segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OMS se diz preocupada com a rapidez da nova gripe


A Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com o alto número de jovens adultos que não sobrevivem ao vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, e aponta que a taxa de disseminação da nova gripe é quatro vezes superior à das sazonais. As afirmações são da diretora da OMS, Margaret Chan, em entrevista publicada neste fim de semana no jornal francês "Le Monde". "O vírus viaja em uma rapidez inacreditável, quase jamais vista", diz.

Segundo ela, 30% da população de países com alta taxa de urbanização devem ser afetados e 40% dos mortos são jovens adultos. "Mais da metade das mortes ocorreram com pessoas com algum problema de saúde. Mas isso significa que 40% tinham boas condições", afirma. "Isso é o mais preocupante."

A potência do vírus em se propagar também chama a atenção. "Em seis semanas, ele viaja uma distância que outros levariam seis meses", conta. A OMS já indicou que a Influenza A é predominante no mundo entre os vírus da gripe. Chan também está preocupada com o fato de que o número elevado de casos em alguns países vem sobrecarregando o sistema de saúde público - o que pode levar à redução de recursos para outras doenças. "Não podemos roubar Pedro para pagar Paulo."

Vítimas fatais

Na última conta publicada pela OMS, 2,1 mil pessoas haviam morrido da gripe. Mais de 209 mil casos de infecções foram registrados. Para Chan, ainda levará meses antes que uma vacina chegue à população carente. Segundo ela, a capacidade de produção de vacinas no mundo será de 900 milhões de doses por ano para uma população mundial de 6,8 bilhões. A OMS alerta para o fato de que o número de casos da gripe suína deve voltar a crescer de forma importante na Europa e Estados Unidos a partir de outubro, quando temperaturas mais baixas chegarão a essas regiões do mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nota:
Estamos cada vez mais perto do tempo do fim.
Lucas 22:11 - E haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.


domingo, 30 de agosto de 2009

OMS alerta sobre forma severa de gripe suína

Médicos vêm relatando uma forma severa da nova gripe que ataca diretamente os pulmões, causando insuficiência respiratória grave em jovens saudáveis.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, para combatê-la é preciso um dispendioso tratamento hospitalar. Alguns países vêm relatando que 15% dos pacientes infectados com o vírus H1N1 precisam de cuidados hospitalares, pressionando ainda mais os já sobrecarregados sistemas de saúde.

A OMS alertou ainda que grupos minoritários e populações indígenas também têm mais risco de ficarem gravemente doentes por causa da gripe suína. Alguns estudos apontam para um risco quatro ou cinco vezes maior em relação à população geral. Embora os motivos ainda não sejam totalmente compreendidos, possíveis explicações incluem padrões de vida mais baixos e condições de saúde precárias, incluindo uma alta incidência de doenças como asma, diabetes e hipertensão.

Fonte - Opinião e Notícia/Diário da Profecia

Governo Obama quer revistar todo computador entrando no país

Depois de descobrirmos ontem que Obama quer passar uma lei que lhe dará o poder de fechar a internet a qualquer momento, hoje a Reuters informa que o governo americano está com novas regras relacionadas à revistar computadores nas fronteiras.

O governo Obama revelou na quinta-feira novas regras para revistar computadores e outros aparelhos eletrônicos de pessoas entrando nos Estados Unidos, em uma tentativa de lidar com preocupações de violação de privacidade e direitos constitucionais.

Ao mesmo tempo, o Departamento de Segurança Doméstica (DHS, em sua sigla em inglês) defende que essas revistas são necessárias para detectar informações sobre possíveis conspirações terroristas bem como outros crimes, como pornografia infantil e violação de direitos autorais.

Estas novas regras quebram a quarta emenda da Constituição americana e o Ato de Privacidade de 74, mas é claro que nenhum jornal ou canal de TV (menos o Jornal Tecnologia) está falando sobre isto. Daqui a pouco Obama vai querer instalar câmeras em sua casa, e todo mundo vai estar OK com isso.

Fonte - Jornal Tecnologia / Diário da Profecia

sábado, 29 de agosto de 2009

Uma consciência que nos compele


Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O. I Reis 18:21.

Experiências foram conduzidas há alguns anos na Universidade de Yale para descobrir até onde uma pessoa era capaz de causar dor a outra. Os anúncios pediam 500 voluntários homens, os quais seriam separados em pares. Era dito aos dois homens que eles estavam participando de um estudo sobre os efeitos do castigo sobre o aprendizado. Um deles seria o professor e o outro, o aluno. Aos participantes era permitido sortear o papel que lhes caberia. O sorteio era manipulado. O ator sempre desempenhava o papel de aluno. O professor e o aluno eram colocados em salas diferentes, mas o professor podia observar que fora fixado algo como um eletrodo no aluno. O professor foi instruído a aplicar um choque elétrico no aluno sempre que ele cometesse um erro, e a aumentar a voltagem a cada novo erro.

Na realidade, o ator não recebia choque algum, mas fingia passar por dores cada vez maiores como parte da experiência. Muitos "professores" começavam a protestar quando perceberam que estavam causando dor à outra pessoa. Estes eram instruídos a continuar. Muitos deles continuavam dando choques até os níveis de voltagem mais elevados.

Você pode pensar que qualquer um, em sã consciência, não aplicaria sequer o primeiro choque, mas a verdade é que quase dois terços dos participantes estavam dispostos a aplicar os choques mais fortes quando eram comandados a assim fazer. Muitos disseram acreditar que aquilo que estavam fazendo era errado, mas não tiveram coragem de recusar-se a cumprir as ordens.

Cumprir ordens pode ser perigoso, se não forem ordens de Deus. Ouvir a voz de outro pode ser perigoso, se não for a voz de Deus. Sempre que rendemos nossa convicção do que é certo a outra pessoa, estamos em perigo de perder nossa própria alma. Arriscamos perder nossa integridade sempre que nossos valores forem moldados por outrem, contra as convicções de nossa própria consciência.

As palavras do profeta Elias trovejam em nossos ouvidos nesta hora de crise da história da Terra. "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O." Realmente, existe apenas uma escolha. Ouça a voz do Senhor e siga-a.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Muito mais graça

Deus dá graça aos humildes. Tia. 4:6.

Nossa segurança em Cristo não está baseada no nosso desempenho ou comportamento. Não obtemos segurança fazendo coisas boas. Se basearmos nossa segurança em nossas obras, ficaremos sempre nos perguntando se fizemos o bastante. Nossa segurança vem do que Cristo fez por nós – a vida que Ele viveu; a morte que Ele morreu.

E uma vez que aceitamos nossa segurança em Cristo, Ele nos ajuda a crescer nEle também. Ao Lhe rendermos nossa vontade, Ele começa em nós a obra de desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo, e o que Ele começa Ele termina! Ele é "o Autor e Consumador da fé". Heb. 12:2.

Suponha que eu esteja no primeiro ano da escola fundamental. Cada aluno da escola tem diferentes habilidades para o aprendizado e para a solução de problemas, mas se todos fizermos as lições dadas pelo professor, todos nos formaremos. Da mesma forma, se eu confiantemente aceitar as lições que o Pai celestial me dá, crescerei no conhecimento e no caráter. Ele vai procurar fazer com que eu me "forme".

Um experiente pregador colocou muito bem essa idéia ao dizer: "Você está ‘uma vez salvo, salvo para sempre’ se permanecer salvo."

Meu filho continua sendo meu filho tanto quando comete erros quanto quando não os comete. Naturalmente, ele pode escolher separar-se da família. Ele tem o direito de mudar de nome. Mas ele sempre será meu filho. Ele tem a certeza de que eu nunca o colocarei para fora de casa simplesmente porque ele falhou.

Deus não lança fora os cristãos quando eles falham. Quando falhamos, Deus nos leva a um profundo arrependimento. Mas o fracasso não nos faz menos queridos ao coração de Deus. O fracasso não nos desqualifica para a graça de Deus – é o próprio fracasso que nos qualifica para Sua graça!

"Quando o pecado luta pelo predomínio no coração, quando a culpa oprime a alma e sobrecarrega a consciência, quando a incredulidade obscurece a mente – lembre-se de que a graça de Cristo é suficiente para subjugar o pecado e banir a escuridão." – A Ciência do Bom Viver, pág. 250.

Sua graça é maior que o nosso pecado. NEle, há sempre muito mais graça do que necessitaremos. O suprimento do Céu nunca se acaba.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O chamado para bênção


TEXTO: Gênesis 22:1 e 2,13.

TESE: Deus proverá as bênçãos, na hora das provas, para os que confiam NELE.

INTRODUÇÃO: Muitas das vezes pedimos bênçãos de Deus, e parece que nunca chegam em nossa casa, em nossa vida. Mas Deus tem prometido bênçãos aos que nEle confiam na hora da prova. Abraão foi o homem abençoado por Deus e que é um exemplo para nós. (Gên. 22)

I. QUANDO RESPONDEM AO SEU CHAMADO. 1- “Eis-me aqui.”“Abraão não procurou esquivar-se de fazer a vontade de Deus. Poderia ter alegado que a idade o dispensaria da obediência. Mas o patriarca não procurou refúgio em qualquer dessas desculpas. Abraão era humano; suas paixões e afeições eram semelhantes às nossas; mas não se deteve a discutir como a promessa poderia cumprir-se caso Isaque fosse morto. Não se deteve a arrazoar com o seu coração dolorido. Sabia que Deus é justo e reto em todas as Suas reivindicações, e à risca obedeceu à ordem.”[1] APLICAÇÃO: Quando Deus nos chama ou nos concede uma ordem, precisamos obedecer sem discutir. Sem dar desculpas. Devemos crer que Deus proverá os meios e as condições para lhe obedecermos. Temos que confiar que Deus sabe o melhor para nós. Mesmo em sacrifícios.Qual foi a ordem de Deus a você? Para guardar Seus mandamentos? Deixar seus vícios? Deixar de lado falsas crenças? Amigo, confie no Senhor, Ele proverá o melhor para você. Mas responda ao Seu chamado.

II. QUANDO OFERECEM A DEUS, AQUILO QUE AMAM. 1- “único, a quem amas” “Isaque era-lhe a luz do lar, a consolação da velhice, e acima de tudo o herdeiro da bênção prometida. A perda de tal filho por desastre, ou moléstia, teria despedaçado o coração do pai extremoso; teria curvado sua encanecida cabeça pela dor; entretanto, foi-lhe ordenado derramar o sangue daquele filho, com sua própria mão. Pareceu-lhe uma terrível impossibilidade. Isaque era a alegria e o orgulho dela; (Sara) sua vida estava ligada a ele, e o amor de mãe poderia recusar-se ao sacrifício”[2].Para Abraão e Sara não foi fácil. Tudo o que mais amavam na terra, Deus exigiu. Afinal, Isaque, era a promessa cumprida, que tanto eles almejavam.

APLICAÇÃO: Muitas das vezes Deus nos exige aquilo que mais amamos neste mundo. Tudo para nos mostrar que Ele sabe o melhor para nós, por isso precisamos colocá-Lo em primeiro lugar. Tudo aquilo que ocupe o primeiro lugar na sua vida, que não seja Deus, Ele nos exigirá. Ele diz: “Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim;” (Mt. 10; 35 e 36).Quando colocamos os nossos desejos nas mãos do Mestre, Ele nos satisfaz e nos abençoa.

CONCLUSÃO: Abraão respondeu ao chamado de Deus porque confiava no Senhor e o Senhor lhe abençoou. Dizendo: “Sê tu uma benção”. Abraão entregou tudo o que amava neste mundo para Deus. Seu filho. O único filho. E o Senhor lhe abençoou.

APELO: Hoje Deus lhe deseja abençoar. Deseja ser o Deus da providência na tua vida. Quer você aceitar para que a tua vida seja também uma benção, como foi a de Abraão?

[1] Ellen G. White Patriarcas e Profetas (PP), (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 153.
[2] Ibidem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Crendo no Filho de Deus


Crendo no Filho de Deus

Lição 932009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jr 39–41


Verso para Memorizar: “Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (1Jo 5:5).

Leituras da semana: Mt 16:24, 25; Jo 1:1-3; 3:36; 5:24; Rm 6:1-6; Hb 12:4; 1Jo 5:1-12

As ideias sobre quem Jesus era variaram não só na antiguidade mas hoje também são diversas. Alguns separam o Jesus bíblico do que eles chamam de Jesus histórico e afirmam que os dois podem não ter tido muito em comum. Supostamente, o Jesus histórico foi um homem comum com uma acentuada sensibilidade para o divino, e isso é tudo. E, certamente, Ele não era o Filho de Deus ressuscitado! Outros acreditam que Jesus foi um mero revolucionário político que, de maneira sutil, tentou subverter o Império Romano.

Podemos ser tentados a achar que essas questões são meros exercícios acadêmicos e filosóficos. Mas quem Jesus era e o que Ele declarou sobre Si mesmo afeta cada ser humano. Aquilo que pensamos sobre Jesus influencia dramaticamente nossa maneira de nos relacionar com Deus, de entender o plano de salvação e nossa confiança na salvação.

É por isso que João trata desse assunto em suas epístolas.

Prévia da semana: Que promessas de vitória nos foram dadas? O que João quis dizer com a expressão “por meio de água e sangue”? Que razões nos são dadas para crer? O que João diz sobre a divindade de Cristo? O que ele ensina sobre a promessa da vida eterna?


Domingo

Ano Bíblico: Jr 42–44

Fé em Jesus e vitória (1Jo 5:1-5)

“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que O gerou também ama o que dEle é nascido” (1Jo 5:1).

Depois de ter estudado o ensino de João sobre amor fraternal, voltamos à questão da fé em Jesus como o Cristo/Messias, o Filho de Deus. De fato, os dois assuntos, crença e amor, se sobrepõem nos primeiros versos do capítulo 5.

João queria que seu público cresse em Jesus como o Cristo. Ele diz: Aqueles que são nascidos de Deus, amam a Deus, amam uns aos outros e guardam os mandamentos. Os crentes em Jesus como Filho de Deus também vencem o mundo (1Jo 5:1-5).

Ao longo da história, alguns entenderam que a batalha que os cristãos precisam travar para vencer o mundo seria algum tipo de conflito militar literal. Mas isso está errado. Em nenhuma parte das Escrituras os cristãos são chamados a organizar-se em cruzadas e forçar os outros à conversão. Em nenhuma parte do Novo Testamento uma nação é comparada com o reino de Deus e, dessa forma, ser defendida ou expandida mediante violência. A batalha que os cristãos têm que lutar é espiritual. Nos escritos de João, o caminho para a vitória não é pelo uso da violência nem da força física. O caminho para vencer é pela fé, e a fé se demonstra pelo tipo de vida que se tem.

1. Nos textos seguintes, João fala sobre vitória e superação. O que podemos aprender sobre essas promessas nestes textos?

a. Jo 16:33 b. 1Jo 4:4 c. Ap 2:7, 11; 3:5, 21 d. Ap 12:11

O vencedor por excelência é Jesus Cristo. Visto que Ele obteve a vitória, Seus seguidores podem também vencer. Até certo ponto, eles já têm a vitória: a de Cristo em seu favor. Os vencedores recebem promessas maravilhosas de Deus de que não mais precisamos ser escravos do pecado (Rm 6:1-6), mas que, em Jesus e na nova vida que temos nEle, servimos ao Senhor, não a Satanás, nosso antigo mestre.

Em que áreas de sua vida você experimentou a promessa da vitória e superação? Em que áreas você falhou, e por quê? Como você pode ter a vitória prometida? O que o está impedindo?


Segunda

Ano Bíblico: Jr 45–48

O Jesus em quem cremos (1Jo 5:6-8)

Depois de ter ressaltado a importância da fé em Jesus como Messias e Filho de Deus, João continua expondo ao público quem foi esse Filho de Deus, e uma das coisas que diz sobre Jesus é que Ele veio “por meio de água e sangue” (1Jo 5:6).

O que significa isso?

Em 1 João, a água só é mencionada nestes versos de hoje. Porém, aparece com muita frequência no Evangelho de João e também em Apocalipse. De acordo com a passagem, a água que João menciona em 1 João 5:6, 8 deve estar de alguma forma relacionada a Jesus e Sua primeira vinda, e deve ser um dos três elementos que testemunham que Jesus é o Messias e Filho de Deus.

A expressão “sangue e água” é usada em João 19:34 em relação com a morte de Jesus, mas não parece ser a água que João menciona em 1 João 5:6-8. Ao contrário, no princípio do Evangelho de João, a água está associada ao batismo (Jo 1:26, 31, 33; 3:5, 23). Essa parece ser a aplicação em 1 João. Jesus veio como Senhor encarnado e começou Seu ministério público sendo batizado com água. Ele concluiu Seu ministério terrestre na cruz, quando derramou Seu sangue. Aparentemente, a água aponta para o batismo e o sangue de Jesus, à Sua morte na cruz (1Jo 1:7).

Assim, Seu batismo e Sua crucificação apontam para quem Jesus era e o que Ele deveria realizar por nós. Nos dois casos, as manifestações divinas e as reações humanas mostraram que Ele era, realmente, o Filho de Deus (Mt 3:17; 27:50-54).

Nestes versos, João ainda estava lidando com o falso ensino desses anticristos. Esses conceitos estavam afetando a mente dos crentes. Se Jesus não tivesse sido nem o Messias nem o Filho de Deus, a mensagem deles seria: a morte expiatória do Filho de Deus não é necessária para nossa salvação. O Filho de Deus não morreu na cruz em nosso lugar a fim de nos redimir. Esse conceito levaria a uma compreensão completamente diferente da salvação e da Divindade. A redenção se daria por meio do conhecimento (gnosis), não por meio da cruz. Consequentemente, João desejava que as pessoas soubessem exatamente quem era Jesus e o que Ele havia feito por elas mediante Sua vida e morte. Ele não queria que as pessoas fossem enganadas por esses falsos ensinos.

Água e sangue. Pense nessas duas imagens e como se aplicam a Jesus. Como devemos experimentar a realidade da água e do sangue em nossa própria vida? Em outras palavras, o que seu batismo significou para você? O que diz sobre você, e que mudanças tiveram lugar em sua vida? O mesmo se pode perguntar a respeito do sangue: O que significa o conceito do sangue derramado, pelo menos no que se refere a ser cristão? Veja Mt 16:24, 25; Hb 12:4.


Terça

Ano Bíblico: Jr 49, 50

Jesus e o testemunho de Deus (1Jo 5:9, 10)

A primeira e a segunda testemunha sobre a filiação divina de Jesus são a água e o sangue. A terceira testemunha é o Espírito Santo (1Jo 5:6, 8). De acordo com o Evangelho de João, Jesus anunciou que o Espírito Santo testemunharia sobre Ele (Jo 15:26).

Por que essas testemunhas são necessárias? No Antigo Testamento, eram requeridas duas ou três testemunhas para confirmar uma questão (Dt 19:15). Aparentemente, João queria deixar claro que o caso de Jesus tinha um fundamento sólido. Ele queria mostrar que temos boas razões para crer.

2. A que testemunhas João apela a respeito da divindade de Jesus? 1Jo 5:9, 10. O que Ele quer que creiamos?

Para João, é importante a ideia de testemunhos ou vários testemunhos sobre Jesus. Em seu Evangelho, ele menciona várias outros: o testemunho de João Batista (Jo 1:6, 7), o testemunho do próprio Jesus (Jo 3:32), o testemunho da mulher samaritana (Jo 4:39), o testemunho das obras de Jesus (Jo 5:36), o testemunho das Escrituras (v. 39), o testemunho de Deus Pai (Jo 8:18), o testemunho dos que assistiram à ressurreição de Lázaro (Jo 12:17), o testemunho do Espírito Santo (Jo 15:26) e o testemunho do próprio apóstolo João (Jo 21:24). Isto é muito impressionante. João quis demonstrar que a convicção em Jesus repousa em testemunhos poderosos.

O testemunho do Pai em nosso texto tem sido entendido de forma diferente. Parece fazer mais sentido se conectado com o tríplice testemunho mencionado nos versos anteriores. Isto é, esse tríplice testemunho é, basicamente, o testemunho de Deus.

João diz que se estamos dispostos a aceitar o testemunho de humanos, quanto mais o testemunho do próprio Deus? Realmente, com frequência damos valor ao que as pessoas dizem, na mídia impressa ou na televisão, mesmo que não haja muita base para crer no que ouvimos. Quanto mais devemos aceitar o testemunho do próprio Deus e crer em Jesus como descrito no Novo Testamento!

Deus é confiável e verdadeiro (1Jo 5:20). Se não aceitamos Seu testemunho, afirmamos que Deus é mentiroso, acusação realmente séria.


Quarta

Ano Bíblico: Jr 51, 52

A questão da Trindade (1Jo 5:7, 8)

Em algumas Bíblias, em 1 João 5:7, 8, aparecem as palavras “no Céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra”. O único problema é que elas são um acréscimo posterior, não encontrado nos manuscritos originais.

Entre os estudiosos bíblicos existe concordância de que essa declaração não é genuína e foi acrescentada, provavelmente para apoiar a doutrina da Trindade. Evidentemente, os textos bíblicos nunca deveriam ser alterados, por muitas razões (Ap 22:18), uma das mais importantes sendo que as pessoas podem começar a ter dúvidas sobre a confiabilidade das Escrituras como um todo e começar a desconfiar da Palavra de Deus.

O fato é que, mesmo sem essas palavras, a doutrina da Trindade está firmemente estabelecida nos escritos de João. Embora os autores do Novo Testamento creiam que Deus é um, eles retratam Jesus e o Espírito Santo como Deus. Para conciliar a unicidade de Deus com a divindade de Pai, Filho e Espírito Santo, o conceito da Trindade é decisivo.

3. João tem declarações poderosas sobre a divindade de Jesus. O que ele ensina sobre Jesus Cristo nos textos seguintes?

a. Jo 1:1-3, 14 b. Jo 8:58, 59 c. Jo 10:30, 31
d. Jo 20:28 e. 1Jo 2:23 f. 1Jo 5:20

Embora não haja nenhuma dúvida quanto à divindade de Jesus, como demonstrada por esses textos (e muitos outros), a passagem que estamos estudando nesta semana não procura estabelecer a doutrina da Trindade. Não era esse o objetivo do autor. Ao contrário, é uma passagem sobre a fé em Jesus como Filho de Deus e o testemunho dado ao mundo sobre Ele.


Quinta

Ano Bíblico: Lamentações

O resultado de crer em Jesus (1Jo 5:11, 12)

Deus concedeu um dom maravilhoso à humanidade. Esse dom é a vida eterna (1Jo 5:11, 12). Porém, ela só está disponível em Jesus Cristo. Como podemos receber esse dom? Pela aceitação do testemunho de Deus sobre Seu Filho; isto é, crendo em Jesus e aceitando-O.

4. O que o apóstolo João ensina em seu Evangelho sobre a vida eterna?

a. Jo 3:16 b. Jo 3:36 c. Jo 5:24 d. Jo 6:54

A discussão de João sobre a fé em Jesus, quem é Jesus e por que podemos aceitar o testemunho de Deus não é um exercício acadêmico. Tem um claro objetivo prático; isto é, encontrar a vida eterna no Filho de Deus. Os oponentes de João – que questionavam a verdadeira divindade de Cristo, ou que questionavam a verdadeira humanidade de Cristo, ou que pretendiam separar o divino do humano – tinham uma visão diferente de Jesus e não criam nEle no sentido bíblico. Pelo motivo de que não tinham o Jesus das Escrituras, não tinham a vida eterna. Mesmo que alegassem ter a vida eterna, apesar de terem um conhecimento superior e um bom sentimento de que tinham a vida eterna, suas afirmações não eram verdadeiras.

5. “A vida eterna só é possível por meio de Jesus Cristo.” Quais são as implicações dessa declaração? 1Jo 5:11, 12

João afirma claramente que os que não têm o Filho de Deus não têm vida, e os que têm Jesus têm a vida eterna. Essas são palavras muito fortes, cheias de implicações incríveis para toda a humanidade. Não se nega que os assuntos de salvação sejam realmente importantes. São, literalmente, uma questão não só de vida ou morte, mas de vida eterna ou morte eterna. Você não pode pensar em algo mais sério que isso.

Que dizer de pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ouvir o evangelho apresentado de maneira clara? Estão todos automaticamente perdidos? Enquanto você procura pensar em sua resposta, não se esqueça de levar em conta o amor universal de Deus por toda a humanidade. Como você pode aprender a confiar melhor no Senhor sobre essa questão difícil?


Sexta

Ano Bíblico: Ez 1–3

Estudo adicional

Leia Mt 16:13-17; Jo 12:37-46.

"'NEle estava a vida, e a vida era a luz dos homens’ (Jo 1:4). Não é a vida física que é aqui especificada, mas a imortalidade, a vida que é exclusivamente propriedade de Deus. O Verbo, que estava com Deus e era Deus, possuía essa vida. A vida física é algo que todo indivíduo recebe. Não é eterna nem imortal; pois Deus, o doador da vida, toma-a outra vez. O homem não tem domínio sobre sua vida. A vida de Cristo, porém, não era de empréstimo. Ninguém pode arrebatar-Lhe essa vida. ‘Eu de Mim mesmo a dou’ (Jo 10: 18), disse Ele. NEle havia vida, original, não tomada por empréstimo, não derivada. Essa vida não é inerente ao homem. Ele só a pode possuir mediante Cristo. Não a pode ganhar por mérito; é-lhe dada como dádiva livre, se ele crer em Cristo como seu Salvador pessoal. ‘A vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste’ (Jo 17:3). Esta é a fonte de vida, aberta ao mundo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 296, 297).

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: A vitória está garantida aos que servem ao Senhor e confiam em Seu sacrifício, e seu prêmio é a vida eterna.
Pergunta 2: Ao testemunho dos homens e, principalmente, ao de Deus.
Pergunta 3: a. Personalidade divina; b. Pré-existência; c. Unidade com o Pai; d. Divindade; e. União com o Pai; f. Ele é Deus.
Pergunta 4: a. Concedida ao que crê; b. O que se mantém rebeldes não a tem; c. É nossa pela fé; d. Através da ressurreição.
Pergunta 5: Não existe vida eterna à parte de Jesus Cristo.


terça-feira, 25 de agosto de 2009

O rosto agredido - Coração Quebrantado


O rosto agredido

Então, uns cuspiram-Lhe no rosto e Lhe davam murros, e outros O esbofeteavam. Mat. 26:67.

Parece incompreensível que seres humanos tão vis ameaçassem o Filho de Deus com tamanho desrespeito. Pense nisto – eles realmente cuspiram no rosto do Filho de Deus, aquele adorado por centenas de milhares de anjos. O rosto daquele que existiu com o Pai desde a eternidade e que juntou-Se a Ele para colocar os mundos no espaço.

A Bíblia diz: "Uns cuspiram-Lhe no rosto e Lhe davam murros, e outros O esbofeteavam." Mat. 26:67.

Quem é esse a quem esbofetearam? Quem é esse que tanto sofreu? Quem é esse que passou por tamanha agonia? Quem é esse com olhos roxos e rosto ensangüentado? É Jesus, o divino Filho de Deus. Insignificantes seres humanos, criados pelo Deus vivo, aproximaram-se do Criador e deram-lhe murros no rosto. Amaldiçoando e xingando, zombaram dEle.

Em um certo sentido, eu estava lá, e você também. Toda humanidade estava lá naquela noite, nas sombras do pátio de Pilatos. Demos-Lhe um tapa no rosto, pois cada vez que nos afastamos do que é certo, cada ato de crueldade causa tristeza ao Seu coração.

Quando conscientemente dou-Lhe as costas, estou Lhe causando tristeza. Quando conscientemente sou desonesto, quando conscientemente minto, quando conscientemente perco a cabeça e fico irado, quando conscientemente deixo que pensamentos lascivos dominem minha mente, estou me rebelando contra Ele, causando-Lhe pesar. Aquele que tanto me ama, aquele que passou pelo sofrimento da cruz para que eu não precisasse sofrer eternamente, ainda sofre quando eu me rebelo contra Ele.

Por isso, lá das sombras, eu venho à cruz e digo: "Ó Senhor, deponho minhas armas de guerra. Rendo tudo o que tenho e tudo o que sou para Ti. Quero trazer alegria ao Teu coração, hoje. Aqui, aos pés da cruz, entrego-me."


Coração quebrantado

O centurião e os que com ele guardavam a Jesus… ficaram possuídos de grande temor e disseram: Verdadeiramente este era Filho de Deus. Mat. 27:54.

Era uma época violenta, uma terra violenta, uma gente violenta – e ele era um homem violento. O centurião romano era um guerreiro de coração empedernido, calejado e rude, um soldado de sorte, sempre em guarda contra armadilhas inesperadas. Ele era verdadeiramente um candidato improvável para o reino de Deus. Sendo o superintendente de execuções, seu coração encontrava-se endurecido.

Na manhã de sexta-feira, ele recebeu ordens de conduzir a execução. Seu único pensamento era: Vamos fazer o que temos que fazer, e logo! As Escrituras chamam-no de centurião, um comandante de 100 soldados. Ele ficou admirado por Jesus não oferecer resistência.

O centurião era um militar endurecido. Ele fora treinado para vencer. Existe um pouco do centurião em todos nós. Por vezes, lutamos defensivamente para proteger nossos pequenos reinados. Opiniões conflitantes tornam-se campos de batalha entre indivíduos. Mas existia algo diferente acerca de Jesus, que atraía sua atenção. O olhar de dor de Jesus trouxe-lhe serena confiança. Diante de todo aquele sofrimento, nenhuma palavra dura saiu de Seus lábios.

O centurião ouviu o Salvador orar: "Pai, perdoa-lhes." Luc. 23:34. Ao contemplar o drama que se desenrolava diante dele, algo o deixava como que fora de si. Ele estava sendo atraído para aquele Homem.

O centurião pode ter lembrado do julgamento feito por Pilatos. Jesus era poderoso na fraqueza. Sua cruz era o Seu trono. Sua coroa de espinhos, Seu diadema de glória. Ali na cruz, o centurião exclamou: "Verdadeiramente este era Filho de Deus."

Até mesmo o centurião foi transformado pelo poder de Deus. Jesus tomou aquele oficial romano sem sentimento, cruel e empedernido, e transformou-o em outro homem.

Jesus ainda Se dedica a transformar corações calejados. Seu amor ainda vence nosso orgulho. Por que não permitir que Ele faça isto por você, hoje?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Amém: Jesus chorou!

“Jesus chorou” (João 11:35). Cada vez que leio esse verso, lembro dos cultos em família. Depois de lindos louvores de gratidão, chegava a hora em que cada um devia falar um verso bíblico. Como algumas crianças não sabiam de grandes textos, a saída era certa: “Jesus chorou.” Então todos riam. Mas ao lembrar que Jesus chorou, me deparo com dois sentimentos. A tristeza pelo Salvador ter caído em pranto, e a gratidão por Ele ter Se feito homem e Se sujeitado a tanto. Quero me deter no segundo. Gratidão é um dos sentimentos mais passageiros do ser humano, pois é circunstancial. “Precisamos” de uma situação/ocasião para poder expressá-la: aniversário, curas, ganhos, vitórias... O perigo é usamos nosso termômetro para avaliar a temperatura das ocasiões, e isso, na maioria das vezes, não está em harmonia com a avaliação divina.

Agradecemos quando fazemos aniversário, quando ficamos curados ou quando conseguimos um emprego. Até aí isso é normal. Mas você já agradeceu porque Jesus chorou? O que isso representa? O choro é a maior expressão de dor. Quem não fica com o coração partido ao ver alguém chorando em desespero? O choro está ao alcance de todos os seres humanos. Já alcançou você inúmeras vezes. Até em momentos em que você não merecia. O que fazer nessa situação? Buscar alguém que sabe o que isso significa. Jesus. Ele chorou. Pode consolar você.

O ministério de Jesus era, aparentemente, contraditório: quando repartiu pães e peixes, estava rodeado de milhares de pessoas; mas, quando sentiu fome, estava só. Quando curava, inúmeras vidas O acompanhavam e vibravam; quando estava ferido, foi abandonado. Quando pregava sorrindo, centenas de ouvintes O assistiam; mas quando chorou, estava só. Você sabe o que significa isso? Eu também.

Quando choramos, parece que estamos sós. Mas se você compreender o amor incalculável de Cristo, entenderá também que Ele sabe o que se passa no coração de quem chora. Jesus chorou... isso não é apenas triste, é maravilhoso! É paradoxal! É surpreendente!

Nos tempos do Antigo Testamento, alguns ofereciam os filhos pequenos a deuses como Moloque, adorado pelos amonitas. O verdadeiro Deus ofereceu Seu filho pelos pecadores. Mas Jesus não fez apenas a “lição” que lhe havia sido apresentada. Ele passou fome, frio, solidão... Ele chorou. Conhecemos essas situações. Então, se precisamos de Alguém que possa nos ajudar, quem você deve chamar? O Salvador entende o que passamos. Ele não fica sentado num trono observando passivamente as lutas de Seus filhos. Ele entra em campo e luta com e por nós!

“Suportei as vossas dores, experimentei as vossas lutas, enfrentei as vossas tentações. Conheço as vossas lágrimas; também Eu chorei” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 483).

Por que devemos ser gratos? Por Deus ser Poderoso? Médico dos médicos? Por fazer milagres? Sim, sem dúvida. Mas agradeça por Ele ter chorado. Agradeça por Ele ser Deus.

(Leonardo Carvalho)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

HOMOSSEXUALISMO À LUZ DE Rm 1:26-27

Introdução

Desde os primórdios da humanidade, as sociedades convivem com os mais variados tipos de comportamentos sexuais. O relato bíblico da Criação em Gn 1 e 2 mostra que Deus formou o homem e a mulher para viverem em comunhão íntima, tornado-se “uma só carne”. Porém o pecado infiltrou-se nos relacionamentos sexuais entre os seres humanos de tal forma que hoje a sociedade convive com uma variação enorme de perversões sexuais, tais como: narcisismo, homossexualismo, masturbação, sadismo, masoquismo, exibicionismo, pedofilia, gerontofilia, fetichismo, travestismo, incesto, pluralismo, necrofilia, bestialidade, zoofilia, voyeurismo, sexopatia acústica, renifleurismo, coprofagia, frotterurismo, entre outros.

O presente trabalho não vai entrar nos detalhes das diversas anomalias sexuais, limitando-se apenas ao estudo do homossexualismo, pois este é o tema tratado pelo apóstolo Paulo em Rm 1:26 e 27. O artigo será dividido nas seguintes seções: Estudo da referência paulina em Romanos; conceito e causas da homossexualidade; os motivos pelos quais Deus condena este comportamento sexual; terapia para a regeneração daqueles que apresentam este desvio da sua sexualidade. Ao final, será apresentado um resumo do trabalho e as conclusões encontradas.
Comentário Sobre Rm 1:26-27

Encontra-se a declaração de Paulo nas seguintes palavras:
"Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro." Romanos 1:26-27

Há um consenso geral de que Paulo referia-se aqui à prática do lesbianismo e do homossexualismo masculino. A palavra “natural” (kata physin) em oposição à “contrária à natureza” (para physin) era usada no tempo de Paulo com muita freqüência como uma maneira de estabelecer distinção entre comportamento heterossexual e homossexual. Harrison acrescenta que “Paulo usa linguagem direta, para condenar a perversão do sexo fora do seu justo lugar: dentro do relacionamento conjugal”. Outro teólogo afirma que a contaminação do corpo humano é claramente manifestada no homossexualismo, pois ele é obviamente antinatural, contrário à natureza sexual.

A prática do homossexualismo era comum no mundo pagão, tendo forte presença na sociedade em geral, sendo designado como o “pecado grego”. Paulo escreveu sua epístola aos Romanos na cidade de Corinto, a capital dos vícios gregos, e certamente já vira ali evidências sobre as práticas homossexuais.

Lovelace ainda diz que “contrária à natureza” significa “simplesmente contra a intenção de Deus para o comportamento sexual humano que é explicitamente visível na natureza, na função complementar dos órgãos sexuais e dos temperamentos do macho e da fêmea”.

No verso 27 Paulo emprega o termo arsen 3 vezes, traduzidos na ARA por “homens”. O substantivo arsenokoites (“homossexual masculino”, “pederasta”) é empregado pelo apóstolo como alguém que não herdará a salvação por estar sob a condenação de Deus (1Co 6:9; 1Tm 1:10). Brown ainda acrescenta que aqui a perversão sexual é vista como resultado de (e, até certo ponto, um julgamento sobre) o pecado do homem em adorar a criatura ao invés do criador.

Conceito e Causas da Homossexualidade

Uma vez comprovado que o tema que Paulo abordou em Rm 1:26-27 foi mesmo a homossexualidade, tanto masculina quanto feminina, faz-se necessário um maior aprofundamento sobre o estudo deste comportamento sexual.

O homossexual é considerado uma pessoa com tendência a dirigir o desejo sexual para outra pessoa do mesmo sexo, ou seja, ele (ou ela) sente atração erótico-sexual por parceiro do mesmo sexo. Maranon apresenta uma definição mais completa sobre a homossexualidade nas seguintes palavras:
Por mais classificações que se façam desta anormalidade, a base patogenética é sempre a mesma: uma sexualidade recuada, de polivalência infantil que, por circunstâncias externas, condiciona sob diferentes formas seu objetivo erótico em sentido homossexual.
Baseando-se no relatório de Kinsey, os homossexuais pretendem que sua condição seja considerada “uma espécie de forma alternativa de sexualidade, homóloga e simétrica à heterossexualidade”.

Bergler, porém, vê a homossexualidade como uma espécie de “síndrome neurótica”, caracterizada por alguns estigmas bem definidos, a saber: uma elevada dose de masoquismo psíquico, levando o homossexual a situações de desconfianças e humilhações; medo, ódio, fuga em relação ao sexo oposto; insatisfação constante e insaciabilidade sexual; megalomania; depressão; sentimento patológico de culpa; ciúme irracional; e inadmissibilidade psicopática.

As pesquisas com relação às causas da homossexualidade ainda não são consideradas de todo consistentes; porém, elas podem ajudar na orientação de uma profilaxia social com relação ao homossexualismo. Gius afirma que “não se verificam quadros de aberração cromossômica ligados primitivamente à homossexualidade”, o que descarta sua origem genética, pois “em todos os casos de homossexualidade masculina examinados, o sexo genético correspondia ao sexo fenotípico (respectivo) e faltavam sinais de qualquer alteração cromossômica verdadeira”.

Mesmo os defensores da origem genética da homossexualidade admitem que a eventual “predisposição inata” só se transforma em efetivo desejo homossexual por força de fatores desencadeadores de natureza psicossocial, dentre os quais: obsessiva ligação com uma mãe autoritária ou possessiva; falta de uma figura paterna significativa como modelo de identificação; experiências de iniciação na infância ou adolescência; e fixação ou regressão da personalidade a níveis auto-eróticos, com supervalorização do falo (órgão sexual masculino).

O homossexual é um homem ressentido por acreditar que não tem o corpo que sua mente mereceria. Freud também considerava que o meio onde as crianças se desenvolvem é fator determinante de sua sexualidade.

Snoek divide estes fatores determinantes em três categorias:

1. Fisiológicos - Nenhuma das teorias (genética, hormonal, morfológica) foi comprovada;

2. Familiares - Uma mãe dominante, juntamente com um pai apagado; uma supermãe, tão envolvente que para o filho só existe uma mulher, que é ela; a mãe frustrada no seu relacionamento com o marido, incutindo na cabeça das filhas que homem nenhum tem valor; um superpai que exige uma virilidade impossível de ser alcançada pelo filho; os pais desejam um menino, mas nasce uma menina;

3. Sociais – O unissexismo, que ocorre na forma do segregacionismo ou do igualitarismo; o anarquismo; e a sedução por adultos.

Por Que Deus Condena o Homossexualismo?

Deus abençoou o homem e a mulher e lhes deu o mandamento de serem fecundos e multiplicarem-se (Gn 1:28). O casamento é a “união de duas pessoas que originalmente foram uma, depois foram separadas uma da outra, e agora no encontro sexual do casamento se uniram novamente”. Lovelace acrescenta dizendo que “não é por acidente que toda forma de expressão sexual fora da aliança do casamento seja explícita ou implicitamente condenada no restante das Escrituras”.

A sociedade atual está cada vez mais perdendo de vista o princípio que Deus definiu para a união sexual entre os seres humanos: um homem e uma mulher, unidos pelo compromisso eterno do matrimônio. Em virtude deste crescente desvio do padrão idealizado por Deus no princípio, é que têm surgido todas estas anomalias sexuais descritas até aqui. Hoje já se convive até mesmo com o “casamento” entre homossexuais e a adoção de filhos por estes “casais”.

O propósito de Deus é que o homem junte-se com a mulher e os dois formem “uma só carne” (Gn 2:24), constituindo-se numa família heterossexual, na qual os filhos poderão ser educados em meio a um ambiente sadio e livre de preconceitos.

Este ideal está totalmente corrompido na sociedade moderna, e as relações sexuais passaram a ser apenas um meio de obter prazer a qualquer custo, sem atentar para as orientações dadas por Deus no passado, e para os perigos de não seguir estas orientações. A atual sociedade já aprendeu a conviver pacificamente com o outrora chamado “pecado grego”, vendo os homossexuais como apenas “um pouco diferentes”.

Deus condena o homossexualismo porque ele é totalmente contrário ao propósito original das relações sexuais: procriação e/ou prazer. Segundo Boice, apenas em se olhar para a anatomia dos órgãos sexuais do homem e da mulher já deveria haver argumento suficiente para convencer de que as práticas homossexuais não são normais. Tanto o Judaísmo quanto o Cristianismo sempre reconheceram esse fato, defendendo que o homossexual está sob a condenação de Deus.

Cura Para o Homossexual

Após verificar que o homossexualismo está arraigado fortemente na sociedade hodierna, faz-se necessário apresentar ao portador desta anomalia sexual um meio de regeneração e retorno ao ideal divino. A terapia de aconselhamento para o homossexual consiste em “escutar a quem pede ajuda, a fim de facilitar-lhe a decifração, por ele mesmo, de seu próprio discurso... levando a uma convivência mais saudável consigo mesmo e, em vários casos, chega-se à heterossexualidade”.

Talvez o maior problema a princípio seja romper as barreiras da solidão e da incomunicabilidade que a sociedade erige em relação aos homossexuais. Gatti defende que o ponto de partida deve ser a total aceitação do homossexual como pessoa, a plena compreensão de seu drama, e a mais leal solidariedade a seus sofrimentos e a seus problemas. Para o auxílio pastoral ao homossexual são sugeridos os seguintes passos:

1. Reconhecimento e confissão de que sua atitude e conduta são errados;

2. Ele deve admitir e reconhecer seu problema;

3. Deve confessar o pecado a Deus e a um conselheiro espiritual, e depois deve pedir a Deus que o purifique e perdoe;

4. O homossexual que busca a cura deve pedir a Deus que lhe dê um espírito de arrependimento;

5. Pode-se considerar a possibilidade de uma libertação de demônios;

6. O conselheiro deve repetir a promessa de que o indivíduo poderá mudar;

7. O homossexual deve concordar em submeter-se a um plano de disciplina que Deus possa usar para concretizar a mudança desejada;

8. Entre o homossexual e o conselheiro deve haver sinceridade absoluta;

9. O homossexual deve começar a participar de uma comunidade cristã compreensiva;

10. O conselheiro deve ser paciente.

Para o homossexual, como para qualquer outro homem, no fim é apenas a graça do Espírito Santo com seus misteriosos dinamismos que é capaz de tornar a cura do homossexual possível. Acima de todos os meios educativos e terapêuticos, é sempre na graça de Deus que o homem pecador deve confiar.

O Dr. José Maria concorda com o pensamento de que a igreja deve ser o conduto para a ajuda aos homossexuais que desejarem um retorno aos desejos sexuais naturais de cada ser humano. Ele afirma que “a igreja será o último reduto para a consolidação dos conceitos familiares” nos próximos anos.

Resumo e Conclusão

O homossexualismo está presente na história humana desde o seu princípio. Biblicamente, encontra-se referências à homossexualidade já no relato de Sodoma e Gomorra (Gn 19:4-5), de onde advém o termo “sodomia” como referência à homossexualidade e outras anomalias do gênero; bem como no período dos Juízes (Jz 19:22). Moisés também fez referências a esta prática sexual entre o povo de Israel (Lv 18:22; 20:13), condenando-a e considerando-a abominável aos olhos de Deus, punível mesmo com a morte.

No Novo Testamento, a referência clássica à homossexualidade, tanto feminina quanto masculina, encontra-se na epístola de Paulo aos Romanos (Rm 1:26 e 27). Porém, o apóstolo também faz outras referências à condenação divina sobre esta prática (1Co 6:9-10; 1Tm 1:9-11).

O presente trabalho analisou o texto de Romanos, observando a quase unanimidade entre os teólogos e comentadores de que Paulo realmente referia-se na passagem em estudo ao homossexualismo. Porém, é crescente o grupo de eruditos que não aceitam esta interpretação usual, e tentam reinterpretar as declarações paulinas, aplicando-as aos dias atuais, onde a homossexualidade tornou-se já parte comum do cotidiano das grandes cidades.

Através dos estudos e pesquisas científicas consultadas, verifica-se que é reduzida a probabilidade de que as tendências homossexuais sejam o resultado de uma “deformação genética” ou algum caractere hereditário. Ao contrário, é grande o número de estudiosos da psicologia humana que acreditam que este comportamento sexual advém de fatores psicossociais vividos na infância (até os 5 anos de idade, principalmente), e que acarretam traumas e complexos que podem levar o indivíduo a desenvolver o homossexualismo durante sua vida.

Apesar de Deus condenar este comportamento anômalo, em virtude de desvirtuar-se do Seu propósito para o relacionamento sexual e matrimonial, Ele concede ao homossexual desejoso de regenerar-se uma opção de cura, que está disponível através de Sua infinita graça e misericórdia pelas mazelas que atingem a humanidade.

Como representantes de Deus e instrumentos Seus para distribuição de Sua graça ao mundo pecador, os cristão não devem olhar o homossexualismo como uma doença típica de pessoas “despudoradas”; mas devem encarar o problema com o mesmo amor fraternal e solidariedade que Jesus demonstrou em Seu convívio com o ser humano. Resta ao cristão ouvir e atentar ao conselho do próprio apóstolo Paulo: “Tudo posso, nAquele que me fortalece” (Fp 4:13).

Gilson Medeiros da Silva

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O caminho arriscado do “bispo”

Em seu blog, Maurício Stycer tece interessantes comentários sobre o caso Globo versus Record: “Aos espectadores da Record, a igreja esforça-se em caracterizar os problemas que enfrenta na Justiça como resultado tanto do seu sucesso como instituição religiosa quanto do progresso da emissora. Ambas são medidas por um mesmo critério de mercado – de um lado, o crescimento do número de fiéis e templos; de outro, a subida da audiência. De caráter nitidamente publicitário, essa operação funde igreja e emissora numa coisa só, iguala fiéis e espectadores e transforma todos em vítimas da Globo.

“Não deixa de ser curioso que, em seu ataque, a igreja rememore pecados clássicos da Globo, como a edição enviesada do debate entre Collor e Lula em 1989 e a cobertura envergonhada do comício das Diretas, na praça da Sé, em 1984. A manipulação ocorrida nos dois eventos é muito semelhante à operação que visa a convencer o espectador de que a IURD [Igreja Universal do Reino de Deus] e a Record são alvo da Globo por conta do crescimento de ambas.

“O risco dessa estratégia é referendar, junto ao próprio público, aos seus funcionários e para a sociedade, o que inclui os seus anunciantes, a ideia de que a Record é apenas um braço a serviço da IURD. Além dos problemas legais que essa associação representa, a consolidação de uma ideia de ‘tevê do bispo’ pode, no médio prazo, colocar a perder o projeto de transformar a emissora num ‘player’ competitivo em um mercado que vê com bons olhos a necessidade de mais concorrência na televisão brasileira.

“Ao relatar, ao longo de intermináveis 10 minutos, a denúncia do MP na edição de terça-feira (10) do Jornal Nacional, a Globo deu à IURD o mote de sua estratégia de defesa. Como medir, em minutos ou páginas, a importância de uma notícia? Um dos poucos critérios de que dispomos é o da comparação. Neste caso, não me recordo de uma organização individual, como a Igreja Universal, que tenha merecido tanto tempo do Jornal Nacional em uma mesma edição.

“É fato que existe uma disputa entre as redes Globo e Record. Como toda confrontação entre duas empresas, o alvo visível é o mercado e, como em toda competição no campo da mídia, briga-se por poder. O esforço que ambas as emissoras têm feito publicamente nos últimos dias no sentido de exibir depoimentos de políticos em seus noticiários dá uma pálida ideia da guerra travada nos bastidores nesse campo. E sugere que, a pouco mais de um ano de eleições gerais no País, há novos, variados e ainda confusos rearranjos de forças na área.

“Em seu sétimo dia, que não parece ser o dia do descanso, a disputa excita a imaginação de blogueiros e tuiteiros de diferentes matizes políticos e religiosos. De todas as teorias e conspirações que prosperam na rede, a mais injusta me parece ser a que procura responsabilizar jornalistas que trabalham em uma ou outra empresa pelos desígnios de seus chefes (jornalistas, empresários ou bispos). É verdade que, em nome da consciência, um jornalista sempre pode se recusar a fazer determinado tipo de trabalho, mas essa é uma decisão difícil de tomar, pelas implicações pessoais envolvidas, e não me considero no direito de julgar ninguém por isso.”

Nota: a associação cada vez maior entre a TV Record e a IURD escancara cada vez mais a incoerência de uma religião que deveria, se fundamentada na Bíblia, usar todos os recursos de que dispõe para levar às pessoas a mensagem do evangelho. Conforme já mostrei aqui no blog (confira aqui e aqui), a TV do “bispo” é puramente comercial, veiculando novelas tão frívolas e alienantes quanto às da TV rival, programas com imoralidade e filmes que são violência pura, exibidos sob encomenda para elevar os índices de audiência de um povo acostumado a lixo e sangue. Isso é lastimável. Se Record e IURD são “farinha do mesmo saco”, os membros sinceros dessa igreja deveriam erguer a voz contra essa associação indecente que apenas vitupera o nome de Deus e de Seu reino.[MB]

Leia também meu texto publicado no Observatório da Imprensa: “A democracia ganha; a religião perde” – e aproveite para deixar seu comentário lá.

Fonte: Criacionista

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Estudo Bíblico - O verdadeiro batismo cristão

Uma das cerimônias mais bonitas do cristianismo é o batismo. Seu simbolismo é muito significativo e representa, basicamente, o início de uma nova vida ao lado de Cristo. Quem deve ser batizado, quando e como? Descubra as respostas para estas perguntas neste estudo.

1. De acordo com a Bíblia Sagrada, quantas formas de batismo há? Efésios 4:5

2. Em que três partes do sacrifício de Jesus o batizado mostra a sua fé? Romanos 6:3 e 4

3. Que simboliza o batismo? Romanos 6:10 e 12

4. De acordo com o apóstolo Paulo, o que acontece ao sermos batizados em Jesus Cristo? Gálatas 3:27

5. Quantas coisas, das que Jesus ordenou, devem ser ensinadas e praticadas pelos que são batizados? Mateus 28:20

6. Descreva o batismo de Jesus no Rio Jordão. Mateus 3:16

7. Como foi batizado o eunuco, funcionário da rainha da Etiópia? Atos 8:38

8. Por que o verdadeiro batismo bíblico deve ser por imersão na água? O que isso representa? Colossenses 2:12

9. Segundo Jesus, quem será salvo para o Reino de Deus? Marcos 16:16. Baseado neste texto, você acha correto batizar crianças?

10. Quão essencial é que a pessoa seja batizada na água? João 3:5

11. O batismo é para “remissão dos pecados”. Jesus não tinha pecados, então por que foi batizado? Mateus 3:13-17

Assim como Deus não Se cansa mas “descansou” no sétimo dia para dar-nos exemplo, Jesus foi batizado para dar-nos exemplo também.

12. O que devemos fazer antes de ser batizados? Atos 2:38

13. Como devemos viver depois de batizados? Romanos 6:4; Colossenses 3:1 e 2

14. Que pergunta ajudou Paulo a tomar a mais importante decisão de sua vida e demonstra que não é bom adiarmos nossas decisões nesse assunto? Atos 22:16

Minha Decisão:

Creio que existe apenas um tipo de batismo verdadeiro – o bíblico. E entendo que crer e não querer ser batizado é como amar e não querer casar-se; assumir compromisso. Decido ser batizado por imersão, como Jesus foi, e pertencer à Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Criacionismo

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Seja feita a Tua vontade



Meu Pai… não seja como Eu quero, e sim como Tu queres. Mat. 26:39.

Um verdade central faz-nos suportar qualquer coisa da qual tenhamos medo: Deus é nosso amoroso Pai celestial. Isto pode ser de difícil compreensão para aqueles cujos pais terrenais foram ásperos, abusivos ou ausentes. Mas, se corretamente entendida, é o âmago das Escrituras.

A mão de um pai amoroso nunca provoca dor ou lágrimas desnecessárias aos Seus filhos. Provações nos cercam, pesares nos afligem, mas o amor do Pai é constante.

Jesus aceitou a constância do amor do Pai em Sua noite de grande angústia. Em meio à tristeza do Getsêmani, ele clamou: "Pai... seja... como Tu queres." Jesus aceitou que o Seu Pai sempre planejou o melhor. Ele podia desistir de Seus planos e aceitar os do Pai porque confiava no amor do coração divino. Isto não equivale a dizer que todas as tristezas, sofrimentos e enfermidades são coisas boas, mas que Deus é sempre bom.

A vida pode não ser justa, mas Deus é. Quando, tal como Jesus, não podemos compreender, podemos confiar. Em toda nossa vida, podemos dizer: "Seja feita a Tua vontade." A maneira como dizemos estas palavras faz toda a diferença. Há quatro maneiras de dizê-la.

Primeiro, posso dizê-la em desesperada submissão, como alguém tão inferiorizado em relação ao adversário que parece ser inútil lutar. Por exemplo, em face a uma doença terminal.

Segundo, posso dizê-la como alguém que se submete por ter sido espancado. As pressões da vida tornam-se muito grandes. Esta é a atitude de quem é derrotado porque o inimigo é muito poderoso – como um general de um exército derrotado que diz: "Aqui está minha espada; faça o que quiser comigo."

Terceiro, posso dizê-la como alguém extremamente frustrado, que vê seus sonhos despedaçados. As palavras podem ser de lamento ou de amargurada raiva.

Ou posso dizê-la com a segurança de quem tem perfeita confiança. Foi assim que Jesus o disse. Ele Se submeteu a um amor que nunca O abandonaria. Podemos submeter-nos ao mesmo amor, hoje. Deus não abandonou Jesus, e tampouco nos abandonará.


A profundidade do amor de Deus

Amai o Senhor, vós todos os Seus santos. Sal. 31:23.

Em uma das mais profundas passagens do Novo Testamento, Paulo declara: "Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus." II Cor. 5:21.

Deus fez Cristo ser pecado por nós. Jesus pecou? Alguma vez, Ele teve um pensamento mau ou cometeu um ato pecaminoso? Certamente que não!

Mas Aquele que não conheceu pecado tornou-Se pecado. Jesus foi acusado e condenado por pecados que nós cometemos. Como é possível? Somente através do amor. Não precisamos de uma definição teológica da cruz; precisamos entender suas realidades práticas. Nossa grande necessidade é experimentar o seu poder transformador. Entender o que Jesus realmente sofreu ajuda-nos a compreender sua mais profunda mensagem. Como escreveu Paulo: "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)." Gál. 3:13.

Cristo nos redimiu da maldição da lei. Qual é a maldição da lei? A morte. A primeira ou a segunda morte? A primeira morte é a morte pela qual toda a raça humana passa como resultado do pecado corporativo da humanidade. Quando Adão e Eva pecaram, este mundo mergulhou para a morte e separou-se de Deus, a fonte da vida.

Se a morte de Cristo na cruz for apenas para a nossa morte física, não temos salvação. O pecado também precisa da segunda morte, que é o banimento eterno da presença de Deus.

Por nós, Jesus dispôs-Se a ser banido para sempre da presença de Deus. Por nós, Ele dispôs-Se a levar toda a horrível culpa do pecado e da condenação (Heb. 2:9). "O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. ... [Ele] temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que Sua separação houvesse de ser eterna." – O Desejado de Todas as Nações, pág. 753. É esse extraordinário amor que enternece nosso coração. Ele transforma nossa vida. Tudo o que podemos fazer é cantar com os anjos: "Digno é o Cordeiro que foi morto." Apoc. 5:12. Tudo o que podemos fazer é cair aos Seus pés e adorá-Lo.