quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Alegrem-se sempre

Regozijai-vos sempre. … Em tudo dai graças. I Tess. 5:16-18.

Um coração agradecido gera emoções positivas. Essas emoções positivas produzem subprodutos químicos saudáveis, os quais prolongam a vida. Mesmo na prisão, o apóstolo Paulo irradiava um espírito agradecido. Ele sabia que Deus, que está sempre no controle, o fortaleceria para que pudesse lidar com aquela situação.


Aqui está uma verdade eterna que o apóstolo reparte conosco, lá daquela prisão romana: "Tudo posso nAquele que me fortalece." Filip. 4:13.


Como prisioneiro em Roma, Paulo perdeu sua reputação. Seus inimigos amaldiçoaram o seu caráter. Ele perdeu sua liberdade, ficou confinado em uma cela romana ou sob prisão domiciliar. Sua saúde estava debilitada. Durante o seu ministério, ele foi apedrejado; foi rudemente espancado. Caminhou muitos quilômetros sem comida. Ele passou por um naufrágio. Por três dias, lutou para sobreviver a uma forte tempestade. Freqüentemente, ele esteve perto de morrer. Mesmo assim, em todas as experiências da vida, a fé do apóstolo permaneceu forte. Sua fé continuava a crescer nas horas mais difíceis. O poder do Deus vivo o fortalecia.


O poder de Deus é mais do que adequado para todas as tragédias da vida. Eis aqui algo pelo que devemos ser muitíssimos agradecidos. Podemos enfrentar cada um dos assaltos de Satanás, cada um dos seus ataques, e cada uma das suas tentações mediante o poder do todo-poderoso Filho de Deus. É Ele quem nos fortalece, nos confere poder e nos liberta. Quando as pessoas são fortalecidas pelo Espírito de Deus, elas têm coração agradecido, mesmo nas horas mais difíceis.


A vida de Paulo estava baseada em três princípios fundamentais:


1. Deus está no controle.
2. Deus me fortalecerá para que eu possa lidar com todas as situações.
3. Deus suprirá todas as minhas necessidades.


O que o está perturbando hoje? Por que não trazer todas as suas necessidades perante o Criador do Universo ainda hoje? Você pode alegrar-se. Um amoroso Deus conhece suas necessidades. Ele dedicou todos os recursos do Universo para supri-las. Houve algo no ano que passou pelo que você é agradecido? Por que não decidir viver uma vida plena de ações de graça neste novo ano?


Que tal neste próximo ano entregar todos os seus planos nas mãos de Deus? Pois não sabemos se nossos planos são realmente bons, e também não temos controle do futuro. Entrege seus caminhos ao Senhor, confia nEle e tudo mais Ele fará. Um feliz 2009 repleto de muitas felicidades, amor, prosperidade, sabedoria e muita fé.


Mateus 6:33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.


Fiquem com Deus.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Profecias de Daniel - capítulo 01 - Parte 2/ 5 (Vídeo)

Continuando o estudo do livro de Daniel capítulo 1
Não perca este estudo tão importante!

domingo, 28 de dezembro de 2008

A Crise Global e Apocalipse 13:16-17









Numa palestra para investidores americanos, o presidente do Banco Central brasileiro, Henrique Meirelles, afirmou que é preciso parar com as “piadas” a respeito da crise global: “É uma situação muito, muito séria”. [1]

Sim, o economista brasileiro – vencedor do prêmio Bravo, da revista de economia Latin Trade, na categoria ‘financista do ano’ – está certo. Aquilo que surgiu como uma bolha imobiliária, uma onda de calotes no mercado imobiliário dos Estados Unidos, logo se transformou em uma crise nos mercados de ações, de crédito e de câmbio do planeta – e os efeitos já começam a chegar ao comércio, aos empregos e ao cotidiano de todos.

A crise ocupa o espaço principal e mais generoso em toda a mídia. Está estampada nas capas das principais revistas. É destaque nas manchetes dos jornais – o principal jornal do país, Folha de S. Paulo, já até criou uma espécie de “selo” que a dimensiona em seu caderno “dinheiro”: “Crise Global” – e já está incorporada às conversas e preocupações das pessoas em geral.

“O Brasil é parte do mundo. Tivemos o bônus, agora vamos pagar o ônus por estar no mundo”, afirma o ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto. A grande questão nesta tisunami gerada a partir desta que é a maior crise global desde 1929, arrasando economias de vários países, quebrando alguns dos maiores bancos e instituições dos Estados Unidos e do mundo e pondo em polvorosa os mercados financeiras, é onde ela vai desaguar.

Nesse quesito, embora os economistas e líderes mundiais divirjam um pouco tanto sobre o alcance da crise quanto sobre as medidas a serem adotadas, são unânimes ao afirmar que nada será como antes. As palavras ou expressões correntes são: “nova arquitetura financeira”, “nova (mais forte) regulação dos mercados”, “redesenhar a estrutura internacional da economia”, “novos mecanismos mundiais de controle ou regulação dos mercados financeiros”.

O que dizem os gurus da Economia

O problema é antigo e desde a quebra da Bolsa de Nova York, 1929, as crises se sucedem. “Há mais de 20 anos uma onda de crises financeiras acompanha a globalização”, afirma Robert Kurz. “Todas as medidas aparentemente bem-sucedidas para evitar uma ‘fusão nuclear’ do sistema financeiro internacional só lograram reformular o problema, em vez de solucioná-lo”. [2]

“Chegamos a um ponto crítico”, escreveu John Maynard Keynes em março de 1933. “Podemos divisar claramente o abismo ao qual nosso caminho atual nos conduz. Sem a ação dos governos, devemos esperar a progressiva dissolução da estrutura existente de contratos e instrumentos de dívida, acompanhada pelo completo descrédito da liderança ortodoxa nas finanças e no governo, cujo desfecho final não podemos prever”. [3]

Com a maior crise planetária desde 1929, as idéias de Keynes do máximo intervencionismo do Estado voltaram à moda – com toda força. “Não há mercado sem o Estado. O mercado resolveu os seus problemas – dentro das leis e regras do Estado. Só no Brasil encontrei liberais tão radicais”, sentencia o economista francês Guy Sorman.

O historiador inglês Paul Kennedy, autor de “Ascensão e Queda das Grandes Potências” (Editora Campus) assinala a nova distribuição mundial do poder: “ … o equilíbrio mundial está realmente mudando. Não em termos militares, porque os EUA respondem por metade do orçamento bélico mundial. A transformação fica evidente na composição das reservas internacionais estratégicas dos países”. [4]

Quando o jornalista pergunta se “É possível tirar alguma lição dessa crise”, Kennedy faz aquilo que nove em cada dez autoridades da área fazem – recomenda novos mecanismos mundiais de controle ou regulação financeira:

“O efeito dominó, de país a país e de banco a banco, fez os líderes perceberem que eles precisam trabalhar mais juntos. O Banco da Inglaterra e o Banco da Suíça entenderam que devem atuar conjuntamente com o Fed e o Banco do Japão e do Canadá, e assim por diante. O Banco Mundial e o FMI são instituições ótimas, mas até então, por causa da liberalização do fluxo de capitais, não havia nada relevante em matéria de concertação sobre sistemas bancários. Acho que poderá surgir uma espécie de cartel de bancos centrais das 12 maiores economias, comprometidas em atuar juntas para evitar que seus maiores bancos não quebrem. Esse grupo se reuniria com freqüência, possivelmente substituindo o G7 e o G8”. [5]

Muitos têm escrito e falado sobre a crise, dando suas receitas e apresentando o seu pacote de medidas para debelá-la; no entanto, ninguém foi tão direto ao ponto e didático como Jeffrey Garten, professor de Comércio Internacional e Finanças na Escola de Administração de Empresas da Universidade Yale. Num artigo de página inteira do caderno “Crise Global”, do principal jornal do país, Jeffrey chama a atenção com o título da sua matéria: “Mundo precisa de autoridade monetária”. [6]

Sem prejuízo para o leitor, reproduzo abaixo os principais trechos do referido artigo:

“Mesmo que a imensa operação de resgate financeiro dos Estados Unidos obtenha sucesso, ela deveria ser seguida por algo de muito mais abrangente – o estabelecimento de uma autoridade monetária mundial para fiscalizar mercados que não respeitam mais fronteiras. [...] Os bancos centrais também vêm sincronizando suas injeções de fundos nos mercados. Essas medidas devem ser passos em direção de uma resposta internacional mais abrangente concebida não apenas para apagar o atual incêndio, mas para reconstruir e manter os mercados de capitais em longo prazo”.

“O vácuo que existe no centro do sistema é perigoso para todos. [...] Por muitos anos, Wall Street e Washington não serão capazes de se manter sem forte cooperação de outros mercados. Além disso, as dimensões internacionais do mundo financeiro se tornaram estonteantes. Os ativos mundiais cresceram de US$ 12 trilhões em 1980 para US$ 200 trilhões em 2007, superando de longe o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em qualquer nação ou o ritmo de expansão do comércio. Montante crescente desse capital hoje reside na Ásia e no Golfo Pérsico, e não mais nos Estados Unidos e na Europa”.

Pegando emprestada uma expressão usada pelo escritor Max Lucado, diria que Jeffrey “vai direto na jugular”, sem tergiversações ou indiretas: “Todas essas considerações apontam para a necessidade futura de uma nova autoridade monetária mundial (AMM). Ela ditaria o tom para os mercados de capital de uma maneira que não seria visceralmente oposta a uma forte função de fiscalização pública, com regras de intervenção, e devolveria à formação de capital a condição de objetivo do crescimento econômico e do desenvolvimento, com o abandono da idéia de que é suficiente operar por operar”.

“O conselho da AMM seria formado por dirigentes de bancos centrais não apenas dos Estados Unidos, do Reino Unido, da zona do Euro e do Japão, mas também da China, da Arábia Saudita e do Brasil. A instituição será financiada por contribuições compulsórias de todos os países capazes de pagar e por prêmios à maneira de seguros pagos pelas empresas financeiras do planeta – as de capital aberto, as estatais e as de capital fechado igualmente. Em termos de política norte-americana e internacional, a autoridade monetária mundial provavelmente representa uma idéia cujo momento ainda não chegou. Mas isso pode mudar, à medida que evolui a crise atual”.

A Nova Bretton Woods

O momento propício, de que fala o renomado professor da Universidade Yale, já chegou. Recentemente, quando a França apresentou proposta semelhante abrangendo a União Européia, o ministro das Finanças sueco, Andrés Berg, foi taxativo: “O mais importante agora é criar um bom corpo de bombeiros. Depois talvez possamos discutir normas de segurança”. [7]

Com a ação acanhada do FMI e do próprio Banco Mundial, em meio ao turbilhão da crise global, além de “ressuscitar” Keynes os economistas também trouxeram de volta um nome pouco conhecido “Bretton Woods”. O professor emérito da Fundação Getúlio Vargas e ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), Luiz Carlos Bresser Pereira foi um desses; num artigo intitulado “Nova Bretton Woods”, Bresser afirma:

“Nos próximos dias, os líderes políticos e econômicos dos grandes países reunir-se-ão para discutir uma Bretton Woods, ou seja, uma nova arquitetura e um sistema de regulação mais rigoroso para o sistema financeiro mundial”. [8]

Embora esteja claro o que Bresser e outros economistas querem dizer quando afirmam que o mundo precisa de uma “Nova Bretton Woods”, para o leitor poder assimilar em profundidade o que isso significa, lembramos que o termo é uma referência ao encontro histórico que, em 1944, redesenhou o sistema financeiro mundial.

Na reta final da Segunda Guerra Mundial, com a Europa destruída, 44 países se reuniram na cidade americana de Bretton Woods, sob a batuta dos EUA, criando instituições tais como o FMI e o Banco Mundial.

Para o economista Luís Gonzaga Belluzo, da Unicamp, a conjuntura mundial exige uma “supervisão financeira global”. “Talvez um novo organismo”, diz, “para evitar bolhas como a do subprime”. Quando indagado se seria o tal organismo um super Banco Central Internacional, Belluzo responde: “Essa era a proposta do [economista inglês John] Keynes [em 1944]. Ele defendia uma espécie de moeda internacional, com gestão multilateral, para servir como referência às reservas nacionais”. [9]

A proposta de Keynes não vingou e o dólar se estabeleceu definitivamente como a moeda internacional. Foi o chamado “padrão ouro”, que estabelecia um lastro do metal para cada dólar americano. Os demais países tinham então suas reservas referenciadas em dólar e poderiam trocar no Federal Reserve seus dólares por ouro. Em 1971, no governo Richard Nixon, os EUA abandonaram unilateralmente o sistema. Nascia o câmbio flutuante e começava a grande farra que veio desembocar na maior crise financeira de todos os tempos.

Remédio amargo

Os Estados Unidos precisam regular, e rápido, o seu sistema financeiro sob pena de não conseguirem controlar a atual crise e perderem sua hegemonia no setor, advertiu a economista Maria da Conceição Tavares em entrevista à Agência Reuters. “Ou os EUA resolvem quais são as regras agora, enquanto são donos do cassino, ou daqui a pouco não adianta nada porque não serão mais os donos. É mais fácil fazer acordo quando eu, que sou a banca, faço as regras e convido os demais a seguirem ou se adaptarem”, completa a professora da UFRJ e da Unicamp e uma das principais vozes da economia brasileira desde a década de 1970.

Como vimos no início deste artigo, a crise é “muito séria”; não existe esse negócio de “marolinha”, como haviam rotulado o Presidente Lula e a sua “favorita” ministra Dilma Rousseff. “Nunca chegamos tão perto de um colapso completo do sistema, desde os anos 30”, afirma o megainvestidor George Soros.

Para situações drásticas, atitudes drásticas. É isso que espera o novo presidente americano, Barack Obama. Não é à toa que a jornalista Kathleen Parker, colunista do “Washington Post” e comentarista da NBC, escreveu um artigo publicado nesta quarta-feira com o título “Parabéns e pêsames”. “Os dois maiores desafios do novo presidente são a economia e a política externa, dois pedaços do mesmo rolo de tecido. Quem for presidente [ela escreveu antes de saber o resultado] terá que aceitar uma velha máxima conservadora segundo a qual é preciso fazer o que é necessário, mesmo que doa”. [10]

O apocalipse, como já foi tratado aqui em outros artigos, nos mostra que no final da história, pouco antes da volta de Jesus, haverá uma conjugação dos poderes terrestres contra o fiel povo de Deus (Apocalipse 12:17 e 14:12). Neste conluio, estarão unidos a Igreja e o Estado e será promulgado um decreto religioso com aplicação no campo econômico:

“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome” (Apocalipse 13:16-17).

Faz alguns anos, um jornalista da revista Veja, numa entrevista publicada nas páginas amarelas da revista, fez a seguinte pergunta para a senhora Alice Rivlin, citada na época como a mais poderosa economista americana:

“Veja – O banco central americano, o Fed, já mexe com a economia de todo o mundo, quando toma suas decisões. Vai existir algum dia um banco central mundial?

Rivlin – Os bancos centrais hoje se relacionam de modo muito intenso e, eventualmente, vai existir um mecanismo mundial de controle de moeda”. [11]

Sim. Há muito tempo inúmeras forças – principalmente nos campos político e religioso – vêm trabalhando em prol desta união. O mundo está maduro e com o palco preparado para os eventos finais da História. Todos os atores e protagonistas mundiais estão assumindo os seus papéis e, de forma consciente ou não, seguindo o “script” das profecias.

Olhando para o quadro que se forma no cenário mundial, pergunto: Como negar que estamos, de fato, vivendo os dias finais da História? Como duvidar que o Senhor Jesus está voltando?

Elizeu C. Lira, Editor do site IASD em Foco
Fonte: http://iasdemfoco.net/mat/temalivre/abrejanela.asp?Id=181.

Referências:

1. Folha de S. Paulo, 25 de outubro de 2008.

2. Idem, 28 de setembro de 2008.

3. Idem, 19 de outubro de 2008.

4. Idem, 25 de outubro de 2008.

5. Ibidem.

6. Idem, 26 de setembro de 2008.

7. Idem, 5 de novembro de 2008.

8. Idem, 3 de novembro de 2008.

9. Idem, 23 de outubro de 2008.

10. Idem, 5 de novembro de 2008.

11. Veja, 26 de agosto de 1998.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Profecias de Daniel - capítulo 01 - Parte 1/ 5 (Vídeo)

Acompanhe este maravilhoso estudo(completo) sobre as profecias de Daniel, e veja o quanto é importante estudarmos este livro. Jesus Cristo nos advertiu a ler e entender estas profecias (Mateus 24:15); A cada semana será postada uma parte deste estudo. Nada melhor que começar o ano de 2009 estudando a Bíblia. Acompanhe...


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Obama e a profecia












Barack Hussein Obama II, de 47 anos, foi eleito presidente dos Estados Unidos no dia 4 de novembro. Obama é filho de um economista queniano e de uma antropóloga americana. Após o divórcio dos pais, a mãe de Obama casou-se com um indonésio. Em 1967, Obama mudou-se com a família para Jacarta, onde estudou até os 10 anos de idade.


O senador democrata pelo Estado de Illinois é casado desde 1992 com Michelle Obama, com que tem duas filhas, Malia Ann e Natasha “Sasha”. Obama é graduado em Ciências Públicas pela Universidade de Columbia e em Direito pela Universidade de Harvard. Fato interessante é que Obama estudou em colégio católico, é filho de pai muçulmano e professa a fé evangélica. A tônica da campanha do 44º presidente dos Estados Unidos, que deve assumir no dia 20 de janeiro, foi a palavra “mudança”.


Em 1963, o pastor batista Martin Luther King profetizou: “Tenho um sonho que meus quatro filhos viverão, um dia, em um país onde não sejam julgados pela cor de sua pele, e sim por seu caráter”. Este dia chegou. “Sei que meu pai estaria orgulhoso dos Estados Unidos”, declarou a filha do ativista, morto no dia 4 de abril de 1968, Bernice, em entrevista à TV, segundo a agência France Press.


Após um breve e necessário histórico da vida do novo presidente dos Estados Unidos, vamos falar sobre o papel de Obama na profecia bíblica. Apocalipse (Revelação de Jesus Cristo) 13 fala de duas bestas que, em profecia, significam poderes.


Nos primeiros 10 versículos, a Bíblia faz menção à Igreja Católica. O texto: “e deu-se-lhe poder para continuar por quarenta e dois meses” (Apocalipse 13: 5) significa o domínio da Igreja Romana por 1260 dias (42 meses X 30 dias) proféticos ou 1260 anos. Em profecia, um dia equivale a um ano (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6).


Os 1260 anos se referem ao período de 538 a 1798 de nossa era, quando o papado “dominou” o mundo. No livro O Grande Conflito, Ellen White relata que em 1798 “um exército francês entrou em Roma e tomou prisioneiro o papa, que morreu no exílio. Posto que logo depois fosse eleito novo papa, a hierarquia papal nunca pôde, desde então, exercer o poder que antes possuíra”.


O poder do Vaticano era superior ao de reis e reinados e se colocava no lugar de Deus quando trazia para si adoração, intercessão e perdão de pecados, atributos que só pertencem a Deus. Venda da salvação por meio de indulgências e mistura da pura religião de Jesus com os ritos pagãos do Império Romano (observância do domingo, adoração a imagens, conceder caráter divino ao papa – antes era ao imperador vigente) foram outros erros cometidos pelo poder mencionado em Apocalipse 13.


A outra besta ou poder são os Estados Unidos. Apocalipse 13:12 diz que os Estados Unidos exercem “todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”. A chaga mortal de 1798 foi curada quando, em 1929, Benito Mussolini assinou um tratado devolvendo as terras ao Estado do Vaticano.


Com relação aos Estados Unidos como besta, cabe o texto explicativo da escritora norte-americana Ellen White: “E tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro” (Apocalipse 13:1). Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a “subir” em 1798. Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte e buscaram asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, muitos havia que se decidiram a estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa. Suas idéias tiveram guarida na Declaração da Independência, que estabeleceu a grande verdade de que “todos os homens são criados iguais”, e dotados de inalienável direito à “vida, liberdade, e procura de felicidade”.


Os textos utilizados até agora serviram como base para abordar o papel de Barack Obama na profecia. O novo presidente dos Estados Unidos é a esperança de um mundo melhor, esperança de paz, de mudanças.


Obama venceu porque todos esperam que ele realize câmbios radicais na política e na economia local e mundial. Um leitor da Folha On-line comentou assim a vitória do democrata: “A esperança nasce em todo planeta… A esperança de um mundo suficiente, sem racismo, sem violência e sem a guerra do Iraque que envergonhou os Estados Unidos e consternou o mundo.” Esquecemos que a única esperança é Jesus, “o Caminho, a Verdade e a Vida”!


Voltando a Apocalipse 13, o versículo 12 diz que os Estados Unidos farão com que “a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta”, que segundo já vimos é o papado. Mais adiante, a Bíblia diz que ninguém poderá comprar ou vender senão os que tiverem a marca da besta.


Ellen White profetiza: “Os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nesta homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio está ainda longe de ser destruída.”


A escritora cristã tinha razão. De acordo com a embaixadora do Brasil no Vaticano, Vera Machado, o Vaticano tem acordos assinados para a regulamentação da Igreja Católica em mais de 100 países. Regulamentar significa tornar a Igreja como religião oficial do Estado. O governo Lula não aceitou o pedido de Bento XVI e optou “preservar e consolidar o país como Estado laico”, ou seja, sem religião oficial.


Os Estados Unidos cumprirão os propósitos de Roma, e esta, daquele. A nação mais poderosa do mundo tem poder cultural, exercido através de filmes e seriados que “impõem” seu estilo de vida e ideologia, poder armamentista e financeiro. O Vaticano tem poder religioso e financeiro, pois defraudou o mundo por 1260 anos.


Os Estados Unidos precisam de dinheiro para tapar os buracos de uma economia que viveu anos à mercê de especuladores e do consumismo de seus cidadãos. O papado necessita de poder, se necessário bélico, para impor a adoração a um falso dia de descanso.


O jesuíta Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, expressou o desejo do Vaticano de que Barack Obama sirva “eficazmente à justiça por meio das vias adequadas para promover a paz no mundo”.


Em sua visita aos Estados Unidos, em abril deste ano, o papa Bento XVI foi tratado com status de estrela de rock. Milhares de jovens utilizavam camisetas com a frase: “I belong to Pope” (Eu pertenço ao Papa). Os americanos batizaram o avião do Papa de “Shepherd One” (Pastor Um ou Pastor Principal).


Nem no Brasil, considerado o país com o maior número de católicos no mundo, Bento XVI teve tanto sucesso. Na missa feita na cidade de Aparecida, interior de São Paulo, no dia 13 de maio de 2007, participaram 150 mil pessoas das 500 mil esperadas.


Em junho deste ano, George W. Bush foi recebido no Vaticano. Bento XVI quebrou o protocolo e o levou a passear pelos Jardins Vaticanos.


Em setembro, ao inaugurar a 63º seção da ONU, em Nova Iorque, o secretario geral do organismo, Ban Ki-Moon, advertiu que o mundo enfrenta um “desafio de liderança” para lidar com a tormenta financeira, que se soma a uma crise energética e alimentícia.


Na ocasião, o presidente paraguaio, Fernando Lugo, ex-padre, manifestou apoio ao fortalecimento da ONU e à recuperação das funções da Assembléia como órgão de maior representatividade e fez um chamado a que essa se converta em parlamento mundial. Parlamento é onde se fazem leis.


Biblicamente, os Estados Unidos e o Vaticano se unem nestes últimos dias para impor uma lei dominical mundial. Os que adorarem a imagem da besta (domingo) estarão em clara oposição ao quarto mandamento de Deus (ler Êxodo 20:8-11), que O exalta como Criador.


A eleição presidencial norte-americana evidencia que a nação tem tradições que favorecem a observância do domingo. A data da votação, a primeira terça-feira de novembr0, é um exemplo disto. Como antigamente os Estados Unidos era uma nação agrícola, o início de novembro era uma data que intermediava entre o fim da colheita e o início do inverno, e era escolhida para que os votantes camponeses pudessem participar com tranqüilidade. A terça-feira era designada em virtude de que, no domingo, os agricultores assistiam aos cultos em suas igrejas e viajavam na segunda.


O mundo quer mudanças e necessita de um líder para efetuá-las. A Bíblia não apresenta um período de paz para os nossos dias, em que a depravação moral e o amor de muitos se esfria mais e mais.


Barack Obama é carismático, inteligente, perito em leis. O mundo espera muito dele, assim como do papa Bento XVI. As palavras de ambos poderão ressoar doces aos ouvidos. Contudo, analise se as mesmas não estarão em desacordo com a Palavra de Deus. Não apenas as palavras de Obama e do líder da Igreja Católica, mas as de qualquer pessoa.


Atenção, muita atenção, pois a Bíblia diz que “quando disserem: Há paz e segurança; então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (I Tessalonicenses 5:3).


O mundo caminha para as suas cenas finais. Alegremo-nos, regozijemo-nos, alcemos nossos olhos e, principalmente, preparemo-nos, pois nossa geração verá Jesus voltar! A Bíblia caracteriza o povo que estará preparado para encontrar com Cristo nos ares. Eles são “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12).


Fonte: Advir

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

O verdadeiro sentido do Natal

O verdadeiro sentido do Natal é permitir que Cristo nasça hoje em seu coração.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Série Eventos Finais

Trata-se de uma série promovida no Unasp II - Engenheiro Coelho/SP, onde se está tratando, em síntese, de conceitos importantes das doutrinas bíblicas pertinentes ao tempo do fim. Pela sua relevância, a necessidade de termos estes conceitos muito claros e, a possibilidade de ser mais uma ferramenta para identificação do tempo em que vivemos.

Os arquivos estão em mp3 e podem ser baixados ou ouvidos diretamente em um site de armazenamento.

080815 - Pr. José Miranda Rocha - Sinais da volta de Jesus
080829 - Pr. Rodrigo Silva - O juízo investigativo
080905 - Pr. Berndt Wolter - A sacudidura
080912 - Pr. Emilson dos Reis - O selamento
080919 - Pr. Roberto Pereyra - A chuva serôdia
081017 - Pr. Reinaldo Siqueira - O fechamento da porta da graça
081107 - Pr. Ruben Aguilar - A angústia de Jacó
081024 - Pr. Amim Rodor - As 7 pragas e os 4 ventos

Oséias 4:6
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.

Fonte: Diário da Profecia.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A importância da participação da Missa na paróquia

Domingo é o dia do Senhor. São João Maria Vianey dizia: "Um Domingo sem Missa é uma semana sem Deus". A nossa fé nos agrega numa grande família que é a Igreja, de maneira mais particular a Paróquia, onde eu coloco em prática a minha fé. Lá é onde eu recebo o suporte necessário para crescer na formação humana, na espiritualidade e em todos os tesouros sacramentais para minha salvação. A Igreja paroquial é minha casa, é o meu núcleo de fé e vida.
...
D.40.1 Celebração dominical, centro da vida da Igreja:

§2177 A celebração dominical do Dia do Senhor e da Eucaristia está no coração da vida da Igreja. "O domingo, dia em que por tradição apostólica se celebra o Mistério Pascal, deve ser guardado em toda a Igreja como a festa de preceito por excelência."
...
Domingo primeiro dia da semana

§1166 "Devido à tradição apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, chamado, com razão, o Dia do Senhor ou domingo". O dia da ressurreição de Cristo é, ao mesmo tempo, "o primeiro dia da semana", memorial do primeiro dia da criação, e o "oitavo dia" em que Cristo, depois de seu "repouso" do grande sábado, inaugura o dia "que O Senhor fez", o "dia que não conhece ocaso". A Ceia do Senhor é seu centro, pois é aqui que toda a comunidade dos fiéis se encontra com o Ressuscitado, que Os convida a seu banquete: O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia, pois foi, nesse dia, que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado, pois, hoje, levantou-se a luz do mundo; hoje, apareceu o sol de justiça, cujos raios trazem a salvação.

§1167 O domingo é o dia, por excelência, da assembléia litúrgica em que os fiéis se reúnem para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os 'regenerou para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.

Domingo dia principal da celebração eucarística:

§1193 O domingo é o dia principal da celebração da Eucaristia por ser o dia da ressurreição. É o dia da assembléia litúrgica por excelência, da família cristã, da alegria e do descanso do trabalho. O domingo é o fundamento e o núcleo do ano litúrgico.

D.40.9 Obrigação de participar da liturgia dominical:

§1389 A Igreja obriga os fiéis "a participar da divina liturgia aos domingos e nos dias festivos" e a receber a Eucaristia pelo menos uma vez ao ano, se possível no tempo pascal, preparados pelo sacramento da reconciliação. Mas comenda, vivamente, aos fiéis que recebam a santa Eucaristia nos domingos e dias festivos ou ainda com maior freqüência, e até todos os dias.

§2042 O primeiro mandamento da Igreja ("Participar da Missa inteira aos domingos, de outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho") ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos. Em primeiro lugar, participando da celebração eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e abstendo-se de trabalhos e negócios que possam impedir tal santificação desses dias.

Antes de qualquer obrigação, o meu relacionamento com Deus deve ser por amor e o meu compromisso concreto exige tempo e espaço para se atualizar, por isso, a minha paróquia é lugar de encontro com Ele e com os meus irmãos na fé, onde eu alimento a minha experiência e vida com o meu Senhor. Não existe uma experiência autêntica de Jesus Cristo fora da comunidade, nela sou formado na Palavra, no Altar, no testemunho e na doação de minha vida.

Sabendo de todas essas maravilhas e chamados a renovar o nosso compromisso com Jesus Cristo e com a Igreja Paroquial, como tem sido a sua participação na sua paróquia? Qual tem sido a sua experiência paroquial? Você vai à Missa todos os Domingos?

Fonte - Canção Nova,Diário da Profecia

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz Natal (Power Point)


“ Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. “Isaías 9:6


Clique [aqui] para baixar


Mas tenha sempre em mente a origem do Natal

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

BXVI e a volta de Cristo

As catástrofes em nível mundial junto com guerras e confitos armados podem ser entendidos como sinais da volta de Jesus? Para o papa Bento XVI, não! O site Zenit trouxe a afirmação do pontífice, feita no último domingo (14 de Dezembro), de que devemos nos alegrar no Senhor, uma vez que Ele "está próximo [...] Esta é a razão da nossa alegria [...] ‘o Senhor está próximo’? Em que sentido devemos entender esta ‘proximidade’ de Deus [...] a Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, compreendia cada vez melhor que a ‘proximidade’ de Deus não é uma questão de espaço e tempo, mas uma questão de amor: o amor aproxima!"

Em nome de um amor subjetivo, Bento XVI lança por terra toda a preocupação de nosso Salvador em apresentar os sinais de Sua vinda (Mt 24), pelos quais nos é possível vigiar a respeito da proximidade da Segunda vinda. A volta de Cristo não é apenas a união mística do crente com Deus, expressa pela comunhão diária; o evento será visível mesmo aos que não têm fé na Pessoa de Jesus (Ap 1:7). Jesus virá em glória nas nuvens do céu (Mt 24:30) e Seus anjos recolherão os escolhidos (Mt 24:31). As mudanças climáticas, geológicas e físicas transtornarão a ordem natural que conhecemos (2Pe 3:10). Os próprios injustos sofrerão da penalidade que consiste em estar diante de um Juiz Santo (Ap 6:15-17).

Em suma, o "dia do Senhor" é muito real, não uma metáfora espiritual! Pensar o contrário é não "amar a Sua vinda" (2Tm 4:8). Pena que o papa reduza a responsabilidade pessoal de se preparar diante da iminência da volta de Jesus por causa de um suposto amor, tão vago e despreocupado com "espaço e tempo".

(Blog Questão de Confiança)

NOTA Minuto Profético: A descrença do Vaticano nos sinais que precedem a Volta literal de Cristo à Terra deve-se ao seu apego a outra heresia: os mil anos de paz na Terra (e não no céu como revela a Biblia) liderados pela Santa Sé. O Vaticano está agindo como os muitos falsos profetas da época do profeta Jeremias (exatamente antes de Jerusalém ser derrotada pelos Babilônios), contra os quais Deus advertiu: "Falam as visões do seu coração, não o que vem da boca do Senhor" (Jr 23:16); "Que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse" (Jr 23:31); "E com suas mentiras e leviandades fazem errar o meu povo" (Jr 23:32); "O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será de fato conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor" (Jr 28:9).

Saiba mais: "O Milênio" (Leia aqui).

Nota DDP: Da minha parte apenas para dizer que recentemente havia entendido extremamente ambígua uma outra manifestação de BXVI, como afirmei em "Bento XVI explica por que não precisamos temer futuro". Parece-me que ele começa a preparar o mundo para receber "alguém" que se "conforme" às profecias...

Desvendando a Bíblia - O Apocalipse e a marca da besta – Parte 5

O escopo global do falso culto

O cristianismo com seus 2,1 bilhões de membros nominais representa 33% da população mundial (cerca de 6 bilhões de pessoas). Mas a maioria da população cristã da Europa Ocidental consiste de cristãos não-praticantes. Freqüentam ocasionalmente a igreja nos eventos especiais e percebem a religião como uma herança cultural, em grande medida irrelevante para sua vida diária. O problema da falsa adoração nos países cristãos é tão difundida quanto em países não-cristãos.
A falsa adoração promovida pelo Islã

Em seguida ao cristianismo vem o Islã, com 1,3 bilhões de membros. Representam 21% da população mundial. O Islã também desempenha um papel profético relevante ao promover o falso culto do tempo do fim da trindade iníqua de Apocalipse 13. Incorpora o Espírito do Anticristo por negar a divindade de Cristo (1 João 2:22,23), Sua crucifixão, ressurreição e ascensão ao céu.

Para os muçulmanos, o ensino bíblico de que Cristo é o Filho de Deus seria blasfemo. “Blasfemam aqueles que dizem: Deus é um de três numa Trindade, pois não há Deus, exceto Um Deus” (Surata 5:76). O ensino do Islã da unidade absoluta de Deus deriva de sua crença de que Deus está “lá no alto, distante” e além de qualquer relacionamento íntimo. Ele vive num isolamento solitário. Tal ensino procede das seitas gnósticas que viviam na Arábia Saudita ao tempo de Maomé. Em contraste, o Deus da Bíblia consiste de três Pessoas que vivem em eterna comunhão. Ele é tanto transcendente quanto imanente, além e dentro de Sua criação.

Não há provisão de salvação no Islã. Os muçulmanos obtêm a salvação mediante rituais religiosos como orar, jejuar, dar esmolas e fazer peregrinações a Meca. Alá é um Deus temível que requer total submissão a suas regras e rituais. Por exemplo, se um muçulmano não ora a Alá diariamente, ele terá que cumprir os deveres que deixou de cumprir no inferno, antes de ir para o céu. Os muçulmanos adoram a Alá mais por temor de punição sobre a Terra e no céu.

Há uma impressionante semelhança entre o Islã e o catolicismo em seu respectivo entendimento da importância das boas obras para alcançar a salvação. Tanto no catolicismo quanto no Islã, a salvação é o resultado de uma combinação de graça e obras. No catolicismo, a graça de Deus é infundida nos crentes para capacitá-los a realizar boas obras necessárias para merecer a salvação no dia do juízo.

Numa linha de raciocínio semelhante, no Islã a salvação é uma combinação da graça de Alá e as obras dos muçulmanos. No Dia do Juízo, se as boas obras de um muçulmano ultrapassarem as más, e se Alá aceitar suas boas obras, então podem ser perdoados de todos os seus pecados e entrar no Paraíso. Portanto, o Islã é uma religião de salvação pelas obras porque combina as obras do homem com a graça de Alá.

O Alá do Corão explicitamente promove matança de pagãos, judeus e cristãos que não aceitarem o Islã. “Quando os meses proibidos passarem, então lutai e matai os pagãos onde quer que os encontreis, cercai-os e permanecei à espreita por eles com todo estratagema (de guerra). Mas se eles se arrependerem, e estabelecerem orações regulares e praticarem caridade regular [se tornarem muçulmanos], então abri-lhes o caminho” (Surata 9:5).

Esse método de evangelismo por coerção revela-se em total contraste com os ensinos do Deus bíblico para ganhar homens e mulheres para o Seu Reino, proclamando-lhes as Boas Novas de Sua graça salvadora mediante o sacrifício expiatório de Cristo.

Fonte: Maravilhoso Jesus

domingo, 14 de dezembro de 2008

Desvendando a Bíblia - O Apocalipse e a marca da besta – Parte 4

Advertência contra o falso culto relevante hoje

A advertência de João contra o falso culto ultrapassa o seu tempo, alcançando até o fim da história. Isso é indicado pelo fato de que as tentativas finais da besta de impor a falsa adoração são imediatamente seguidas pelo anúncio da queda de Babilônia e o julgamento sobre a besta e seus seguidores por ocasião da vinda do Filho do Homem nas nuvens do céu (Apoc.14:14).

Ao tempo de João o falso culto era promovido especialmente mediante o culto ao Imperador, o que forçava os cristãos a terem que escolher entre Cristo ou César. Hoje o falso culto é promovido por uma variedade de agências satânicas mediante religiões tanto cristãos quanto pagãs. Isso torna a profecia da marca e número da besta particularmente relevante para o nosso tempo.

A centralidade da profecia da marca da Besta

Antes de discutir o escopo global do falso culto hoje, é importante observar a localização da profecia da marca da besta no centro do livro. A profecia é precedida pela grande batalha entre Cristo e o dragão no capítulo 12 e seguida pelo apelo divino final através das mensagens dos três anjos em Apocalipse 14, seguidas pelos juízos finais de Deus sobre a humanidade, especialmente Babilônia.

Em seu livro The Deep Things of God, John Paulien escreve: “No centro do livro do Apocalipse arma-se a grande batalha entre o dragão e o remanescente. Esta seção, com suas mensagens dos três anjos é o centro em torno do qual se estrutura o conteúdo do que João deseja transmitir. É a chave para entender o livro inteiro... Aqui Deus estabelece Sua agenda para o evento final da história da Terra” (pág. 122).

A importância da profecia da marca da besta é evidente quando se examina a chamada literatura quiástica do Apocalipse. Vários eruditos têm feito notar que as mensagens do Apocalipse são expostas como um quiasma. A palavra “quiasma” deriva da letra “X” em forma de cruz, e é empregada para descrever a estrutura literária típica da literatura hebraica. Embora as composições literárias sigam um padrão A-B-C com o clímax sendo atingido no fim, a estrutura quiástica se caracteriza por uma linha A-B-A. Num esboço quiástico o relato progride de A para B, e então de volta ao A. Mas o segundo “A” expande o pensamento do primeiro “A”, como numa escala musical onde as mesmas notas mantêm-se retornando, mas num tom mais elevado.

É importante observar também que numa estrutura quiástica o clímax do relato ocorre ao centro, com as seções precedente e seguinte movendo-se para cima e para distante dela. No Apocalipse a primeira metade do quiasma é histórica, enfocando eventos da história da Igreja cristã, enquanto a segunda parte é escatológica, tratando de eventos que levam à consumação da redenção.

O centro da seção sobre a CRISE FINAL contém o tema teológico central do livro: O grande conflito entre Cristo e Satanás, que começa no céu e prossegue sobre a Terra, onde o dragão persegue o remanescente. Em sua desesperada tentativa para suprimir o genuíno culto a Deus, o dragão dá poder à besta que sobe do mar e à besta que sobe da Terra para impor o falso culto, colocando a marca e o número da besta sobre os seus seguidores. As tentativas da besta de suprimir a adoração de Deus (Apoc. 13) são seguidas pela advertência final de Deus à humanidade e os juízos sobre Satanás e seus seguidores.

O ponto desta discussão sobre a estrutura quiástica do Apocalipse é que a profecia que estamos para estudar sobre a marca e o número da besta não é uma profecia isolada tratando com marcas externas dos títulos do papa, mas uma profecia central e fundamental que descreve em dramáticas imagens a tentativa desesperada final de Satanás em vencer sua batalha contra Deus, promovendo e impondo um falso culto idólatra.

A marca e o número da besta representam as tentativas desesperadas de Satanás de vencer a batalha pela mente e o coração da humanidade, antes que Deus intervenha para executar os Seus juízos sobre o dragão, a besta, o falso profeta, e os ímpios, a fim de resolver o conflito cósmico por destruir permanentemente os ímpios e estabelecer um novo mundo.

A questão-chave no conflito final é a adoração apropriada de Deus. A profecia de João a respeito da marca e o número da besta apela aos crentes para que reconheçam, não títulos papais, mas a adoração falsa global promovida por uma variedade de religiões, incluindo o catolicismo.

No tempo de João, os cristãos defrontavam o desafio do falso culto, promovido especialmente pelo Imperador Domiciano, que desejava ser adorado como “DEUS E SENHOR”. Adicionalmente os cristãos tinham que enfrentar as religiões mais atrativas dos mistérios de Mitra, Cibele e Ísis, que ofereciam esperança para a vida no além. Hoje o desafio aos cristãos do falso culto é bem mais complexo e difundido.

Fonte: Maravilhoso Jesus

Vamos nos encontrar no Céu

Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. Rom. 8:25.

Charlotte Collyer tinha uma esperança à qual apegar-se, a despeito da tristeza de ter perdido seu esposo, que viajava no Titanic.


Em uma carta para a sua sogra, ela escreveu: "Às vezes, sinto que vivemos demais um para o outro, e foi por isso que o perdi. Mas sei que nos encontraremos no Céu. Quando aquela banda tocou ‘Mais Perto Quero Estar’, sei que ele pensou na senhora e em mim, pois ambas gostávamos deste hino."


Charlotte relembrava os corajosos músicos da banda do Titanic, que continuaram tocando aquele hino, mesmo vendo o grande navio começar a afundar nas águas gélidas do Atlântico. Em meio a todo o pânico e confusão e gritos angustiados, seus instrumentos trouxeram esperança àquele convés, uma grande esperança de estar com Deus e seus queridos. E era isso que sustentava Charlotte em suas horas mais escuras.


Melody Homer também apega-se à mesma esperança. Seu esposo, Leroy, morreu na trágica queda do vôo 93 da United Airlines, perto de Shanksville, Pennsylvania, no dia 11 de setembro de 2001. Em vez de abrigar sentimentos de amargura contra os assassinos do seu marido, Melody apega-se à esperança da segunda vinda. Quando a entrevistei em sua casa, em Nova Jersey, ela disse com suave confiança: "Eu sei que verei Leroy outra vez. Um dia, seremos arrebatados juntos para encontrar Jesus nos ares."


A fé de Melody falou ao meu coração durante aquela entrevista. Sua coragem deixou-me animado. Ela era extremamente realista sobre a dor que a morte prematura do seu esposo lhe causou. Ela era igualmente realista sobre a esperança que vibrava em seu coração acerca da vinda de Jesus.


A morte não é um adeus final. É apenas uma curta pausa. É o prelúdio de Deus para a eternidade. Sem a esperança da ressurreição, a morte seria um fim muito trágico. Com ela, esperamos por um novo começo.


A esperança que vibra em nosso ser é a gloriosa esperança de reunir-nos com nossos amados quando Cristo voltar. Essa esperança nos dá coragem para enfrentar o dia de hoje e milhares de amanhãs. Ela enxuga nossas lágrimas e aponta para outro tempo e outro lugar, onde nossas maiores expectativas darão lugar à Sua gloriosa realidade.


Meditações Diárias - Mark Finley

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Origem Natal


Será o Natal realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo? Nasceu Jesus em 25 de dezembro? Será que os primeiros apóstolos que foram ensinados pessoalmente por Jesus, alguma vez celebraram o nascimento do “menino” Jesus? Será que eles o comemoravam no dia 25 de dezembro? Ou em qualquer outro dia? Se o Natal é uma das maiores festas da cristandade, por que será que os pagãos o celebram também? Você sabe? E os símbolos do natal, você conhece a origem deles? Do “Papai Noel”, da “Árvore”, das “Luzes”, das “Guirlandas”, da troca de “Presentes”? Vamos então aos fatos!

I – O SIGNIFICADO DE “NATAL”
A palavra “Natal” - tem a ver com nascimento, ou aniversário natalício, especialmente com o dia em que geralmente se comemora o nascimento de Jesus Cristo. Este vocábulo não aparece na Bíblia, e também não foi utilizado pelos primeiros apóstolos. A “festa de Natal” não se inclui entre as festas bíblicas, e não foi instituída por Deus. Teve origem na Igreja Católica Romana a partir do século IV, e daí se expandiu ao protestantismo, e ao resto do mundo. As Enciclopédias de um modo geral contêm informações sobre a origem sob os títulos “natal” e “dia de natal”. Consulte, por exemplo: a) Enciclopédia Católica, edição inglesa; b) Enciclopédia Britânica, edição de 1946; c) Enciclopédia Americana, edição 1944. É fato que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era.

II - A DATA DO NASCIMENTO DE JESUS
Com certeza, Jesus não nasceu em 25 de dezembro! Pelo exame da Palavra de Deus sabemos que Jesus não nasceu em dezembro! Lucas 2:8 diz: "Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam os seus rebanhos, durante as vigílias da noite.Dezembro é tempo de inverno. Costuma chover e nevar na região da Palestina ( Confira na Bíblia em Cantares de Salomão 2:11 - Esdras 10:9-13 ). Conseqüentemente, os pastores não poderiam permanecer ao ar livre nos campos durante as vigílias da noite. Naquela região, as primeiras chuvas costumam chegar nos meses de outubro e novembro. Durante o inverno os pastores recolhem e guardam as ovelhas no aprisco... Eles só permanecem guardando as ovelhas ao ar livre durante o verão! Com certeza, o nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando nenhum rebanho estava no campo! A data exata do nascimento de Jesus é inteiramente desconhecida. O mais plausível é que tenha sido no começo do outono - provavelmente em setembro, aproximadamente seis meses depois da Páscoa.

III - A ORIGEM DO 25 DE DEZEMBRO
Tem a ver com a festividade da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o “Novo Sol”… Essas festividades pagãs eram acompanhadas de bebedices e orgias… Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo, protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã. Com a aprovação dada por Constantino para a guarda do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus, assim foi que “o Natal” se enraizou no mundo ocidental! O Natal é, portanto, a mesma velha festividade pagã de adoração ao Sol. A única coisa que mudou foi o nome.

IV - A ÁRVORE DE NATAL E OS PRESENTES
A origem da árvore de Natal vem da antiga Babilônia... Vem de Ninrode, neto de Cão, filho de Noé. Ninrode se afastou de Deus e enveredou-se pelo caminho da apostasia. Segundo se sabe, Ninrode era tão perverso que se teria se casado com a própria mãe, cujo nome era Semíramis! Após a sua morte, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. E, todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípicios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália (Walsh Curiosities of popular customs, pág. 242). O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado. Esta é a verdadeira origem da “Árvore de Natal” e da prática de se dar “presentes”! Jeremias 10:2-4 -Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.”

V - O “PAPAI” NOEL E A PRÁTICA DE SE DAR PRESENTES ÀS ESCONDIDAS
O velho “Noel” não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam! O nome “Papai Noel” é uma corruptela do nome “São Nicolau”, um bispo romano que viveu no século V. Na Enciclopédia Britânica, vol.19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, consta o seguinte: “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro… A lenda de suas dádivas oferecidas as escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido…” Daí teria surgido a prática de se dar presentes“as escondidas” no dia de São Nicolau (6 de dezembro). Mais tarde essa data fundiu-se com o “Dia de Natal” (25 de dezembro), passando a se adotar também no natal essa prática de se dar presentes “às escondidas”, como o fazia o Saint Klaus (o velho Noel!). Daí surgiu a tradição de se colocar os presentes às escondidas junto às árvores de natal!

VI - A COROA DE AZEVINHO OU GUIRLANDA
Às vezes conhecida por “coroa de Natal” ou “Guirlanda” são memoriais de consagração. Em grego é “stephano”, em latim “corona” - podem ser entendidas como:- enfeites, oferendas, ofertas para funerais, celebração memorial aos deuses, celebração memorial à vitalidade do mundo vegetal, celebração das vítimas que eram sacrificadas aos deuses pagãos, celebração nos esportes. Significam um “Adorno de Chamamento” e, conseqüentemente, são porta de entrada de deuses. Razão pela qual, em geral, se colocam as guirlandas nas portas, como sinal de boas vindas! A maior parte dos deuses pagãos do Egito aparecem sempre com a “guirlanda” na cabeça! A Bíblia não faz qualquer menção de uso de “guirlanda” no nascimento de Jesus. Só existe uma guirlanda na Bíblia, e esta foi feita por Roma para colocar na cabeça de Jesus no dia da sua morte. Esta guirlanda de espinhos é símbolo de escárnio!

VII - VELAS OU LUZES
O Uso de velas é um ritual pagão dedicado aos deuses ancestrais. A vela acendida está fazendo renascer o ritual dos solstícios, mantendo vivo o deus sol. Não tem nenhuma relação com o candelabro judaico (ou Menorah). Mais recentemente, em lugar das velas passou-se a adotar velas elétricas, velas à pilha, e, finalmente, as luzes - o sentido é o mesmo!

VIII – PRESÉPIO
O presépio é um altar a Baal, consagrado desde a antiga babilônia. É um estímulo à idolatria! Os adereços encontrados no chamado presépio são simbologias utilizadas na festa do deus sol. O Presépio estimula a veneração das imagens e alimenta a idolatria… Em Êxodo 20:1-6, lemos:- “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”; em I Cor 10:14-15 está escrito: Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo.”. No Brasil a abertura da comemoração do Natal é feita com uma famosa “Missa do Galo”, a qual é celebrada sempre diante de um presépio, um "altar consagrado", cujas figuras estão relacionadas com a Babilônia, e não com a realidade do Evangelho.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Detonam a Bíblia e exaltam o espiritismo

As capas das duas revistas mais populares de divulgação científica do Brasil – Superinteressante e Gallileu – deste mês são emblemáticas e reveladoras de uma tendência midiática que vem se confirmando e ampliando nos últimos anos: a crítica da Bíblia e seus seguidores e a simpatia pelo espiritualismo.

A matéria da Galileu tem como título “A nova era do espiritismo”, e é assinada por Pablo Nogueira (que tem posição claramente contrária ao criacionismo). O texto é respeitoso e informativo. O foco são as novas influências que “estão reinventando a doutrina [espírita] no Brasil”. Em seguida, vem a reportagem “O homem de Abadiânia”, sobre o médium João de Deus. Nogueira tenta ser neutro, de início, usando palavras como “supostamente”, mas logo deixa evidente que ficou impressionado com tudo. “João não sabe dizer quantas entidades incorpora. Estima-se que sejam de 20 a 30. Os voluntários não sabem sequer os nomes de muitas, já que elas nem sempre se identificam. ... Para um olhar destreinado como o meu, com pouco tempo de observação, fica difícil enxergar personalidades diferentes”, escreve Pablo, que ainda testemunha: “Assisti a cinco dessas intervenções [cirúrgicas] em três dias e pude observar que, embora houvesse pequenos sangramentos em alguns casos, ninguém se queixou de dor, mesmo quando a entidade passou a faca sobre o olho de um homem sem o uso de anestésicos.” Note que o repórter assume que se trata de uma “entidade” e em momento algum põe em dúvida as tais “cirurgias visíveis” espirituais. As 16 páginas ocupadas pelas duas matérias não questionam, apenas exaltam o espiritismo e as novas influências que lutam para ganhar espaço e aceitação do kardecismo tradicional.

Mas o posicionamento favorável ao espiritismo por parte da Galileu fica mesmo evidente no artigo “A sabedoria da fé”, na página 90. Ali o repórter Arthur Veríssimo também conta sua experiência de encontro com João de Deus. “Quando entrei na primeira sala de atendimento, vi mais de 80 médiuns auxiliares sentados, de olhos fechados, em completa sintonia com os trabalhos da entidade [Veríssimo também assume que se trata de uma “entidade”]. ... Um hálito cósmico-espiritual permeava o lugar. ... Espalhados por três salas interligadas, 280 médiuns formam uma corrente energética que auxilia os trabalhos da entidade.”

No parágrafo seguinte, a linguagem do repórter se torna quase a de um seguidor: “Minha vez se aproxima, e um turbilhão de idéias e pensamentos absorve minhas entranhas. O véu de trevas que cobre minha consciência é dissipado. Um perfume divino paira no ar. Estava conectado, e a entidade me chamou. Olhou para mim e disse que eu era bem-vindo na casa e tinha a autorização de fotografar e conhecer todas as dependências. Rapidamente afirmou que eu deveria trabalhar e entrar na corrente. Numa completa unidade, comigo mesmo e com o grupo.”

Mais para o fim, Veríssimo arremata com palavras que são puro marketing gratuito: “É impressionante observar um homem simples e sem nenhuma formação médica como João Teixeira executar tantas cirurgias com sucesso e sem anestesia. Minhas dúvidas foram esmagadas pela sabedoria da fé. ... O médium João é um instrumento de Deus.”

Agora só falta a Galileu começar a publicar matérias psicografadas.

Superconfusão

Na sua já tradicional matéria religiosa de dezembro, idealizada para alavancar as vendas, a Superinteressante se sai com esta, já na capa: “A religião diz que ela [a Bíblia] veio de Deus. Mas novas evidências revelam como os textos sagrados foram escritos – e manipulados – pelos homens. Conheça os verdadeiros autores da Bíblia. E o real significado do que eles disseram.”

Não é necessário que “novas evidências” nos digam o que o apóstolo Pedro já havia deixado claro há muito tempo: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:21). A Bíblia jamais esconde o fato de ter sido escrita por seres humanos, mas deixa claro que eles foram inspirados pelo Espírito Santo (a palavra traduzida por “inspirado” no Novo Testamento vem do grego theopneustos, que significa literalmente “soprado por Deus”).

Como sempre ocorre nas reportagens desse tipo publicadas na Superinteressante, o tom jocoso e contestatório e a superficialidade estão presentes do começo ao fim. Prova disso são as seções “Top 5 pragas”, “Top 5 matanças” e “Top 5 sacanagens” (!). Sobre as pragas e matanças, trata-se do velho desconhecimento do contexto histórico em que essas atitudes extremas de Deus foram tomadas (leia “Por que Deus mandou matar”). Mas o que dizer das tais “sacanagens”? Super considera “sacanagem” a linguagem sensualmente pura e franca de Cantares (leia “Sensualidade pura”). Comete o erro crasso de afirmar, como o fazem certas seitas, que Gênesis 6:2 menciona anjos tendo relações sexuais com mulheres. Segundo o Comentário Bíblico Adventista, “deve-se rejeitar esse ponto de vista porque o castigo que cedo sobreviria se deveu aos pecados de seres humanos (v. 3) e não de anjos. Ademais, os anjos não se casam (Mt 22:30). Os ‘filhos de Deus’ não foram outros senão os descendentes de Set, e as ‘filhas dos homens’ as descendentes dos cainitas ímpios (PP 67)”.

Noutra evidência de má-fé e desconhecimento bíblico, Super desconsidera a linguagem profética de Ezequiel 23:20 e se diverte com a afirmação de os egípcios serem “bem-dotados” e “ejacularem como cavalos”. As duas prostitutas desse capítulo representam Israel e Judá, designadas com os nomes das suas respectivas capitais: Samaria e Jerusalém. Ambas se corromperam e apostataram, atitude comparada ao adultério espiritual (esse paralelismo entre a apostasia e a quebra dos votos matrimoniais foi herdado de Oséias 2:2-10 e Jeremias 3:6-13).

A matéria afirma ainda que Davi “teria unificado as tribos hebraicas num pequeno e frágil reino por volta do ano 1000 a.C.” Bastaria ao repórter da revista ter ido à exposição Tesouros da Terra Santa, no Masp, para conhecer a “pedra da vitória”, entalhada por um rei de Aram, contendo uma inscrição que menciona a “Casa de Davi”, referência direta à dinastia fundada pelo Rei Davi. (Leia também “A Cidade de Davi”).

Depois, a reportagem enviezada diz que o Pentateuco não pode ter sido escrito por Moisés pelo fato de o livro narrar a morte do profeta. Chamam de “fundamentalistas” (eles adoram essa palavra) os que defendem a autoria mosaica sem saber (ou sem querer saber) que existe explicação para a redação desse trecho do livro bíblico. Confira aqui.

Super ignora fatos e evidências que corroboram o relato bíblico e, no entanto, faz afirmações sem qualquer base factual, como esta: “Tempos mais tarde, os dois relatos [javista e eloísta] foram misturados por editores anônimos.” Prova que é bom, nada.

Papagueando um velho argumento contra a autenticidade escriturística, a revista afirma que “as raízes da árvore bíblica também remontam aos sumérios” e que “o monoteísmo pode ter surgido pelo contato com os persas”. O especialista em Arqueologia e autor do livro Escavando a Verdade, Dr. Rodrigo Silva, sugere que essas semelhanças nas culturas antigas (semelhanças que dizem respeito inclusive aos relatos da Criação e do Dilúvio) apontam para uma matriz histórica comum. No entanto, o relato bíblico é mais “enxuto” e desprovido dos elementos míticos das outras narrativas.

Mais adiante, a matéria da Super(ficial) diz que “gerações e gerações de copiadores já haviam introduzido alterações nos textos originais – seja por descuido, seja de propósito”, mas não dedicam uma linha sequer para falar dos Manuscritos do Mar Morto, que confirmaram a confiabilidade do texto do Antigo Testamento, com manuscritos que datavam de até 250 a.C.

Não falam dos Manuscritos do Mar Morto, mas trazem novamente à tona os duvidosos e polêmicos apócrifos encontrados no Egito em 1886, um dos quais assinado por “Maria Madalena”. Dão mais importância ao duvidoso do que ao certo. Em agosto, a Galileu publicou uma matéria sobre Jesus na qual diz que “para especialistas, esses escritos perdem importância quando se constata que eles tiveram como base os Evangelhos canônicos e seguiram o gnosticismo. ... Há pesquisadores que vasculham esses livros, muitos dos quais em estado fragmentário, em busca de informações valiosas que não teriam sido preservadas (ou teriam sido deliberadamente varridas para debaixo do tapete) pelos evangelistas oficiais. O esforço vale a pena? O mais provável é que não. ... é praticamente impossível demonstrar que os evangelhos apócrifos mais populares entre os historiadores, como o de Tomás e o de Pedro, não tenham, na verdade, usado como base os Evangelhos canônicos, os bons e velhos Mateus, Marcos, Lucas e João. Estruturas literárias básicas, como a ordem dos ditos de Jesus, parecem seguir de perto os textos canônicos. Além disso, a datação dos apócrifos aponta para uma composição décadas ou até séculos depois dos Evangelhos oficiais. E há alguns detalhes teológicos suspeitos nas narrativas apócrifas: muitos deles seguem o chamado gnosticismo, uma vertente esotérica do cristianismo primitivo que considerava o mundo material uma esfera corrompida e naturalmente ruim da existência e pregava o acesso a um conhecimento secreto para se libertar dele. A importância do apóstolo Tomé ou de Maria Madalena nos textos gnósticos provavelmente não tem a ver com o papel histórico desses personagens, mas com o uso deles como contraponto aos sucessores de apóstolos como Pedro e Paulo, principais líderes das comunidades cristãs após a morte de Jesus”.

A despeito de tudo isso, para a Super(tendenciosa) os apócrifos gnósticos são mais importantes e confiáveis que os Evangelhos e os Manuscritos do Mar Morto. Dá pra confiar numa reportagem dessas? Dá pra levar a sério uma revista dessas?

E numa atitude totalmente fora de contexto (mas previsível), a reportagem arremata: “Em pleno século 21, pastores fundamentalistas tentam proibir o ensino da Teoria da Evolução nas escolas dos EUA, sendo que a própria Igreja [não dizem que é a Católica] aceita as teorias de Darwin desde a década de 1950."

Se os cristãos bíblicos são fundamentalistas (pois têm a Bíblia como seu fundamento), a Super é superfundamentalista. Qual o fundamento? O materialismo filosófico.

Michelson Borges

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Fonte: Criacionista

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Desvendando a Bíblia - O Apocalipse e a marca da besta – Parte 3


A escolha entre aliança a Cristo ou a César
Ao espalhar-se o culto ao imperador pelo Império Romano, especialmente na Província da Ásia, o profeta João pôde ver nisso os sinais da crise vindoura, quando “os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8'). João reconheceu que os cristãos em breve teriam que escolher entre sua aliança a César ou a Cristo, como o seu Senhor.

O próprio João tomou a decisão de ser fiel a Cristo e pagou o preço de ser exilado à ilha de Patmos, diminuta e “esquecida por Deus”. Ele nos conta que estava na ilha, não num giro evangelístico, mas “por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Apoc. 1:9). Mais provavelmente o “testemunho de Jesus” refere-se à decisão de João de adorar a Cristo como Dominus et Deus – Senhor e Deus, em vez de ao Imperador Domiciano.

O termo “Senhor” – Dominus em latim, ou Kurios em grego, ” tornou-se o campo de batalha de lealdades”. Os cristãos tinham que escolher se adoravam a Cristo ou a César como o seu SENHOR. Isso nos ajuda a entender por que o anjo elogia aqueles cristãos que tinham “perseverança e por amor do meu nome” sofreram, sem desfalecer (Apoc. 2:3), permanecendo fiéis: “Não negaste a minha fé” (Apoc. 2:13).

Mas se o Imperador julgou que Patmos era um lugar ideal, esquecido por Deus, para isolar João, um influente líder da Igreja na Ásia Menor, ele estava errado. Pois foi daquela pequena ilha que o Espírito de Deus lhe deu mensagens para atender as suas necessidades espirituais e a cada uma das sete Igrejas na Ásia Menor (Apoc. 1-3). Ademais, o anjo o levou em visão para o céu, junto ao próprio trono de Deus (Apoc. 4 e 5). Dali foi-lhe mostrado o desdobrar do conflito entre Deus e Satanás, até a vitória final e o estabelecimento de um novo mundo.

A influência do culto pagão sobre as Igrejas Cristãs

A segunda razão para a centralidade da adoração em Apocalipse é a preocupação de João com a influência do culto pagão sobre as congregações cristãs da Ásia Menor. Detectamos essa preocupação nas mensagens de repreensão a seis das sete igrejas. As mensagens revelam que algumas congregações foram condicionadas pelo culto pagão ao seu redor. Quando comparado com o resto dos livros do Novo Testamento, o Apocalipse contém repreensões bem severas. A razão é que João confronta alguns ensinos que causavam divisões e que eram promovidos por certos membros influentes.

Em Apocalipse 2, João descreve esses falsos ensinos por três nomes diferentes: os nicolaítas, Balaão e Jezabel. “Entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem” (Apoc. 2:14). A mesma questão de “comerem das coisas sacrificadas a ídolos” é mencionada com referência a Jezabel.

Aparentemente esses falsos ensinadores não viam nada errado em participar no culto pagão ao Imperador e deuses por comer alimentos que haviam sido consagrados em seus altares. Esse comprometimento com o culto pagão ameaçava a vida espiritual de algumas congregações. Por exemplo, é dito à Igreja de Sardes: “Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer” (Apoc. 3:1-2).

A carta de Plínio ao Imperador Trajano poucos anos mais tarde (111 AD) confirma a preocupação de João com o comprometimento com o culto pagão por um crescente número de cristãos. Plínio, governador da Bitínia, escreveu: “O contágio dessa superstição [cristianismo] tem se espalhado não só pelas cidades, mas também pelas aldeias e fazendas. Mas parece possível deter e curar isso. Certamente é por demais claro que os templos, que estavam quase desertos, começaram a ser freqüentados, que o estabelecimento de ritos religiosos, há muito negligenciados, estão sendo reativados, e que de toda parte estão vindo sacrifícios de animais, para os quais até agora poucos compradores têm sido encontrados. Daí, é fácil imaginar que uma multidão de pessoas pode ser reformada se uma oportunidade para arrependimento lhes for concedida” (Plínio, Cartas X, 97).

Nessa época crítica quando alguns cristãos estavam comprometendo sua aliança com Cristo a fim de ajustar-se ao mundo pagão, João, de seu exílio em Patmos, os chama a um despertamento e reconhece a natureza demoníaca do culto ao Imperador. Roma é uma besta habilitada por Satanás para requerer a adoração que a Deus pertence. O tema central do Apocalipse é um chamado à fidelidade no contexto da influência sedutora do culto idolátrico da sociedade romana.

Fonte: Maravilhoso Jesus

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O Apocalipse e a marca da besta – Parte 2

Adoração, Tema Central do Apocalipse

A segunda conclusão significativa que emergiu de meu estudo preliminar é que adoração é o tema central do Apocalipse. É a chave para entender muito do livro. Nenhum outro livro da Bíblia contém tantas cenas de adoração. Vez após vez foram mostrados a João seres celestes e terrestres louvando a Deus (4:9; 7:12; 11:17) e servindo-O em Seu templo (7:15; 22:3).

Os adoradores cantam o cântico de Moisés e do Cordeiro (5:9; 14:3; 15:3). Dão louvor a Deus (19:5) e glorificam o Seu nome (15:4). Anciãos, anjos e criaturas viventes prostram-se perante Ele e O adoram (4:10; 5:8,14; 7:11; 11:16; 19:4). A palavra “Amém” e a exclamação “Aleluia” são encontrados regularmente em ambientações de culto (1:6,7; 5:14; 7:12; 19:4; 19:1, 3, 4, 6).

O verbo “adorar” (proskuneo) — um termo litúrgico fundamental — ocorre 24 vezes no Apocalipse. Isso representa quase metade de ocasiões de tais ocorrências em todo o Novo Testamento. A adoração a Deus e ao Cordeiro irradia do epicentro da sala do trono de Deus, em círculos concêntricos expansivos que incluem as quatro criaturas viventes (19:4), os vinte e quatro anciãos (4:10; 5:14; 11:16; 19:4), todos os anjos (7:11), e todas as nações (15:4). A convocação final à humanidade é o chamado, “Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apo. 14:7; ênfase acrescentada). Declarado de modo simples, descobri que a adoração é a chave que abre o Apocalipse. Entendendo a razão para a centralidade da adoração em Apocalipse podemos interpretar a profecia da marca e número da besta em seu apropriado cenário histórico.

Adoração É a Causa Original do Grande Conflito

A terceira conclusão é intimamente relacionada à segunda. Descobri que a razão porque a adoração é tão central no Apocalipse é pelo fato de que a João foi mostrado em visão que a adoração é a causa original da titânica controvérsia entre Cristo e Satanás. Em Apocalipse 12, João descreve como essa controvérsia sobre adoração se iniciou no céu, quando Miguel e seus anjos combateram e derrotaram o dragão (Satanás), ambos tendo sido lançados para a Terra.

Após a expulsão do céu, Satanás tornou este planeta o teatro de suas operações, empregando todos os seus recursos para suprimir a adoração e os adoradores do verdadeiro Deus, promovendo, em lugar disso, o falso culto a si mesmo, mediante a trindade iníqua, representada pelo dragão, a besta do mar e a besta da terra, conhecida também como o “falso profeta”.

O conflito chega a um clímax em Apocalipse 13, onde Satanás, representado pelo Dragão, dá poder à besta do mar e à besta da terra para imporem o seu falso culto, colocando uma marca, um nome e o número 666 sobre as testas e mãos de seus seguidores. Assim, como veremos, a marca, nome e número da besta representam a natureza da falsa adoração, promovida pela trindade iníqua.

Por que a Adoração é uma questão crítica no Apocalipse?

Por que a Adoração é uma questão crítica no Apocalipse? Por que a adoração não é o tema central de outros livros neotestamentários? Por que somente em Apocalipse os cristãos são advertidos contra as terríveis conseqüências de participar do falso culto?

Lemos, por exemplo, em Apocalipse 14:9-11: “Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome”.

Por que tão severa advertência contra a falsa adoração é encontrada no Apocalipse? Nas epístolas paulinas o tema central é fé versus obras, mas em Apocalipse o tema central é a verdadeira contra a falsa adoração. Qual é a razão para essa diferença em ênfase? Há duas respostas a esta pergunta e ambas são sugeridas pela ambientação histórica do livro.

A Ameaça do Culto ao Imperador

A primeira razão para a centralidade e conflito sobre adoração se acha na ameaça do culto ao Imperador. Ao tempo em que João redigia o seu livro o culto ao imperador havia penetrado nas instituições políticas e econômicas do Império Romano, de modo a tornar-se crescentemente difícil a cristãos conscienciosos permanecerem fiéis a Cristo.

O culto ao Imperador teve início sob o Imperador César Augusto (27 AC – 14 AD) como um meio de unificar a multiplicidade de nações que constituíam o Império Romano, promovendo lealdade comum e um senso de destino nacional. Foi, contudo, pelo fim do primeiro século, durante o reinado do Imperador Domiciano (81-96), que o culto ao Imperador representou a maior ameaça à Igreja cristã.

Conquanto o pai de Domiciano, Vespasiano (69-79) e seu irmão Tito (79-81), receberam honrarias divinas por ocasião da morte, o Imperador Domiciano desejou obtê-las durante o seu tempo de vida. O historiador romano Suetônio nos informa que Domiciano referia-se a si próprio grandiloqüentemente como “Dominus et Deus” – Senhor e Deus. Suetônio prossegue: “E assim surgiu o costume de daí em diante dirigir-se a ele em nenhum outro modo, mesmo por escrito ou em conversa. Ele não permitia que nenhuma estátua fosse erguida em sua honra no Capitólio, exceto de ouro ou prata e de certo peso pré-estabelecido”. (Suetônio, Domitian xiii).

O culto ao Imperador tornou-se um teste de fé para os cristãos. Mais tarde discutiremos a carta que Plínio, governador da Bitínia, escreveu em 111 AD ao Imperador Trajano para obter instruções sobre como proceder contra os cristãos. Ele explica que o procedimento era perguntar-lhes se eram cristãos. Os que assim o confessassem eram executados, mas os que alegavam não mais serem cristãos eram requeridos adorar a imagem do imperador, oferecendo incenso e vinho perante a mesma. O culto à “imagem da besta” era um terrível teste para a fé cristã. Isso nos ajuda a entender por que João fala da besta da terra instando as pessoas a fazerem “uma imagem à besta” (Apoc. 13:14), e fazendo com “que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta” (Apoc. 13:15).

Fonte: Maravilhoso Jesus

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Desvendando a Bíblia - O Apocalipse e a marca da besta – Parte 1

[O texto a seguir foi escrito por Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor aposentado de História Eclesiástica e Teologia da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan., EUA, e traduzido por Azenilto Brito.]

Durante as semanas passadas gastei considerável tempo familiarizando-me com o cenário histórico do livro de Apocalipse. Eu muito recomendo o capítulo “O Mundo do Livro de Apocalipse”, da obra de John Paulien The Deep Things of God [As coisas profundas de Deus]. O capítulo oferece uma pesquisa concisa, mas informativa da precária situação da Igreja no tempo de João e os desafios que os cristãos estavam defrontando de fora e de dentro. O capítulo ajuda o leitor a apreciar algumas das questões que João está abordando no Apocalipse.

John Paulien, Ph. D., atualmente serve como Chefe do Departamento de Novo Testamento do Seminário Teológico da Universidade Andrews. Ele é reconhecido como a maior autoridade em literatura joanina, especialmente a respeito do livro de Apocalipse. Em apreciação por sua erudição e contribuição ao entendimento do Apocalipse, ofereci-me a promover e distribuir sem qualquer comissão seus cinco álbuns de 60 CD-ROMS, contendo um total de 120 conferências sobre o livro de Apocalipse. Considerável tempo e esforço foram investidos nessas conferências por uma equipe profissional.

Apocalipse: Uma Perspectiva Tridimensional


A primeira conclusão que emerge de meu estudo preliminar é que Apocalipse não foi escrito como um quebra-cabeça gigante para ser montado dois mil anos depois, mas um poderoso drama destinado a falar sobre os desafios dos leitores originais, bem como das futuras gerações de cristãos. Podemos dizer que o Apocalipse tem uma perspectiva tridimensional: passado, presente e futuro. Essa perspectiva tridimensional se reflete na fórmula empregada três vezes para descrever a Deus como “Aquele que era, que é e que há de vir” (Apoc. 1:4; 1:8; 4:8').

João escreveu a sete congregações reais em sete cidades reais da província romana da Ásia Menor. Era de se esperar que eles lessem, ouvissem e praticassem as palavras da profecia. “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. (Apoc. 1:3). O termo grego para “lê” (anaginoskon) significa literalmente “ler com entendimento”. Era esperado que o leitor (pregador) e os ouvintes (a congregação) entendessem as mensagens proféticas.

Este texto promete uma bênção especial ao leitor e ouvinte do livro de Apocalipse. “Os leitores seriam os pregadores—enquanto os ouvintes seriam a congregação reunida ouvindo a leitura. Embora a leitura e o ouvir das profecias sejam muito importantes, a totalidade das bênçãos é pronunciada sob os que conservam suas mensagens” (Ranko Stefanovich, Revelation of Jesus Christ, p. 59).

O Apocalipse Atinge Até a Consumação da Redenção


Mas as profecias do Apocalipse alcançam além do tempo de João, até a consumação da redenção, com o estabelecimento de um novo mundo. Elas descrevem o desenrolar do grande conflito desde seu início no céu até as suas várias manifestações sobre a Terra. Retratam com imagens dramáticas as forças satânicas, representadas pelo dragão, as bestas, e o falso profeta, batalhando pela lealdade dos corações humanos por imposição de um falso culto. Mas a vitória pertence a Cristo, que retorna como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apo. 19:6), para destruir os ímpios e estabelecer “um novo céu e uma nova Terra” (Apo. 21:1).

O tema de que trata o livro de Apocalipse poderosamente, não só dirigido a seu público original, como também às gerações futuras de crentes, apela ao discernimento espiritual em interpretar suas mensagens proféticas. Nenhum método simples (preterismo, futurismo, historicismo, idealismo) pode ser usado como um padrão para interpretar todo o Apocalipse. Em vez disso, precisamos examinar cada passagem, perguntando, como assinala John Paulien: “‘Que método é adequado para esta passagem?’ Ao percorrermos o livro de Apocalipse devemos ser sensíveis à evidência do texto. Permitiremos que o texto bíblico governe o que vemos na passagem” (John Paulien, The Deep Things of God, p. 30).

Ao aplicarmos este princípio à profecia concernente à marca e o número da besta, significa que precisamos ser sensíveis à evidência do texto. Acaso sugere que a imposição do falso culto pela besta terá lugar exclusivamente no Fim? Ou já houve um cumprimento inicial no tempo de João? A resposta a esta pergunta será encontrada logo mais ao examinarmos o desafio do culto ao Imperador que João e seus irmãos cristãos estavam enfrentando.

Fonte: Maravilhoso Jesus