segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O que se pode comer

Qual o significado da declaração “tudo o que se move, e vive, ser-vos-á para alimento”? (Gn 9:3)


Algumas pessoas encaram essa declaração divina a Noé, após o dilúvio, como autorização ao consumo, sem quaisquer restrições, de toda espécie de animais limpos e imundos. Mas essa interpretação não é sancionada pelas normas e práticas alimentares encontradas nas Escrituras.

A distinção entre animais “limpos” e “imundos” já era conhecida por Noé antes do Dilúvio, pois o próprio Deus havia feito essa distinção ao mencionar os animais a serem preservados na Arca (ver Gn 7:2 e 8). Após sair da Arca, Noé ofereceu holocaustos ao Senhor exclusivamente “de animais limpos e de aves limpas” (Gn 8:20). Embora animais limpos fossem sacrificados ao Senhor desde a queda dos nossos primeiros pais (Gn 3:21 e 44), foi somente após o Dilúvio que o consumo de alimentos cárneos foi permitido, pois grande parte dos vegetais havia sido destruída (ver Gn 1:29; 9:1-6).

Se a intenção em Gênesis 9:3 fosse eliminar toda e qualquer distinção entre animais limpos e imundos, isso certamente apareceria nas discussões bíblicas posteriores sobre o assunto. Isso, porém, não ocorre. Mesmo se Gênesis 9:3 houvesse liberado temporariamente o consumo de animais imundos, o que não é o caso, essa hipotética permissão acabaria sendo desfeita eventualmente pelas leis de saúde registradas em Levítico 11:1-31, Deuteronômio 14:3-21 e outros textos bíblicos.

A própria determinação divina de preservar na Arca “sete pares” de cada espécie de animais limpos e apenas “um par” dos animais imundos (Gn 7:2) sugere que somente os animais limpos haveriam de ser oferecidos em sacrifício e consumidos como alimento. Como dos animais imundos foi preservado apenas um casal de cada espécie, bastaria que Noé imolasse o macho ou a fêmea de um casal que ainda não havia se reproduzido para acabar extinguindo definitivamente a respectiva espécie.

Devemos ser cautelosos na interpretação de “tudo o que se move, e vive”, para não acabarmos incluindo o próprio homem entre os alimentos cárneos divinamente sancionados, pois este também “se move, e vive”. Portanto, a expressão é uma mera generalização (semelhante à expressão “todo o mundo”, usada em português), que não desfez a distinção entre animais limpos e imundos já conhecida naquela época. Assim, após o dilúvio o homem poderia se alimentar também de animais limpos, em acréscimo aos vegetais que já vinham sendo consumidos desde a Criação (Gn 1:29).

Fonte: Alberto R. Timm / Sinais dos Tempos, novembro/dezembro de 1999. p. 29 (usado com permissão)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Curiosidades sobre os apócrifos

Os livros aceitos por alguns — Apócrifos
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O âmbito mais crucial de desacordo a respeito do cânon do Antigo Testamento entre os cristãos é o debate sobre os chamados livros apócrifos.
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Em suma: esses livros são aceitos pelo católicos romanos como canônicos e rejeitados por protestantes e judeus. Na realidade, os sentidos da palavra apocrypha refletem o problema que se manifesta nas duas concepções de sua canonicidade. No grego clássico, a palavra apocrypha significava "oculto" ou "difícil de entender". Posteriormente, tomou o sentido de esotérico, ou algo que só os iniciados podem entender, não os de fora. Pela época de Irineu e de Jerônimo (séculos III e IV), o termo apocrypha veio a ser aplicado aos livros não-canônicos do Antigo Testamento, mesmo aos que foram classificados previamente como "pseudepígrafos". Desde a era da Reforma, essa palavra tem sido usada para denotar os escritos judaicos não-canônicos originários do período intertestamentário. A questão diante de nós é a seguinte: verificar se os livros eram escondidos a fim de ser preservados, porque sua mensagem era profunda e espiritual ou porque eram espúrios e de confiabilidade duvidosa.
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Natureza e número dos apócrifos do Antigo Testamento
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Há quinze livros chamados apócrifos (catorze se a Epístola de Jeremias se unir a Baruque, como ocorre nas versões católicas de Douai). Com exceção de 2 Esdras, esses livros preenchem a lacuna existente entre Malaquias e Mateus e compreendem especificamente dois ou três séculos antes de Cristo. Na página seguinte se podem ver suas datas e classificação:
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Argumentos em prol da aceitação dos apócrifos do Antigo Testamento
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Os livros apócrifos do Antigo Testamento têm recebido diferentes graus de aceitação pelos cristãos. A maior parte dos protestantes e dos judeus aceita que tenham valor religioso e mesmo histórico, sem terem, contudo, autoridade canônica. Os católicos romanos desde o Concilio de Trento têm aceito esses livros como canônicos. Mais recentemente, os católicos romanos têm defendido a idéia de uma deuterocanonicidade, mas os livros apócrifos ainda são usados para dar apoio a doutrinas extrabíblicas, tendo lido proclamados como livros de inspiração divina no Concilio de Trento. Outros grupos, como os anglicanos e várias igrejas ortodoxas, nutrem deferentes concepções a respeito dos livros apócrifos. A seguir apresentamos Um resumo dos argumentos que em geral são aduzidos para a aceitação desses livros, na crença de que detêm algum tipo de canonicidade:

1.Alusões no Novo Testamento.
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O Novo Testamento reflete o pensamento i registra alguns acontecimentos dos apócrifos. Por exemplo, o livro de Hebreus fala de mulheres que receberam seus mortos pela ressurreição Hb 11,35), e faz referência a 2 Macabeus 7 e 12, Os chamados apócrifos ou pseudepígrafos são também citados em sua amplitude pelo Novo Testamento (Jd 14,15; 2Tm 3.8).
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2.Emprego que o Novo Testamento faz da versão dos Septuaginta.
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A tradução grega do Antigo Testamento hebraico, em Alexandria, é conhecida como Septuaginta (lxx). É a versão mais citada pelos autores do Novo Testamento e pelos cristãos primitivos. A lxx continha os livros apócrifos. A presença desses livros na lxx dá apoio ao cânon alexandrino, mais amplo, do Antigo Testamento, em oposição ao cânon palestino, mais reduzido, que os omite.
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3.Os mais antigos manuscritos completos da Bíblia.
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Os mais antigos manuscritos gregos da Bíblia contêm os livros apócrifos inseridos entre os livros do Antigo Testamento. Os manuscritos Aleph, A e b (v. Cap. 12) incluem esses livros, revelando que faziam parte da Bíblia cristã original.
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4. A arte cristã primitiva.
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Alguns dos registros mais antigos da arte cristã refletem o uso dos apócrifos. As representações nas catacumbas às vezes se baseavam na história dos fiéis registrada no período intertestamentário.
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Tabela de livros apócrifos
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1. Sabedora de Salomão (c. 30 a.C.)
2. Eclesiástico (Siraque) (132 a.C.)
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O livro da sabedoria
Eclesiástico
Religioso
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3. Tobias (c. 200 a.C.)
Tobias
Romance
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4. Judite (c. 150 a.C.)
Judite
Histórico
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5. 1Esdras (c. 150-100 a.C.)
6. 1Macabeus (c. 110 a.C.)
7. 2Macabeus (c. 110-70 a.C.)
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3Esdras *
1Macabeus
2Macabeus
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Profético
8. Baruque (c. 150-50 a.C.)
9. Epístola de Jeremias (c. 300-100 a.C.)
10. 2Esdras (c. 100 a.C.)
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Baruque 1-5
Baruque 6
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4Esdras **
Lendário
11. Adições a Ester (140-110 a.C.)
12. Oração de Azarias (séculos I ou II a.C.) (Cântico dos três jovens)
13. Susana (século I ou II a.C.)
14. Bel e o Dragão (c. 100 a.C.)
15. Oração de Manassés (século I ou II a.C.)
Ester 10:4 – 16:24
Daniel 3:24-90 **
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Daniel 13 **
Daniel 14 **
Oração de Manassés *
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5. Os primeiros pais da igreja.
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Alguns dos mais antigos pais da igreja, de modo particular os do Ocidente, aceitaram e usaram os livros apócrifos em seu ensino e pregação. E até mesmo no Oriente, Clemente de Alexandria reconheceu 2 Esdras como inteiramente canônico. Orígenes acrescentou Macabeus bem como a Epístola de Jeremias à lista de livros bíblicos canônicos. Irineu mencionava O livro da sabedoria, e outros pais da igreja citavam outros livros apócrifos.
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6. A influência de Agostinho.
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Agostinho (c. 354-430) elevou a tradição ocidental mais aberta, a respeito dos livros apócrifos, ao seu apogeu, ao atribuir-lhes categoria canônica. Ele influenciou os concílios da igreja, em Hipo (393 d.C.) e em Cartago (397 d.C), que relacionaram os apócrifos como canônicos. A partir de então, a igreja ocidental passou a usar os apócrifos em seu culto público.
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7. O Concilio de Trento.
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Em 1546, o concilio católico romano do pós-Reforma, realizado em Trento, proclamou os livros apócrifos como canônicos, declarando o seguinte:
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O sínodo [...] recebe e venera [...] todos os livros, tanto do Antigo Testamento como do Novo [incluindo-se os apócrifos] — entendendo que um único Deus é o Autor de ambos os testamentos [...] como se houvessem sido ditados pela boca do próprio Cristo, ou pelo Espírito Santo [...] se alguém não receber tais livros como sagrados e canônicos, em todas as suas partes, da forma em que têm sido usados e lidos na Igreja Católica [...] seja anátema.[1]
Desde esse concilio de Trento, os livros apócrifos foram considerados canônicos, detentores de autoridade espiritual para a Igreja Católica Romana.
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8. Uso não-católico.
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As Bíblias protestantes desde a Reforma com freqüência continham os livros apócrifos. Na verdade, nas igrejas anglicanas os apócrifos são lidos regularmente nos cultos públicos, ao lado dos demais livros do Antigo e do Novo Testamento. Os apócrifos são também usados pelas igrejas de tradição ortodoxa oriental.

9. A comunidade do mar Morto.
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Os livros apócrifos foram encontrados entre os rolos da comunidade do mar Morto, em Qumran. Alguns haviam sido escritos em hebraico, o que seria indício de terem sido usados por judeus palestinos antes da época de Jesus.
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Resumindo todos esses argumentos, essa postura afirma que o amplo emprego dos livros apócrifos por parte dos cristãos, desde os tempos mais primitivos, é evidência de sua aceitação pelo povo de Deus. Essa longa tradição culminou no reconhecimento oficial desses livros, no Concílio de Trento (1546), como se tivessem sido inspirados por Deus. Mesmo não-católicos, até o presente momento, conferem aos livros apócrifos uma categoria de paracanônicos, o que se deduz do lugar que lhes dão em suas Bíblias e em suas igrejas.
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Razões por que se rejeita a canonicidade dos apócrifos
Os oponentes dos livros apócrifos têm apresentado muitas razões para excluí-los do rol de livros canônicos. Seus argumentos serão apresentados na mesma ordem dos argumentos levantados pelos que advogam a aceitação de um cânon maior.
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1.A autoridade do Novo Testamento.
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O Novo Testamento jamais cita um livro apócrifo indicando-o como inspirado. As alusões a tais livros não lhes emprestam autoridade, assim como as alusões neotestamentárias a poetas pagãos não lhes conferem inspiração divina. Além disso, desde que o Novo Testamento faz citações de quase todos os livros canônicos do Antigo e atesta o conteúdo e os limites desse Testamento (omitindo os apócrifos — v. cap. 7), parece estar claro que o Novo Testamento indubitavelmente exclui os apócrifos do cânon hebraico. Josefo, o historiador judeu, rejeita expressamente os apócrifos, relacionando apenas 22 livros canônicos.
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2. A tradução dos Septuaginta.
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A Palestina é que era o lar do cânon judaico, jamais a Alexandria, no Egito. O grande centro grego do saber, no Egito, não tinha autoridade para saber com precisão que livros pertenciam ao Antigo Testamento judaico. Alexandria era o lugar da tradução, não da canonização. O fato de a Septuaginta conter os apócrifos apenas comprova que os judeus alexandrinos traduziram os demais livros religiosos judaicos do período intertestamentário ao lado dos livros canônicos. Filo, o judeu alexandrino, rejeitou com toda a clareza a canonicidade dos apócrifos, no tempo de Cristo, assim como o judaísmo oficial em outros lugares e épocas. De fato, as cópias existentes da lxx datam do século IV d.C. e não comprovam que livros haviam sido incluídos na lxx de épocas (interiores,
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3. A Bíblia cristã primitiva.
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Os mais antigos manuscritos gregos da Bíblia datam do século IV. Seguem a tradição da LXX, que contém os apócrifos. Como foi observado acima, era uma tradução grega, e não o cânon hebraico. Jesus e os escritores do Novo Testamento quase sempre fizeram citações da lxx, mas jamais mencionaram um livro sequer dentre os apócrifos. No máximo, a presença dos apócrifos nas Bíblias cristãs do século IV mostra que tais livros eram aceitos até certo ponto por alguns cristãos, naquela época. Isso não significa que os judeus ou os cristãos como um todo aceitaram esses livros como canônicos, isso sem mencionarmos a igreja universal, que nunca os teve na relação de livros canônicos.
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4. A arte cristã primitiva.
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As representações artísticas não constituem base para apurar a canonicidade dos apócrifos. As representações pintadas nas catacumbas, extraídas de livros apócrifos, apenas mostram que os crentes daquela era estavam cientes dos acontecimentos do período intertestamentário e os consideravam parte de sua herança religiosa. A arte cristã primitiva não decide nem resolve a questão da canonicidade dos apócrifos.
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5. Os primeiros pais da igreja.
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Muitos dos grandes pais da igreja em seu começo, dos quais Melito, Orígenes, Cirilo de Jerusalém e Atanásio, depuseram contra os apócrifos. Nenhum dos primeiros pais de envergadura da igreja, anteriores a Agostinho, aceitou todos os livros apócrifos canonizados em Trento.
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6. O cânon de Agostinho.
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O testemunho de Agostinho não é definitivo, nem isento de equívocos. Primeiramente, Agostinho às vezes faz supor que os apócrifos apenas tinham uma deuterocanonicidade (Cidade de Deus, 18,36), e não canonicidade absoluta. Além disso, os Concílios de Hipo e de Cartago foram pequenos concílios locais, influenciados por Agostinho e pela tradição da Septuaginta grega. Nenhum estudioso hebreu qualificado esteve presente em nenhum desses dois concílios. O especialista hebreu mais qualificado da época, Jerônimo, argumentou fortemente contra Agostinho, ao rejeitar a canocidade dos apócrifos. Jerônimo chegou a recusar-se a traduzir os apócrifos para o latim, ou mesmo incluí-los em suas versões em latim vulgar (Vulgata latina). Só depois da morte de Jerônimo e praticamente por cima de seu cadáver, é que os livros apócrifos foram incorporados à Vulgata latina (v. cap. 18).
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7. O Concilio de Trento.
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A ação do Concilio de Trento foi ao mesmo tempo polêmica e prejudicial. Em debates com Lutero, os católicos romanos haviam citado Macabeus, em apoio à oração pelos mortos (v. 2Macabeus 12.45,46). Lutero e os protestantes que o seguiam desafiaram a canonicidade desse livro, citando o Novo Testamento, os primeiros pais da igreja e os mestres judeus, em apoio. O Concilio de Trento reagiu a Lutero canonizando os livros apócrifos. A ação do Concilio não foi apenas patentemente polêmica, foi também prejudicial, visto que nem todos os catorze (quinze) livros apócrifos foram aceitos pelo Concilio. Primeiro e Segundo Esdras (3 e 4Esdras dos católicos romanos; a versão de Douai denomina 1 e 2Esdras, respectivamente, os livros canônicos de Esdras e Neemias) e a Oração de Manasses foram rejeitados. A rejeição de 2Esdras é particularmente suspeita, porque contém um versículo muito forte contra a oração pelos mortos (2Esdras 7.105). Aliás, algum escriba medieval havia cortado essa seção dos manuscritos latinos de 2Esdras, sendo conhecida pelos manuscritos árabes, até ser reencontrada outra vez em latim por Robert L. Bentley, em 1874, numa biblioteca de Amiens, na França.
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Essa decisão, em Trento, não refletiu uma anuência universal, indisputável, dentro da Igreja Católica e na Reforma. Nessa exata época o cardeal Cajetan, que se opusera a Lutero em Augsburgo, em 1518, publicou Comentário sobre todos os livros históricos fidedignos do Antigo Testamento, em 1532, omitindo os apócrifos. Antes ainda desse fato, o cardeal Ximenes havia feito distinção entre os apócrifos e o cânon do Antigo Testamento, em sua obra Poliglota complutense (1514-1517). Tendo em mente essa concepção, os protestantes em geral rejeitaram a decisão do Concilio de Trento, que não tivera base sólida.
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8.Uso não-católico.
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O uso dos livros apócrifos entre igrejas ortodoxas, anglicanas e protestantes foi desigual e diferenciado. Algumas os usam no culto público. Muitas Bíblias contêm traduções dos livros apócrifos, ainda que colocados numa seção à parte, em geral entre o Antigo e o Novo Testamento. Ainda que não-católicos façam uso dos livros apócrifos, nunca lhes deram a mesma autoridade canônica do resto da Bíblia. Os não-católicos usam os apócrifos em seus devocionais, mais do que na afirmação doutrinária.
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9. Os rolos do mar Morto.
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Muitos livros não-canônicos foram descobertos em Qumran, dentre os quais comentários e manuais. Era uma biblioteca que continha numerosos livros não tidos como inspirados pela comunidade. Visto que na biblioteca de Qumran não se descobriram comentários nem citações autorizadas sobre os livros apócrifos, não existam evidências de que eram tidos como inspirados. Podemos presumir, portanto que aquela comunidade cristã não considerava os apócrifos canônicos. Ainda que se encontrassem evidências em contrário, o fato de esse grupo ser uma seita que se separara do judaísmo oficial mostraria ser natural que não fosse ortodoxo em todas as suas crenças. Tanto quanto podemos distinguir, contudo, esse grupo era ortodoxo quanto à canonicidade do Antigo Testamento. Em outras palavras, não aceitavam a canonicidade dos livros apócrifos.
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Resumo e conclusão
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O cânon do Antigo Testamento até a época de Neemias compreendia 22 (ou 24) livros em hebraico, que, nas Bíblias dos cristãos, seriam 39, como já se verificara por volta do século IV a.C. As objeções de menor monta a partir dessa época não mudaram o conteúdo do cânon. Foram nu livros chamados apócrifos, escritos depois dessa época, que obtiveram grande circulação entre os cristãos, por causa da influência da tradução grega de Alexandria. Visto que alguns dos primeiros pais da igreja, de modo especial no Ocidente, mencionaram esses livros em seus escritos, a igreja (em grande parte por influência de Agostinho) deu-lhes uso mais amplo e eclesiástico. No entanto, até a época da Reforma esses livros não eram considerados canônicos. A canonização que receberam no Concilio de Trento não recebeu o apoio da história. A decisão desse concilio foi polêmica e eivada de preconceito, como já o demonstramos.
Que os livros apócrifos, seja qual for o valor devocional ou eclesiástico que tiverem, não são canônicos, comprova-se pelos seguintes fatos:
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1. A comunidade judaica jamais os aceitou como canônicos.
2. Não foram aceitos por Jesus, nem pelos autores do Novo Testamento.
3. A maior parte dos primeiros grandes pais da igreja rejeitou sua Canonicidade.
4. Nenhum concilio da igreja os considerou canônicos senão no final do século IV.
5. Jerônimo, o grande especialista bíblico e tradutor da Vulgata, rejeitou fortemente os livros apócrifos.
6. Muitos estudiosos católicos romanos, ainda ao longo da Reforma, rejeitaram os livros apócrifos.
7. Nenhuma igreja ortodoxa grega, anglicana ou protestante, até a premente data, reconheceu os apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido integral dessas palavras. À vista desses fatos importantíssimos, torna-se absolutamente necessário que os cristãos de hoje jamais usem os livros apócrifos como se foram Palavra de Deus, nem os citem em apoio autorizado a qualquer doutrina cristã.
Com efeito, quando examinados segundo os critérios elevados de canonicidade, estabelecidos e discutidos no capítulo 6, verificamos que aos livros apócrifos falta o seguinte:
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1.Os apócrifos não reivindicam ser proféticos.
2.Não detêm a autoridade de Deus.
3.Contêm erros históricos (v. Tobias 1.3-5 e 14.11) e graves heresias teológicas, como a oração pelos mortos (2Macabeus 12.45[46]; 4).
4. Embora seu conteúdo tenha algum valor para a edificação nos momentos devocionais, na maior parte se trata de texto repetitivo; são textos que já se encontram nos livros canônicos.
5. Há evidente ausência de profecia, o que não ocorre nos livros canônicos. Os apócrifos nada acrescentam ao nosso conhecimento das verdades messiânicas.
7. O povo de Deus, a quem os apócrifos teriam sido originariamente apresentados, recusou-os terminantemente.
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A comunidade judaica nunca mudou de opinião a respeito dos livros apócrifos. Alguns cristãos têm sido menos rígidos e categóricos; mas, seja qual for o valor que se lhes atribui, fica evidente que a igreja como um todo nunca aceitou os livros apócrifos como Escrituras Sagradas.
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Fonte de pesquisa: Norman L. Geisler William E. Nix - Introdução Bíblica, Págs. 93-102
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* Livros não aceitos como canônicos no Concilio de Trento, em 1546.
** Livros não relacionados no sumário de Douai por estarem apensos a outros livros.
[1] Philip Schaff, org., The creads of Christendom, 6a, ed. rev., New York, Harper, 1919/ p. 81, v. 2.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O rico e Lázaro

Como interpretar a parábola do rico e Lázaro em Lucas 16:19-31?

Alguns sugerem que o relato de Lucas 16:19-31 deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras. Em primeiro lugar, teríamos de admitir que o Céu e o inferno se encontram suficientemente próximos para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares (versos 23-31). Teríamos de acreditar também na vida após a morte, enquanto o corpo jaz na sepultura, continua existindo de forma consciente uma espécie de alma espiritual que possui “olhos”, “dedo” e “língua”, e que inclusive pode sentir sede (versos 23 e 24).

Se esta fosse uma descrição real do estado do homem na morte, então o Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles (versos 23-31). Como poderia uma mãe sentir-se feliz no Céu, contemplando ao mesmo tempo as agonias incessantes, no inferno, de seu amado filho? Num contexto como esse, seria praticamente impossível o cumprimento da promessa bíblica de que então “não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap 21:4).

Diante disso, a maioria dos eruditos bíblicos contemporâneos considera a história do rico e Lázaro (Lc 16:19-31) como uma parábola, da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. George E. Ladd, por exemplo, diz que essa história era provavelmente “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos”. (O Novo Dicionário da Bíblia [São Paulo: Vida Nova, 1962], vol. 1, p. 512). Sendo esse o caso, temos que procurar entender qual o verdadeiro propósito da parábola.

Nos capítulos 15 e 16 de Lucas, Cristo apresenta várias parábolas em resposta à preconceituosa discriminação dos escribas e fariseus para com as classes marginalizadas da época (Lc 15:1 e 2; 16:14 e 15). A parábola de Lucas 16:19-31, que aparece no final desses dois capítulos, é caracterizado por um forte contraste entre “certo homem rico” e bem vestido (verso 19) e “certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas” (verso 20). O relato ensina pelo menos duas grandes lições. A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Em outras palavras, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mt 23).

A segunda lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lc 16:25 e 26). A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão (ver Lc 3:8; 13:28; Jo 8:39 e 40, 52-59).

É importante lembrarmos que um dos princípios básicos da interpretação bíblica é que não devemos fundamentar doutrinas nos detalhes acidentais de uma parábola, sem primeiro verificar se as conclusões obtidas estão em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras. A própria parábola de Lucas 16:19-31 afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mt 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura” (L. L. Morris).

Mesmo não tencionando esclarecer o estado do homem na morte, esta parábola declara, em harmonia com o restante das Escrituras, que os morto só podem voltar a se comunicar com os vivos através da ressurrreição (Lc 16:31). E, se analisarmos mais detidamente o que “Moisés e os profetas” têm a nos dizer sobre o estado na morte, perceberemos que os mortos permanecem inconscientes na sepultura até o dia da ressurreição final (ver Jó 14:10-12; Sl 6:4-5; Ec 9:5, 10; Jo 5:28 e 29; 11:1-44; I Co 15:16-18; I Ts 4:13-15).

Fonte: Sinais dos Tempos, janeiro de 1998, p. 29 (usado com permissão)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Temas importantes em 1João


Temas importantes em 1 João

Lição 1132009


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Ez 27–29


Verso para Memorizar: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é” (1Jo 3:2).

Leituras da semana: Mt 5:13; Jo 14:6; Ef 4:25-5:21; 1Tm 3:15; 1Jo

De toda a tragédia que resultou do 11 de setembro de 2001, os ataques terroristas em Nova Iorque e Washington, D.C., houve um resultado positivo: para muitos, representou o toque fúnebre para o relativismo moral. A matança a sangue frio de milhares, em pleno dia, diretamente em nossos aparelhos de TV, trouxe a muitos em tempo real o horror envolvido nesse assassinato em massa. De repente, ficou óbvio que um mal como esse nunca poderia ser justificado com base na cultura. Em 11 de setembro, as pessoas viram a face de um mal moral, mal que transcendeu toda cultura, todas as tradições, todas as épocas e, de repente, para muitos a natureza objetiva da moral, particularmente do mal, finalmente se mostrou como nunca antes.

Evidentemente, para João, o relativismo moral nunca entrou em questão. Ele sabia que havia a verdade absoluta, e esta estava centralizada em Cristo. Nesta semana, vamos recapitular alguns dos temas importantes de 1 João, inclusive a natureza da verdade, que sempre forma o fundamento da moralidade.

Prévia da semana: O que João ensina sobre a obra da Divindade? Que imagens ele usa para transmitir a ideia de como deve ser a igreja? Qual é a única base de nossa salvação? O que João ensina sobre a verdade?


Domingo

Ano Bíblico: Ez 30–32

A Divindade

Em 1 João, nos é dado um vislumbre da Divindade: o Pai (1Jo 2:16), o Filho (v. 23) e o Espírito Santo (1Jo 5:6). Mas a ênfase principal está em Jesus e no Pai. A epístola diz que Deus é luz e que as trevas (o mal) não existem nEle. Diz que Deus é justo e que Ele é amor. Realmente, nossa habilidade de amar depende de Deus, que é amor. A relação de Deus com os crentes se expressa pela palavra filhos, que em si mesma revela o amor e cuidado que Ele tem por nós. Em resumo, 1 João pinta para nós um quadro muito positivo e esperançoso de como é nosso Deus.

Mas o capítulo nos diz algo mais. Diz o que o Senhor está fazendo por nós. É aqui que deve estar nossa real esperança e encorajamento.

1. De acordo com 1 João, o que Deus fez por nós e o que está sendo feito agora por nós?

a. 1Jo 1:9 b. 1Jo 2:1, 2
c. 1Jo 2:27 d. 1Jo 3:8
e. 1Jo 4:8-10 f. 1Jo 5:11
g. 1Jo 5:14

A epístola se refere à vinda de Cristo em forma humana, bem como Sua morte por nós, que nos oferece a oportunidade de ter vida eterna. Ao mesmo tempo, Sua morte derrotou as obras do diabo, nosso inimigo. De acordo com 1 João, Deus perdoa nossos pecados, nos purifica, intercede por nós e nos dá vida eterna. Ele nos oferece segurança e nos faz Seus filhos. A base desse ensino é que unicamente a cruz e o sangue de Jesus nos salvam, nada mais.


Segunda

Ano Bíblico: Ez 33–35

A Igreja

No Novo Testamento, a igreja é apresentada sob várias imagens como: sal (Mt 5:13), coluna (1Tm 3:15), edifício ou casa (Ef 2:21, 22), templo (1Co 3:16, 17), mãe (Ap 12:1, 2), noiva (Ap 21:2) e corpo de Cristo (Ef 1:22, 23).

2. Em 1 João, embora a palavra igreja em si não apareça, o conceito está presente. Que imagem no livro nos ajuda a entender melhor como deve ser a igreja em toda parte?

a. 1Jo 2:9-11 b. 1Jo 2:13, 14
c. 1Jo 2:12, 18 d. 1Jo 3:1

Em 1 João, parece que a igreja é descrita principalmente como uma família. Existe o Pai celestial (12 vezes). Além disso, o próprio João é um tipo de pai, chamando os membros da igreja de “filhinhos” (1Jo 2:18). Os membros da igreja são filhos (13 vezes), pais e jovens (duas vezes cada), e irmãos (13 vezes).

Estas expressões sugerem certo tipo de intimidade, um relacionamento próximo e amor mútuo, e dão a ideia de familiaridade. Todos são necessários, e todos têm um lugar na família de Deus. Além disso, a família inclui a Divindade. Consequentemente, essa comunidade tem uma dimensão horizontal e outra vertical. Como membros da igreja, somos literalmente parte da família de Deus.

3. Qual é a chave para o que significa ser parte da família de Deus? 1Jo 4:7

Como você descreveria seu relacionamento com a família da igreja? Você é um filho teimoso? Um pai dominante? Mãe amorosa? Bebê impotente? Que mudanças você precisa fazer a fim de ser uma parte mais produtiva dessa família especial?


Terça

Ano Bíblico: Ez 36–38

Salvação

Desde o Gênesis até o Apocalipse, a Bíblia tem tudo a ver com Jesus. Mas não com Jesus em um vazio. É com Jesus e a redenção. É com o que Deus fez em favor da humanidade caída. É com o surpreendente sacrifício próprio de Deus a fim de nos restaurar ao que originalmente nos foi dado, e mesmo mais. Em resumo, a Bíblia trata da salvação, e esse é um tema-chave também em 1 João.

4. De acordo com os textos seguintes, como nos foi dada a salvação?

a. 1Jo 1:9 b. 1Jo 2:2 c. 1Jo 4:9, 10

O meio de nossa salvação é o sangue de Cristo (1Jo 1:7; 5:6, 8), isto é, Seu sacrifício expiatório (1Jo 2:2; 4:10). A cruz não é mencionada diretamente em 1 João. Porém, o sangue e o sacrifício expiatório apontam para a cruz. Não é o exemplo de Jesus que nos salva, por mais importante que seja. É Sua morte. E, ainda, Seu exemplo nos convida a caminhar como Ele fez (1Jo 2:6).

Para João, a salvação dos crentes é uma realidade presente. Ele a descreve de várias maneiras:


Quarta

Ano Bíblico: Ez 39–41

Comportamento cristão

Embora, em sua primeira epístola, João trate de erros teológicos, ele novamente fala de ética. João vê claramente que a teologia condiciona a ética e que uma teologia errônea pode levar a atos errados. Consequentemente, é importante ser tão corretos em nossa teologia quanto possível. Uma compreensão errada, por exemplo, da lei e da graça levou milhões sem conta a pisotear o sábado de Deus. Deste modo, devemos nos certificar de que nossa compreensão teológica de Deus e das Escrituras seja madura, crescente e correta.

Devemos também nos certificar de que a nossa teologia se traduza em práticas corretas. É triste ver alguém, um grande defensor da ortodoxia teológica, fugir com o cônjuge de seu vizinho. É trágico quando estudantes e seminaristas de teologia usam desonestidade nas provas. É lamentável quando os guardadores do sábado, que conhecem a verdade sobre a salvação, o santuário celestial e o estado dos mortos, não obstante mentem uns aos outros.

5. Recapitule os textos seguintes e, nas linhas abaixo, resuma o que eles nos ensinam sobre o comportamento ético. 1Jo 2:1; 3:4, 15, 17, 18; 5:2, 3. Se puder, leia também 1Jo 1:7, 15, 16; 3:7; 4:7.

Com apelos diretos e indiretos, João enfatiza o comportamento ético. Ele pede que os cristãos não mintam, não pequem, não odeiem seus irmãos ou irmãs, não amem o mundo com suas atrações e orgulho, e não pratiquem a iniquidade. Ao contrário, ele diz que devemos ser obedientes, fazer o que é certo e amar uns aos outros de maneira tangível. Embora Paulo seja mais detalhista que João (veja, por exemplo, Ef 4:25-5:21), João resumiu tudo quando apontou para a necessidade de guardar os mandamentos de Deus e andar e viver de maneira semelhante à vida de Jesus (1Jo 2:6).

João deixa claro que nascer de Deus, conhecer a Deus, amar a Deus, é algo que muda nossa vida. Conforme João, a verdade não é algo em que se deve acreditar, somente; é algo a ser vivido. Talvez nenhum outro verso diga isso de maneira mais clara que 1 João 3:7: “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como Ele é justo”.

Como podemos andar e viver como Jesus? O que significa isso na prática? Você está enfrentando alguma coisa, agora mesmo, que talvez exija muita graça e força para agir como Cristo agiria?


Quinta

Ano Bíblico: Ez 42–44

Verdade e mentiras

Desde o tempo dos antigos gregos até os dias de hoje, tem havido a noção de que a verdade é relativa, que não existem absolutos e que os seres humanos estão longe de ter algum padrão absoluto transcendente para guiá-los e orientar suas ações. Eles têm que decidir por si mesmos o que é verdade e o que é erro, o que é bom e o que é mau, o que é moral e o que é imoral. Isso é conhecido basicamente como relativismo, e embora venha em diversos disfarces, o ponto básico é o mesmo: Não existe padrão absoluto de verdade, bondade ou moralidade. Nessa posição, temos que chegar a essas coisas por nós mesmos – fazendo o melhor que pudermos de acordo com nossa própria cultura, comunidade e tradições.

6. O que Jesus disse sobre a natureza da verdade absoluta? Jo 14:6

Jesus não aceita a ideia de que a verdade é relativa. Em palavras tão claras quanto possível, Jesus mostra a realidade da verdade absoluta e, nEle, nós a vemos manifesta na forma de uma pessoa!

7. Que ensina João sobre a verdade? 1Jo 2:4, 21; 3:19; 4:6; 5:20

João sabe que existem absolutos; mais ainda, ele deixa muito claro que existe uma clara distinção entre verdade e mentira, contraste que tende a ser obscurecido nas visões relativistas de mundo. Existe verdade absoluta. Deus é verdade. Jesus e o Espírito Santo são verdade. Por outro lado, mentirosa é a pessoa que faz afirmações não confirmadas pelos fatos, que confessa amar a Deus e não guarda os mandamentos e que nega que Jesus seja o Cristo. Em contraste, os cristãos sinceros conhecem a verdade, amam a verdade e pertencem à verdade. Assim, a verdade é tanto o que aceitamos intelectualmente com o que praticamos.

Sem dúvida: De acordo com a Bíblia, a verdade absoluta existe. Mas é tudo absoluto? Não existem coisas que não sejam tão firmes, mas relativas, pessoais, culturais e mutáveis? Como podemos aprender a distinguir entre o que deve ser absoluto e invariável e o que pode mudar e ser relativo, dependendo das circunstâncias?


Sexta

Ano Bíblico: Ez 45–48

Estudo adicional

Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 546-554: “Uma Testemunha Fiel”.

Hoje, 1 João é muito necessário, porque todos os tipos de falsas ideias estão sendo promovidos. João apela a seu público e a nós para que não creiamos em tudo e não aceitemos novas doutrinas sem profunda análise, mas que provemos se um ensino é ou não verdadeiramente bíblico. É necessário discernimento para distinguir a verdade do erro.

De acordo com João, o cristianismo autêntico tem estes sinais: (1) crença em Jesus como Filho de Deus, que veio em carne; (2) observância dos mandamentos de Deus; e (3) amor a Deus e aos outros. João quer lançar um fundamento sólido e ajudar seu público a ter a garantia da salvação pela fé em Jesus Cristo como proclamado nas Escrituras.

Perguntas para consideração

1. Por mais que seja difícil entender, por parte dos que creem em absolutos morais, a ideia de relativismo moral tem certa lógica. Se não existe Deus ou Criador e somos resultado puramente de forças casuais, de onde mais a moralidade deveria vir se não de nós mesmos? E se mudarmos de ideia sobre o que é moral... bem, e daí? De um ponto-de-vista puramente prático, o que há de errado nesse tipo de pensamento?
2. Anos atrás, quando lhe foi perguntado o que o governo britânico poderia fazer para ajudar os cidadãos a viver mais de acordo com a moral, o primeiro-ministro Harold McMillan respondeu: "Eu sou só o primeiro-ministro. Vá falar com o Arcebispo." Como aquilo que estudamos nesta semana ajuda os membros da igreja a respeitar mais a moral? Ou é o propósito do evangelho nos tornar mais virtuosos?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: a. Deus nos perdoa e nos purifica; b. Intercede por nós e provê nossa expiação; c. Concede Seu Espírito; d. Destrói as obras do Diabo; e. Concede-nos Seu próprio Filho; f. Dá-nos a vida eterna; g. Ouve as nossas orações.
Pergunta 2: Relações familiares: Pai-filho; pais, jovens, filhos.
Pergunta 3: O amor.
Pergunta 4: Mediante o sacrifício do Filho.
Pergunta 5: O crente evita o pecado e o ódio. Ama os semelhantes, especialmente os irmãos de fé. Guarda os mandamentos, vive em comunhão, não ama o mundo.
Pergunta 6: Que a verdade era e é Ele mesmo.
Pergunta 7: É encontrada em Jesus Cristo e em Deus Pai.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

William Wilberforce

"Deus pôs diante de mim dois grandes objetivos: a abolição da escravatura e a reforma dos costumes."

Nascido no grande porto de Hull em 1759, William Wilberforce iria, um dia, liderar a causa da abolição da escravatura no Reino Unido. A morte prematura do pai fez com que o jovem William fosse viver com os tios, influenciados por George Whitefield, um dos primeiros promotores da campanha para despertar a fé religiosa, e por John Newton, um ex-traficante de escravos e evangélico convertido.

Newton tornou-se um herói para Wilberforce, instilou nele o desejo pelo Cristo e a repulsa pelo tráfico de escravos. A mãe de William, alarmada com o desenvolvimento do filho nas “inclinações metodistas” logo o pôs num internato e na Universidade de Cambridge, numa tentativa de solapar sua fé. Cambridge iria aclarar as idéias, mas não destruir completamente sua fé.

Wilberforce, que desde cedo desejou seguir carreira na política, ingressou para a Casa dos Comuns em 1780, aos vinte e um anos. Apesar de jovem, foi um bom parlamentar, com uma voz excepcionalmente atraente que impressionava os ouvintes. Numa viagem ao Sul da França, William sofreu uma segunda conversão, que reviveu a fé de sua juventude. Ele procurou seu velho amigo John Newton. Newton o aconselhou a permanecer na política, acreditando que Deus o tivesse feito para esse propósito.

Em dois anos Wilberforce se convenceu de que deveria tomar para si a causa dos escravos. Ultrajado pelo comércio de escravos patrocinado por sua nação, propôs uma lei no Parlamento em 1787, para aboli-la. Parecia que a lei iria passar sem uma oposição significativa. No entanto, as forças pró-escravistas agruparam os possíveis apoios e derrubaram a moção de Wilberforce. Contudo, a lei foi rejeitada, mas Wilberforce continuou a campanha, apesar dos sacrifícios pessoais que envolvia. Finalmente, em 1807, William testemunhou o Parlamento aprovar a lei da abolição por 267 votos. O triunfo deu-lhe imenso prestígio, fato que o permitiu buscar outras idéias para melhorar a qualidade e a moralidade da vida na Grã-Bretanha. Seus esforços fizeram com que a bondade, mais uma vez, estivesse em alta na Inglaterra e permitiu que fossem lançados os fundamentos do grande renascimento moral do período Vitoriano.

Fonte: Acton Institute


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Além do Ano 2000 - Parte 1

Programação imperdível conduzida pelo saudoso Pr. Henry Feyerabend, tendo como título "Além do Ano 2000". Afim de dinamizar o acesso ao referido material, são as palestras disponibilizadas simultaneamente em duas mídias: Ou para ouvir/download em áudio, ou para assistir em vídeo no Youtube.

Temos assim outra excelente série de estudos bíblicos sobre profecia. Seguem como temas em sua primeira parte:

01) - Sete palavras proféticas (Aúdio) (Vídeo)
02) - Armagedom, o último conflito (Aúdio) (Vídeo)
03) - Quem criou o diabo? (Aúdio) (Vídeo)
04) - O ano 2000, o que acontecerá? (Aúdio) (Vídeo)
05) - Os 4 cavaleiros do Apocalipse (Aúdio) (Vídeo)
06) - Por que tantas religiões? (Aúdio) (Vídeo)
07) - O homem que nasceu três vezes (Aúdio) (Vídeo)
08) - O céu, mito ou realidade (Aúdio) (Vídeo)
09) - A revelação no deserto (Aúdio) (Vídeo)
10) - Memorial da criação (Aúdio) (Vídeo)
11) - O texto perdido (Aúdio) (Vídeo)
12) - O pecado que Deus não pode perdoar (Aúdio) (Vídeo)


[Extraído do site Esperança]

FAQ

Outros Estudos Proféticos podem ser acessados aqui.
Fonte:
Diário da Profecia

domingo, 6 de setembro de 2009

Operação pandemia (Legendado) - Farsa Tamiflu



Nota: Veja até que ponto o homem é capaz para ganhar dinheiro. Mas ainda temos esperança, chegará o tempo em que Deus fará justiça. Basta-nos ter fé e fazer a nossa parte evitando locais fechados, lavar sempre as mãos, se possível andar de máscara. Temos que evitar ao máximo o contágio deste vírus, pois o pior de tudo é que os governantes não disponibilizam a vacina de imediato, a pessoa deve estar em estado de "quase morte" para assim liberar a "cura", caso você tenha sorte ficará livre, caso não. Como diz o jornalista Boris Casoy "Isso é uma vergonha".

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Achado fragmento inédito do Codex

Um fragmento do Codex Sinaiticus, considerado a Bíblia mais antiga do mundo, foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério egípcio. O achado foi feito por Nikolas Sarris, um estudante grego de 30 anos que está fazendo doutorado em conservação na Grã-Bretanha e que participou do projeto de digitalização do Manuscrito Aleph, como também é conhecido o Codex. Sarris inspecionava fotografias de uma série de encadernações compiladas no século XVIII por dois monges do monastério de Saint Catherine, no Monte Sinai, quando se deparou com partes do Livro datadas de aproximadamente 350 d.C. "Foi um momento muito emocionante", lembra o acadêmico, segundo o jornal Independent. "Embora não seja minha área de especialidade, eu ajudei no projeto online, de forma que o Codex ficou fortemente impresso na minha memória."

O estudante conta que começou a analisar as letras e colunas e rapidamente percebeu que se tratava de um fragmento do Aleph. Ele então mandou um e-mail para o padre Justin, bibliotecário do monastério, e sugeriu que desse uma olhada mais atenta na encadernação, o que confirmou as suspeitas. Acredita-se que o trecho encontrado, com apenas um quarto visível, pertence a Josué, Capítulo 1, Versículo 10.

Ao longo dos séculos, os monges do monastério de Saint Catherine reutilizaram com frequência pergaminhos antigos, sobretudo devido à dificuldade de obter novos na região. Isso faz com que a descoberta de Sarris seja ainda mais significativa, pois, segundo ele, há ainda 18 outras encadernações compiladas pelos mesmos dois monges que reaproveitaram partes do Codex. "Não sabemos se iremos encontrar mais do Codex nesses livros, mas, definitivamente, valerá a pena procurar."

(Veja online)

Leia também: "O Novo Testamento é historicamente confiável"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Google e o fim da privacidade

O monitoramento de nossos atos na Internet, gostemos ou não, sempre ocorreu. Aliás, o monitoramento — lactu sensu, a espionagem — sempre existiu em termos planetários, eis que de interesse de governos e corporações.

Nos anos 90 do século passado, no borbulhar libertário da Internet, os ciberativistas se arvoravam contra o monitoramento realizado por meio de um programa chamado Echelon, o qual evoluiu para Carnivore que, por sua vez, evoluiu para não sei mais o que.

Porém, quando um programa muito mais eficiente e sofisticado de monitoramento surgiu, as vozes protestantes e panfletárias da Web perderam seu timbre e se deixaram seduzir pelo novo paradigma informático de buscas, a par deste programa superar todos os programas intrusivos desenvolvidos pelo governo américo-nortista e seus aliados. Refiro-me ao megaprograma chamado Google — uma variação da palavra gugol (lê-se “gugól”).

A homepage do Google, a mais valiosa da Web, é a mais minimalista de todas.

Na homepage do mais respeitado oráculo da deusa Internet é aguardado que sejam consignadas as suas dúvidas na pequena caixa de entrada de dados que se encontra centralizada. Assim, escreva, iguale-se a seus sequazes — isto é, quase todos os internautas — e deixe-se ser por ele seduzida (e deduzida) ou seduzido (e deduzido).

Em dirimindo nossas dúvidas — mas sempre atendendo a seu critério de seleção —, o Google descobre os segredos que temos, com quem nos correspondemos, que sites visitamos (e que frequentamos), do que gostamos, o que gastamos.

Isso porque o Google administra o maior banco de dados jamais concebido na História da Humanidade. Este vidente bítico sabe muito mais sobre nós próprios do que nós imaginamos. É o verdadeiro Big Brother de Orwell. Pede para abrirmos mão de nossa privacidade, de nossas informações e, principalmente (para o Google), de eventuais direitos autorais — sem futuro direito a carta de alforria. O mesmo ocorre em seu tentáculo representado pelo YouTube.

Com seu sistema de mapas online (o Google maps), o mais utilizado procurador da Internet desmistifica a crença jurídica de que o direito à privacidade depende dos cuidados de quem a deseja. Afinal, como nos protegermos dos satélites a serviço desta internética Hydra?

Como pontuei em provocação dirigida ao Ministério Público do estado de São Paulo, mostrar fotogramas de todos os rincões do planeta não é uma vitória tecnológica a ser aplaudida — a par de ser uma vitória tecnológica. Isto é uma afronta à nossa privacidade.

Tal intrusão é um acinte a um direito fundamental garantido por tratados internacionais, pela Constituição Federal, pelo Código Civil e pelo Código de Defesa do Consumidor. Mas essas velhas proteções não valem mais. Tudo aquilo que muros, por vontade de quem os ergue, tentam ocultar, passa a ser devassado e jogado na cova da propriedade comum, ou melhor, do fuxico comum, graças a estes fotogramas aéreos.

Tirar fotos de uma casa, a partir da rua, e disponibilizá-las? Não há como se vislumbrar quaisquer problemas, eis que as ruas são coisa pública. Mas... Sacar fotos aéreas e disponibilizá-las na Web para fofoqueiras de plantão — ou mexeriqueiros ad hoc — é outra coisa e completamente diferente. Com muros é possível as casas serem protegidas para não serem vistas por quem passa pela rua, como já o disse. Entrementes, o que fazer com quem passa por cima das casas?

Enfim, existem limitações para nossa vigilância física.

Na Comunidade Européia, nos Estados Unidos da América nortista e no Canadá, a questão aqui discutida desperta, presentemente, incisivas discussões.

Há um caso em que um paparazzo foi condenado a indenizar a filha da princesa do Mônaco, Caroline, por tê-la fotografado do alto de uma árvore do lado oposto do muro que protegia sua casa. Alexandra, então com cinco anos, filha da princesa Caroline e do príncipe Ernst de Hannover, no final de 2004 recebeu a maior indenização já paga a um menor: US$ 94 mil.

O Código de Conduta da Comissão de Reclamações contra a Imprensa do Reino Unido também é incisivo quanto ao respeito à privacidade, tanto que dispõe que “intrusões e perguntas que invadam a vida privada de um indivíduo sem o seu consentimento, inclusive o uso de máquinas fotográficas de longo alcance para tirar fotos das pessoas em propriedade privada sem sua autorização geralmente não são aceitas e a publicação só pode ser justificada quando for de interesse público”.

A União Europeia, por sua vez, discute as ações intrusivas do Google e do Yahoo!.

Nos EUAN, em março de 2008, “atendendo” a um pedido do Pentágono, o Google retirou de seu serviço as imagens online que dizem respeito a áreas militares, por se tratar de questão de segurança nacional.

Neste rincão supra-Equatorial, cidadãos, cônscios de suas prerrogativas constitucionais e infra-constitucionais, começam a processar o Google por invasão de privacidade. No entanto a política bushiana parece ter influenciado o Judiciário a desrespeitar a privacidade.

No Canadá o mesmo acontece.

O Google nos “dá” o direito de compartilharmos suas “maquininhas” fuxiqueiras para invadirmos a privacidade dos que nos são próximos. Mas em troca ele deseja ter acesso a nossos segredos mais íntimos — e os daqueles que nos são próximos.

Entre as últimas atrocidades perpetradas pelo Google se encontra o Google Latitude.

Seus lacaios, “aqueles que nada têm a esconder”, vociferarão: “mas quem não quiser utilizar este serviço não utiliza e ponto”. Só que a questão não é tão bisonha assim e certamente antes de eu concluir estas mal traçadas linhas, algum precoce (ou nem tanto) garoto já terá descoberto como habilitar o celular de um terceiro e, com o mecanismo disponibilizado pelo Google, monitorá-lo. Presentão para a indústria do sequestro.

Os sistemas informáticos estão mais espertos, não tenho dúvidas, do mesmo modo que aqueles que desafiam estes sistemas estão mais expertos. Por sua vez, os ciberativistas me parecem descafeinados e anoréxicos.

A grande ameaça, a real ameaça à sua privacidade — tenha em mente —, maior que o sistema institucional violador de direitos civis do governo da América supra Equatorial, é o Google.

É inconteste que este perigo guarda charm e conquista as massas com a máxima: “Tudo que aqui é oferecido é grátis!” — como se existisse um almoço que não fosse pago por alguém.

Advogadas e advogados e procuradoras e procuradores e juízas e juízes e todos os profissionais do Direito: é hora de unirmos nossas forças e pensarmos em formas objetivas de frear a devassa de nossa privacidade porque, ao contrário dos Estados Unidos da América nortista e da Comunidade Europeia, nós, no Brasil, temos uma Constituição e Códigos para obstar tal prática.

Fonte - Conjur

Acordo entre Brasil e Vaticano passa na Câmara

Sob protestos do PSOL e do PPS, o plenário da Câmara aprovou na noite [de] quarta-feira (26) a ratificação de acordo entre o Brasil e o Vaticano, que prevê a instituição do ensino religioso em escolas públicas, isenções fiscais e imunidade das instituições religiosas perante as leis trabalhistas. Assinado no final do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Papa Bento XVI, o acordo prevê também a manutenção, com recursos do Estado, de bens culturais da igreja católica, como prédios, acervos e bibliotecas. Criticado por amplos setores da sociedade, como a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o texto acabou aprovado em votação simbólica após a costura de uma negociação com a bancada evangélica, muito forte no Congresso, para estender os privilégios às demais religiões. O acordo seguirá agora para apreciação do Senado.

(Portal ORM)

Segundo matéria publicada na Folha Online, evangélicos argumentaram que a palavra "católico" não trata as religiões igualmente. O Ministério da Educação também criticou o ponto, porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ao falar sobre ensino religioso, não cita nenhuma fé específica e também veda a promoção de uma religião. Reportagem da Folha, publicada na edição do último dia 27, afirma que os deputados discutiram sobre a possibilidade de fazer uma ressalva, retirando a palavra do texto. Ao final, fechou-se um acordo para aprovar o texto na íntegra. No entendimento do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a ressalva só seria possível se validada pelo Vaticano.

Leia também: "Análise do tratado Brasil-Vaticano"

Fonte: Criacionista

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OMS se diz preocupada com a rapidez da nova gripe


A Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com o alto número de jovens adultos que não sobrevivem ao vírus da Influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, e aponta que a taxa de disseminação da nova gripe é quatro vezes superior à das sazonais. As afirmações são da diretora da OMS, Margaret Chan, em entrevista publicada neste fim de semana no jornal francês "Le Monde". "O vírus viaja em uma rapidez inacreditável, quase jamais vista", diz.

Segundo ela, 30% da população de países com alta taxa de urbanização devem ser afetados e 40% dos mortos são jovens adultos. "Mais da metade das mortes ocorreram com pessoas com algum problema de saúde. Mas isso significa que 40% tinham boas condições", afirma. "Isso é o mais preocupante."

A potência do vírus em se propagar também chama a atenção. "Em seis semanas, ele viaja uma distância que outros levariam seis meses", conta. A OMS já indicou que a Influenza A é predominante no mundo entre os vírus da gripe. Chan também está preocupada com o fato de que o número elevado de casos em alguns países vem sobrecarregando o sistema de saúde público - o que pode levar à redução de recursos para outras doenças. "Não podemos roubar Pedro para pagar Paulo."

Vítimas fatais

Na última conta publicada pela OMS, 2,1 mil pessoas haviam morrido da gripe. Mais de 209 mil casos de infecções foram registrados. Para Chan, ainda levará meses antes que uma vacina chegue à população carente. Segundo ela, a capacidade de produção de vacinas no mundo será de 900 milhões de doses por ano para uma população mundial de 6,8 bilhões. A OMS alerta para o fato de que o número de casos da gripe suína deve voltar a crescer de forma importante na Europa e Estados Unidos a partir de outubro, quando temperaturas mais baixas chegarão a essas regiões do mundo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nota:
Estamos cada vez mais perto do tempo do fim.
Lucas 22:11 - E haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.


domingo, 30 de agosto de 2009

OMS alerta sobre forma severa de gripe suína

Médicos vêm relatando uma forma severa da nova gripe que ataca diretamente os pulmões, causando insuficiência respiratória grave em jovens saudáveis.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, para combatê-la é preciso um dispendioso tratamento hospitalar. Alguns países vêm relatando que 15% dos pacientes infectados com o vírus H1N1 precisam de cuidados hospitalares, pressionando ainda mais os já sobrecarregados sistemas de saúde.

A OMS alertou ainda que grupos minoritários e populações indígenas também têm mais risco de ficarem gravemente doentes por causa da gripe suína. Alguns estudos apontam para um risco quatro ou cinco vezes maior em relação à população geral. Embora os motivos ainda não sejam totalmente compreendidos, possíveis explicações incluem padrões de vida mais baixos e condições de saúde precárias, incluindo uma alta incidência de doenças como asma, diabetes e hipertensão.

Fonte - Opinião e Notícia/Diário da Profecia

Governo Obama quer revistar todo computador entrando no país

Depois de descobrirmos ontem que Obama quer passar uma lei que lhe dará o poder de fechar a internet a qualquer momento, hoje a Reuters informa que o governo americano está com novas regras relacionadas à revistar computadores nas fronteiras.

O governo Obama revelou na quinta-feira novas regras para revistar computadores e outros aparelhos eletrônicos de pessoas entrando nos Estados Unidos, em uma tentativa de lidar com preocupações de violação de privacidade e direitos constitucionais.

Ao mesmo tempo, o Departamento de Segurança Doméstica (DHS, em sua sigla em inglês) defende que essas revistas são necessárias para detectar informações sobre possíveis conspirações terroristas bem como outros crimes, como pornografia infantil e violação de direitos autorais.

Estas novas regras quebram a quarta emenda da Constituição americana e o Ato de Privacidade de 74, mas é claro que nenhum jornal ou canal de TV (menos o Jornal Tecnologia) está falando sobre isto. Daqui a pouco Obama vai querer instalar câmeras em sua casa, e todo mundo vai estar OK com isso.

Fonte - Jornal Tecnologia / Diário da Profecia

sábado, 29 de agosto de 2009

Uma consciência que nos compele


Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O. I Reis 18:21.

Experiências foram conduzidas há alguns anos na Universidade de Yale para descobrir até onde uma pessoa era capaz de causar dor a outra. Os anúncios pediam 500 voluntários homens, os quais seriam separados em pares. Era dito aos dois homens que eles estavam participando de um estudo sobre os efeitos do castigo sobre o aprendizado. Um deles seria o professor e o outro, o aluno. Aos participantes era permitido sortear o papel que lhes caberia. O sorteio era manipulado. O ator sempre desempenhava o papel de aluno. O professor e o aluno eram colocados em salas diferentes, mas o professor podia observar que fora fixado algo como um eletrodo no aluno. O professor foi instruído a aplicar um choque elétrico no aluno sempre que ele cometesse um erro, e a aumentar a voltagem a cada novo erro.

Na realidade, o ator não recebia choque algum, mas fingia passar por dores cada vez maiores como parte da experiência. Muitos "professores" começavam a protestar quando perceberam que estavam causando dor à outra pessoa. Estes eram instruídos a continuar. Muitos deles continuavam dando choques até os níveis de voltagem mais elevados.

Você pode pensar que qualquer um, em sã consciência, não aplicaria sequer o primeiro choque, mas a verdade é que quase dois terços dos participantes estavam dispostos a aplicar os choques mais fortes quando eram comandados a assim fazer. Muitos disseram acreditar que aquilo que estavam fazendo era errado, mas não tiveram coragem de recusar-se a cumprir as ordens.

Cumprir ordens pode ser perigoso, se não forem ordens de Deus. Ouvir a voz de outro pode ser perigoso, se não for a voz de Deus. Sempre que rendemos nossa convicção do que é certo a outra pessoa, estamos em perigo de perder nossa própria alma. Arriscamos perder nossa integridade sempre que nossos valores forem moldados por outrem, contra as convicções de nossa própria consciência.

As palavras do profeta Elias trovejam em nossos ouvidos nesta hora de crise da história da Terra. "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O." Realmente, existe apenas uma escolha. Ouça a voz do Senhor e siga-a.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Muito mais graça

Deus dá graça aos humildes. Tia. 4:6.

Nossa segurança em Cristo não está baseada no nosso desempenho ou comportamento. Não obtemos segurança fazendo coisas boas. Se basearmos nossa segurança em nossas obras, ficaremos sempre nos perguntando se fizemos o bastante. Nossa segurança vem do que Cristo fez por nós – a vida que Ele viveu; a morte que Ele morreu.

E uma vez que aceitamos nossa segurança em Cristo, Ele nos ajuda a crescer nEle também. Ao Lhe rendermos nossa vontade, Ele começa em nós a obra de desenvolver um caráter semelhante ao de Cristo, e o que Ele começa Ele termina! Ele é "o Autor e Consumador da fé". Heb. 12:2.

Suponha que eu esteja no primeiro ano da escola fundamental. Cada aluno da escola tem diferentes habilidades para o aprendizado e para a solução de problemas, mas se todos fizermos as lições dadas pelo professor, todos nos formaremos. Da mesma forma, se eu confiantemente aceitar as lições que o Pai celestial me dá, crescerei no conhecimento e no caráter. Ele vai procurar fazer com que eu me "forme".

Um experiente pregador colocou muito bem essa idéia ao dizer: "Você está ‘uma vez salvo, salvo para sempre’ se permanecer salvo."

Meu filho continua sendo meu filho tanto quando comete erros quanto quando não os comete. Naturalmente, ele pode escolher separar-se da família. Ele tem o direito de mudar de nome. Mas ele sempre será meu filho. Ele tem a certeza de que eu nunca o colocarei para fora de casa simplesmente porque ele falhou.

Deus não lança fora os cristãos quando eles falham. Quando falhamos, Deus nos leva a um profundo arrependimento. Mas o fracasso não nos faz menos queridos ao coração de Deus. O fracasso não nos desqualifica para a graça de Deus – é o próprio fracasso que nos qualifica para Sua graça!

"Quando o pecado luta pelo predomínio no coração, quando a culpa oprime a alma e sobrecarrega a consciência, quando a incredulidade obscurece a mente – lembre-se de que a graça de Cristo é suficiente para subjugar o pecado e banir a escuridão." – A Ciência do Bom Viver, pág. 250.

Sua graça é maior que o nosso pecado. NEle, há sempre muito mais graça do que necessitaremos. O suprimento do Céu nunca se acaba.