segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Desvendando a Bíblia - O Apocalipse e a marca da besta – Parte 1

[O texto a seguir foi escrito por Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor aposentado de História Eclesiástica e Teologia da Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan., EUA, e traduzido por Azenilto Brito.]

Durante as semanas passadas gastei considerável tempo familiarizando-me com o cenário histórico do livro de Apocalipse. Eu muito recomendo o capítulo “O Mundo do Livro de Apocalipse”, da obra de John Paulien The Deep Things of God [As coisas profundas de Deus]. O capítulo oferece uma pesquisa concisa, mas informativa da precária situação da Igreja no tempo de João e os desafios que os cristãos estavam defrontando de fora e de dentro. O capítulo ajuda o leitor a apreciar algumas das questões que João está abordando no Apocalipse.

John Paulien, Ph. D., atualmente serve como Chefe do Departamento de Novo Testamento do Seminário Teológico da Universidade Andrews. Ele é reconhecido como a maior autoridade em literatura joanina, especialmente a respeito do livro de Apocalipse. Em apreciação por sua erudição e contribuição ao entendimento do Apocalipse, ofereci-me a promover e distribuir sem qualquer comissão seus cinco álbuns de 60 CD-ROMS, contendo um total de 120 conferências sobre o livro de Apocalipse. Considerável tempo e esforço foram investidos nessas conferências por uma equipe profissional.

Apocalipse: Uma Perspectiva Tridimensional


A primeira conclusão que emerge de meu estudo preliminar é que Apocalipse não foi escrito como um quebra-cabeça gigante para ser montado dois mil anos depois, mas um poderoso drama destinado a falar sobre os desafios dos leitores originais, bem como das futuras gerações de cristãos. Podemos dizer que o Apocalipse tem uma perspectiva tridimensional: passado, presente e futuro. Essa perspectiva tridimensional se reflete na fórmula empregada três vezes para descrever a Deus como “Aquele que era, que é e que há de vir” (Apoc. 1:4; 1:8; 4:8').

João escreveu a sete congregações reais em sete cidades reais da província romana da Ásia Menor. Era de se esperar que eles lessem, ouvissem e praticassem as palavras da profecia. “Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. (Apoc. 1:3). O termo grego para “lê” (anaginoskon) significa literalmente “ler com entendimento”. Era esperado que o leitor (pregador) e os ouvintes (a congregação) entendessem as mensagens proféticas.

Este texto promete uma bênção especial ao leitor e ouvinte do livro de Apocalipse. “Os leitores seriam os pregadores—enquanto os ouvintes seriam a congregação reunida ouvindo a leitura. Embora a leitura e o ouvir das profecias sejam muito importantes, a totalidade das bênçãos é pronunciada sob os que conservam suas mensagens” (Ranko Stefanovich, Revelation of Jesus Christ, p. 59).

O Apocalipse Atinge Até a Consumação da Redenção


Mas as profecias do Apocalipse alcançam além do tempo de João, até a consumação da redenção, com o estabelecimento de um novo mundo. Elas descrevem o desenrolar do grande conflito desde seu início no céu até as suas várias manifestações sobre a Terra. Retratam com imagens dramáticas as forças satânicas, representadas pelo dragão, as bestas, e o falso profeta, batalhando pela lealdade dos corações humanos por imposição de um falso culto. Mas a vitória pertence a Cristo, que retorna como “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Apo. 19:6), para destruir os ímpios e estabelecer “um novo céu e uma nova Terra” (Apo. 21:1).

O tema de que trata o livro de Apocalipse poderosamente, não só dirigido a seu público original, como também às gerações futuras de crentes, apela ao discernimento espiritual em interpretar suas mensagens proféticas. Nenhum método simples (preterismo, futurismo, historicismo, idealismo) pode ser usado como um padrão para interpretar todo o Apocalipse. Em vez disso, precisamos examinar cada passagem, perguntando, como assinala John Paulien: “‘Que método é adequado para esta passagem?’ Ao percorrermos o livro de Apocalipse devemos ser sensíveis à evidência do texto. Permitiremos que o texto bíblico governe o que vemos na passagem” (John Paulien, The Deep Things of God, p. 30).

Ao aplicarmos este princípio à profecia concernente à marca e o número da besta, significa que precisamos ser sensíveis à evidência do texto. Acaso sugere que a imposição do falso culto pela besta terá lugar exclusivamente no Fim? Ou já houve um cumprimento inicial no tempo de João? A resposta a esta pergunta será encontrada logo mais ao examinarmos o desafio do culto ao Imperador que João e seus irmãos cristãos estavam enfrentando.

Fonte: Maravilhoso Jesus

domingo, 7 de dezembro de 2008

Semana de oração IAP - "Como folhas de outono..."


Feliz com a receptividade dos leitores do blog com este projeto lançado na última semana e, em continuidade à proposta, trago aos irmãos outra semana de oração que penso ser de extrema importância para nossa vida cristã.

Dirigida no IAP pelo Pastor Gilson Brito, diretor para o Desenvolvimento Estudantil na FADMINAS, em Lavras, Minas Gerais, recebeu como tema "Meu Salvador, minha vida", sendo de especial importância aos jovens, dados os desafios que enfrentam neste mundo em que vivemos.

TEMAS PARA A IGREJA

10/05/2008: Vencidos no deserto
11/05/2008: Eu era cego
12/05/2008: Armas de combate
13/05/2008: Deixa comigo Senhor
14/05/2008: Firmes na fé
15/05/2008: Chegou a hora
16/05/2008: Se olhar apaixona
17/05/2008: Não vou desistir

TEMAS PARA CAPELA

12/05/2008: Impossível não amá-Lo
13/05/2008: Com Ele no ring
14/05/2008: Do you know Jesus?
15/05/2008: Bendita entre as mulheres
16/05/2008: Somos amigos, e daí?

Espero que seja útil aos irmãos, principalmente aos jovens.

Não se esqueçam de duplicar, "como folhas de outono", atendendo ao "ide" do Mestre. E descansem no Senhor. Feliz Sábado.

Soli Deo Gloria

"Disseminai-os como as folhas no outono. Esse trabalho deverá continuar sem estorvo de pessoa alguma. Almas perecem sem Cristo. Sejam elas advertidas de Seu breve aparecimento nas nuvens do céu." (Testemunhos Seletos V3 - Pág. 235)

Fonte: Diário da Profecia

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ameba gigante gera dúvidas sobre evolução

Em expedição de pesquisa ao Mar das Bahamas, em 2007, cientistas fizeram uma descoberta incomum. No leito do oceano, a mais de 600 metros de profundidade, um submersível robotizado registrou imagens em vídeo de “bolas incolores sem cérebro e olhos”, de acordo com Mikhail Maltz, da Universidade do Texas, um dos pesquisadores. Eles também descobriram que essas bolas enlameadas de cerca de 2,5 centímetros de diâmetro parecem ter deixado trilhas no piso do oceano, como se rolassem por força própria.

Matz e seus colegas agora descrevem sua descoberta em termos mais científicos, na revista Current Biology: trata-se de uma ameba gigante do genus Gnomia – um envelope transparente de protoplasma com um centro repleto de água que ajuda o organismo a manter a forma esférica.

Eles afirmam que a criatura de fato rola, se propelindo com extensões de protoplasma que também servem para extrair nutrientes do piso do oceano.

Essa bola de golfe viva e autopropelida é mais que uma curiosidade, porque os sulcos que cria se parecem com os encontrados em fósseis datados de mais de 550 milhões de anos. E por isso a ameba rolante desperta dúvidas sobre a compreensão dos cientistas quanto à diversificação da vida na Terra.

Muitos cientistas argumentam que organismos multicelulares que têm duas metades simétricas evoluíram antes da explosão câmbrica, a vasta expansão de formas de vida ocorrida 542 milhões de anos atrás. Eles acreditam que só organismos complexos poderiam se deslocar de forma a deixar os traços encontrados nos fósseis.

Mas os Gromia são unicelulares e deixam os mesmos traços. “Isso complica as coisas para a teoria de lenta evolução no pré-cambriano”, disse Matz.

(Terra)
Fonte: Criacionista

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Parábolas de Jesus: A ovelha e o dracma perdidos


O pensamento central dessas duas parábolas (Lucas 15:1-10) demonstra que a salvação não é resultado de buscarmos a Deus, mas conseqüência de uma iniciativa dEle. Cristo conta como resgata o pecador.

Lucas 1:1: "Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos [cobradores de impostos] e pecadores para O ouvir."

Para os fariseus, pecador era qualquer pessoa que não vivia de acordo com os pensamentos e princípios deles.

Lucas 1:2: "E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles."

A compreensão dos costumes e do pensamento orientais ajuda a entender o sentido da parábola. As expressões “recebe” ou “se mistura com” implicam que possivelmente Jesus era o convidado especial. Tomar uma refeição junto com alguém significava aceitar aquela pessoa (At 11:3; 1Co 5:11), por isso os escribas e fariseus encaravam Jesus como pouco religioso.

Por essa acusação insinuaram que Jesus gostava de andar com pecadores. Os rabinos ficaram desapontados com Jesus. O que eles não sabiam é que a explicação estava justamente nas palavras que pronunciaram como acusação: “Este recebe pecadores.” As pessoas que iam ter com Jesus sentiam que nEle poderiam encontrar solução para o pecado, enquanto dos fariseus só recebiam condenação. Justamente em razão dos seus pecados é que se tornavam alvo da compaixão de Cristo.

Lucas 1:3: "Então, lhes propôs Jesus esta parábola:"
A OVELHA PERDIDA

Lucas 1:4: "Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?

Lucas 1:5: "Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo."

Lucas 1:6: "E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida."

Lucas 1:7: "Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento."

Entre a multidão que rodeava Jesus, havia pastores e também homens que investiam dinheiro em rebanhos e gado; por isso, todos podiam compreender claramente essa ilustração.

Essas pessoas que vocês desprezam, dizia Jesus, são propriedade de Deus e aos olhos dEle têm grande valor, assim como as ovelhas são valiosas para o pastor. Os homens podem negar a existência de Deus; podem fugir dEle; podem escolher outro mestre; contudo, pertencem a Deus e Ele jamais desiste de recuperar Sua propriedade.

O valor de alguma coisa para nós é proporcional ao amor que sentimos por ela. Assim, o valor intrínseco da ovelha não era a maior questão, mas sim o valor sentimental atribuído a ela pelo seu proprietário – o pastor. O que Jesus estava dizendo é que, em função do valor atribuído à perdida, qualquer um dos ouvintes deixaria as noventa e nove para buscar a extraviada. O amor de Deus por nós é que estabelece o nosso valor acima de qualquer avaliação humana.

Embora tenha consciência de que acabou se perdendo do rebanho, a ovelha desgarrada precisa ser procurada pelo pastor, pois, sozinha, não pode encontrar o caminho de volta. O mesmo se dá com a pessoa que se afastou de Deus; está tão desamparada quanto a ovelha perdida, e se o amor divino não fosse procurá-la, jamais poderia achar o caminho para Deus.

Os judeus ensinavam que era necessário que o pecador se arrependesse, antes de receber o amor de Deus. No entendimento deles, o arrependimento é a obra pela qual os homens ganham o favor do Céu. Foi esse pensamento que induziu os fariseus a exclamarem: “Este recebe pecadores.” Conforme sua suposição, Jesus não devia permitir que pessoa alguma a Ele se achegasse sem que antes tivesse se arrependido. Mas, na parábola da ovelha perdida, Cristo ensina que a salvação não é alcançada por procurarmos a Deus, mas porque Deus nos procura. Deus dá o primeiro passo. “Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram” (Rm 3:11, 12). Não nos arrependemos para que Deus nos ame. Ele nos revela Seu amor para que nos arrependamos. O ser humano precisa saber que o amor de Deus é incondicional; não depende de nada que façamos para merecê-lo e não se acaba em razão de tudo o que venhamos a fazer.

Se a ovelha perdida não é trazida de volta, vagueia até perecer. E muitas pessoas permanecem desviadas pela falta de uma mão estendida para ajudá-las. Esses errantes podem aparentar possuir coração endurecido e indiferente, mas se tivessem tido os mesmos privilégios que outros, poderiam ter revelado maior nobreza de caráter. Quando virmos alguém cujas palavras ou atitudes mostram estar separado de Deus, não devemos criticá-lo. Não nos compete a obra de condená-lo, antes devemos colocá-lo sobre os ombros e ajudá-lo.

Quando uma ovelha se perde, geralmente fica paralisada pelo desespero. Não corre, nem mesmo pára em pé. Por isso, quando o pastor a encontra, tem de carregá-la de volta. O mesmo ocorre conosco. O pecado nos deixa sem ação. Mas Cristo nos encontra e nos reconduz ao abrigo. Deus é quem nos põe sobre os ombros e nos carrega de volta.

A ovelha perdida simboliza as pessoas que sabem que estão perdidas e se angustiam. Sabem que precisam de Deus, que precisam de uma solução para seu problema, mas não conhecem o caminho de volta. É interessante a experiência da ovelha. Enquanto o sol brilha, ela não se sente perdida. Pelo contrário, ela até desfruta a liberdade, correndo de um lado para o outro.

Mas quando o sol começa a se esconder; as nuvens negras a chegar e as trevas a envolver a Terra, então, a ovelhinha começa a sentir medo e percebe que está perdida. Agora, sua liberdade não a satisfaz mais. Ela precisa do seu pastor. Sente que está perdida e tenta encontrar o caminho de volta. Experimenta uma trilha e se machuca. Experimenta outra e se fere. Em vão, experimenta de tudo. Do mesmo jeito, alguém pode ter largado Jesus quando o sol estava brilhando em sua vida. E infelizmente, agora, a escuridão começou a chegar e percebe que precisa de Jesus, mas não sabe como achá-Lo, não sabe onde encontrá-Lo, nem conhece o caminho de volta. É a hora de parar de correr desesperado de um lado para outro e dizer: “Senhor Jesus, estou aqui. Estou cansado, não tenho mais forças. Nada deu certo. Por favor, me conduza pelo caminho de volta.”

A promessa dada ao profeta Jeremias é estendida a você. É o caminho que Deus apresenta a todo aquele que O busca. “Porque Eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então Me invocareis, e ireis, e orareis a Mim, e Eu vos ouvirei. E buscar-Me-eis, e Me achareis, quando Me buscardes com todo o vosso coração.”

A MOEDA PERDIDA

Jesus continuou a mostrar aos críticos escribas e fariseus a razão por que Ele comia com os pecadores, ao contar outra parábola parecida com a da ovelha perdida. O dote de casamento da mulher comumente consistia em moedas que ela guardava cuidadosamente como seu maior tesouro, para transmitir às filhas. A perda de uma dessas moedas era considerada séria calamidade e sua recuperação era causa de grande alegria; motivo até de comemoração de toda vizinhança. As mulheres geralmente colocavam tais moedas em uma faixa que usavam na testa para que todos pudessem ver. Essa moeda grega, a dracma, não tinha praticamente valor monetário, só valor sentimental, pois ela simbolizava a aliança havida entre os noivos.

No oriente, as casas pobres consistiam normalmente em um único quarto, sem janelas e escuro. Tinha piso de terra batida ou pedra, recoberto com palha para aliviar a poeira, o frio e a umidade. O quarto raramente era varrido e uma moeda que caísse ali era facilmente encoberta pelo pó e lixo. Para encontrá-la, mesmo durante o dia, era preciso acender uma candeia [lamparina] e varrer a casa. Mas o valor sentimental da moeda compensava qualquer esforço.

Lucas 1:8: "Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la?"

Lucas 1:9: "E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido."

Lucas 1:10: "Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende."

A moeda é um objeto de metal, sem sentimento, sem razão, sem noção das coisas. Uma moeda perdida, ao contrário da ovelha, não sabe e nem sente que está perdida e, por isso, não acha que precisa de salvação. Ela não tem consciência da sua situação. Quando a moeda se perde, ela também perde o seu valor. Ela só brilha quando está nas mãos de seu dono. Jogada no chão, a moeda não tem valor. Ela perde o sentido de existir. Pode até brilhar por um tempo, até que a ferrugem tome conta dela e finalmente acabe enterrada e esquecida.

A moeda perdida simboliza as pessoas que hoje estão perdidas, mas não têm consciência da sua situação. Para elas, aparentemente, tudo está em ordem. Mas na verdade está tudo errado. Elas se recusam a aceitar que estão perdidas e insistem em dizer que está tudo bem. Carregam um vazio que dói; que perturba; que incomoda e que não as deixa ser felizes. A moeda perdida representa todos os homens e mulheres que não aceitam nem reconhecem que estão perdidos.

Essas pessoas pensam que o que dá significado à sua vida é o brilho que elas têm. Concentram sua atenção nos seus talentos, na sua capacidade. Podem ser grandes artistas, grandes profissionais, homens que brilham, mas não têm paz. Não querem reconhecer que precisam de Deus.

Nesta parábola, Cristo ensina que mesmo os que são indiferentes aos apelos de Deus não deixam de ser objeto do Seu amor incondicional. Continuam sendo procurados para salvação.

A expressão “acender a candeia” define claramente o dever dos cristãos para com os que necessitam de auxílio devido ao distanciamento de Deus. Os errantes não devem ser deixados em trevas e no erro, mas cumpre empregar todos os meios possíveis para trazê-los novamente para a luz. Acende-se a vela; e examina-se a Palavra de Deus em busca dos claros pontos da verdade, para que os cristãos fiquem por tal modo fortalecidos com argumentos da Sagrada Escritura, com suas reprovações, ameaças e animações, que os desviados sejam alcançados.

A ovelha afastou-se; vagava no deserto ou nas montanhas. A moeda foi perdida em casa. Alguns se encontram perdidos longe de nossos olhos; é preciso ir buscá-los. Outros, porém, estão bem perto, fazem parte da família.

A mulher da parábola busca incessantemente a moeda perdida. Acende a lamparina e varre a casa. Remove tudo que possa impedir sua procura. Embora uma única moeda esteja perdida, não cessam seus esforços até encontrá-la. Semelhantemente, na família e no círculo de amigos, se alguém estiver distante de Deus, deve ser empregado todo meio possível para recuperá-lo.

No círculo familiar há muitas vezes grande indiferença quanto à condição espiritual de seus membros. Pode haver um dentre eles que esteja separado de Deus; mas há pouca observação nesse sentido. Se na família um filho não estiver consciente de sua condição pecaminosa, os pais não devem descansar. Acenda-se a candeia! Examinai a Palavra de Deus e à sua luz procurai diligentemente tudo que houver na casa, para ver por que esse filho está perdido. Examinem os pais o próprio coração e esquadrinhem seus hábitos e costumes. Os filhos são a herança do Senhor e Lhe somos responsáveis pela administração de Sua propriedade.

Há muitos que desejam trabalhar em qualquer missão estrangeira; são ativos no serviço cristão fora da família, enquanto para seus próprios parentes de sangue não revelam Cristo e o Seu amor. A mulher que perdeu a moeda procurou-a até achá-la. Trabalhem igualmente a favor da família com amor, fé e oração.

Embora esteja sob pó e lixo, a moeda ainda é de prata. A dona se esforça em procurá-la porque lhe é de grande valor sentimental. Assim todo ser humano, embora degradado pelo pecado, é precioso aos olhos de Deus. Como a moeda traz a imagem e a inscrição do poder reinante, igualmente, quando foi criado, o homem trazia a imagem e a inscrição de Deus. E conquanto agora manchada e desfigurada pela influência do pecado, permanecem em toda alma os traços dessa inscrição.

A ovelha perdida sabe que está perdida e que não pode salvar-se por si mesma. Representa os que reconhecem encontrar-se separados de Deus. A moeda perdida representa os que estão perdidos em delitos e pecados, mas não estão conscientes de sua condição. Estão separados de Deus, mas não sabem. A benção da vida eterna corre perigo.

Deus nos promete o perdão a qualquer momento. A Bíblia diz em 1 João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” E perdoados em Cristo Jesus, recebemos do Criador um novo coração para que possamos viver em novidade de vida. Ezequiel 36:26 firma: “Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.”

Fonte: Maravilhoso Jesus

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Babilônia do apocalipse - Sociedades Secretas

"Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, covil de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de todo gênero de ave imunda e detestável, pois todas as nações têm bebido do vinho do furor da sua prostituição. Com ela se prostituíram os reis da terra. Também os mercadores da terra se enriqueceram à custa da sua luxúria" (Ap 18:2, 3).







Fonte: Minuto Profético

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Lei natural objecto de estudo da Comissão Teológica Internacional

Decorre no Vaticano, de 1 a 5 do corrente, a sessão plenária da Comissão Teológica Internacional, sob a direcção do respectivo secretário, o arcebispo D. Luís Ladaria.

A Comissão, cujo mandato quinquenal termina este ano, prossegue nesta sessão o exame dos temas em estudo. Será nomeadamente apresentado para aprovação dos membros o projecto de Documento sobre a lei natural, intitulado: “À busca de uma ética universal. Novo olhar sobre a lei natural”. Terá também lugar um debate aprofundado sobre o tema “Sentido e método da teologia”.

No final dos trabalhos, os membros da Comissão Teológica Internacional serão recebidos em audiência pelo Santo Padre.

Fonte - Radio Vaticano


NOTA Minuto Profético: Lei Natural é o nome que o Vaticano dá aos Dez Mandamentos. Claro, os mandamentos adulterados pela Igreja Católica (a Tradição Católica retirou o mandamento que proibia a adoração de imagens de escultura, e mudou o mandamento da guarda do sábado para o descanso dominical). Desde então, tem sido sua prioridade máxima alcançar o reconhecimento civil por parte das nações do descanso dominical, o que, em última análise, equivale a reconhecer a supremacia do Vaticano sobre o mundo. Esse documento mencionado na notícia acima é mais um passo em busca desse propósito. Para esse fim, o Vaticano conta com o apoio do mundo pagão-ocultista, que venera o domingo como dia de adoração ao sol. Os verdadeiros protestantes (chamados pela Bíblia de "reparadores de brechas") precisam levantar sua voz contra essa ganância do Vaticano de querer alcançar a supremacia mundial, e de exaltar a tradição humana acima da Palavra de Deus:

"Levantarás os fundamentos de muitas gerações e serás chamado reparador de brechas e restaurador de veredas para que o país se torne habitável. Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse" (Is 58:12-14).

Fonte: Minuto Profético

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Curso Bíblico



Índice de temas

Lição 1 - Deus quer falar com você
Lição 2 - Deus quer ouvir você
Lição 3 - Como é Deus
Lição 4 - Quem são os anjos
Lição 5 - Como ser e permanecer salvo
Lição 6 - O que significa ser cristão
Lição 7 - Veremos jesus
Lição 8 - Quando Jesus voltará
Lição 9 - Mil anos no Céu com Jesus
Lição 10 - Nosso lar eterno
Lição 11 - A restauração da verdade
Lição 12 - O santuário terrestre
Lição 13 - O santuário celestial e o juízo
Lição 14 - O tempo do juízo
Lição 15 - A eterna lei de Deus
Lição 16 - Leis em contraste
Lição 17 - O verdadeiro dia de guarda
Lição 18 - A Bíblia e a saúde
Lição 19 - O que é a morte
Lição 20 - Deus guia Sua igreja
Lição 21 - Qual a igreja verdadeira
Lição 22 - Como vive o cristão genuíno
Lição 23 - Dons do Espírito
Lição 24 - Contribuindo na obra de Deus
Lição 25 - O verdadeiro batismo cristão

A Parábola dos Dois Fundamentos


(Mateus 7:24-27; Lucas 6:46-49)

As pessoas que estavam ouvindo a parábola dos dois fundamentos podiam ver os pequenos cursos d´água que cortavam o vale em direção ao Mar da Galiléia. Enquanto o verão avançava, esses fios diminuíam até quase sumirem. Mas quando as chuvas do inverno começavam a cair, os córregos se avolumavam até se tornarem correntes turbulentas que chegavam a arrastar casas construídas perigosamente sobre a areia da planície.

Em contraste, os ouvintes de Jesus também podiam contemplar as casas que foram construídas sobre as rochas mais altas ou ao redor delas. As pessoas construíam tais casas com muita dificuldade. Elas, entretanto, agüentavam anos e anos sob as condições mais adversas.

Através dessa parábola, Jesus nos ensina que devemos proceder como as pessoas que constroem sobre a rocha. Quando aceitamos a Cristo e nos propomos a viver de acordo com Seus princípios, estamos na realidade colocando-O como o Fundamento de nosso caráter (simbolizado pelas casas).


Santificação

Desenvolver um caráter semelhante ao de Jesus é um processo de toda a vida. Qualquer profissional sabe que é preciso aprender as coisas básicas antes de poder avançar.

Quais são algumas coisas “básicas” da vida cristã? Pessoas recém-convertidas geralmente precisam “desaprender” algumas crenças, hábitos e práticas. Assim, o processo de tornar-se mais semelhante a Jesus (santificação) geralmente acontece como o fermento em meio à massa de pão. Você não o pode ver operando, mas logo sabe se ele atuou ou não.

Mateus 7:24-25 – “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha”.

Mateus 7:26-27 – “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”.

Os dois fundamentos retratam uma escolha óbvia. Jesus fez uma clara e irreconciliável diferença entre certo e o errado, o bem e o mal. A grande falha da maioria das filosofias é não reconhecer a existência do mal. Por esta razão, Deus não pode ser ignorado sem que isso traga à vida sérias conseqüências.

Essa parábola demonstra que ninguém, quer esteja ligado a Cristo ou não, consegue escapar da tentação, da dificuldade ou do sofrimento. Mas unicamente os que estão unidos a Cristo podem se manter em pé, a despeito de toda a tormenta.

“Todo aquele que ouve estas minhas palavras” – A que palavras o Senhor Jesus está se referindo?

Para entender esse assunto, devemos ler Mateus 7:21-23: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Por isso, todo aquele que edifica a sua vida espiritual nas obras praticadas, no domínio próprio, na força de vontade, no esforço humano, no moralismo, nos regulamentos, na disciplina; todo aquele que fundamenta o prédio da sua vida espiritual nessas coisas, está construindo sobre a areia. Quando vier o vento, a casa vai ruir. Mas aquele que edifica sua experiência espiritual na dependência permanente do amor de Cristo está edificando sobre a rocha, que é Jesus.



Quatro bases do relacionamento com Deus

Os três primeiros fundamentos que vamos analisar abaixo constituem o relacionamento com Deus construído sobre a areia. Mas o quarto fundamento, adiante apontado, representa a relação com Deus construída sobre a rocha. Somente quando fundado sobre esta última, o relacionamento com Deus não desmorona diante da tempestade das aflições.


I – Relacionamento baseado na ignorância

Após quatro séculos de escravidão, Israel havia saído do Egito. Moisés e Arão foram usados por Deus para conduzir a libertação do povo, através do Mar Vermelho que se abriu. Por causa de sua incredulidade, o povo vagueou pelo deserto durante 40 anos. Ao chegar ao pé do Monte Sinai, Deus resolveu falar com o povo.

Êxodo 19:4-6: “Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel.” Moisés desceu do Monte, reuniu o Conselho de Anciãos do povo e anunciou as promessas do Senhor. A condição: “Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança...” A promessa: “Então, sereis...”.

Deus não havia revelado as bases da aliança. O povo ainda não sabia o que Deus iria exigir, mas respondeu precipitadamente: Êxodo 19:8: “Tudo o que o Senhor falou faremos”.

Esse tipo de resposta precipitada representa o voto de um ignorante. O povo estava firmando um compromisso fundado na ignorância, pois Deus ainda não havia dados os requisitos da Aliança. O povo prometeu fazer algo sem saber do que se tratava. Até então, Deus apenas havia estabelecido uma promessa condicionada à obediência.

No capítulo 20 de Êxodo, Deus revela então as bases da Sua Aliança com o povo, resumida nos Dez Mandamentos. O povo havia se comprometido a obedecer a uma lei que sequer conhecia. Assinar um contrato sem conhecer ao menos suas cláusulas é coisa de tolo.

A Bíblia adverte: “Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque [Ele] não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes. Melhor é que não votes do que votes e não cumpras” (Eclesiastes 5:4-5).

Se alguém prometer alguma coisa a Deus deve cumprir, caso contrário melhor seria que não tivesse prometido. Também hoje, há pessoas que se relacionam com Deus baseadas na ignorância. Prometem a Deus coisas sem que tenham conhecimento do que Deus espera de um discípulo.

Precipitadamente, tomam decisões sérias sem avaliar as conseqüências de suas promessas. Mais tarde, descobrem frustrados e aflitos que não conheciam a vontade de Deus. Ao descobrirem o que se requer de um verdadeiro discípulo em termos de responsabilidade e comprometimento diário, sentem-se incapazes e com uma terrível sensação de fracasso.

Ainda por ignorância quanto ao caráter de Deus, que é misericordioso, essas pessoas acabam se afastando dos caminhos do Senhor em vez de se arrependerem e se refugiarem nos braços de Deus.

Tem muita gente achando que Deus permite tudo; concorda com tudo; sempre está de acordo com os pensamentos e projetos humanos. Ao responder à indagação de uma entrevistadora de televisão sobre a rápida conquista de fama e dinheiro, a “atriz” que havia acabado de participar de um filme impróprio concluiu em rede nacional: “É que Deus tem abençoado muito o meu trabalho...”


II – Relacionamento baseado no medo

É a segunda base equivocada para se estabelecer um relacionamento com Deus. O medo, como fundamento da relação com Deus, também implica em construir sobre a areia, tal qual a ignorância. Tudo o que se constrói baseado no medo, ao invés de paz, produz insegurança, insatisfação, infelicidade e distanciamento.

Quando Deus transmitiu os Dez Mandamentos, em meio a relâmpagos e trovões, o povo entrou em pânico. Assustados e aterrorizados, os israelitas procuraram a Moisés e lhe suplicaram: “... Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos” (Êxodo 20:19).

Esse era o mesmo povo que, de maneira precipitada e na ignorância, havia jurado a Deus obediência irrestrita, sem ainda ter conhecimento dos termos da Aliança e da seriedade do compromisso que havia firmado com Deus.

O povo preferiu ouvir a voz de um homem [Moisés] lhes falando a ouvir a voz de Deus. Tudo por causa do medo que sentiram de Deus. Ainda hoje, a maioria prefere conceitos e pensamentos humanos a ouvir a voz [palavra] de Deus.

Daí em diante, o povo de Israel manteve com Deus um relacionamento fundamentado no medo. Medo do castigo. Não foi por outra razão que Israel criou uma série de normas. Não por amor a Deus, mas por medo do castigo de Deus.

Era uma obediência sustentada no medo. Uma obediência legalista, exterior, em cumprimento da lei, para salvação por obras, sem nenhum prazer ou alegria. Era o medo de Deus e de Suas punições. Hoje, também milhões em todo mundo vão à igreja com medo. Não há prazer na vida cristã. Tudo é obrigação.

Muitos imaginam poder obter a salvação como pagamento pelas obras religiosas que executam. Esses cristãos amedrontados se escravizam em formalidades. Nada conhecem sobre a Pessoa ou o caráter de Deus. Aproximam-se do Senhor já com a impressão de que Deus não simpatiza com eles. Devolvem o dízimo porque têm medo de serem castigados com pobreza e miséria. Fazem o bem porque têm medo de perder os favores de Deus.

Tais pessoas vivem uma vida religiosa cansativa, apavoradas pelo constante medo de perder a salvação, pois para elas a salvação depende das coisas boas que fazem. A adoração fundamentada no medo de Deus produz uma religião superficial e inconstante. Quando o medo é aliviado, correm para pecar como num processo de fuga. Depois, voltam arrasadas, frustradas, esperando o acerto de contas com Deus.

O nome de Deus para esses cristãos simboliza castigo, jugo pesado. Mas Jesus disse que o Seu jugo é suave. Vivem tristes dentro da igreja, sem nenhum prazer em serem cristãos. Esses irmãos estão mais dispostos a guardar mandamentos do que a amar a Jesus. Por quê? Talvez, porque seja mais fácil aparentar bondade do que entregar o coração a Jesus. Esse medo é produzido por completo desconhecimento do verdadeiro caráter de Deus.


III – Relacionamento baseado na banalidade

Outra construção na areia é o relacionamento com Deus fundado na banalidade. Há pessoas que mantém um relacionamento banal e vulgar com o Senhor. Falam em Deus; usam símbolos referentes ao cristianismo; produzem frases de efeito sobre Jesus; porém não conseguem manter com Deus um relacionamento de amizade, respeito, reverência e sinceridade.

É uma vida cristã superficial, de aparências. Para tais pessoas vir à igreja é apenas um momento social, para rever os amigos. Quem sabe uma oportunidade de paquerar. Nada além. Nada mais sério. Nada de compromisso.

Muitos têm Jesus como um astro a Quem admiram como a um cantor, um ator ou jogador de futebol. É o Jesus produto de marketing, o Jesus “superstar”. O Jesus que pode trazer vantagens financeiras. É um bom investimento. Essas pessoas, normalmente, são aquelas que se vestem de maneira comprometedora; freqüentam ambientes impróprios; andam com amizades inadequadas e se envolvem em situações que deixam o nome de Jesus jogado na lama.

Jesus falou contra esse comportamento superficial: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mateus 15:8).

Certa ocasião, uma mulher aproximou-se de Jesus e, após ouvi-Lo falar, disse: “Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (Lucas 11:27-28).
Jesus viu nas palavras daquela mulher apenas uma empolgação, deslumbramento vulgar. Era apenas uma admiradora; uma fã, não uma discípula. Hoje, infelizmente, também existem pessoas que mantém um relacionamento superficial com Deus. São apenas fãs de Jesus.

O fã sabe tudo sobre o seu ídolo. Que dia ele nasceu; que carros tem; o que gosta de vestir. Mas nunca teve uma experiência pessoal com ele. Então, na verdade, não o conhece. Tanto é verdade que o ídolo também não o conhece. Jesus não precisa de fãs; precisa de discípulos. Esse tipo de relacionamento banal é ofensivo a Deus.


IV – Relacionamento baseado no amor

O amor é o único fundamento sólido para qualquer tipo de relacionamento: religioso, conjugal, social, comercial, ou de qualquer outra natureza. “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29:13). Jesus disse: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15).

A obediência a Deus só é aceita quando retrata um gesto de amor e de gratidão. O amor elimina o medo. O amor de Deus por nós O impele a vir ao nosso encontro. A reação, quando Ele nos encontra, é o que muda o curso da nossa vida. Se O aceitamos, Ele nos perdoa e nos transforma.

Então, paulatinamente, começamos a odiar o que gostávamos e a amar o que odiávamos. O que antes nos parecia bom, agora vemos como pecado e o que parecia ruim, agora consideramos bom.

Todos que aceitam a oferta divina de salvação trocam o orgulho pela humildade; o ódio pelo amor; o egoísmo pela generosidade e a ansiedade pela paz.

Prazerosamente, o cristão que verdadeiramente ama a Jesus, dedica várias horas por dia para contato com Deus ou para trabalhar em sua obra. Não necessita que pastores fiquem cobrando sua participação. Está sempre pronto a cooperar. Quando recebe um cargo na igreja, desempenha-o com dedicação máxima e muito amor. Sabe que é honra demais trabalhar para Deus.

Mas para amar a Deus, antes é preciso conhecê-Lo. Não se ama a quem não se conhece no íntimo. Só depois de conhecê-Lo através do estudo de Sua palavra, poderemos colocar a Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Assim, estaremos edificando a nossa vida sobre o firme fundamento, a Rocha que é Cristo.

Fonte: IASD em Foco.net

domingo, 30 de novembro de 2008

OS DEZ TALENTOS

PR. ALEJANDRO BULLÓN


"O texto da mensagem de hoje está em São Mateus 25:14-18: "Pois como será o homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e então partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo o que recebera dois, ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor."


A lição básica da parábola dos dez talentos é a produtividade, e chamemos de produtividade a uma vida vitoriosa, de transformação de caráter ou de aquisição de virtudes da vida cristã. Enfim, a produtividade na vida do cristão, depende do tipo de relação que o servo tem com o seu Senhor.


Os dois primeiros servos da parábola tinham uma relação de amor e confiança para com seu Senhor. O Senhor acreditava neles e eles o amavam, respeitavam e admiravam. Então, quando o Senhor foi embora, eles trabalharam com os talentos que o Senhor lhes deixou. E quando voltou, eles tinham o dobro, como fruto do trabalho das suas mãos. Mas sua produtividade estava ligada ao tipo de relacionamento que tinham com o Senhor. Já o caso do terceiro servo é completamente diferente. O terceiro servo era um poço de amargura, de ressentimento, de ódio disfarçado. Era servo. Servia, trabalhava para o Senhor, mas no fundo, desejava vê-lo morto. No fundo, falava mal dele, não acreditava nele. E todo esse poço de veneno, pode ser resumido nos versículos 24 e 25 do capítulo 25 do livro de Mateus: "Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: "Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhates, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu."


Um servo com medo nunca poderá ser um servo produtivo. A primeira coisa que um servo precisa para produzir, é sentir-se amado, compreendido, aceito. O fruto do sentimento maravilhoso de sentir-se aceito, será a produtividade.


Esta Parábola encerra uma das mensagens mais solenes que o cristão precisa entender: o tipo de relacionamento que Deus quer ter com o ser humano. Às vezes nós nos unimos a uma Igreja pensando que estamos tornando-nos cristãos. No entanto, nunca descobrimos o que é cristianismo. Passamos a vida toda freqüentando uma igreja chamada cristã, mas nunca experimentamos o gozo da vida cristã.


Voltemos por um instante ao Jardim do Éden, quando Deus criou Adão e Eva. Ele não os criou para serem robôs programados para obedecer. Deus os criou para que fossem seus filhos. Deus não quer escravos, quer filhos; seres humanos realizados, valorizados, amados, compreendidos. Se olharmos para a Bíblia, veremos que o relacionamento que Deus teve com Adão e Eva, foi um relacionamento de pai para filho. Todos os dias Deus chegava ao jardim e Adão e Eva jogavam-se nos braços do Pai. Havia uma relação de confiança, de amor, de companheirismo. Sabe quando apareceu o medo? Quando o ser humano tentou fazer-se o deus de sua própria vida. Quando ele usou mal a liberdade que Deus lhe confiara. Porque parte do amor de Deus era a liberdade.


Deus nunca poderia dizer "eu amo meu filho", se o tivesse criado sem liberdade. A expressão de seu amor era a liberdade. Liberdade para fazer o bem ou para fazer o mal. Tem muita gente hoje que pergunta: "Pastor, se Deus sabia que o homem ia pecar, por que que colocou no Jardim do Éden uma árvore da ciência do bem e do mal? Por que colocou a possibilidade do mal?"


Meu amigo, veja bem, se Deus, ao criar o mundo não tivesse colocado diante do homem a possibilidade do mal, o ser humano não seria livre. O ser humano seria escravo do bem. Ele seria bom unicamente porque não existia a possibilidade de ser mau. Ele não teria liberdade, não poderia escolher. Seria como um animal dominado pelo instinto para um determinado tipo de vida, incapaz de decidir. Foi por isso que Deus criou o ser humano livre. Mas, quando ele usou mal a sua liberdade, o texto bíblico nos relata que: "Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim."


(Gênesis 3:8)


Então veio a grande pergunda que vemos no verso seguinte: "E chamou o Senhor Deus ao homem e lhe perguntou: onde estás?" (Gênesis 3:9)


E desde aquele dia a grande pergunta de Deus tem sido: "Pedro, onde está você? Francisco, Aparecida, Rosa, Maria, Juliana, José, Rubens, onde está você?" E aí vem a resposta do homem. Escondido atrás da árvore, seminu, com vergonha, arruinado, quebrado por dentro, culpado, atormentado pela consciência: "Senhor, tive medo e me escondi."


Meu querido, num cristianismo sadio, não pode haver lugar para o medo. O medo é fruto do pecado. Antes da entrada do pecado não existia medo. Deus nunca desejou que no relacionamento que Ele tivesse com Seus filhos, existisse a palavra medo. O medo é fruto do pecado.


O que acontece em nossos dias, porém, em nome de Deus e em nome da religião? Muitos líderes religiosos estão criando a religião do medo. Ensinam a temer a Deus, ensinam a ver Deus como aquele soberano sentado em Seu trono, com uma vara na mão, olhando para a Terra, com o objetivo de ver quem é o malcriado que se comporta mal, para castigá-lo. Desde criancinhas crescemos com este conceito: se eu for bom, Deus me ama. Se eu não for bom, Deus não me ama. E crescemos pensando assim. E um dia você bate com o carro e a primeira coisa que imagina é: "o que estará errado em minha vida?" Alguém fica doente em sua família e a primeira coisa que você imagina é: "Que pecado oculto haverá em minha vida para que a doença atinja minha família?" Você perde o emprego, e o primeiro pensamento que lhe passa pela cabeça é "Deus está me castigando, porque fiz isto ou aquilo".


O inimigo é terrível! Quando alguma provação chega à sua vida, quando surge algum momento difícil, imediatamente ele faz você lembrar de todas as coisas erradas de seu passado. E a conclusão a que você chega é: eu não presto, estou sofrendo porque Deus está me castigando, não posso orar a Deus porque Ele não ouvirá minha oração.


Querido, a religião do medo é a pior coisa que pode acontecer nesta vida. Sabe por quê? Porque o inimigo vai fazer de tudo para levar você para uma vida de pecado e miséria. Mas, se o inimigo não puder mantê-lo no erro, então vai permitir que você volte para Deus, pelos motivos errados. E um dos motivos errados para você se aproximar de Deus, é o medo. Você nunca pode se aproximar de Deus pelo medo. É por isso que se você é um líder religioso, não pode levar a Igreja a um reavivamento autêntico, provocando medo nas pessoas: "Ah, temos que nos preparar porque os juizos de Deus já estão chegando! Temos que mudar de vida porque senão seremos atingidos pela ira de Deus! Temos que nos preparar porque talvez no ano 2000 Cristo volte à Terra!" Não! Se você se preparar por medo, sua preparação não vale nada. Se você se aproximar de Deus por medo, seu cristianismo não vale nada. Por medo, unir-se a uma Igreja, ser batizado e tentar cumprir tudo que Deus pede, não vale. Por medo, para não sofrer os castigos de Deus, para não receber a maldição, para que tudo vá bem! Mas, sabe quando você vai ver a fragilidade de sua triste religião? Quando chegar o momento da pressão, da provação, das dificuldades.


O terceiro servo da parábola não sabia que tinha medo de Deus. Ele pensava que era mais um servo, mais um membro da Igreja. Ele não sabia que odiava Seu Mestre. Ele não estava consciente do conceito que ele tinha de Deus. As acusações que saíram de sua boca, os impropérios de seu coração apareceram quando chegou o momento do ajuste de contas. Quando viu que o servo que recebera cinco devolvera dez; o que recebera, dois devolvera quatro; e ele que recebera um, não tinha nada. Foi aí que ele confrontou-se com a sua realidade. Ele não amava seu Senhor. Tinha um monte de acusações. Na sua opinião, o senhor era injusto: colhia o que não havia plantado! Cobrava o que não havia semeado. Então disse: "... receoso, escondi na terra o teu talento." (Mateus 25:25)


A minha pergunta é: "qual é o tipo de cristianismo que você pratica? Você tem medo de Deus ou é atraído a Ele pelo seu maravilhoso amor? Que tipo de cristianismo lhe ensinaram? Pois, desde o momento que você entrou na Igreja, tem que se portar direitinho, porque, senão , você poderá receber os castigos divinos? É este o tipo de cristianismo que lhe ensinaram? Então você não entendeu o Evangelho, porque o cristianismo é um relacionamento de amor com o Senhor Jesus. Cristianismo é enamorar-se de Jesus, apaixonar-se por Jesus, entregar-Lhe a vida. Colocar a mão no braço de Jesus e dizer assim: "Senhor, leva-me pelos caminhos desta vida."


Você não pode querer portar-se bem para ser amado. Precisa, primeiro, ser amado para poder portar-se bem. O filho que sente o amor do Pai é o que melhor se desenvolve. Não teme o futuro nem os desafios porque sabe que está ao lado do Pai e Ele o ama com um amor incondicional. A produtividade na vida cristã depende do tipo de relacionamento que você tem com Jesus.


Você acha que só porque caiu uma vez, Deus o detestou? Você acha que porque escorregou cinco, dez vezes, Deus não acredita mais em você? Ah, querido, a Bíblia está cheia de exemplos, de um Pai que espera, que procura, que chama e que não perde as esperanças. Aceite este amor hoje mesmo.

ORAÇÃO

Pai querido, obrigado por Teu amor infinito. Ah, Senhor, nunca poderemos entender a imensidão deste Amor, mas, obrigado, porque o que seria de nós se não nos amasses tanto. Agora, aceita esta oração e a oração sincera de tantas pessoas que estão falando em seus corações Contigo, aí onde estão. Em nome de Jesus. Amém.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Parábola da grande ceia - Lucas 14

Lucas 14: 17-24

17 E à hora do jantar enviou a seu servo a dizer aos convidados: Vinde que já todo está preparado.

18 E todos a uma começaram a escusar-se. O primeiro disse: Comprei uma fazenda, e preciso ir vê-la; rogo-te que me escuses.

19 Outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou prová-los; rogo-te que me escuses.

20 E outro disse: Acabo de casar-me, e por tanto não posso ir.

21 Voltado o servo, comunicou estas coisas a seu senhor. Então enojado o pai de família, disse a seu servo: Vê cedo pelas vagas e as ruas da cidade, e traz cá aos pobres, os mancos, os coxos e os cegos.

22 E disse o servo: Senhor, fez-se como mandaste, e ainda há lugar.

23 Disse o senhor ao servo: Vê pelos caminhos e pelos valados, e força-os a entrar, para que se encha minha casa.

24 Porque vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados, agradará meu jantar.


Comentário Bíblico:

16. Um grande jantar.
[Parábola do grande jantar, Luc. 14: 16-24. Cf com. Mat. 22: 1-14. Com referência às parábolas, ver pp. 193-197.] Jesus descreve aqui as abundantes bênçãos do reino dos céus mediante o símbolo de um grande banquete, símbolo que evidentemente era comum para seus ouvintes (ver com. vers. 15). Não contradiz a veracidade da declaração do fariseu (vers. 15), mas si põe em dúvida a sinceridade do que a fez. O fariseu era, em realidade, um dos que nesse mesmo momento estavam recusando o convite evangélico (ver com. vers. 18, 24).
Há muitas similitudes entre esta parábola e a da festa de casamentos do filho do rei (Mat. 22: 1- 14), mas também há muitas diferenças; e são também muito diferentes as circunstâncias nas quais foram pronunciadas. Esta parábola foi apresentada na casa de um fariseu, enquanto a de Mat. 22 foi pronunciada num momento em que tentavam apresar a Jesus (Mat. 21: 46).

Convidou a muitos.
Este primeiro convite à festa evangélica, foi a que estendeu aos judeus através de todo o AT (ver t. IV, pp. 28-34). Refere-se especificamente aos repetidos apelos de Deus a Israel, feitos por meio dos antigos profetas (ver com. vers. 21-23).

17. Enviou a seu servo.
Pode considerar-se que Jesus era, num sentido especial, o "servo" enviado a anunciar: "todo está preparado". Evidentemente se acostumava que o anfitrião enviasse um servo quando a festa estava por começar, para recordar aos convidados seu convite. Segundo Tristram (Eastern Customs, p. 82), o mesmo se fazia em seu tempo (1822-1906). Se o convidado se tinha esquecido ou não sabia quando devia ir à festa, este recordativo lhe permitiria preparar-se e chegar a tempo. No ambiente do Próximo Oriente, onde ainda hoje a hora não tem tanta importância como no mundo ocidental, esse recordativo servia para evitar possíveis desgostos tanto ao convidado como ao anfitrião.

18. Todos a uma.
Dá a impressão de que os convidados se tivessem posto de acordo para desprezar o seu amável anfitrião. Por suposto, foram mais de três os convidados à festa (vers. 16); mas parece que Jesus enumerou estas três desculpas como exemplo do que o servo ouviu onde quer ia. Há um exemplo similar (cap. 19: 16-21) no qual se apresentam vários casos e no que há mais de três pessoas envolvidas.

Começaram.
Cada convidado apresentou seu próprio pretexto, mas nenhum tinha uma razão aceitável; em cada caso, a verdadeira razão era, indubitavelmente, que o convidado tinha mais interesse em alguma outra coisa que teria do que pospor se assistia à festa. As desculpas também denotavam falta de apreço pela hospitalidade e a amizade do que dava a festa. Os que recusaram o convite à festa evangélica lhe davam mais valor aos interesses temporários que às coisas eternas (Mat. 6: 33).
Em muitos países se considera que recusar um convite-salvo quando é realmente impossível aceitá-la- é desprezar a amizade que se oferece (ver com. vers. 17).

Comprei uma fazenda.
Este pretexto, ainda que fosse verdadeiro, era uma débil desculpa, pois já tinha comprado a fazenda. Não há dúvida de que o comprador tinha examinado cuidadosamente o campo antes de fechar o negócio.

19. Cinco juntas de bois.
Neste caso também já se tinha feito a compra. O comprador só desejaria assegurar-se de que realmente tinha feito um bom negócio, e bem poderia ter postergado essa comprovação se deveras desejava assistir à festa.

20. Não posso ir.
O que apresentou a terceira desculpa parece que foi mais descortês do que os outros.
Aqueles, com aparente cortesia, tinham pedido desculpas por não ir; mas este 789 simplesmente disse que não podia ir. Alguns sugerem que esta negativa se baseava no fato de que a um homem se lhe concediam certas isenções dos deveres civis e militares durante o primeiro ano de vida matrimonial (ver com Deut. 24: 5), e que, portanto disse: "Não posso ir". No entanto, essas isenções não o eximiam das relações sociais normais, e qualquer tentativa por ficar eximido não era mais do que um falso pretexto. A desculpa deste terceiro convidado não tinha realmente maior valor do que a dos dois primeiros.

21. Enojado.
Enquanto o servo enumerava, uma depois de outra, as débeis desculpas, o amável anfitrião montou em cólera. Num primeiro momento todos tinham aceitado seu convite e, devido a essa aceitação, tinha feito os preparativos para a festa. Mas agora que se tinham feito todos os preparativos e o jantar estava lista, parecia ter uma conspiração para envergonhá-lo (ver com. vers. 18).

Ademais, tinha feito gastos consideráveis para preparar a festa.
Deus, que prepara a festa celestial, sem dúvida não se enoja como os seres humanos. No entanto, com tudo o que fez para proporcionar à perdida humanidade as bênçãos da salvação, seu amante coração deve sentir-se muito triste quando os homens dão pouca importância a seu amável convite para participar da justiça divina e do favor celestial. Todos os recursos do céu foram investidos na obra da salvação, e o menos do que podem fazer os seres humanos é apreciar e aceitar o que Deus proporcionou.

Vê cedo.
É evidente que o dono não deseja ver que seus custosos comestíveis se percam. Se seus melhores amigos decidem não aceitar a demonstração de sua boa vontade, de boa vontade convidará a desconhecidos para que a recebam. Note-se também que sua ação harmoniza com o conselho dado por Jesus imediatamente antes de apresentar esta parábola (vers. 12-14), conselho que não foi bem recebido pelos convidados à festa na qual Jesus se achava e que impulsionou a um deles a mudar o tema da conversa (ver com. vers. 15).

As vagas e as ruas.
O convite evangélico foi primeiro dada ao povo judeu, representado aqui como habitantes de uma "cidade". Os principais cidadãos, que tinham desprezado o convite, eram os dirigentes judeus, alguns dos quais estavam nesse momento reunidos com Jesus numa festa em casa de um fariseu (ver com. vers. 1). Os convidados que desprezaram o convite representavam à aristocracia religiosa de Israel. Depois desta rejeição, o amável anfitrião se afastou de seus amigos preferidos para os desconhecidos da "cidade", os membros desamparados e algumas vezes desprezados da sociedade. Residiam na mesma "cidade" dos convidados, e portanto eram judeus; mas alguns deles eram publicanos e pecadores, homens e mulheres a quem os aristocratas da nação consideravam como parias. No entanto, tinham fome e sede do Evangelho (ver com. Mat. 5: 6).

Os pobres, os mancos.
Os judeus supunham comumente que quem sofriam dificuldades financeiras ou corporais não gozavam do favor de Deus; e portanto, essas pessoas muitas vezes eram desprezadas e descuidadas por seus próximos (ver com. Mar. 1: 40; 2: 10). Supunha-se que Deus as tinha eliminado e por isso a sociedade também as considerava como parias. Jesus nega nesta parábola que devastes pessoas eram desprezadas por Deus, e afirmou que não deviam ser desprezadas por seus próximos, nem ainda que seus sofrimentos pudessem dever-se a seu próprio pecado ou conduta imprudente. Os afligidos pela pobreza e por deficiências físicas parecem representar aqui principalmente aos que estão em bancarrota moral e espiritual. Não têm boas obras próprias que oferecer a Deus a mudança das bênçãos da salvação.

22. Ainda há lugar.
O servo se deu conta de que o amável anfitrião sem dúvida desejava que fossem ocupados todos os lugares de seu banquete; e o mesmo ocorre no caso da grande festa evangélica. Deus não criou a terra "em vão" (ver com. Isa. 45: 18), como um deserto vazio, senão que a criou para que fosse habitada como eterno lar de uma raça humana feliz. O pecado postergou por um tempo o cumprimento desse propósito, mas finalmente se atingirá (PP 53). A cada indivíduo que nasce neste mundo se lhe oferece a oportunidade de participar na festa evangélica e de viver para sempre na terra renovada. Esta parábola ensina claramente que a oportunidade que recusa um será aceita imediatamente por outro (cf. Apoc. 3: 11).

23. Os caminhos... e os valados.
Os primeiros convidados à festa evangélica foram os judeus (ver com. vers. 16, 21). Deus os chamou 790 primeiro, não porque os amasse mais do que aos outros homens nem porque fossem mais dignos, senão para que compartilhassem com outros os sagrados privilégios que lhes tinham sido encomendados (ver t. IV, pp. 27-40).

Jesus se relacionou muitas vezes com publicanos e pecadores, os parias da sociedade, para consternação dos dirigentes judeus (ver com. Mar. 2: 15-17). Durante seu ministério em Galiléia trabalhou fervorosamente em favor dos que espiritualmente eram pobres e defeituosos, "pelos caminhos e pelos valados" de Galiléia (ver com. Luc. 14: 21). Mas quando a gente de Galiléia o recusou na primavera (março-maio) do ano 30 d. C. (ver com. Mat. 15: 21; Juan 6: 66), Jesus ministrou em repetidas ocasiões a gentis e a samaritanos como também a judeus (ver com. Mat. 15: 21). No entanto, o convite evangélico para os que estavam "pelos caminhos e pelos valados" se refere em primeiro lugar à apresentação do convite do Evangelho aos gentis depois que a nação judia recusou finalmente o convite evangélico, rejeição que culminou com o apedrejamento de Estevão (ver t. IV, pp. 35-38; Atos. 1: 8). "Os caminhos e os valados" da parábola estavam fora da "cidade", e portanto representam apropriadamente as regiões que não eram judias, isto é, os pagãos (ver com. Luc. 14: 21). Quando os apóstolos encontraram que seus compatriotas se opunham em sua evangelização ao mundo, voltaram-se aos gentis (Atos. 13: 46-48; cf. Rom. 1: 16; 2: 9).


Força-os.
Grego anagkázÇ, "obrigar", "impor", já seja por força ou por persuasão.
Alguns entenderam que esta afirmação justifica o uso da força para converter aos homens a Cristo; mas o fato de que Jesus mesmo nunca recorresse ao uso da força para obrigar aos homens a acreditar em ele, e que nunca ensinou a seus discípulos a que assim o fizessem, e que a igreja apostólica também não o fez, demonstra que Jesus não queria que suas palavras se interpretassem assim. Jesus ensinou muitas vezes a seus discípulos, por preceito e por exemplo, que evitassem controvérsias e represálias pelas injúrias que recebessem (ver com. Mat. 5: 43-47; 6: 14-15; 7: 1-5, 12; etc.), já fosse como indivíduos ou como arautos autorizados do Evangelho (ver com. Mat. 10: 14; 15: 21; 16: 13; 26: 51-52; Luc. 9: 55). Os discípulos não só não deviam perseguir a outros (Luc. 9: 54- 56), senão que deviam suportar a perseguição com mansidão (ver com. Mat. 5: 10-12; 10: 18- 24, 28).

Com a frase "força-os a entrar" Jesus singelamente quis destacar a urgência do convite e a força apremiante da graça divina; portanto, a bondade e o amor deviam ser a força motriz (PVGM 186-187). O verbo anagkázÇ se emprega com um sentido similar quando Jesus "fez a seus discípulos entrar na barca" (Mat. 14: 22). Existe uma enorme diferença entre o constante convite à que Jesus se referia, e recorrer à força física que muitos chamados cristãos em séculos passados consideraram uma medida apropriada, e que alguns que invocam o nome de Cristo empregariam hoje se tivessem poder para fazê-lo.

A parábola mesma prova que em nenhum momento se recorreu à violência para conseguir convidados à festa. Se o dono quisesse utilizar a força a teria usado com o primeiro grupo de convidados. Os convites à festa evangélica sempre estão precedidas das palavras "o que queira" (Apoc. 22: 17). Esta parábola não sanciona de nenhum modo a teoria de que a perseguição religiosa é um meio para levar aos homens a Cristo. O uso da força ou da perseguição em assuntos religiosos, em qualquer forma ou quantidade é uma política inspirada por Satanás e não por Cristo.

Encha-se minha casa.
Ver com. vers. 22. O dono de casa tinha convidado a muitos (vers. 16); e, ademais, quando o servo saiu pelas vagas e as ruas da cidade não pôde encontrar suficientes pessoas para encher a sala de festa (vers. 22).

24. Nenhum daqueles.
O anfitrião da parábola é quem faz a enérgica declaração de que serão excluídos todos os que originalmente foram convidados. Mas isto não significa que o céu exclui arbitrariamente a ninguém. O amável anfitrião simplesmente anula seu convite original, que tinha sido tão rudemente recusada.

Evidentemente sua casa agora estava cheia (vers. 23), e não tinha mais lugar.
Mas no reino dos céus sempre terá amplo lugar para todos os que queiram entrar (ver com. vers. 22).

Jesus não ensinou por meio desta parábola que as riquezas terrenas são necessariamente incompatíveis com o reino dos céus, senão que o desmedido afeto pelos bens terrenas desqualifica a uma pessoa para entrar no céu; em verdade, priva-a do desejo das coisas celestiais. Uma pessoa não pode servir a "dois senhores" (ver com. Mat. 6: 19-24). Quem dedicam seus primeiros e melhores esforços para acumular posses terrenas e gozar dos prazeres mundanos, ficarão fora porque o anseio de seu coração está centrado nas coisas terrenas e não nas celestiais (cf. Mat. 6: 25-34). Cobiçar as coisas terrenas finalmente mata o desejo pelas coisas celestiais (ver com. Luc. 12: 15-21); e quando se lhe pede aos cobiçosos que compartilhem sua riqueza acumulada, marcham-se tristes (ver com. Mat. 19: 21-22).

"Dificilmente entrará um rico no reino dos céus" (Mat. 19: 23), pela singela razão de que geralmente não tem suficiente desejo de entrar ali.

Agradará meu jantar.
Nó agradariam do jantar nem ainda que mudassem de parecer. A salvação consiste no convite que Deus estende e a aceitação do homem. Ambas se complementam. Nenhuma das duas pode ser efetiva sem a outra. As Escrituras apresentam repetidas vezes a possibilidade de que quem tenham desprezado a graça de Deus, quiçá pareçam mudar de opinião quando já é demasiado tarde; isto é, quando já não se ouve mais o convite evangélico Ver. 8:20; Mat. 25: 11-12; Luc. 13: 25). Este convite finalmente conclui, não porque se tenha transposto algum prazo fixado pela misericórdia de Deus senão porque os excluídos já chegaram a uma decisão final e definitiva. Se mais tarde mudassem de parecer, se deveria nada mais a seu entendimento de do que elegeram mal no que diz respeito aos resultados finais, mas não a que repentinamente tenham sentido um sincero desejo de viver obedecendo a Deus.


Fonte: (Comentário Bíblico Adventista)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cientistas pressionam Congresso por projeto contra aquecimento global


Representantes entregam documento em forma de projeto de lei.

Sociedade civil pede metas para o governo conter as mudanças climáticas.


Representantes da sociedade civil decidiram ir até Brasília nesta quarta-feira (26) para pressionar parlamentares e ministros, com um único tema em mente: a mudança climática. Munidos com um documento escrito como se fosse um projeto de lei, eles pedem a criação de uma política pública nacional a respeito do problema. O intuito é que o país ajude a conter o aquecimento global e se adapte às inevitáveis transformações decorrentes dele.

O Observatório do Clima -- uma rede brasileira sobre o tema -- organizou entre os meses de agosto e novembro deste ano audiências públicas e reuniões com a participação de cientistas, ambientalistas e organizações. O Greenpeace, a Fundação Boticário de Proteção à Natureza, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a Embaixada Britânica no Brasil e a Fundação Getulio Vargas foram algumas das entidades que participaram.

O resultado dos debates realizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba -- complementado pelas sugestões enviadas por internautas pelo site da instituição organizadora -- é o documento de 44 páginas. Ele será entregue aos representantes da Frente Parlamentar Ambientalista e aos ministros do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia e das Relações Exteriores durante debate aberto ao público que acontece na Câmara dos Deputados.

Espera-se que com o documento entregue -- pronto -- aos políticos seja formulada uma Política Nacional de Mudanças Climáticas. De acordo com o ecólogo Paulo Moutinho, coordenador do Observatório do Clima, as sugestões também podem ser usadas por outras esferas do governo na formulação de políticas regionais sobre o mesmo tema.


Compensações financeiras

Os organizadores do documento querem que o governo estipule metas para conter o aquecimento global. “Factíveis de serem cumpridas e eficientes”, diz Moutinho. O documento reforça dois pontos: o desmatamento e os setores produtivos.

As queimadas e o desmatamento fazem do país o quarto maior emissor de poluentes, segundo o Greenpeace. “Buscamos mecanismos econômicos para que as florestas, principalmente a Amazônia, tragam rendas e sejam preservadas”, conta.

...

Para o próximo ano


O apelo é feito durante a atual crise econômica. “São ações a longo prazo. Os custos parecem excessivos hoje, mas trarão retorno no futuro”, afirma Moutinho. “Além disso, o clima não irá mudar com investimentos de poucos anos.”

Em 2009, a instituição promete continuar a discussão com o Congresso Nacional. “Entre os governantes a receptividade tem sido boa, temos mais de 200 deputados envolvidos”, conta Moutinho. Inclusive, o pesquisador cogita colher assinaturas para que a sociedade apóie explicitamente o projeto de conter o aquecimento global.

Atualmente, há pelo menos três iniciativas em trâmite no Congresso Nacional sobre as mudanças climáticas. No plano internacional, o novo período de compromissos das nações com relação às mudanças climáticas terá início após 2012, quando se encerram as metas do Protocolo de Kyoto.


Nota: O cenário está começando a ser montado leia: G8: Vaticano aprova medidas para travar aquecimento global, ONU pede aos EUA que lidere luta contra aquecimento global


Bispos apelam a um novo modelo de sociedade

“A atual crise financeira manifesta uma profunda crise espiritual e um conjunto equivocado de valores.” É a convicção dos bispos da Europa ao concluir [na sexta-feira 14] a Assembléia Plenária do Comitê de Representantes das Conferências Episcopais da Europa (Comece), realizada em Bruxelas. (...) O presidente da Comece, D. Adrianus Van Luyn, bispo de Roterdã, advertiu que não se subestime a crise, porque o que se está a questionar é todo o modelo de sociedade ocidental. “Quem considerar que a causa da crise financeira reside só na falta de transparência e de responsabilidade legal, talvez não perceba o fato de que é o nosso modelo social que está sendo posto em dúvida”, acrescentou. “Um modelo econômico que está baseado no consumo continuado e ilimitado de recursos limitados só pode acabar mal”, sublinhou.

Nesse sentido, os bispos crêem que o debate sobre a mudança climática “oferece a oportunidade de questionar o estilo de vida da sociedade ocidental”, já que “pergunta pela sobrevivência de uma grande parte da humanidade”. É necessário, portanto, “persuadir não só as mentes, mas também os corações de cidadãos, e convencê-los de que se distanciem do modo de viver predominante nos nossos países, muito focados no consumo”.

Outro dos temas tratados, dentro da preocupação geral pelas repercussões da crise, foi a respeito do domingo como dia festivo, questão que está prevista no debate do Parlamento Europeu do próximo mês de dezembro. Os bispos europeus pedem que se respeite o descanso dominical “como um dos fundamentos da ordem social européia”, assim como “uma forma de equilibrar a vida familiar e o trabalho”, frente a recentes legislações européias que ameaçam o domingo por questões políticas ou simplesmente consumistas. Nesse sentido, apelam à “responsabilidade dos membros do Parlamento” para que incluam a proteção do domingo na diretriz sobre o horário de trabalho, especialmente neste momento de crise. (...)

(Ecclesia)

Nota do blog Diário da Profecia: A ponte crise ambiental/crise econômica/dia de descanso, há muito nas entrelinhas anunciada, agora é revelada às claras. (...) O próprio novo presidente dos EUA já declinou que tratará de retomar o patamar moral americano. Ecos do discurso religioso no meio político é questão de tempo. O futuro chegou. Se amarre na mão poderosa de Cristo.

“Declarar-se-á que os homens estão ofendendo a Deus pela violação do descanso dominical; que este pecado acarretou calamidades que não cessarão antes que a observância do domingo seja estritamente imposta; e que os que apresentam os requisitos do quarto mandamento, destruindo assim a reverência pelo domingo, são perturbadores do povo, impedindo a sua restauração ao favor divino e à prosperidade temporal” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 590).

Leia também: “União Européia deve guardar o domingo, diz Igreja Católica” e “Consagrar o descanso ao domingo, pedem os bispos da União Européia”

Fonte: Criacionista

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Estudo: No Limiar do Tempo do Fim


Este livro-online foi escrito para ser compreendido mediante uma leitura seqüencial e ordenada. Não é recomendável ler um capítulo sem haver entendido plenamente todos os anteriores, pois isto poderá ocasionar confusão e preconceitos desnecessários.

:: Capítulos que fazem parte deste livro-online

Capítulo 1. Sinais da vinda de Cristo
Capítulo 2. Seguindo o rastro
Capítulo 3. Quem é a besta? Parte I
Capítulo 4. Quem é a besta? Parte II
Capítulo 5. Da luz para as trevas
Capítulo 6. Nasce um império temido
Capítulo 7. O mais grave ataque
Capítulo 8. Duas fases significativas
Capítulo 9. Os Estados Unidos na profecia. Parte I
Capítulo 10. Os Estados Unidos na profecia. Parte II - Novo
Capítulo 11. A Última Babilônia - Novo
Capítulo 12. Os últimos sete reis. Parte I - Novo
Capítulo 13. Os últimos sete reis. Parte II - Novo
Capítulo 14. A Batalha do Armagedom - Novo



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