça e da paz de Deus invocando o nome do Senhor Jesus Cristo(1:3), e uma igreja rica da palavra de Deus e do conhecimento e na qual não falta nenhum dom (do Espírito) enquanto esperam a manifestação (o retorno) do Senhor (1:4-7).
Essa situação, já no início da história da igreja cristã, nos leva a encarar com grande seriedade a parábola de Jesus em Mateus 13:18-43. O joio e o trigo estariam juntos até os momentos finais da história da igreja (Mt 13:29).
Esse é o contexto da epístola em geral, mas reconstruir o contexto histórico dos capítulos 12-14 é uma tarefa muito mais ingrata. A grande quantidade de opiniões divergentes e o fato de que muitas delas (a maioria) é fruto de fantasiosa especulação pessoal de estudiosos do texto e não de verdades históricas, e essa realidade torna a reconstrução do contexto histórico do texto discutido aqui uma tarefa amarga.
Seria o dom de línguas manifesto em Corinto, listado entre os dons do Espírito Santo (1 Cor 12:7-11/28-30), um dom semelhante ou diferente do dom manifesto em Atos?
Anthony Hoekema diz: “Os comentaristas estão muito divididos nesta questão; ainda que a maioria reconheça que as línguas do dia de Pentecostes eram idiomas estrangeiros, alguns sustentam que as línguas em Corinto eram expressões extáticas diferentes dos idiomas ordinários. Parece difícil, se não impossível, emitir um juízo definitivo neste assunto.”.

Hoekema está certíssimo quando diz que a maioria dos comentaristas do texto bíblico reconhece a verdade bíblica sobre o que aconteceu em Atos, especialmente no Pentecostes.

Já foi demonstrado biblicamente nesse texto que nessa ocasião os discípulos falaram línguas inteligíveis e conhecidas no mundo e não línguas extáticas e ininteligíveis (incompreensíveis aos homens) semelhantes às “línguas” que se manifestam entre os carismáticos e pentecostais em nossos dias.

Porém, o dom de línguas em Corinto parece ter características diferentes das que vemos em Atos e vamos analisar essa situação a partir de agora.
A natureza das línguas em 1 Coríntios

No início do capítulo 12, Paulo revela sua preocupação de que a igreja em Corinto não fosse ignorante no assunto dos dons espirituais. Isso indica que possivelmente já havia alguma confusão em torno do assunto entre os membros da igreja e Paulo agora passa a esclarecer a questão.

O apóstolo passa a lembrar aos coríntios sua experiência passada na idolatria (12:2) e coloca a primeira distinção espiritual na questão dos dons: O Espírito de Deus age no sentido de exaltar o senhorio de Jesus Cristo (12:3). A partir do verso quatro Paulo deixa claro que o Espírito Santo é um, e que é Deus quem opera tudo em todos os seus filhos, e isso com um fim proveitoso (12:7).

Apesar de o Espírito ser um seus dons são diversos:
A palavra da sabedoria, a palavra do conhecimento, a fé, o dom de curar, a operação de milagres, o discernimento dos espíritos, a variedade de línguas e a capacidade de interpretar as línguas (12:8-10).

Mas Paulo enfatiza que o mesmo Espírito, o Espírito Santo é quem realiza todas essas coisas e é Ele quem distribui individualmente cada dom, sempre com um objetivo útil. O comentário bíblico adventista (SDABC), referindo-se a esse texto (1 Cor 12:11) diz que “o Senhor controla a operação dos dons e é correto concluir que esses dons devem estar em harmonia com o plano supremo da terminação da obra de Deus na terra”.

A utilidade do dom de línguas no Pentecostes foi vasta:

Explicitamente o texto bíblico revela que o dom de línguas (inteligíveis) foi dada aos discípulos para que eles:

(1) anunciassem as grandezas de Deus nas línguas das nações dos presentes naquela circunstância em Jerusalém (Atos 2:6-12); (2) anunciassem a glorificação e exaltação de Jesus à destra do Pai (Atos 2:33); e (3) para que os pecadores ali fossem convidados a responder ao evangelho e a serem batizados para que tivessem seus pecados perdoados e recebessem eles mesmo, o dom do Espírito (Atos 2:37-38) para a salvação.

Implicitamente o texto bíblico deixa a entender que o dom de línguas foi dado também para: (1) capacitar os discípulos a pregarem o evangelho provavelmente nas regiões às quais eles iriam trabalhar posteriormente. E (2) para que as pessoas reconhecessem a presença de Deus no meio de sua igreja com poder.

A utilidade do dom de línguas em 1 Coríntios traz uma “novidade”.

Certamente os objetivos do dom de línguas segundo o padrão visto no pentecostes continuariam a ser reais e válidos, porém em 1 Coríntios Paulo acrescenta uma utilidade estranha à manifestação do dom de línguas em Atos e essa utilidade é: a de edificar a si mesmo (1 Cor 14:4). O SDABC comenta o seguinte sobre esse texto (“o que fala em outra língua a si mesmo se edifica...”). “Este dom, portanto, cumpria uma função útil e tinha seu lugar”. A posição da IASD nesse ponto é interessante, Ela não nega essa “novidade” na função do dom de línguas quanto comparado ao que aconteceu no livro de atos, pelo contrário, a igreja crê que esse dom de falar em outra língua revelado em 14:2-4 foi útil e tinha seu lugar na igreja. Esse é o ensino do Novo Testamento.

O comentário bíblico adventista acrescenta que, numa circunstância onde a presença da Palavra escrita de Deus não era abundante, é possível que fosse necessário que Deus concedesse “revelações pessoais da verdade divina” aos membros da igreja de Corinto para fortalecê-los e os edificar na verdade. Fica implícito nesse comentário do SDABC que esse dom de “línguas”, genuíno ainda que manifesto de forma diferente do visto em Atos, poderia cumprir essa função.

Essa situação comprova que nenhum dom necessário para a salvação e para a capacitação para a missão faltava aos coríntios (1 cor 1:7), porém a partir do verso cinco do capítulo 12 Paulo começa a esboçar uma correção na visão e prática espiritual dessa igreja abençoada ao mesmo tempo que problemática.

O apóstolo usa vários versos em 1 Cr 12:5-31 para demonstrar que a unidade do corpo de Cristo implica em diversidade de dons (12:27-30) como um corpo é formado por vários membros diferentes.

Ele diz também que a todos os membros batizados foi dado beber do mesmo Espírito (1 Cor 12:13) ainda que não manifestem os mesmos dons (12:29-30), provando que a idéia de que todos os batizados só recebem o Batismo no Espírito Santo depois do batismo das águas (após a conversão) e que como evidência disso devem manifestar o dom de línguas, segundo ensinam os pentecostais, é totalmente falsa e não bíblica.

O capítulo 13 da primeira carta aos coríntios demonstra qual é o dom supremo, e certamente esse não é o dom de línguas. Paulo chega a dizer que ainda que um ser humano recebesse a capacidade de falar a própria língua dos anjos isso não seria um sinal de que ele seria “batizado no Espírito Santo”. Sem o amor a única coisa que o dom de línguas significa é a capacidade de fazer barulho por parte de quem fala, não se importando se essas línguas sejam: línguas inteligíveis (nações), ininteligíveis (extáticas) ou angélicas e celestiais.

É importante dizer, entretanto, que ao citar a língua dos anjos Paulo não está declarando que algum ser humano já tenha recebido ou possa receber esse dom de forma literal, mas está dizendo que mesmo que isso acontecesse tal ser humano não seria superior a um sino barulhento de cobre se não tivesse o amor: o supremo dom do Espírito Santo e que revela a própria essência de Deus (1 João 4:8).

No capítulo 14 Paulo exorta a igreja a que seguisse o amor e procurasse com zelo os dons espirituais, principalmente o dom de profetizar (1 Cor 14:1). O servo de Deus revela que seu desejo (1 Cor 14:5) era de que todos falassem em línguas, mas lembra que o que profetiza é superior ao que fala em línguas pois edifica a igreja (todo o corpo de crentes) em contraste com quem só edifica a si mesmo (1 Cor 14:4).

Muitas tentativas de se entender a natureza do dom manifesto em Corinto tem sido de feitas e muitas conclusões têm sido apresentadas.

Alguns dizem que apesar da diferença na “forma da manifestação” do dom de línguas em atos e em corinto, o dom era o mesmo e as línguas em ambos os casos eram inteligíveis e conhecidas em algum lugar do mundo (ainda que desconhecido ao que falava no caso de Corinto). Nessa interpretação o dom manifesto em Corinto deve ser interpretado à luz do livro de Atos. Essa posição tenta resolver o impasse criado pela diferença existente entre os dons, mas acaba ignorando verdades bíblicas a respeito dessa diferença.

A mais contundente prova de que a posição que ensina que o dom em Corinto deve ser entendido com base no que aconteceu em atos é falsa é que quando o dom foi concedido no pentecostes, não havia necessidade de intérpretes ao que recebia o dom e falava numa língua estrangeira. O mesmo não ocorre em 1 Coríntios onde a pessoa que recebe o dom deveria orar para o poder interpretar (1 cor 14:13). Voltarei a discutir esse texto em breve.

Outra tentativa de se resolver o problema das “línguas” em 1 Cor é fazer uma diferença entre o significado dos termos originais do grego. Essa diferença na tradução em português não é tão clara, mas pode-se fazer uma diferença entre língua (referindo-se a uma língua extática, sobrenatural e ininteligível), e línguas (referindo-se às línguas das nações faladas e entendidas pelos homens). Essa diferenciação pode não estar equivocada ainda que às vezes possa ser usada para mal interpretar o ensino da Bíblia.

Paulo inspirado pelo Espírito Santo declara que o dom de falar outra língua (extática segundo essa interpretação) edifica ao que fala (1 cor 14:4) e não é possível ser fiel à Palavra de Deus ao se dizer que Paulo era a favor do dom de línguas(inteligíveis) mas contra o dom de se falar outra língua (ininteligíveis) se admitirmos essa diferenciação entre “dom de línguas” (inteligíveis) e “dom de falar em outra língua” (ininteligível).

Colocar Paulo a favor de um dom e contra o outro é distorcer o significado básico do texto bíblico. Não é esse o ensinamento do apóstolo dos gentios chamado por Deus para pregar o evangelho (1 Cor 14:2-4/ 13-17/ 27-28).

Voltando ao texto mencionado anteriormente (1 cor 14:13), em certo momento de sua exortação aos coríntios Paulo diz que aquele que ora em outra língua deve orar para que a possa interpretar indicando que a própria pessoa que recebia o dom continuava em ignorância quanto ao conteúdo e significado da mesma. Anthony Hoekema diz que: “É evidente que as línguas que se falavam em Corinto não podiam ser compreendidas... se não fossem interpretadas”. O texto indica que nem os ouvintes nem o portador do dom conseguiam entender o significado da língua sem a interpretação.

Alguns tentam dizer que Paulo estava aqui sendo irônico (1 Cor 14:13) para com pessoas que estavam manifestando um falso e espúrio dom de línguas em Corinto exortando-os desafiadoramente (como Elias desafiou os profetas de Baal) a buscar interpretação para aquele monte de palavras sem sentido, mas essa posição é totalmente contrária e estranha ao texto bíblico e distorce seu claro significado.

Paulo diz que, além de orar para interpretar a língua desconhecida (14:13), deve-se entender que nessa situação o “espírito” humano ora de fato! apesar de sua mente ficar infrutífera (14:14). Paulo diz também que o crente dotado deste dom fala a Deus e não aos homens (1 cor 14:2).

Paulo diz ao que recebe esse dom que ele deve orar sim com o espírito (sinônimo de falar em outra língua, interpretada em oração ou com o recebimento do dom de interpretar “as línguas” 1Cor 14:13 e 12:10), mas também orar com a mente (1 cor 14:15).

Paulo está dizendo que o relacionamento com Deus não pode ser levado adiante somente em êxtase (SDABC diz: (orar com o espírito) semelhante a um profeta em visão) ou em experiências sobrenaturais (nas quais a mente fica infrutífera), mas também em um relacionamento normal de comunhão consciente e natural (14:15).

No verso 17 Paulo afirma que quem ora a Deus em outra língua ora bem! e apenas lembra àquele que tem esse dom de que as pessoas ao seu redor não são edificadas com sua prática, e que ele deve ser restringido e controlado no culto público (1 cor 14:27-28).

Apesar de não negar a existência ou a importância do dom de fala “outra língua”, Paulo revela que sua manifestação deve seguir critérios que visem a edificação da igreja (14:12), a utilidade (12:7) e a fim de evitar as possíveis más compreensões de pessoas não cristãs na igreja conforme os textos a seguir indicam (14:6-19/22-25/27-28/40).

Paulo declara que é melhor falar na igreja 5 palavras compreensíveis (inteligíveis) do que 10 mil palavras que não se possa entender (14:19).
Paulo defende claramente a inteligibilidade das línguas em sua função de edificar a igreja (14:12) e ataca como loucura o abuso e mau uso do dom de falar em outra língua (14:9). Que fique, porém claro que, o que o apóstolo ataca é o mau uso e abuso do dom e não sua genuinidade.

Paulo, em algumas de suas sugestões relativamente à situação vivida nessa igreja, dá a entender que algumas pessoas em Corinto haviam recebido o dom de línguas e achavam que esse era o dom mais importante, ou que havia certa preeminência espiritual em tê-lo e isso explica o porquê da ênfase no amor como dom supremo (1 Cor 13) e no dom de profecia como um dom mais elevado e útil do que o dom de línguas (14:1/4-5). Paulo estava corrigindo enganos e distorções correntes entre os membros da igreja.

Billy Graham disse em seu livro: o Espírito Santo, que: “o dom de línguas mencionado em 1 Coríntios 12-14 é realmente um dos dons do Espírito menos importantes – parece até mesmo ser o último de todos. A razão disto é que muitas vezes ele não traz nenhum benefício espiritual a outros crentes”.

O amor e a profecia como elementos de edificação da igreja são elevados na Palavra de Deus, mas o dom de línguas manifesto em Corinto, conquanto fosse importante num contexto de pouco acesso por parte de todos os crentes à Palavra de Deus, é o último na lista dos dons espirituais em 1 Cor 12:8-10 indicando não sua superioridade, mas inferioridade (ainda que nenhum dom do Espírito Santo seja inútil (1 Cor 12:7) ou desprezível).

A análise que Paulo faz do dom de línguas é tão diferente da dos membros da igreja em Corinto que, ainda que muitos coríntios fossem desejosos de colocá-lo em primeiro lugar, ele o põe em último lugar.
Na realidade, o que é ainda mais surpreendente é que nas outras duas listas de dons e ofícios espirituais, isto é, em Éfesios 4:11-12, e Romanos 12:6-8, Paulo não se faz a mínima menção das línguas.


O dom de línguas manifesto em Corinto era o dom manifesto hoje entre carismáticos e pentecostais?

Toda a discussão teológica no mundo cristão de hoje em torno desse tema tem como pano de fundo a alegação do movimento pentecostal e carismático de que esse dom do Espírito Santo se manifesta ente eles e que esse dom é o sinal do batismo no Espírito Santo que eles receberam.

Na tentativa de defenderem a legitimidade de seu movimento, os pentecostais apelavam fortemente para o dom de línguas manifesto no livro de Atos, em especial na ocasião de pentecostes (de onde tiram o nome de seu movimento) como prova de que eles eram sucessores do mesmo movimento que os apóstolos e restauradores do cristianismo apostólico.

Quando a posição ficou insustentável diante do fato de que o livro de Atos sem sombra de dúvidas defende um dom de línguas inteligíveis numa manifestação extraordinária e maravilhosa, eles começaram a apelar para a primeira carta aos coríntios para basear a manifestação genuína do dom de línguas em seu meio. Porém, já foi demonstrado que também nesse caso as especificações não são atendidas.

Paulo ordena que no caso de alguém falar em outra língua na igreja deve-se seguir o seguinte cronograma:

(1) Não falem em língua estranha mais do que duas ou três pessoas; (2) Elas devem falar sucessivamente e não ao mesmo tempo; (3) deve haver interpretação do que for falado; e (4) não havendo intérprete fique calado na igreja, falando com Deus (em pensamento, na consciência). (1 Cor 14:27-28). Tem sido esses conselhos inspirados seguidos nas igrejas pentecostais e carismáticas?

A Bíblia diz que muitos são os dons, mas um só é o Espírito (1 Cor 12:4) e deixa claro que nem todos falam em línguas (1 Cor 12:30). A obrigação de se falar em línguas como evidência de que a pessoa foi batizada no Espírito Santo é uma doutrina enganosa, falsa e mentirosa. Forçar a Bíblia a dizer o que ela não diz é defender uma mentira e toda mentira é obra de satanás como dia a Palavra do Senhor (Jo 8:44).

Billy Graham em seu livro já citado escreveu: “não devemos considerar o dom de línguas como o ponto alto da maturidade do cristão. Milhões de cristãos maduros nunca falaram em línguas, e muitos dos que falaram em línguas não são maduros espiritualmente.”.

As qualidade e frutos do Espírito Santo revelados em gálatas 5 são vistos na vida de muitas pessoas que nunca receberam o dom de falar línguas (nem segundo o padrão do livro de Atos nem segundo o padrão de 1 Cor 14), mas nem por isso essas pessoas não eram batizadas no Espírito Santo e também é verdade que muitas pessoas que professam ser batizadas no Espírito estão longe de manifestar os frutos que são as verdadeiras evidências dessa verdade.

Pedro Apolinário faz uma citação importante em seu livro Explicação de textos difíceis da Bíblia:
Indica a Bíblia que toda a pessoa batizada com o Espírito Santo falaria línguas? Os pentecostais declaram de maneira enfática que os cristãos que recebem o Espírito Santo precisam falar línguas.
Eis suas declarações:
"Um cristão que não foi batizado com o Espírito Santo, tendo como prova disso o falar em línguas, é um fracalhão espiritual, comparado com aquilo que poderia ser caso fosse batizado com o Espírito Santo, de acordo com Atos 2:4."
É dogma entre as igrejas pentecostais, que o batismo no Espírito Santo sempre vem acompanhado das 1ínguas. A Constituição das Assembléias de Deus afirma: "O batismo no Espírito Santo é testemunhado pelo sinal físico inicial do falar em outras línguas, segundo o Espírito de Deus lhes concede." (Pedro Apolinário).
Seria interessante que aqueles que no mundo carismático e pentecostal negam a verdade de que é possível ser batizado e cheio do espírito Santo sem falar em línguas (como aconteceu no caso de Jesus, de Estevão, e de vários outros personagens da Bíblia) pudessem explicar a passagem da Bíblia onde está escrito:

“E se alguém não tem o Espírito de Cristo este tal não é dele” (Rm 8:9).

A Palavra de Deus está dizendo que quem não tem o Espírito Santo não pertence a Jesus e nem é salvo. Agora, se temos o batismo no Espírito Santo somente falando em línguas e de outra forma não o temos, então isso indica que quem não fala em línguas não é salvo?

Essa é a implicação natural dessa compreensão da doutrina pentecostal, mesmo que eles tentem fugir dessa situação. E por que? Por que muitos membros de igrejas carismáticas e pentecostais não falam em línguas e por que a visão pentecostal e carismática implica que alguém que aceite sinceramente a Jesus como único, suficiente e soberano Senhor e Salvador, mas não fala em línguas, não tem o Espírito Santo (Rm 8:9) e por conseqüência não é salvo, e assim ensinando o movimento pentecostal está negando a Palavra de Deus! (Rm 10:9).

O Batismo no Espírito Santo

O Espírito Santo é o consolador que viria aos crentes de forma plena após a ascensão e glorificação de Cristo nas cortes celestiais (Atos 2:33 e Jo 16:7), e como Espírito de Deus estaria conosco e em nós (Jo 14:17).

As condições para se receber o Espírito Santo são simples:

Arrependimento e aceitação do batismo (atos 2:38). É importante lembrar aqui que conquanto simples essas condições devem ser levada a sério de forma profunda.

Primeiramente arrependimento é tristeza pelo pecado na própria experiência de vida e também tristeza pela presença do pecado e na experiência de vida de todos os seres humanos.

Não podemos e nem somos capazes de nos arrepender em lugar dos outros, mas ao perceber o que o pecado fez com a humanidade, tornando as criaturas de Deus, criadas a sua imagem e semelhança, em criaturas cheias de tudo que é podre e imundo (a própria essência de satanás) e que nós mesmos participamos de alguma forma dessas más inclinações e manifestações (Efésios 2:1-2), nos arrependemos sinceramente.

Em uma segunda etapa o arrependimento é um desejo de mudar de rumo e direção, do pecado (1 João 3:4) em direção ao amor (Rom 13:10). Uma mudança de 180º graus.

A aceitação do batismo como condição de recebimento do Espírito Santo é uma realidade bíblia, mas que também tem condições para se tornar efetiva e se concretizar na experiência de vida dos cristãos.

Batismo não é mágica. É o atender a um chamado de Deus de entrega, consagração e entrar numa relação de filiação espiritual (ainda que adotiva) em relação a Deus. O próprio arrependimento é uma necessidade que precede o batismo assim como a fé (Mc 16:16).

Essas características demonstram que o batismo bíblico é uma cerimônia que indica um encontro com Deus e aceitação de sua verdade e reconhecimento de seu chamado para a salvação e para o serviço fiel (Mt 28:19-20). E sempre que essas realidades forem vividas de forma consciente na alma humana, o batismo será o momento da descida do Espírito Santo sobre a pessoa como selo e penhor.

Ainda assim, isso não impede que pessoas já batizadas nas águas e no Espírito Santo sejam ungidas, enchidas, capacitadas pelo Espírito Santo em tempos posteriores para funções e missões especiais (1 Cor 12:7).

Essas experiências posteriores ao batismo nas águas não contradizem o fato de que no batismo bíblico a pessoa é também batizada no Espírito (o mais claro exemplo disso é o batismo de Jesus).

Existem experiências na Bíblia que aparentemente fogem a essa regra, mas elas são exceções e não regra e devem ser tratadas como tal, uma vez que o contexto de cada experiência deve ser analisado de forma singular e específica.

O verdadeiro sinal, ou os verdadeiros sinais de que somos batizados no Espírito Santo

A evidência da presença do Espírito Santo na vida de uma pessoa é tão vasta como sua obra! (Dr. Wilson H. Endruveit).

A obra do Espírito Santo é convencer (Jo 16:8); converter e conceder liberdade (2 Cor 3:16-17); ungir (Is 61:1); consolar (Jo 14:16); Guiar em toda a verdade (Jo 16:13); Glorificar a Jesus (Jo 16:14); produz frutos na vida dos que lhe pertencem (gálatas 5:22-25); conceder dons aos homens (1 Cor 12:4) e etc.

Esses poucos exemplos dão um bom vislumbre da maravilhosa obra do Espírito santo na vida do ser humano redimido por Cristo na cruz do calvário e santificado pelo lavar regenerador do Espírito (Tito 3:5).

A Palavra de Deus não dá nenhuma abertura para se anular todas essas e as outras revelações a respeito da obra do Espírito Santo em favor da manifestação de apenas um dom do espírito Santo (seja qual for) como evidência do Batismo no Espírito Santo.

Uma vida transformada é a maior evidência do batismo no Espírito Santo. Uma vida que outrora estava em trevas, mas que agora conhece e proclama a maravilhosa luz de Deus (1 Pe 2:9).

A presença de Deus através do batismo no Espírito Santo na vida de uma pessoa ou de uma igreja resultará em uma pessoa ou igreja que ama a lei de Deus e a colocam em prática, pois o Espírito nos iria guiar em toda a verdade (Jo 16:13) e uma das colunas da verdade na Bíblia é a Lei de Deus (Salmo 119:142). Um resultado muito diferente deste é visto no mundo pentecostal. Quando confrontados com a Lei de Deus (Êxodo 20:1-17 e Tiago 2:10) eles justificam a transgressão em vez de se permitirem moldar e guiar pelo Espírito do Senhor (João 16:13 e Romanos 8:14). E essa é a maior prova de que a obra que é levada adiante entre eles não é do Espírito de Deus, e sim de outro espírito.

Claro que estou falando isso em relação às pessoas que se dizem batizadas no Espírito Santo, mas conscientemente rejeitam a Lei de Deus e escolhem o pecado, justificando suas transgressões distorcendo a palavra de Deus e desonrando ao Senhor, mentindo contra ele.

Não estou dizendo que as pessoas que são pentecostais, mas ainda não receberam luz suficiente para perceberem o engano nas quais estão acreditando não sejam influenciadas pelo Espírito de Deus.

Conclusão

A obra do Espírito Santo é maravilhosa e quão grande privilégio é podermos estudá-la, compreendê-la e vivê-la e essa experiência está disponível hoje e agora a todos que confiarem na Palavra do Senhor e é por isso que temos visto satanás trabalhando pesadamente para evitar que as pessoas estudem, compreendam e vivam o Batismo no Espírito Santo de forma genuína e essa é a verdadeira razão por detrás de tão grande confusão e perplexidade que envolve esse tema no mundo cristão hoje.

É triste, entretanto, que com o objetivo de desmascarar a qualquer custo essa obra falsificada e espúria que visa enfraquecer o discernimento do ser humano sobre o verdadeiro dom do Espírito Santo, algumas pessoas têm tentado distorcer desnecessariamente a verdade bíblica para defender que o movimento pentecostal não cumpre os requisitos de um genuíno derramamento do Espírito Santo.

Existe a tentativa de diminuir a força da inspiração bíblica em 1 Coríntios 14:2/4/13-17/27-28. Essa tentativa é levada adiante pela interpretação de que as idéias contidas nestes textos, citados nesse parágrafo, não são idéias de Paulo e nem Palavra de Deus, porém idéias a serem rebatidas pelo apóstolo! Isso é uma inconsistência com o significado claro e natural do texto e ao colocar-se em dúvida a verdade de Deus por detrás dos conceitos expressos nesses textos, se está colocando em dúvida a própria Palavra do Senhor (Jo 17:17). É correto dizer que esses textos são os textos mais difíceis da Palavra de Deus sobre o dom de línguas, mas nem por isso eles não são Palavra de Deus.

Paulo não insinua que o “falar em outra língua a Deus e não aos homens que não o entendem” (1 Cor 14:2) seja um falso dom. A tentativa de se dizer que essa “outra língua” seria uma língua estrangeira, inteligível e existente no mundo, mas apenas desconhecida do recebedor do dom contradiz a expressão desse dom em atos, pois em atos os que receberam o dom de falar em línguas estrangeiras não precisavam orar para interpretá-las (o que indica que eles a compreendiam e falavam miraculosamente as línguas das nações) como foi o caso desse dom manifesto em Corinto (1Cor 14:13).

Admitir, porém, um dom de língua em Corinto em padrões de alguma forma diferentes do dom manifesto em Atos não é admitir a legitimidade do falso dom manifesto nas igrejas populares e carismáticas de hoje em dia como vários versos do texto bíblico deixam claro (1 Cor 14:5-11/19/22-26/33 e 40). Esse movimento moderno cai diante da revelação de Deus e nenhum texto da Bíblia precisa ser mal interpretado para que isso fique claro!

A posição adventista é a de que a Palavra de Deus é a verdade e inspirada em sua totalidade (2 Tm 3:16). E não devemos distorcer essa verdade para atacar a falsa manifestação do dom de línguas. Espero que todos compreendam a seriedade e relevância dessas breves considerações e colocações feitas aqui.

As complicações e tensões entre o dom de línguas em Atos e em Corinto devem ser mantidas de forma saudável e entendendo-se que elas não se contradizem e muito menos dão apoio a movimentos fanáticos e falsos e que já são por eles mesmos refutados e desmascarados pela Palavra do senhor.

“E nisto conheceremos que somos da verdade, bem como, perante Deus tranqüilizaremos o nosso coração” (1 João 3:19).


Fonte: Vem Senhor Jesus