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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Geração Harry Potter

Deu na revista Época desta semana: “A magia vai se desfazer. A última aventura do menino feiticeiro Harry Potter estreia mundialmente nesta semana com o longa-metragem Harry Potter e as relíquias da morte – Parte 1. A segunda parte, como o epílogo, entrará em cartaz em julho do ano que vem. Ao final, serão oito megaproduções baseadas na série de sete romances da escritora inglesa J.K. Rowling. Publicados de 1997 a 2007, os livros foram traduzidos para 69 idiomas e venderam mundialmente 400 milhões de exemplares. Formam a série infantojuvenil de livros mais vendida da história. No cinema, o sucesso não foi menos espantoso. Harry Potter já é a franquia de maior êxito em 115 anos de existência do cinema. De 2001 a 2009, os seis filmes da saga faturaram US$ 5,4 bilhões em bilheteria. Ou US$ 1 bilhão por sequência, um recorde no gênero. Quase o dobro do que rendeu cada uma das três partes da franquia Homem-Aranha. Mais que o dobro do que ganhou cada filme da série Guerra nas estrelas – de 1977 a 2005. [...]

“Não se trata de um fenômeno novo. Toda geração adota, cultiva e acaba se moldando de acordo com seus símbolos culturais. Obras de arte não se tornam obras de arte de magnitude se não conseguirem cativar, captar, definir e até antecipar os anseios dos jovens de um determinado tempo. Às vezes, esse fenômeno é tão extenso que pode definir uma geração. Foi o caso do ‘mal do século’, um sentimento ultrarromântico que dominou o final do século XVIII, iniciado com o romance Os sofrimentos do jovem Werther, do poeta alemão Wolfgang von Goethe. Lançado em 1774, o livro provocou uma onda de suicídios em toda a Europa – e criou um padrão de comportamento, o jovem pálido, com olheiras e tendências autodestrutivas.

“Nos ‘loucos anos 20’, as histórias de Scott Fitzgerald se acoplaram à dança do charleston e à era do jazz e traduziram o nascente hedonismo de uma geração. Nos anos 50, o rock de Elvis Presley e os filmes de Marlon Brando (O selvagem) e James Dean (Juventude transviada) fizeram a cabeça da geração rock-and-roll. Os hippies, a música psicodélica e a pop art de Andy Warhol formataram a mentalidade libertária dos anos 60. Os geeks atuais se formaram entre doses de música eletrônica, romances de ficção científica de Philip K. Dick e filmes como Guerra nas estrelas e a trilogia Matrix.

“Será que Harry Potter se configura um fenômeno semelhante? Seu sucesso comercial – global – é um forte indício de que a obra tem alcance, aderência. E sua longa duração permite influenciar as pessoas durante um amplo período – que abarca a entrada e a saída da adolescência, uma época fértil para a adoção de valores, quando as pessoas enfrentam dilemas existenciais complexos. Mas a aderência e a duração não são suficientes. O que dizer da mensagem?

“Como em qualquer boa escola de bruxaria, os acadêmicos se dividem em dois grupos. O psicólogo Robin Rosenberg, autor do ensaio A psicologia de Harry Potter, se alinha aos que consideram a série escapista. ‘J. K. Rowling cria um mundo completo’, disse a Época. ‘Ela forneceu a seus fãs a possibilidade de unir suas imaginações à dela e viver nesse mundo fantástico.’ Para o crítico americano Harold Bloom, a série é perniciosa. Em entrevista a Época, ele disse que Rowling ‘é subliteratura, um catálogo de lugares-comuns’. De acordo com Bloom, ‘os livros e os filmes induzem o jovem a acreditar em bobagens como magia negra e superstição e que sua vida pode mudar com uma varinha de condão’. O que eles precisam é ‘ler os clássicos da literatura fantástica’ [itálico meu; depois digo por quê]. [...]

“A corrente dos que acreditam no poder formador de Harry Potter parece ser mais forte. Ela inclui desde professores de escola até organizações cristãs, como a rede Beliefnet americana. A relação da série com magia e ocultismo gerou uma polarização entre os que viam nela mensagens éticas, até cristãs, e outros que enxergavam influências pagãs e agnósticas (não há Deus no mundo de Harry). Em 2003, o papa Bento XVI (então cardeal) condenou a série afirmando que sua ‘sedução sutil’ podia ‘abalar a alma da cristandade antes que ela pudesse se desenvolver apropriadamente’. Seis anos depois, o jornal oficial do Vaticano, L’Osservatore Romano, elogiou a obra por ‘pregar valores como amizade, altruísmo, lealdade e autossacrifício’. [...]

“É claro que a magia da transmissão de valores não é feita por uma obra de arte apenas, por mais bem-sucedida que ela seja. É difícil dizer até onde a série de J. K. Rowling incute valores, até que ponto ela capta características latentes na geração de leitores. O que se pode, sem dúvida, dizer é que ler Harry Potter permite compreender melhor o espírito de nosso tempo.”

Nota Criacionismo: Essa reportagem de capa da revista Época ajuda a perceber (para quem conhece a história do grande conflito entre o bem e o mal) que, de fato, há uma orquestração nos bastidores da história da humanidade. Note as tendências que ditaram os rumos do mundo (especialmente ocidental) nos últimos séculos: (1) século 18 – tendências autodestrutivas; (2) anos 1920 – geração hedonista; (3) anos 1950 – mentalidade “libertária”, ou seja, liberdade para usar drogas e praticar sexo à vontade; (4) geração atual – fuga para mundos ilusórios da ficção. Para mim, não há dúvidas de que, a despeito de Deus estar conduzindo a história humana para seu desfecho, a volta de Jesus e o fim do mal, Satanás também tem mexido suas peças no tabuleiro terrestre. A partir dos anos 1920, ele ajudou a juventude de cada época a buscar prazer sem compromisso e, depois, com a ajuda da tecnologia, a fez mergulhar no mundo das ilusões que tiram o sabor da realidade e anestesiam a mente. Para mim, Época acerta o alvo ao afirmar que Harry Potter “permite compreender melhor o espírito de nosso tempo”. Que espírito é esse? Bloom, no trecho que grifei acima, responde: “Os livros e os filmes induzem o jovem a acreditar em bobagens como magia negra e superstição.” Essa foi a grande “contribuição” de Rowling, escritora até então anônima que despontou do nada para o estrelato: colocou a bruxaria, a magia negra e o espiritualismo no dia a dia da nova geração. Quando era criança, eu tremia de medo apenas em ouvir falar de bruxas. Hoje as crianças querer ser bruxas! Pelo andar da carruagem da história, Satanás não terá lá grandes dificuldades em iludir esta geração iludida. Se duvida disso tudo, espere para ver. Ou melhor: não espere; se prepare.

Criacionismo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Perigos do celular

A epidemiologista Devra Davis lidera uma cruzada para fazer as pessoas deixarem o celular longe de suas cabeças. Convencida de que a radiação emitida pelo aparelho lesa a saúde, ela escreveu "Disconnect" (sem edição no Brasil), cuja base são pesquisas que começam a mostrar os efeitos dessa radiação no organismo. Nesta entrevista, ela também perguntou: "Vamos esperar as mortes começarem antes de mudar a relação com o celular?".

Folha - Quais os riscos para a saúde de quem usa celular?
Devra Davis - Se você segurá-lo perto da cabeça ou do corpo, há muitos riscos de danos. Todos os celulares têm alertas sobre isso. As fabricantes sabem que não é seguro. Os limites [de radiação] definidos pelo FCC [que controla as comunicações nos EUA] são excedidos se você deixa o celular no bolso.

Quais os riscos, exatamente?
O risco de câncer é muito real, e as provas disso vão se avolumar se as pessoas não mudarem a maneira como usam os telefones. Trabalhei nas pesquisas sobre fumo passivo e amianto. Fiquei horrorizada ao perceber que só tomamos atitude depois de provas incontestáveis de que danificavam a saúde.
Reconheço que não temos provas conclusivas nesse momento. Escrevi o livro na esperança de que meu status como cientista tenha peso, e as pessoas entendam que há ameaça grave à saúde e podemos fazer algo a respeito.

Mas há estudo em humanos que dê provas categóricas?
Quando você diz "provas", você quer dizer cadáveres? Você acha que só devemos agir quando já tivermos prova? Terei que discordar. Hoje temos uma epidemia mundial de doenças ligadas ao fumo. O Brasil também tem uma epidemia de doenças relacionadas ao amianto. Só recentemente vocês agiram para controlar o amianto no Brasil, apesar de ele ainda ser usado. Ninguém vai dizer que nós esperamos o tempo certo para agir contra o tabaco ou o amianto. Estou colocando minha reputação científica em risco, dizendo: temos evidências fortes em pesquisas feitas em laboratório mostrando que essa radiação danifica células vivas.

Qual a maior evidência disso?
A radiação enfraquece o esperma. Sabemos por pesquisas com humanos. As amostras de esperma foram dividas ao meio. Uma metade foi mantida sozinha, morrendo naturalmente. A outra foi exposta a radiação de celulares e morreu três vezes mais rápido. Homens que usam celulares por quatro horas ao dia têm a metade da contagem de esperma em relação aos demais.

Crianças correm mais perigo?
O crânio das crianças é mais fino, seus cérebros estão se desenvolvendo. A radiação do celular penetra duas vezes mais. E a medula óssea de uma criança absorve dez vezes mais radiação das micro-ondas do celular. É uma bomba-relógio. A França tornou ilegal vender celular voltado às crianças. Nos EUA, temos comerciais encorajando celular para crianças. É terrível. Fico horrorizada com a tendência de as pessoas darem celulares para bebês e crianças brincarem. Sabemos que pode haver um vício no estímulo causado pela radiação de micro-ondas. Ela estimula receptores de opioides no cérebro.

Jovens usam muitos gadgets que emitem radiação.
Sim, e eles não estão a par dos alertas que vêm com esses aparelhos. Não é para manter um notebook ligado perto do corpo. As empresas colocam os avisos em letras miúdas para reduzir sua responsabilidade quando as pessoas ficarem doentes.

É possível comparar a radiação de celular à fumaça?
Sim. O tabaco é um risco maior. Mas nunca tivemos 100% da população fumando. Agora, temos 100% das pessoas usando celular. Então, ainda que o risco relativo não seja tão grande, o impacto pode ser devastador.

Nos maços de cigarro, há aquelas fotos horríveis. Esse é o caminho para o celular?
Isso é o que foi proposto no Estado do Maine (EUA). Está se formando um grande movimento para alertar as pessoas a respeito dos celulares. Isso é o que aconteceu com o fumo passivo. Vamos começar a ver limites para a maneira e os locais onde as pessoas usam celular. A maioria não sabe que, se você está tentado conversar num celular em um elevador, a radiação está rebatendo nas paredes e fica mais intensa em você e em quem estiver perto.

Além de usar fones, o que é possível fazer para prevenir?
Enviar mensagens de texto é mais seguro do que falar. Ficar com o celular nas mãos, longe do corpo, é bom, e mantê-lo desligado também.

Mas celular é um vício!
Sim. Temos que usá-lo de forma mais inteligente.



Fonte: Folha São Paulo

Saiba mais: "Uso de celular pode causar câncer".

Criacionismo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Deus – mais uma biografia não autorizada

No livro Fama e Anonimato, o genial escritor-jornalista Gay Talese traz aquela que é considerada uma das melhores reportagens sobre Frank Sinatra, intitulada “Frank Sinatra está resfriado”. O mais interessante é que Talese produziu seu texto sem conversar diretamente com o cantor. Ele “apenas” ouviu pessoas que o conheciam e consultou várias fontes confiáveis. Fez um ótimo trabalho. A revista Superinteressante tentou algo parecido com Deus, mas passou a anos-luz de distância da garimpagem de informações realizada pelo jornalista norte-americano que sabia fazer o “dever de casa”. A matéria de capa deste mês da publicação que se considera de divulgação científica surpreende apenas por um detalhe: tratou em novembro de um tema que geralmente explora em dezembro, ou seja, religião. De resto, é o mesmo cardápio de sempre: acusações e críticas infundadas contra a fé judaico-cristã e uso de fontes limitadas e que expressam apenas um lado da questão.

A matéria está dividida em três grandes blocos: apresenta a “história de Deus” desde a “infância” (quando Ele seria apenas um deus menor no panteão dos nômades), passando pela “juventude” (torna-Se o Deus maior dos nômades e Se casa com Asherah) até a “idade adulta” (Se divorcia de Asherah e torna-Se o único Deus). E o texto sentencia logo de início: “Os deuses eram as forças por trás de uma natureza inexplicável para os primeiros humanos da Terra. Facetas de divindades borbulhavam em cachoeiras, galopavam com os cavalos selvagens, voavam com o vento, escondiam-se em cada rochedo, bosque ou duna do deserto. E do deserto veio a que daria origem ao Deus para valer.” Poético, até, mas de científico não há nada aí. São afirmações vazias, desprovidas de evidências, já que se reportam a um tempo imaginário do qual não temos registros históricos suficientes para sequer rabiscar uma história da religião. É como se pesquisadores encontrassem numa caverna uma bola de vôlei com um rosto pintado nela (lembra do Wilson do filme “O Náufrago”?) e deduzissem que homens primitivos reverenciavam bolas de vôlei. Nada mais falso. Aliás, quem brinca muito com essa história de homens das cavernas é Chesterton, em sua obra O Homem Eterno.

Mais à frente, Super diz que Javé [ou Yahweh] era uma divindade que “provavelmente começou como um deus menor, cultuado por nômades. Bem antes de a Bíblia ser escrita”. Curiosamente, na capa dessa edição, a revista não usa o “provavelmente”, mas afirma: “Houve um tempo em que Deus era apenas mais um.” É a velha tática das capas sensacionalistas e vendáveis.

A intenção do texto (que revela, na verdade, a intenção dos jornalistas e editores céticos de mãos dadas com teólogos liberais sempre convenientes) é igualar Yahweh a deuses mitológicos, desconstruindo, se possível, a fé de bilhões de pessoas. Como já disse, a matéria chega a afirmar que o Deus bíblico Se casou com a deusa Asherah, nos templos de quem se praticava a prostituição cultual tão reprovada pelos profetas de Israel. E mais: diz que “uma ameaça pairava sobre os deuses de Canaã. Era a ambição de Javé”. Francamente... Ambição tinha Lúcifer quando quis ocupar o lugar de Deus no Céu. Será que essa matéria da Super não foi “inspirada” por outras ambições?...

Depois, a reportagem se aproveita do Salmo 82 para reafirmar sua ideia de que Yahweh seria um entre tantos deuses: “[O Salmo 82] nos apresenta o chamado ‘conselho divino’: uma espécie de Câmara dos Deputados dos deuses, na qual eles se reúnem para discutir assuntos importantes.” Talvez o maior “problema” esteja com o verso 6, que diz: “Sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” Esse Salmo é citado e aplicado por Jesus em João 10:34 (o que a reportagem ignora). Como Super realmente não fez o “dever de casa”, não se deu ao trabalho de pesquisar o assunto mais a fundo. Caso tivesse feito isso, descobriria que a palavra hebraica traduzida como “deuses” nesse verso é elohim. Esse termo geralmente se refere ao único Deus, mas também tem outros usos. Os versos seguintes ao primeiro verso do Salmo 82 deixam bem claro que a palavra elohim se refere a magistrados, juízes e outras pessoas que ocupam posição de autoridade.

Biblicamente falando, chamar um ser humano em posição de autoridade de “deus” indica três coisas: (1) ele tem autoridade sobre os outros seres humanos; (2) o poder que ele exerce como autoridade civil deve ser temido; (3) ele obtém seu poder e autoridade de Deus, o qual é retratado no versículo 8 como julgando toda a Terra.

Segundo o site Got Questions?, “esse uso da palavra ‘deuses’ para se referir a humanos é raro, mas é encontrado em outro lugar no Antigo Testamento. Por exemplo, quando Deus enviou Moisés a Faraó, Ele disse: ‘Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta’ (Êxodo 7:1). Isso significa simplesmente que Moisés, como o mensageiro de Deus, estava comunicando as palavras de Deus e era, portanto, o representante de Deus para o rei. A palavra hebraica elohim é traduzida como ‘juízes’ em Êxodo 21:6 e 22:8, 9, 28.”

Ademais, a palavra “deuses” não pode se referir a divindades pagãs, pois, no Salmo 82, os “deuses” são juízes injustos que atuam na Terra (v. 2-4), “filhos do Altíssimo” (v. 6) e “homens” passíveis de morte (v. 7). (leia mais aqui.) Isso fortalece a ideia de que “deuses”, nesse texto, não são divindades que competiriam com Yahweh.

Para o pastor e escritor Douglas Reis, de São Francisco do Sul, SC, em artigo publicado em seu blog, há duas grandes tendências equivocadas na matéria da Super: (1) considerar a formulação do conceito de Deus como algo progressivo e (2) sustentar alegações pretensiosas e descabidas, sem oferecer pontos de vista alternativos (como reza a cartilha do bom jornalismo).

Reis pondera que, “se a espiritualidade pudesse ser reduzida a uma formulação que explicasse as leis naturais, seria certo que, à medida que outros métodos fossem adotados para o estudo da natureza, a espiritualidade seria dispensável. Contudo, o que vemos no início da história da ciência? Uma contribuição significativa para a revolução científica se deu por meio da influência da Bíblia!”

Ele cita Colin A. Russel, professor de História da Ciência: “[Em] conformidade com esse conceito está o papel predominante desempenhado na nova ciência por países protestantes como a Grã-Bretanha, Países Baixos e Alemanha. O que parece agora claro, sem qualquer contradição, é que uma redescoberta do cristianismo bíblico levou a uma nova percepção qualitativa da natureza, grande o bastante para abranger essas descobertas recentes e tornar possível a Revolução Científica.”

“Assim”, explica Reis, “a teologia bíblica, longe de tratar de um mundo encantado (dos animistas) ou deificado (dos panteístas), revelou aos primeiros cientistas um mundo que eles poderiam pesquisar, o qual era distinto de seu Criador. Isaac Newton, por exemplo, estudava as leis do universo para entender seu funcionamento, sabendo que elas não oferecem ‘subsídios sobre a sua origem’.”

Segundo o pastor, a única justificativa para se entender a Bíblia como mera produção de mito surge da utilização do método histórico-crítico, que impõe ao texto bíblico concepções naturalistas contrárias à ideia de milagres e eventos sobrenaturais. Ele lembra que a teologia liberal teve seu surgimento no século 18. Johann Gottfried Eichhorn foi pioneiro ao afirmar que cada livro do Antigo Testamento não teria um único autor, mas conteria diversas contribuições históricas. Para Eichhorn, a Bíblia seria mera mitologia, da mesma forma que a grega. Super copiou e colou essa visão em suas páginas (e não é de hoje), sem dar espaço para visões divergentes. Prova disso? Leia mais esta citação da reportagem: “O Pentateuco, os cinco primeiros livros da Bíblia, foi finalizado por volta de 550 a.C. Mas há textos ali de 1000 a.C., ou de antes. E nada disso foi editado em ordem cronológica – em grande parte, a Bíblia é uma junção de textos independentes, cada um escrito em tempos e realidades diferentes.”

“Embora esse pensamento tenha inundado a Teologia em séculos passados”, explica Reis, “ele nunca deixou de ser uma tendência, uma opinião de alguns eruditos. Sempre houve respostas e contrapropostas a esse tipo de abordagem.” Mas a Superinteressante não foi atrás dessas fontes, ainda que fosse apenas para mostrar que há outros pontos de vista. Seria bom fazerem um cursinho com Talese...

A “biografia não autorizada de Deus” escorrega de novo ao dizer que foi somente depois da morte do rei Josias que o monoteísmo acabou finalmente consolidado entre os judeus: “E era esse Javé único que iria para a Bíblia. E se tornaria a imagem de Deus no mundo ocidental.” Mas, conforme salienta Reis, “o monoteísmo remonta ao Pentateuco, obra que, dentro da perspectiva histórica e literária, é atribuída à autoria mosaica, segundo os mais competentes estudiosos do texto bíblico”. Bastaria a quem preparou a reportagem ter estudado a respeito do conflito relatado em 1 Reis capítulo 18, para desfazer a confusão.

A Super diz também que certas características de Yahweh teriam se originado do culto ao deus Baal, embora não apresente sequer uma evidência arqueológica ou textual para essa afirmação descabida. Reis questiona: “Há especialistas no léxico bíblico, arqueologia bíblica e conceituados [especialistas em interpretação bíblica] espalhados pelo Brasil. Por que muitos são consultados pela revista IstoÉ, por exemplo, mas continuam olvidados pelas páginas da Super?”

Boa pergunta para a qual Reis sugere uma resposta: “Fica evidente o compromisso da revista em promover uma ideologia naturalista, sem ao menos ser capaz de ouvir quem pensa diferente. Isso leva os editores a abordar assuntos que tratam da Bíblia da perspectiva liberal, embora essa tendência esteja superada em vários círculos. Seria a polêmica simples estratégia de vendas, as expensas da qualidade da informação?”

O pastor Luiz Gustavo Assis, de Caxias do Sul, RS, lembra que a reportagem da Super poderia ter consultado e citado Hershel Shanks, editor da principal publicação popular (não populesca) de arqueologia bíblica, a Biblical Archaeology Review. A revista tem mais de 30 anos e publica bimestralmente artigos de diversos especialistas, liberais e conservadores. Mas não consultaram Shanks.

Também poderia ter ido atrás de Michael Hasel, que além de ser diretor do único programa de bacharelado em arqueologia bíblica nos Estados Unidos (na Southern Adventist University, no Tennessee), é egiptólogo formado pela Universidade do Arizona e teve como orientador William G. Dever, quem sabe o principal arqueólogo da atualidade. Por que Hasel seria importante para a matéria? Porque na década de 1990 (ele terminou o Ph.D em 1996) a Universidade do Arizona tinha o melhor programa doutoral em arqueologia dos Estados Unidos e Dever, orientador de Hasel, é agnóstico. (Dever doou toda a sua coleção de peças arqueológicas para essa universidade adventista em que Hasel trabalha e escreveu na Biblical Archaeology Review que o único caminho para a arqueologia bíblica sobreviver nos Estados Unidos é aprender com os adventistas. Cf. “The death of a discipline”, Biblical Archaeology Review 21/5 [1995], p. 50-55, 70.) Hasel é especialista no chamado período do bronze tardio (1300-1185 a.C.) de Canaã e na interação egípcia com o mundo mediterrâneo oriental. Mas a Super não consultou Hasel.

Luiz diz também que os autores da matéria poderiam ter ido atrás de outros três pesquisadores: James Hoffmeier, egiptólogo e professor de Antigo Oriente Médio na Trinity Evangelical Divinity School; Alan Millard e Kenneth Kitchen, ambos especialistas em estudos de epigrafia oriental na Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Em lugar disso, “preferiram apenas a opinião de alguns indivíduos que não representam a completa opinião sobre o tópico do monoteísmo”. Mas a Super também não consultou esses três.

O pastor Luiz fez estudos em egiptologia na USP e explica que a palavra para “deus”, em egípcio é ntr (lê-se netjer), e está no singular. A forma plural seria algo como ntru (é só acrescentar o “u” que se tem o plural). “Textos egípcios antigos (bem mais antigos que o Antigo Testamento) aparentemente sugerem a crença em um único Deus antes do surgimento dos demais. Ano passado, troquei e-mails com um egiptólogo da USP que me disse ser esse um tópico controverso, mas que parece se referir a uma única divindade.” Seria bom a Super expandir o assunto e incluir essas discussões. Mas não o fez.

Nesse tipo de matéria, o que mais chama a atenção do pastor e editor Matheus Cardoso, de Tatuí, SP, é que, “quando os cristãos apresentam alguma declaração bíblica, pedem-se ‘documentos históricos’ e ‘provas’. Alega-se que tudo que não é muito bem documentado é falso. Mas todo o artigo [da Super] não passa de um belo romance, sem qualquer referência a textos antigos ou a estudiosos modernos. Como geralmente acontece com a revista, o artigo inteiro se baseia em apenas um livro; neste caso, Deus: Uma Biografia, de Jack Miles, que dá nome à matéria. Esse livro já foi base de um artigo de capa da mesma revista em 2005”. [Dezembro de 2005.]

Não há problemas com biografias não autorizadas, a menos que sejam consultadas apenas fontes não confiáveis ou parciais. Isso arranca suspiros de saudades do bom e velho jornalismo praticado por figuras como Talese e outros – infelizmente, quase em extinção.

(Michelson Borges, jornalista e mestre em Teologia)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Universo pode acabar em 3,7 bilhões de anos?

O Universo poderá desaparecer em cerca de 3,7 bilhões de anos, revelam astrofísicos americanos e japoneses que questionam a teoria sobre a expansão permanente espaço-tempo. “É improvável que o Universo acabe durante nossa vida, mas há 50% de possibilidade de que o tempo tenha fim em cerca de 3,7 bilhões de anos”, assinalaram os cientistas. Na opinião desse grupo de cientistas, certos métodos e hipóteses utilizados há muito tempo pelos astrofísicos, e seu recurso a um limite arbitrário para o tempo com o qual calculam as probabilidades de um universo de expansão infinita, levam de fato à conclusão de que o tempo terá um fim. “Em outras palavras, esse limite de tempo, considerado unicamente como ferramenta de cálculo estatístico, se comporta de fato como um evento físico real”, explica Raphael Bousso, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), um dos autores do estudo, publicado no site arXiv.org.

“Se esta conclusão não é correta, significa que uma das hipóteses do modelo matemático é errada, o que seria extremamente interessante para os astrofísicos, que durante tanto tempo a consideraram muito razoável.”

“É muito importante compreender que não afirmamos nossa certeza sobre essa conclusão de que o tempo terá um fim, mas não podemos excluir a possibilidade de que isso ocorra”, destacou Bousso. Segundo a teoria amplamente aceita, o Universo nasceu do Big Bang, há cerca de 13,7 bilhões de anos, e se expande a uma velocidade que se acelera exponencialmente e até o infinito.

(Folha.com)

Nota: O fato é que, do ponto de vista naturalista, o Universo e a vida, mais cedo ou mais tarde, estarão fadados à extinção. Uma existência à luz dessa perspectiva acaba esvaziada de sentido, pois todas as realizações humanas, sonhos e esperanças, se se limitam a essa compreensão, são vãos. Mas a Bíblia apresenta outro ponto de vista a respeito do futuro; e há esperança nesse cenário. Muito antes dos supostos 3,7 bilhões de anos, Jesus voltará a este mundo para resgatar os que aceitaram Seu plano de salvação. Confira aqui e não deixe de acompanhar as palestras Tempo de Esperança, com o Pr. Luís Gonçalves (mais informações aqui).

Criacionismo

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Candidatos camaleônicos buscam a Deus como “aliado”

Deu na revista Época desta semana: “A religião não é um tema estranho às campanhas políticas no Brasil. A cada par de eleições, o assunto emerge da vida privada e chega aos debates eleitorais em favor de um ou outro candidato, contra ou a favor de determinado partido. Em 1985, o então senador Fernando Henrique Cardoso perdeu uma eleição para prefeito de São Paulo depois de um debate na televisão em que não respondeu com clareza quando lhe perguntaram se acreditava em Deus. Seu adversário, Jânio Quadros, reverteu a seu favor uma eleição que parecia perdida. Quatro anos depois, na campanha presidencial que opôs Fernando Collor de Mello a Lula no segundo turno, a ligação do PT com a Igreja Católica, somada a seu discurso de cores socialistas, fez com que as lideranças evangélicas passassem a recomendar o voto em Collor – que, como todos sabem, acabou vencendo a eleição. Esses dois episódios bastariam para deixar escaldado qualquer candidato a um cargo majoritário no país. Diante de questões como a fé em Deus, a posição diante da legalização do aborto ou a eutanásia, ou o casamento gay, o candidato precisa se preparar não apenas para dizer o que pensa e o que fará em relação ao assunto se eleito – mas também para o efeito que suas palavras podem ter diante dos eleitores religiosos. Menosprezar esse efeito foi um dos erros cometidos pela campanha da candidata Dilma Rousseff, do PT. Nos últimos dias antes da eleição, grupos de católicos e evangélicos se mobilizaram contra sua candidatura por causa de várias declarações dela em defesa da legalização do aborto. Numa sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, em 2007, Dilma dissera: ‘Olha, eu acho que tem de haver a descriminalização do aborto.’ Em 2009, questionada sobre o tema em entrevista à revista Marie Claire, ela afirmou: ‘Abortar não é fácil pra mulher alguma. Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública.’ Finalmente, em sua primeira entrevista como candidata, concedida a Época em fevereiro passado, Dilma disse: ‘Sou a favor de que haja uma política que trate o aborto como uma questão de saúde pública. As mulheres que não têm acesso a uma clínica particular e moram na periferia tomam uma porção de chá, usam aquelas agulhas de tricô, se submetem a uma violência inimaginável. Por isso, sou a favor de uma política de saúde pública para o aborto.’

“Tais declarações forneceram munição para uma campanha contra Dilma que começou nas igrejas, agigantou-se na internet e emergiu nos jornais e na televisão às vésperas do primeiro turno. Foi como se um imperceptível rio de opinião subterrâneo se movesse contra Dilma. Esse rio tirou milhões de votos dela e os lançou na praia de Marina Silva, a candidata evangélica do PV. Segundo pesquisas feitas pela campanha de Marina, aqueles que desistiram de votar em Dilma na reta final do primeiro turno – sobretudo evangélicos – equivaleriam a 1% dos votos válidos. Embora pequeno, foi um porcentual que ajudou a empurrar a eleição para o segundo turno, entre Dilma e o candidato José Serra, do PSDB. Mais que isso, a discussão sobre a fé e o aborto se tornou um dos temas centrais na campanha eleitoral.

“A polêmica religiosa deu à oposição a oportunidade de tomar a iniciativa na campanha política, pôs Dilma e o PT na defensiva e redefiniu o segundo turno. Na sexta-feira, quando foram ao ar as primeiras peças de propaganda eleitoral gratuita, o uso da carta religiosa ficou claro. Dilma agradeceu a Deus, se declarou ‘a favor da vida’ e disse que é vítima de uma ‘campanha de calúnias’, como ocorreu com Lula no passado. O programa mencionou a existência de ‘uma corrente do mal na internet’ contra ela. Serra se apresentou como temente a Deus, defensor da vida e inimigo do aborto (apesar de seu partido, o PSDB, ter apresentado nos anos 90 um projeto de legalização do aborto no Senado). Pôs seis grávidas em cena e prometeu programas federais para ‘cuidar dos bebês mesmo antes que eles nasçam’.

“Agora, atônito, o mundo político discute que tipo de efeito a discussão sobre valores religiosos terá sobre a votação de 31 de outubro. E como ela afetará o Brasil no futuro. Tradicionalmente, o cenário político brasileiro tem sido dominado por temas de fundo econômico – como inflação, desemprego, previdência e salário mínimo – ou social – como pobreza, segurança, educação e saúde. Mas a elevação do padrão de vida dos pobres e a superação das necessidades elementares de sobrevivência podem ter começado a abrir espaço para aquilo que, em democracias mais maduras, é conhecido como ‘agenda de valores’. Ela reúne temas como fé, aborto, eutanásia, ensino religioso, casamento entre homossexuais ou pesquisas com manipulação genética. ‘Ninguém mais vai se eleger para um cargo executivo facilmente com um programa que prevê a legalização do aborto’, afirma Ary Oro, estudioso de religião e política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ‘É impossível ignorar a força numérica, demográfica e eleitoral da religião.’”

Nota: Por mais que queiram limitar a discussão sobre o aborto à esfera religiosa, como bem demonstrou o jornalista Nilson Lage, o assunto vai além disso. Não é preciso ser religioso para ser contra a liberação da matança indiscriminada praticada por pessoas que só se preocupam em “gozar a vida” (para outras situações extremas, como risco de vida para a mãe e o bebê, a lei já dá conta do recado). Chama atenção, também, a postura camaleônica dos dois candidatos à presidência. Para agradar a ala evangélica que, segundo dizem, garantiu um segundo turno inesperado, de repente, Dilma e Serra passam a se referir mais amiúde a Deus e à fé. O candidato do PSDB, seguidor de mapa astral, agora é cristão devoto. Dilma idem. Como bem disse um amigo meu, se houvesse uma eleição por mês, em pouco tempo todos os candidatos se tornariam cristãos. Esse oportunismo que segue a onda da opinião pública é objetável. Preferiria votar num(a) candidato(a) que assumisse sua posição com firmeza e defendesse o que considera correto, a despeito das opiniões em contrário. Afinal, como escreveu Ellen White, “a maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 57).[MB]

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O dever do cristão e as eleições...

Veja este vídeo, pare um pouco e pense melhor em quem votar.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

As acusações de um ex-pastor neopentecostal

A Igreja Mundial do Poder de Deus é tida como a igreja neopentecostal que mais cresce no Brasil. Tem mais de 2.300 templos e ocupa quase toda a programação da Rede 21, além de horários em outros canais. Quando foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, em 1998, o então motorista de caminhão Givanildo de Souza começava a trabalhar em Sorocaba, no interior de São Paulo. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. Para provar sua proximidade com Valdemiro, Givanildo exibe fotos de sua família com a de Valdemiro, todos em trajes de lazer. A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder. A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação

Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”

A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia

Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (...) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria.” Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.

Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros [sic] “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta

Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água.’ Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura

“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.” Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente.’ Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja

Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.

(Época)

Nota: Segundo a revista Veja, “o bispo Edir Macedo já deve estar orando desde agora: na quarta-feira, em Nova York, acontecerá o julgamento de Regina da Silva, tesoureira da Universal nos EUA. Regina é acusada de quatro crimes – apropriação indébita, falsificação de documento, declaração falsa e esquema fraudulento que soma 22 milhões de dólares”. Em breve, Deus pedirá contas dos “lobos devoradores” (Mt 7:15) que denigrem o cristianismo e manipulam a fé das pessoas simples. Quanto aos “fiéis” que só pensam em bens materiais, que só pregam o reino material de Deus aqui e agora, esses já estão tendo seu “pagamento”. Melhor esquecer o galardão futuro sobre o qual nem pensam. Que bom seria se esses escândalos frequentes (que nada tem que ver com perseguição religiosa, já que sempre estão associados a falcatruas financeiras ou desvios morais) servissem para abrir os olhos desse povo.

Criacionismo

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Darwin e os mineiros chilenos

Se não fora Darwin, ora vejam só, os pobres mineiros presos numa jazida ao norte do Chile há muito poderiam estar soterrados sob os escombros! Segundo Michel Siffre, espeleologista e cientista, que realizou inúmeras experiências de confinamento em condições extremas, “em situações entre a vida e morte, Darwin explica, o mais forte sobrevive. E a atitude mental é primordial. É preciso ter fé. Aqueles que acreditam em sua sobrevivência têm mais chances de sair com vida do que aqueles que se lançam à sorte”. O fato de ser mais fácil sobreviver em grupo é o óbvio multiplicado ao infinito. Mas o darwinismo é assim mesmo, quando consegue explicar alguma coisa, explica o óbvio. Imagine um barco com cinco pessoas a bordo. De repente, ele começa a afundar. Das cinco pessoas que viajam na embarcação, quatro sabem nadar, enquanto uma só conhece o “nado de pedra”. É evidente que a possibilidade dessa pessoa que não sabe nadar ser salva pelo grupo é infinitamente maior do que ela mesma tentar sozinha alcançar o horizonte. Nada tão axiomático! Pela lógica darwinista, resta apenas aos mineiros disputarem no “braço de ferro” para ver qual deles é o “mais forte” do grupo.

(Humor Darwinista)

Leia também: "Se fosse eu, se fosse você?"

Criacionista.

domingo, 25 de julho de 2010

Revista italiana expõe noitadas de padres gays

A edição desta semana da revista italiana Panorama, de propriedade do primeiro ministro Silvio Berlusconi, leva mais um escândalo às portas do Vaticano. Baseada em um mês de investigação com câmeras escondidas, uma longa reportagem expõe três religiosos sob o título "As noitadas dos padres gays". Há fotos dos padres em clubes e a capa da revista mostra um homem de batina, segurando um rosário, com as unhas pintadas de rosa. Depois que a revista chegou às bancas, autoridades “consternadas” da Igreja Católica divulgaram uma nota oficial dizendo que padres homossexuais deveriam revelar-se e deixar a vida monástica. “Aqueles que levam uma vida dupla, que não compreendem o que significa ser um padre católico, não deveriam abraçar o sacerdócio”, afirma o comunicado da Diocese de Roma, a maior da Itália. “A honestidade exige que eles se revelem.”

Recentemente, o Cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, causou furor ao sugerir que a homossexualidade, e não o celibato, estaria na origem dos diversos casos de pedofilia que macularam a imagem da Igreja Católica em diversos países. O Papa Benedito XVI já condenou, em diversas oportunidades, o casamento gay, qualificando-o de “ameaça insidiosa e grave ao bem comum.”

(Veja)

Nota: A Igreja Católica precisa urgentemente trabalhar para recuperar sua imagem perante a opinião pública. A imagem dos Estados Unidos também não está lá essas coisas. O esforço que esses dois poderes farão nesse sentido certamente atrairá o interesse dos estudantes das profecias bíblicas. Quem viver verá.

Criacionismo

terça-feira, 22 de junho de 2010

Jabulani: a bola da vez

Muito se tem comentado atualmente sobre a Copa do Mundo na África do Sul, todo o seu encanto e a possibilidade de suas seleções favoritas (dos seus respectivos países) serem campeões sobre todos os demais times, numa festividade que envolve emoção, paixão e alegria durante muitos anos. Infelizmente, foi embora o tempo em que a ingenunidade era o real motivo do diverssão e o intento principal de uma realização, fosse de qualquer natureza. Não amigos, hoje em dia,
tem muita gente que - misericórdia, meus Deus,- só pensa apenas em como prejudicar os outros e declinar o mundo para pior. Verdade seja dita.

O NOME DA BOLA:
A versão da Adidas, criadora da bola:
"A bola possui 11 cores diferentes, cada uma representando os dialetos e etnias diferentes da África do Sul. O nome da bola signifca "Celebrar", em isiZulu. Jabulani é uma palavra da língua Bantu isiZulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul. A bola da Copa 2010 tem apenas oito gomos em formato 3D".

Bom, antes fosse isto mesmo, porém, infelizmente, uma pesquisa mais detalhada, nos revela um pouco mais, sobre o este nome inusitado para um bola, um símbolo que vem representar a união e a possiblidade, ainda que recreativa e esportiva de todos os povos.

Jabulani, do original Jabulon:
Esse nome da bola não é por acaso. Ele se refere a designação de um deus pagão, arquitetado pela maçonaria. Obviamente, as organizações responsáveis realização da Copa do Mundo, começando pela Adidas, criadora do artefato, não deixaria de maneira tão evidente que real representação e significado do nome da bola.
Assim explica a Maçonaria, o que significa o nome Jabuloni:

"A Maçonaria reconhece que há diferenças na descrição do deus de cada religião, por isto há grande confusão de conceitos para se definir quem é o deus da Maçonaria, alegando que o problema está mais na falta de espiritualidade do homem que no nome de Deus em si. No grau do Real Arco do Rito de York, o maçom passa a afirmar que o verdadeiro nome de Deus é Jabulon. Cada sílaba da palavra Jabulon representa um deus, ... é uma associação de Javeh, Baal ou Bel e Om (Osíris, o deus-sol do Egito).

[...]

"11 cores e 11 idiomas". Não pense que também é à toa que a bola do mundo tem estas peculiaridades. Isto simplesmente remete à uma grande simbologia ocultista: 11 é o número iluminista (Illluminati)
"Os Illuminati sempre deixam alguma assinatura ocultista quando realizam um evento que tenha o objetivo de levar o mundo ao reinado do Anticristo, a Nova Ordem Mundial. Já que esse reinado é declarado astrologicamente como a Era de Aquário, o número 11 é sagrado para ele", explica o site Espada do Espírito.

Consegues compreender melhor agora?

Eles criaram uma bola com um nome e significados aparentemente ingênuos e universais, mas, que no entanto, a universalidade desta, resume-se no maldito nome e números que englobam ocultismo e as iniciais de nomes de deuses pagãos, ou por que não dizer demônios?

Alguns poderão se perguntar: Qual o verdadeiro intento. O que querem com tudo isto?

Bem, organizações governamentais e outras em âmbito internacional, estão unidas sigilosamente e tem trabalhado a fim de promover uma denominada Nova Ordem Mundial, isto, acreditem ou não, preparando a todos os povos para o novo governo Mundial e a ascensão do Anticristo. [Quem viver verá...]

[...]

Fonte: Blog Amando de Deus

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Além de darwinista, Veja é “gayzista”

Se a imparcialidade é um alvo impossível para a imprensa, pelo menos a coerência e a honestidade deveriam ser esperadas dela. Ao passo que a revista Veja prega a tolerância aos homossexuais e o combate à homofobia (no que não está errada), vive atacando os criacionistas e defensores da teoria do design inteligente. Ou seja, a tal tolerância é seletiva. Veja se mostrou darwinista muitas vezes em sua trajetória editorial, agora, com a matéria de capa desta semana, deixa claro que também é “gayzista”. A matéria em questão é mais uma parte da bem orquestrada campanha para adestrar jovens a ver como normal aquilo que originalmente não deveria ser. O controvertido filósofo Júlio Severo afirma em seu site que “os adolescentes vivem um contexto social hoje onde a mídia de massa, o governo e as escolas impõem o homossexualismo como normal. Qual deveria ser o resultado? Veja falou do efeito, mas não falou das causas, nem dos causadores. Veja foi incapaz ou inepta de ver os jovens entrevistados como vítimas de propaganda. Será que devo me fazer de inocente e insinuar que Veja não sabe de nada e que Veja não tem parte nenhuma nessa propaganda?”

Severo compara: “O mesmo tipo de propaganda, quando era direcionado para favorecer o comunismo na União Soviética, produziu mais adolescentes que se assumiam comunistas e que viam o comunismo como normal. O mesmo tipo de propaganda, quando era direcionado para favorecer o nazismo na Alemanha da década de 1930, produziu mais adolescentes que se assumiam nazistas e que viam o nazismo como normal. O mesmo tipo de propaganda, que agora é direcionado para favorecer a ideologia homossexual, fará o que entre os adolescentes? Diminuição no desejo de assumir a homossexualidade?”

E ele aponta também a ironia: “Na Alemanha nazista, era moleza um adolescente se assumir nazista, mas ai dele se dissesse que era contra o nazismo! Na União Soviética, era moleza um adolescente se assumir comunista, mas ai dele se dissesse que era contra o comunismo! No Brasil socialista e esquizofrênico de Lula, é moleza um adolescente se assumir homossexual, mas ai dele se disser, na escola ou num programa de TV, que é contra o homossexualismo!”

Nessa de normalizar o anormal, já li nas páginas de Veja (e outras publicações, como a Superinteressante, por exemplo) que o adultério é normal e aceitável porque o homem foi “projetado” pela evolução para espalhar seus genes a torto e a direito. E a mulher darwinista não tem que reclamar disso, nem de seu papel de parideira. Será que daqui a algum tempo vão criar a lei da “adulteriofobia”, alegando que os “adúlteros normais” estão sendo discriminados? Eles também poderão alegar que nasceram assim e que temos que aceitá-los como são. E ainda poderão apelar para a ciência evolucionista a fim de se justificar.

Pior mesmo são as tentativas furadas de explicar evolutivamente o homossexualismo. Nenhuma convence. Sim, porque se todos fossem homossexuais, o grande imperativo da procriação estaria ameaçado.

Deus criou Adão e Eva, não Adão e João ou Eva e Maria. Na complementaridade dos diferentes é que surge “uma só carne”. Mas, como para a imprensa secular a criação é história da carochinha, “normal” é termos surgido por acaso; normal é unir côncavo com côncavo e convexo com convexo.

A tolerância ensina que devemos aceitar o diferente, o que não significa que não possamos discordar disso e manifestar educadamente nossa discordância – tanto do diferente quanto da estratégia de normalização do diferente.

Fonte: Criacionismo

quarta-feira, 24 de março de 2010

CQC dia 22/03/2010 - Proteste já - Tv desviada na prefeitura de Barueri. -

Veja como estamos bem representados politicamente, uma matéria do CQC do dia 22/03/2010 mostrou o desvio de recursos (TV de plasma) que seria doada para uma escola de Barueri, mas esta TV nunca chegou a seu devido lugar. Com o auxílio de um GPS a mesma foi encontrada. Veja essa vergonha, e tire suas próprias conclusões.

Parte 1

Parte 2


Parte 3

Parte 4

Parte 5


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sequestrando o cérebro – como a pornografia funciona

Estamos rapidamente nos tornando a sociedade pornográfica. Durante o curso da última década, imagens explicitamente sexuais se infiltraram lentamente nos anúncios comerciais, no marketing e praticamente em todo vão da vida americana. Essa pornografia de ambiente está agora em quase todos os lugares, desde o shopping mall local ao horário nobre da televisão. Pelos cálculos de alguns, a produção e venda de pornografia explícita agora representam a sétima maior indústria dos Estados Unidos. Novos vídeos e páginas de internet são produzidos a cada semana, com a revolução digital trazendo um grande número de novos sistemas de distribuição. Toda nova plataforma digital se torna uma oportunidade de marketing para a indústria pornográfica.

O que não é surpresa para ninguém é que a vasta maioria daqueles consumidores de pornografia são homens. Não é nenhum segredo de comércio que as imagens visuais, quer fotos ou vídeos, estimulam muito os homens. Isso não é nenhum avanço novo, conforme atestam antigas formas de pornografia. O que é novo é o acesso em toda parte. Os homens e meninos de hoje não estão olhando para quadros desenhados em paredes de cavernas. Eles têm acesso quase que instantâneo a inumeráveis formas de pornografia numa grande quantidade de formas.

Mas, enquanto a tecnologia tem trazido novos meios para a transmissão da pornografia, o conhecimento moderno também traz uma nova compreensão de como funciona a pornografia no cérebro masculino. Embora essa pesquisa não faça nada para reduzir a culpabilidade moral dos homens que são consumidores de pornografia, ajuda a explicar como o hábito acaba viciando tanto.

Como explica William M. Struthers da Faculdade Wheaton, “os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia sequestra o funcionamento adequado de seus cérebros e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vidas”.

Struthers é psicólogo com formação em neurociência e especialidade de ensino nas bases biológicas da conduta humana. No livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain (Programado Para a Intimidade: Como a Pornografia Sequestra o Cérebro Masculino), Struthers apresenta percepções fundamentais da neurociência que fazem uma longa explicação do motivo por que a pornografia é uma tentação grande para a mente masculina.

“A explicação mais simples da razão por que os homens veem pornografia (ou procuram prostitutas) é que eles são levados a procurar intimidade”, explica ele. O impulso para obter intimidade sexual foi dado por Deus e é essencial para os homens, reconhece ele, mas é facilmente mal direcionado. Os homens são tentados a buscar “um atalho para o prazer sexual por meio da pornografia” e agora acham que dá para se acessar esse atalho com facilidade.

Num mundo caído, a pornografia se torna mais do que uma distração e uma distorção da intenção de Deus para a sexualidade humana. Torna-se um veneno viciador.
Struthers explica:

“Ver pornografia não é uma experiência emocional ou fisiologicamente neutra. É fundamentalmente diferente de olhar para fotos em preto e branco do Memorial Lincoln ou olhar um mapa colorido das províncias do Canadá. Os homens são reflexivamente atraídos para o conteúdo de material pornográfico. Como tal, a pornografia tem efeitos de grande repercussão para estimular um homem à intimidade. Não é um estímulo natural. Atrai-nos para dentro. A pornografia é indireta e voyeurística em sua essência, mas é também algo mais. A pornografia é uma promessa sussurrada. Promete mais sexo, melhor sexo, infinito sexo, sexo conforme os desejos, orgasmos mais intensos, experiências de transcendência.”

A pornografia “atua como uma combinação de múltiplas drogas”, explica Struthers. Conforme afirma o Dr. Patrick Carnes, a pornografia é “um relacionamento patológico com experiência de alteração do humor”. O tédio e a curiosidade levam muitos meninos e homens a experiências que se tornam mais como vício de drogas do que muitas vezes se admite.

Por que os homens em vez das mulheres? Como explica Struthers, o cérebro da mulher e do homem são feitos de forma diferente. “O cérebro de um homem é um mosaico sexual influenciado por níveis de hormônio no útero e na puberdade e moldado por sua experiência psicológica.” Com o tempo, a exposição à pornografia leva um homem ou menino mais profundamente “numa superestrada neurológica de mão única em que a vida mental de um homem fica restrita a uma sexualização excessiva. Essa superestrada tem inúmeros acessos de entrada, mas muito poucas saídas”.

A pornografia é “visualmente magnética” para o cérebro masculino. Struthers apresenta um exame fascinante da neurologia envolvida, com hormônios de prazer sendo conectados e liberados pela experiência de um homem vendo imagens pornográficas. Essas experiências com pornografia e hormônios de prazer criam novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação.

E, então, nunca acaba. “Se eu tomo a mesma dose de uma droga repetidas vezes e meu corpo começa a tolerá-la, precisarei tomar uma dose mais elevada da droga a fim de que tenha o mesmo efeito que tinha com uma dose mais baixa na primeira vez”, recorda-nos Struthers. Por isso, a experiência de ver pornografia e praticá-la cria uma necessidade no cérebro de mais e mais, só para alcançar o mesmo nível de prazer no cérebro.

Enquanto os homens são estimulados pelas imagens sexuais do ambiente ao redor deles, a pornografia explícita aumenta o efeito. Struthers compara isso à diferença entre a televisão tradicional e as novas tecnologias de alta definição. Tudo é mais claro, mais explícito e mais estimulante.

Struthers explica isso com força e persuasão: “Algo sobre a pornografia influencia e arrasta a alma masculina. A influência é fácil de identificar. A forma da mulher nua pode ser hipnotizante. A disposição de uma mulher de participar de um ato sexual e expor sua nudez é sedutora para os homens. A consciência da própria sexualidade, o desejo de saber, experimentar algo como bom brota do profundo lá de dentro. Uma imagem começa a ficar maior em importância quanto mais a olhamos, ganhando força máxima e podendo chegar a um ponto em que nos sentimos como se estivéssemos num caminhão sem freios descendo uma montanha.”

Wired for Intimacy é um livro oportuno e importante. Struthers oferece perspectivas profundas e estratégicas da neurobiologia e psicologia. Mas o que torna esse livro realmente útil é o fato de que Struthers não deixa seu argumento para a neurociência, nem usa a categoria de vício para suavizar a pecaminosidade de ver pornografia.

Os pecadores naturalmente procuram um jeito de esconder seu pecado, e a causa biológica é muitas vezes citada como meio de evitar responsabilidade moral. Struthers não permite isso, e sua perspectiva da pornografia tem base bíblica e teológica. Ele responsabiliza o pecado de ver pornografia naqueles que voluntariamente se tornam consumidores de imagens explícitas. Ele conhece sua audiência – afinal, suas aulas são cheias de estudantes universitários do sexo masculino. O viciado é responsável por seu vício.

Ao mesmo tempo, qualquer compreensão de como o pecado opera seu mal enganador é uma ajuda para nós, e entender como a pornografia atua na mente masculina é um conhecimento poderoso. A pornografia é um pecado que rouba Deus de Sua glória no presente do sexo e sexualidade. Há muito sabemos que o pecado faz reféns. Conhecemos agora outra dimensão de como esse pecado sequestra o cérebro masculino. Conhecimento, como dizem, é poder.

(LifeSiteNews) / Criacionismo

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Família de Sean Goldman diz que pedido de pai revela "interesse"

A família brasileira do menino americano Sean Goldman, cuja disputa pela custódia mobilizou a diplomacia de ambos os países, disse nesta quarta-feira que o pedido de indenização apresentado pelo pai da criança revela "que o interesse não era em seu filho", mas, sim, particular.

A declaração de David Goldman sobre sua intenção de pedir uma indenização pelas despesas no processo judicial "não surpreende e só demonstra o interesse peculiar. Tudo o que ele fez não foi por interesse no filho, foi por interesse particular", disse o advogado da família, Sergio Tostes.

O jurista comentou que a ação judicial no Brasil foi administrada por meio da Advocacia Geral da União (AGU), "com dinheiro do contribuinte" e o pedido de Goldman seria limitado só pelos honorários da advogada que o representou.

Em entrevista concedida nos Estados Unidos, David Goldman afirmou que tinha gasto US$ 500 mil na batalha judicial contra a avó materna e o padrasto de seu filho.

Tostes revelou que a disputa não terminou, pois apelará a sentença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que obrigou a entrega do garoto ao pai em 24 de dezembro no consulado americano do Rio de Janeiro.

"O processo ainda não terminou e cabem todos os recursos disponíveis, inclusive do habeas corpus", informou o advogado, que classificou a decisão do magistrado como uma "tutela antecipada".

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defendeu na terça-feira a decisão da Justiça brasileira de entregar o garoto, por acolher a Convenção de Haia, da qual Brasil é signatário.

"Todo menor levado do país em que vive para outro e que ali seja retido sem o consentimento de um dos pais, deve ser imediatamente devolvido para que todas as questões relativas à custódia e as visitas sejam decididas no país de sua residência habitual", disse.

A criança americana era reclamada pelos tribunais por seu pai desde o ano 2004, quando a mãe brasileira, Bruna Bianchi, o levou ao Brasil de férias e nunca mais retornou aos Estados Unidos.

Bianchi, que voltou casou novamente no Brasil, morreu em 2008 durante o parto de sua segunda filha.

O garoto ficou sob os cuidados de seu padrasto provisoriamente, enquanto as autoridades decidiam a quem entregar a guarda da criança, se a avó materna ou o pai biológico.

Na última quinta-feira, o garoto viajou para Orlando em companhia do pai em um avião fretado por uma rede de televisão americana.

Fonte: Terra

sábado, 19 de dezembro de 2009

Meninos estupradores

Dois meninos de 10 anos de idade estão sendo julgados na Grã-Bretanha sob acusação de terem estuprado uma menina de 8 anos. A polícia começou a investigação depois que a menina contou à mãe que havia sido atacada quando foi deixada brincando com os meninos em um parque perto de casa, no oeste de Londres, sem a supervisão de um adulto, em outubro. A menina então prestou depoimento a investigadores especializados em casos de violência sexual, que recomendaram o julgamento. A primeira audiência [estava] marcada para esta quinta-feira. Pela lei britânica, crianças com menos de 10 anos não são consideradas em uma idade em que possam ser responsabilizados por seus crimes.

Segundo a polícia, acusações de estupro contra crianças desta idade são raras, mas já houve casos semelhantes nos últimos anos.

Em março, um menino de 8 anos se tornou a pessoa mais jovem do país a ser interrogada por suspeita de estupro. Mesmo contando com a acusação da vítima, uma menina de menos de 10 anos, o garoto não pode ser preso ou indiciado por causa da sua idade.

Em 2004, um menino de 12 anos se tornou o mais jovem estuprador conhecido na Grã-Bretanha após ter sido condenado por atacar uma garota de 9 anos, durante uma brincadeira de esconde-esconde na casa dele.

No ano passado, outro garoto da mesma idade também foi condenado após ter confessado o estupro de uma menina de 7 anos.

(BBC Brasil)

Nota: ... O despertar para a sexualidade se dava mais tarde e não era tão alimentado pela mídia, com novelas cujas cenas poderiam ser consideradas pornográficas, campanhas publicitárias centralizadas no nudismo e até mesmo videogames com simulação de estupro(!). Possivelmente seja esse o resultado de tanta exposição de erotismo na mídia, o que revela a hiprocrisia de uma sociedade que mostra a isca e depois se assusta quando o peixe a abocanha. Ademais, por que se espantar com o comportamento desses meninos, se a moralidade é apenas fruto de uma evolução casual e afinalista?

Fonte: Criacionismo