terça-feira, 22 de março de 2011

Sociedade com Jesus

Casa Publicadora Brasileira – Lição da Escola Sabatina 1312011

Sábado à tarde

Ano Bíblico: Jz 13–16

Verso para Memorizar: “Permanecei em Mim, e Eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em Mim” (Jo 15:4).


Em anos recentes, pesquisas apontaram os efeitos positivos que religiosidade, fé, espiritualidade, oração, perdão, esperança e frequência à igreja podem ter sobre a saúde, inclusive a saúde mental. Numerosas publicações científicas preeminentes relataram uma conexão entre fé religiosa e bem-estar mental e emocional. Surpresa das surpresas!


Mas isso não é magia; o fator fé se aplica só aos que estão profundamente dedicados a seus princípios religiosos. O psiquiatra Montagu Barker, perito na relação entre religião e saúde mental, afirma que a religião é uma proteção poderosa contra a doença mental, mas só quando os crentes têm forte compromisso com suas convicções. Se não, a religião pode se tornar fonte de culpa e causa de perturbações emocionais, mentais e comportamentais.


Nesta semana, vamos estudar nosso melhor exemplo, Jesus, a fim de aprender como podemos ser fortes na fé. Estudando Sua vida e mantendo íntima relação com Ele, podemos construir mecanismos sólidos para o crescimento espiritual, que, por si sós, podem levar à melhor saúde mental.


Oração e estudo da Bíblia, adoração, prática do perdão, serviço aos outros, esperança e confiança em Deus são caminhos seguros para o desenvolvimento espiritual e a saúde mental. Com Jesus como nosso exemplo, seguramente não podemos errar.



Domingo

Ano Bíblico: Jz 17–19


Jesus – Homem de oração

1. Descreva os hábitos de oração de Jesus. Mc 1:21-35; Lc 4:31-42. Que lições você pode aprender desses hábitos?


Jesus foi para a sinagoga naquele sábado em Cafarnaum e ensinou as Escrituras a um grupo grandemente admirado que reconheceu Sua autoridade, e curou um homem endemoninhado. Depois da reunião, Jesus e Seus discípulos foram para a casa de Pedro e André, e lá, Ele curou a sogra de Pedro. Ao pôr do sol, muitos (“toda a cidade” [Mc 1:33]) se reuniram ao redor de Jesus e Lhe levaram todos os tipos de doentes e endemoninhados para ser curados.


“Nunca antes testemunhara Cafarnaum um dia semelhante a esse. O ar estava cheio de vozes de triunfo e de exclamações de livramento. Enquanto o último sofredor não foi socorrido, Jesus não cessou Seu trabalho. Era tarde da noite quando a multidão partiu e se fez silêncio na casa de Simão (Ellen G. White, Exaltai-O [MM 1992], p. 86).


Esse deve ter sido um dia exaustivo para Jesus. Porém, Ele não dormiu até tarde na manhã seguinte. Precisava estar em comunhão com o Pai; então, ergueu-Se antes do amanhecer, foi a um lugar solitário e passou tempo em oração. Jesus, o Filho de Deus, aquele que tinha estado com o Pai antes que fosse criado o mundo (Jo 17:5), aquele que criou o Universo inteiro (Jo 1:3), ainda assim sentia necessidade de oração. O conceito é notável.


Depois de um dia cansativo, tendemos a adiar a oração e comunhão com Deus. Mas é justamente nesses momentos de esgotamento psicológico que a maioria de nós precisa do bálsamo calmante da oração e de tempo com a Palavra de Deus. Jesus sabia disso e costumava manter constante proximidade com o Pai. Se isso era necessário para Jesus, quanto mais deve ser para nós?


A oração é um fator positivo para o bem-estar e a saúde mental. Embora não entendamos como a oração atua nem por que atua, somos aconselhados a orar (Lc 18:1; 21:36; Rm 12:12). Quem, havendo passado tempo em comunhão com o Senhor pela oração e leitura da Palavra, não sentiu o impacto positivo que isso pode ter sobre o espírito e a mente? Não precisamos entender todos os mistérios da oração a fim de saber como é importante ter um relacionamento íntimo com Deus.

Que tipo de vida de oração você tem? Quanto tempo você passa com a Palavra de Deus? Como você pode tornar mais significativo e transformador da vida seu tempo de devoção? Por mais importante que seja o tempo que passamos em oração e leitura da Palavra, só o tempo não é o único elemento. Que outros fatores são necessários?



Segunda

Ano Bíblico: Jz 20, 21


Comunidade de adoração e igreja


Jesus ia regularmente à sinagoga aos sábados (Lc 4:16). Seu exemplo deve nos mostrar a importância da comunidade. O conceito de “um cristão solitário” independente do corpo, não é bíblico. Embora existam alguns exemplos ocasionais desse fato na Bíblia, isso não prova que esse é o plano de Deus. Ao longo de todas as Escrituras, vemos o modelo de povo de Deus como uma comunidade, um grupo que trabalha junto para o benefício mútuo e para a igreja como um todo.

2. Qual é nosso papel e lugar na comunidade mais ampla da igreja? 1Co 12:12-31; Ef 4:15, 16

O interessante é também que, recentemente, respeitáveis estudos estão mostrando que aqueles que frequentam a igreja e participam dos cultos (comparados com os que não fazem isso) em base regular:


• têm menor probabilidade de sofrer de abuso de drogas.
• têm maior probabilidade de ser sexualmente responsáveis.
• estão menos envolvidos em comportamentos arriscados.
• têm maior probabilidade de praticar ética relacionada aos negócios e ao trabalho.
• têm maior probabilidade de desfrutar de uma comunidade social mais rica e de grupos de apoio.
• têm maior probabilidade de revelar níveis mais elevados de autoestima e eficácia pessoal.
• têm maior probabilidade de aceitar melhor as perdas (morte de familiares, calamidades, complicações da saúde, etc.).
• têm maior probabilidade de abrigar emoções positivas (amor, perdão, satisfação, etc.).
• têm menor probabilidade de abrigar emoções negativas, como medo, culpa, hostilidade, raiva, etc.).


O envolvimento com uma igreja pode ser grande fonte de bênção. Esse ambiente pode ser terapêutico para as emoções e para o corpo. É verdade que, às vezes, surgem problemas na comunidade, e alguns deles demonstram ira e amargura; mas, frequentemente, os que trabalham seus problemas podem encontrar o apoio da igreja e companheirismo e encorajamento que não poderiam ter em nenhum outro lugar. Pense no que a igreja poderia ser se cada membro levasse ao coração estas palavras de Paulo: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo” (Gl 6:2, NVI).

Qual é seu relacionamento com o corpo de sua igreja local? Você é alguém que mais contribui ou mais recebe? Por que, às vezes, você pode precisar receber? Ao mesmo tempo, se todos fôssemos à igreja com a atitude de doar de nós mesmos quando e onde pudéssemos, que tipo de comunidade teríamos?



Terça

Ano Bíblico: Rute


Perdão

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

3. Que mensagem poderosa Jesus nos dá em Mateus 6:14, 15? Que consequências eternas para nós estão nas palavras de Jesus?

Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (v. 12). Então, Ele insistiu (v. 14, 15) que se não estivermos dispostos a perdoar, Deus não nos perdoará.


O pensamento é apavorante. Afinal, todos somos pecadores e, assim, todos precisamos do perdão divino. Dessa forma, todos devemos aprender a perdoar, se quisermos nós mesmos ser perdoados!


O perdão é tão importante porque é fundamental para reparar e manter boas relações. O Senhor sabe como é doloroso o fardo do pecado e como esse fardo deve ser deixado por meio do perdão – o perdão que obtemos de Deus e o perdão que concedemos aos outros.


A experiência do perdão é útil, não só para os que o recebem, mas também para os que o concedem. O sentimento de graça e generosidade experimentado pelos que concedem o perdão os leva para mais perto Deus e contribui para a edificação do caráter.


Um estudo administrado no meio de indivíduos recentemente divorciados mostrou a diferença entre os que estão dispostos e os que estão pouco dispostos a perdoar. Mark Rye, da Universidade de Iowa, recrutou 199 pessoas divorciadas em grupos de recuperação de organizações de solteiros da comunidade e grupos de recuperação de divórcio com base nas igrejas. Não foi surpresa quando os pesquisadores constataram que os que concederam perdão a seus antigos cônjuges desfrutavam níveis mais elevados de saúde mental. Os perdoadores experimentavam níveis mais elevados de bem-estar e satisfação religiosa e níveis mais baixos de ira e depressão.


Essa não é uma experiência isolada. Durante a última década, os estudos são claros. O perdão reduz a depressão e a ansiedade, aumenta a autoestima e o bem-estar emocional geral. Em resumo, o perdão serve para muitas coisas; enquanto isso, alimentar rancores é perigoso para o corpo e para a mente.


Isso é surpreendente? Quem entre nós não experimentou a cura e alívio provenientes de oferecer perdão aos que nos ofenderam?

Como você pode praticar o conselho de Paulo: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Cl 3:13, NVI)? Que escolhas você deve fazer a fim de perdoar aqueles que o ofenderam?


Quarta

Ano Bíblico: 1Sm 1–3


Serviço

O esforço missionário ao mundo oferecido pelos adventistas do sétimo dia segurou historicamente dois ramos básicos de ministério: ensino/pregação e cura/ajuda. Eles representam as duas tarefas importantes do ministério de Jesus (veja Mt 9:35 e At 10:38). Além disso, para muitos, ao longo do mundo, os adventistas do sétimo dia são conhecidos por sua obra de saúde e humanitária.


Ao mesmo tempo, em muitos lugares, esses ramos poderosos se tornaram bastante institucionalizados. Como resultado, o membro comum pode não se empenhar diretamente nesses ministérios. Alguns proveem apoio financeiro; outros deixam esses ministérios para os profissionais; e alguns, infelizmente, até os consideram com indiferença. No fim, muitos não se envolvem diretamente na tarefa de ir “por toda parte, fazendo o bem” e, assim, perdem uma tremenda bênção. Por quê? Porque existe uma grande bênção pessoal em ministrar às necessidades de outros. A simples prática de partilhar diretamente com o necessitado ou de ajudar um doente ou simplesmente ouvir atentamente os problemas dos outros resultará em grande bênção para aquele que participa do ato de ministrar. Existe um impulso em nós, não totalmente erradicado por seis mil anos de pecado, que nos faz sentir bem quando servimos aos outros.

4. Qual será o critério com que os filhos de Deus serão julgados? Mt 25:34-46. Que significa isso à luz de Efésios 2:8, 9?


A salvação não pode ser pelas obras. Se fosse, ninguém seria salvo. A graça de Deus manifesta pelo sacrifício de Jesus em nosso favor é o único meio de salvação. Ao mesmo tempo, a aceitação pessoal da graça de Deus produz boas obras, e essas obras revelam a realidade de nossa experiência com Deus. As boas obras que praticamos devem ser resultado direto de saber que já temos a salvação em Jesus, como resultado de Suas obras por nós. As obras são o resultado natural de sermos salvos, não um meio de ser salvos. O importante é que tenhamos sempre em vista essa distinção.


Enquanto isso, existe uma grande bênção emocional e espiritual para os que, por gratidão a Deus pela salvação que têm em Jesus, se doam aos outros. Muitos que enfrentam problemas emocionais se sentiriam muito melhor caso tão-somente dirigissem os pensamentos para fora de si mesmos e para os outros.

Você se sente infeliz, insatisfeito? O mais provável é que você seja muito absorvido em si mesmo. Participe da ajuda aos outros e veja o que acontece.



Quinta

Ano Bíblico: 1Sm 4–6


Esperança e confiança em Deus

5. “Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!” (Sl 31:24, NVI). Que motivos temos para esperar no Senhor?


Estudos mostram que a esperança é um fator crítico para a saúde mental. Os reféns que mantêm a atitude de esperança apresentam maior probabilidade de sobrevivência. A esperança é um grande motivador e fonte de resistência mental e física. A maior parte dos tratamentos de depressão têm bons resultados em pacientes convencidos de que sua disposição pode melhorar significativamente e que podem ser ajudados. Realmente, a depressão e a ansiedade afligem frequentemente os que mantêm uma perspectiva pessimista, catastrófica e desesperada sobre a vida. Uma atitude esperançosa pode fazer enorme diferença em toda a nossa perspectiva mental.


Mas existe mais do que a esperança geral, a esperança de que, quaisquer que sejam suas provas no presente, tudo terminará bem. A esperança religiosa transcende o finito e se fixa no eterno. Aponta-nos realidades, verdades e promessas que o mundo, de si mesmo, nunca pode oferecer. É uma esperança encontrada no Deus Criador, o único que pode nos dar aquilo que o mundo jamais poderá nos oferecer.

6. Que lição podemos aprender da confiança de Jesus no Pai, mesmo em ocasiões terríveis? Mt 26:36-44


A passagem nos fala sobre o estado abatido do Salvador. Palavras cuidadosamente escolhidas foram usadas para descrever as emoções angustiosas de Jesus: entristecer-Se, angustiar-Se (triste até à morte). De coração partido e tratado com desatenção por Seus amigos, Ele caiu não só sobre os joelhos, mas sobre o rosto e pediu socorro a Seu Pai. Quando não veio o socorro, Ele pediu novamente. E outra vez. Note que, cada vez que Ele apresentou Seu pedido, Ele pediu que fosse feita a vontade de Deus. Por fim, Jesus pôs toda a confiança no Pai. Não importava o que acontecesse, Ele buscou ser submisso ao Pai. Era assim que Ele agia, e é assim que devemos agir, também.

Uma coisa é confiar no Senhor quando tudo vai bem. Mas como podemos aprender a confiar nEle em circunstâncias adversas? Como podemos aprender a confiar quando as orações não são respondidas como desejamos?



Sexta

Ano Bíblico: 1Sm 7–10


Estudo adicional

Precisamos ouvir individualmente Sua voz a nos falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e em sossego esperamos perante Ele, o silêncio interior torna mais distinta a voz de Deus. Ele nos manda: ‘Aquietai-vos, e sabei que Eu Sou Deus’ (Sl 46:10). Somente assim se pode encontrar o verdadeiro descanso. E é essa a preparação eficaz para todo trabalho que se faz para Deus. Por entre a turba apressada e a tensão das febris atividades da vida, aquele que assim se refrigera será circundado por uma atmosfera de luz e paz. A vida exalará fragrância, e há de revelar um divino poder que atinge o coração dos homens” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 363).


“Cada raio de luz lançado sobre outros será refletido sobre nosso próprio coração. Cada palavra de bondade e simpatia proferida aos tristes, cada ação que vise aliviar os oprimidos, e cada doação para suprir as necessidades de nossos semelhantes, dados ou feitos para glorificar a Deus, resultarão em bênçãos para o doador. Os que assim trabalham estão obedecendo a uma lei do Céu e receberão a aprovação de Deus. O prazer de fazer o bem aos outros comunica aos sentimentos calor que atravessa os nervos, aviva a circulação do sangue e promove saúde mental e física” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 56).

Perguntas para reflexão
1. Qual tem sido sua experiência com a comunidade da igreja local? Como você pode melhorar essa experiência? Como você pode trabalhar com sua igreja para torná-la um lugar em que todos se sintam bem, onde todos se sintam bem-vindos, onde todos aprendam sobre a salvação e a mensagem da verdade presente que temos para o mundo? Em que áreas sua igreja é forte, e em que áreas deve melhorar?
2. Qual foi sua experiência com respeito a dar e obter perdão? O que você aprendeu pode ajudar aqueles que ainda não conseguiram aprender a perdoar?
3. Suponha que alguém chegasse até você e dissesse: “Sim, eu creio em Deus, em Jesus, na salvação, mas só não sei como andar em fé. Só não sei como confiar em Deus.” Que conselho prático você daria?

Respostas sugestivas:
Pergunta 1: Jesus costumava orar em público e em particular, tratando de assuntos específicos de Sua realidade.
Pergunta 2: Temos um papel, ainda que pequeno, a desempenhar na adoração e em conduzir nossos semelhantes à salvação.
Pergunta 3: Temos que desenvolver em nós as qualidades do caráter divino. Sem elas, não estaremos aptos para o reino de Deus.
Pergunta 4: Embora sejamos salvos pela graça, a salvação se evidencia em nossas obras.
Pergunta 5: Deus cuida de nós a cada dia e, por fim, nos dará a vida eterna.
Pergunta 6: A esperança O susteve nas horas mais difíceis.

domingo, 20 de março de 2011

Desvendando Daniel - A estátua de Nabucodonosor e a besta que sobe do mar


O profético livro de Daniel, escrito bem lá longe, no tempo do Antigo Testamento, relata no capítulo 3 uma história épica, que tem fascinado crianças e adultos. Trata-se do mais incrível episódio na vida de três jovens hebreus: Hananias, Misael e Azarias, que em Babilônia eram tratados pelos nomes de Sadraque, Mesaque e Abed-nego.

A estes jovens dedicados ao Senhor, foi colocado um dilema fatal: adorar uma imagem de pedra (o que é proibido por Deus) representativa de uma criatura, ou manterem-se fiéis ao Criador e com isso arriscarem a própria vida. Isto porque, ao som da trombeta, toda a alma deveria curvar-se perante a enorme estátua que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha mandado erguer na planície de Durã. Sadraque, Mesaque e Abed-nego preferiram obedecer a Deus e não se curvaram; por isso, foram atirados para dentro de uma fornalha a arder.

A emocionante história continua com o espantoso testemunho do próprio Nabucodonosor dando conta que os três jovens não apenas se passeavam vivos dentro do fogo, como mantinham conversa com alguém semelhante a ‘filho dos deuses’. Após terem sido desta forma protegidos por Deus, a sua fidelidade foi o motivo para que Nabucodonosor reconhecesse o Deus Criador como estando acima de toda e qualquer divindade.

Curiosamente, a profecia bíblica aponta para num futuro cada vez mais próximo, se desenrolar uma história de contornos em tudo semelhantes a esta – trata-se do relato de Apocalipse 13:1-8 (e outros versos relacionados). Vamos descobri-la, colocando os dados em paralelo com os de Daniel 3.

Daniel 3 relata a história fatual de um poder humano que, usurpando a prerrogativa divina da adoração, pretendia obter para si a honra e louvor que somente ao Criador devem ser dados. Esta história aconteceu, como disse, séculos atrás.

Apocalipse 13 relata, sob a forma de símbolos, uma história cujos principais desenvolvimentos ainda se encontram no futuro (se o leitor ainda tem alguma dificuldade em perceber a simbologia usada neste capítulo, veja antecipadamente este vídeo que explica pormenorizadamente cada detalhe deste capítulo).

Será por isso interessante analisar as semelhanças para nos preparamos melhor para o que aí vem…

a) Em Daniel 3, conforme vimos, há uma ordem para que se adore a estátua de ouro que simboliza o próprio monarca babilônico. Esta ordem é dada nos seguintes termos: ‘e o arauto apregoava em alta voz: ordena-se a vós, ó povos, nações e línguas…’ (v. 4);
a') Em Apocalipse 13, a besta que sobe do mar, a figura que detém o poder (v. 4), exerce-o sobre ‘toda a tribo e língua e nação’ (v. 7).

Conclusão: em ambos os casos há um grande poder que pretende dominar o mundo inteiro (não apenas uma nação localmente) através de imposição legal.

b) Em Daniel 3, a ordem é para adorar ‘a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado’ (v. 5);
b') Em Apocalipse 13, a adoração recai sobre a besta: ‘e adoraram-na, todos os que habitam sobre a terra’ (v. 8).

Conclusão: ambos os poderes (Nabucodonosor e a besta) forçam a adoração sobre si mesmo.

c) Em Daniel 3, uma sentença é determinada para quem não cumprir com a ordem: ‘e qualquer que não se prostrar e não a adorar, será na mesma hora lançado dentro da fornalha de fogo ardente’ (v. 6);
c') Em Apocalipse 13, a besta consegue perseguir e derrotar os que não lhe obedecem: ‘e foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los’ (v. 7);

Conclusão: os poderes que exigem para si a adoração, têm a determinação e a capacidade de punir brutalmente aqueles que não lhe obedecem.

d) Em Daniel 3, vemos que ‘se prostraram todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de ouro…’ (v.7);
d') Em Apocalipse 13, a besta é adorada por ‘todos os que habitam a terra’ (v. 8). Curiosamente, quem dá o poder à besta, o dragão, aparece no verso 4 como sendo também adorado, e a besta venerada e reconhecida.

Conclusão: ambos os poderes atingem os seus objetivos de domínio e adoração, por parte de todos os povos da terra.

e) No entanto, em Daniel 3 vemos um pequeno grupo que não obedeceu à ordem de Nabucodonosor: ‘há uns homens judeus (…) que não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro que levantaste adoraram’ (v. 12);
e') Em Apocalipse 13, também vemos que houve exceções na imposta adoração à besta, pois o verso 8 refere que os que se prostraram diante dela são ‘esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro’, o que leva a deduzir que os que têm o nome inscrito no referido livro do Cordeiro não se curvaram perante a besta.

Conclusão: há sempre um fiel remanescente que não cede, mesmo perante perigo de vida, aos poderes que se opõem ao verdadeiro Deus Criador.

f) Em Daniel 3, esse grupo remanescente vê-se forçado a pagar caro a ousadia de ficar do lado de Deus: ‘então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente’ (v. 21);
f') Em Apocalipse 13, num verso que já lemos, vemos que à besta é-lhe ‘permitido fazer guerra aos santos e vencê-los’ (v. 7). Mais adiante, diz que a besta conseguiu que ‘fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta’ (v. 15). Esta é a derrota (v. 7) que a besta inflige aos que não a adoram.

Conclusão: a decisão de permanecer fiel a Deus pode trazer graves conseqüências terrenas (bem diferentes das eternas…); muitas vezes, o preço da própria vida.

g) Apesar da (aparente) derrota, em Daniel 3 a vida dos fiéis é poupada, pois o próprio Nabucodonosor dá testemunho: ‘eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspeto do quarto é semelhante ao Filho de Deus’ (v. 25);
g') Em Apocalipse, embora alguns seguramente venham a experimentar a morte terrena, há um grupo que não se contamina: ‘estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá’ (14:4).

Conclusão: em face de enormes perigos, incluindo da própria vida, o fiel crente observador dos mandamentos de Deus (12:17) caminha constantemente ao lado do seu Mestre, quer seja nas antigas fornalhas babilónicas ou nas modernas fornalhas que o inimigo de Deus prepara para os que são servos do Criador.

h) Como resulta para os fiéis a provação? Em Daniel 3 vemos que ‘Sadraque, Mesaque e Abed-nego saíram do meio do fogo’ (v. 26) e que 'o fogo não tinha tido poder algum sobre os seus corpos...(v. 27);
h') Em Apocalipse 15:2 é-nos dito que o grupo dos que ‘estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus’ são aqueles que ‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem e do seu sinal…’

Conclusão: Apesar de severamente provados e testados, aqueles que optam por permanecer fiéis aos mandamentos e estatutos de Deus, não se intimidando com ameaças vindas dos poderes desta terra, acabam, finalmente, por emergir vitoriosos! Estes, a besta de Apocalipse 13 não conseguiu afinal vencer. Recuperando Apocalipse 13:8, estes são os que têm o seu nome inscrito no livro da vida do Cordeiro.

i) Tanto os jovens hebreus de Daniel 3 como os contemporâneos da besta de Apocalipse 13 conhecem os mandamentos de Deus, cujos dois primeiros dizem: ‘não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás…’ (Êxodo 20:3-5);
i') Em perfeita concordância com estes mandamentos, surge em Apocalipse 14:9 a voz de um anjo que proclama: ‘se alguém adorar a besta e a sua imagem (…) também o tal beberá do vinho da ira de Deus (…) e será atormentado com fogo e enxofre…’ – o segundo mandamento da lei de Deus continua dizendo ‘Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam’ (Êxodo 20:5).

Conclusão: a adoração a qualquer outra figura além de Deus, quer seja de pedra, humana ou temporal, é uma afronta aos mandamentos eternos, e tem a promessa divina de punição em conformidade.

j) Em Daniel 3, é determinada a sentença para todo aquele que insistir em colocar outro deus acima do Deus Criador: ‘… todo o povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abed-nego, seja despedaçado, e as suas casas feitas um montouro…’ (v. 29);
j') Em Apocalipse 19:20 lemos que ‘a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre’.

Conclusão: o destino final desses poderes opostos a Deus, que atormentam os Seus seguidores é revelado: destruição total, perdição eterna. Isto aplica-se tanto aos mentores quanto aos seguidores.

k) Em Daniel 3, no final da história, o louvor a Deus é reconhecido: ‘bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abed-nego…’ (v. 28) e ‘… não há outro Deus que possa livrar como este’. (v. 29);
k') Em Apocalipse 15:3-4, o cântico de Moisés, entoado pelos remidos diz assim: ‘grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem Te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o Teu nome? Porque só Tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de Ti…’

Conclusão: por fim, Deus é reconhecido como o único merecedor de adoração! Não há Deus como o Criador dos céus e da terra. Quem Nele confia, poderá sofrer perseguição dos poderes deste mundo de trevas; mas no fim, Deus se levantará para salvar todo aquele que Lhe for fiel.

Assim foi com os três jovens hebreus face à estátua e poder de Nabucodonosor; assim será com o povo remanescente final na luta contra a besta e seus agentes.

Quando a pressão sobre o fiel crente nos mandamentos de Deus começar a ser mais forte, quando leis forem impostas para condicionar a adoração, convém lembrar a história dos três jovens hebreus de Daniel 3.

Afinal, ela vai acabar por repetir-se… E nada melhor do que estar preparado quando isso acontecer!

Fonte - O Tempo Final

Nota DDP: Outro importante estudo do irmão Filipe Reis. Permito-me um pequeno adendo:

Na letra "k" é enfrentado um aspecto particular da questão central do Conflito: a verdadeira adoração. Diz o texto que nos versos 28 e 29 de Daniel, "o louvor a Deus é reconhecido". Em seguida se estabelece um paralelo com Apocalipse 15:3-4, que descreve o cântico de Moisés. No verso 2 deste mesmo capítulo, assim lemos:

"E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus."

Transcrevo também o verso 4 já citado:

"Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos."

Onde quero chegar com este pequeno raciocínio?

Quem são os vitoriosos? Os que não se prostaram. O que cantam? O verdadeiro louvor, o cântico de Moisés.

Analisemos agora o outro lado da história.

Quem são os vencidos? Os que se prostaram. O que cantaram, ou como "louvaram"? Daniel 3 também revela:

5 Quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, prostrar-vos-eis, e adorareis a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.
7 Portanto, no mesmo instante em que todos os povos ouviram o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério e de toda a espécie de música, prostraram-se todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
10 Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro;
15 Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

Há uma falsa música no contexto dos últimos eventos. Ela há de ser tocada e aqueles que não a identificarem, talvez até porque já estão acostumados com o seu timbre, correm o sério risco de se prostrarem. Dizem que as coisas importantes Deus repete na Sua palavra. Pois neste caso ele repetiu várias vezes. Finalizo com as mesmas considerações do irmão Filipe:

"Afinal, ela vai acabar por repetir-se… E nada melhor do que estar preparado quando isso acontecer!"

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quarta-feira, 16 de março de 2011

Sinais do fim – todos de uma vez

Quando são mencionados os sinais da volta de Jesus, algumas pessoas respondem mais ou menos assim: “Terremotos, fome e violência sempre existiram.” É verdade, muitas dessas mazelas sempre existiram, desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso após desobedecerem a Deus. Ao que tudo indica, terremotos são efeitos secundários do dilúvio, que causou a fragmentação da crosta terrestre em grandes placas mais ou menos instáveis. O que muitos não estão se dando conta é da intensidade e ocorrência simultânea de todos os sinais numa mesma época. É como as dores do parto que vão se tornando mais intensas e sentidas a intervalos cada vez menores à medida que vai chegando o momento de dar à luz. Jesus breve voltará para dar fim à história de pecado e para enxugar dos olhos toda a lágrima (Ap 21:4).

A Revista do Ancião (CPB) de abril-junho de 2011 traz um esboço de sermão interessante preparado por Frank Breaden, da Austrália. O título é “Dez Grandes Sinais da Volta de Jesus”. Confira a lista:

1. O sinal dos “escarnecedores” (2Pe 3:3, 4). Pedro anunciou que as condições prevalecentes nos “últimos dias” seriam de descrença a respeito dos sinais da vinda de Cristo. Sem dúvida, isso é verdade hoje. Cada escarnecedor moderno é um sinal que fala e se move. O cristão pode dizer ao escarnecedor: “Amigo, Pedro fez uma predição a seu respeito. Você é um dos últimos sinais que estou vendo!”

2. O sinal da “guerra” (Mt 24:6, 7). O século 20 testemunhou as duas maiores guerras da história (1914-1918; 1939-1945). No total, mais de 70 milhões de pessoas morreram, ficaram feridas ou desapareceram). O século 20 foi o mais sangrento já registrado. [E as guerras continuam...]

3. O sinal da “fome” (Mt 24:7). Os últimos cem anos testemunharam quatro das maiores fomes de toda a história (Rússia 1921, 1933; China 1928-1930; Bangladesh 1943-1944. Estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas morreram). [Leia mais aqui.]

4. O sinal da “pestilência” (Mt 24:7). O século passado testemunhou também uma das maiores pestilências de toda a sua história (“Gripe Espanhola” de 1918. Estima-se 21 milhões de vítimas). [Isso sem contar o iminente risco da superbactéria.]

5. O sinal dos “terremotos” (Mt 24:7). O último século ainda testemunhou dois dos maiores terremotos da história (China, 1920, 180 mil mortos; Japão, 1923. Total de feridos 1,5 milhão, dos quais 200 mil morreram). O terremoto no Japão foi descrito na ocasião como a “maior catástrofe desde o dilúvio”. [Faltou mencionar os terríveis terremotos do Haiti, no ano passado, e o quarto maior terremoto da história, ocorrido neste mês, no Japão, com intensidade máxima de 9 graus na escala Richter.]

6. O sinal dos “tempos difíceis” (2Tm 3:1-3). A despeito dos equipamentos mais engenhosos e caros para combater o crime, a violência, assassinato, roubo e estupro, estes estão aumentando em proporções alarmantes. Os governos podem restringir, mas não eliminar esses problemas.

7. O sinal do “temor” (Lc 21:25-26). Desde o advento da bomba nuclear, nosso sonho de paz e segurança se transformou em terrível pesadelo, quando o grande conhecimento que os seres humanos adquiriram deveria lhes garantir segurança. [O terrorismo crescente também gera medo.]

8. Sinal dos “Dias de Noé” (Mt 24:37-39). Nos dias de Noé, o avanço e grande conhecimento da civilização foram ofuscados pela violência desenfreada e pela escandalosa imoralidade. O mesmo ocorre hoje. [Mundo torto.]

9. O sinal do “evangelho” (Mt 24:14). Durante os últimos anos, por meio da página impressa, da internet, rádio e televisão, a pregação do evangelho em escala mundial se tornou uma possibilidade real. Um único homem pode atingir uma audiência de dezenas e mesmo centenas de milhões de pessoas! A Bíblia está traduzida em mais de 1.300 línguas e é distribuída a uma média de 100 milhões de cópias por ano.

10. O sinal “estas coisas” (Lc 21:28-32). Quando confrontadas com a impressiva relação de sinais, algumas pessoas argumentam: “Mas crimes, guerras, terremotos e pestilências sempre ocorreram. Não há nada de anormal nisso; portanto, como tratá-las como sinais? Além do mais, pessoas sinceras no passado esperaram a volta do Senhor em seus dias e foram desapontadas. Elas interpretaram mal os sinais. Não poderíamos estar cometendo o mesmo equívoco?” Aqueles que levantam essa objeção deixam de considerar uma diferença muitíssimo significativa entre a nossa geração e as gerações passadas: hoje, pela primeira vez, desde que Jesus ascendeu ao Céu, todos os principais sinais preditos para o tempo do fim estão sincronizados! Um ou mais desses sinais podem ter ocorrido nas gerações passadas, mas nunca todos eles ocorreram simultaneamente, como vemos hoje!

Conclusão

1. Jesus nunca nos pediu que crêssemos na proximidade de Sua vinda com base apenas em um sinal. Um floco de neve não provoca uma avalanche. Mas quando todos os sinais rapidamente se multiplicam, dando assim seu testemunho acumulado, se transformam em uma avalanche de irresistível poder. Portanto, inequivocamente esses sinais da vinda de Cristo não deixam margem para que pessoas inteligentes deixem de reconhecê-los. São tão claros como se Deus estivesse falando por intermédio dos trovões ou se estivesse escrevendo em letras gigantescas no céu!

2. Por que você imagina que Deus nos deu a oportunidade de ouvir essas maravilhosas boas-novas? Para que pudéssemos “discernir os sinais dos tempos” e estar prontos para receber Jesus com avidez e alegria.

3. Lucas 21:28: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça; porque a vossa redenção está próxima.”


domingo, 13 de março de 2011

11/ 21 - OUVINDO A VOZ DE DEUS - Os 6 Passos da Salvação

A natureza como fonte de saúde

Casa Publicadora Brasileira – Lição 1212011

Verso para Memorizar: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite” (Salmo 19:1, 2).


Leituras da semana: Gn 1:27–2:25; Gn 3; Jr 10:12, 13; Sl 19:1-7; Mt 6:25-34; Sl 104

Deus criou Adão e Eva à Sua própria imagem. Que herança poderia ser mais perfeita? Então, Ele os colocou no Jardim do Éden. Que ambiente poderia ser mais perfeito? Tanto a hereditariedade como o ambiente, então, foram divinamente equilibrados para produzir e preservar saúde mental e física perfeitas.


Porém, o pecado arruinou tudo – e já na segunda geração, inveja, ódio e violência contaminaram o mundo. O ambiente natural também sofreu os resultados iniciais do pecado, e quando o pecado se tornou intolerável, o Dilúvio mudou para sempre a imagem da Terra.
Ainda assim, permanecem muita bondade e beleza no mundo natural. A natureza ainda provê recursos suficientes para satisfazer às nossas necessidades básicas. Ela também pode prover alegria, felicidade e bem-estar para compensar parcialmente a miséria causada pelo pecado.


Deste modo, apesar de suas convulsões às vezes violentas e mortais, a natureza pode ser uma fonte de saúde mental e física. Pode também se tornar um meio para nos aproximar sempre mais perto do Criador, fonte de toda bondade: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1:17).


Ambiente perfeito

Hoje, vivendo como em um mundo danificado e corrompido pelo pecado, só podemos imaginar como deve ter sido para nossos primeiros pais no Éden. Sem pecado, sem sofrimento, sem morte – nada havia para lhes trazer as tristezas e dores que todos conhecemos tão bem. De certo modo, estamos tão acostumados a essas realidades, por serem tão comuns, que nos esquecemos de que todas elas são intrusas, coisas que não existiam na criação original, que nunca deveriam existir, coisas que, conforme nos foi prometido, um dia, deixarão para sempre de existir.

1. Que descrição faz a Bíblia sobre a vida e o ambiente no Éden? Que diferenças existem sobre o que conhecemos hoje? Gn 1:27–2:25


O casal recém-criado foi colocado em um jardim que o próprio Deus havia plantado (Gn 2:8). Embora o relato bíblico seja breve, quando pensamos na maravilhosa abundância que a natureza nos fornece hoje, podemos imaginar a luxuriante abundância que deve ter vindo desse primeiro jardim. Os sentidos de Adão e Eva estavam expostos a visões, sons, paladares, sentimentos e aromas que certamente traziam muita satisfação e bem-estar a nossos primeiros pais. Era um verdadeiro Paraíso.


Não existe dúvida de que o ambiente era o melhor para satisfazer os seres humanos recém-criados. Suas necessidades físicas, emocionais e mentais eram mais que supridas. Estados mentais como incerteza, ansiedade e preocupação eram completamente desconhecidos, porque ali não havia nada para provocá-los.


“O Criador escolheu para nossos primeiros pais o ambiente que mais convinha a sua saúde e felicidade. Não os colocou num palácio, nem os rodeou dos adornos e luxos artificiais que tantos lutam hoje em dia por obter. ... No jardim que Deus preparou para servir de lar a Seus filhos, graciosos arbustos e flores delicadas saudavam por toda parte o olhar. Havia árvores de toda variedade, muitas delas carregadas de aromáticos e deliciosos frutos. Em seus ramos gorjeavam os pássaros seus cânticos de louvor. À sua sombra, livres de temor, brincavam juntas as criaturas da Terra” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 261).

Tente visualizar como deve ter sido o Éden. Pense nas cenas, os aromas, os sabores, tudo projetado para apelar aos nossos sentidos. Isso nos mostra que, em princípio, nosso corpo físico é bom e foi feito para desfrutarmos a vida.


O pecado e a natureza

Embora a natureza apresente em nossos dias muita maravilha e beleza, hoje, ela é uma espada de dois gumes. Existem beleza e maravilha, mas também existem terremotos, pragas, enfermidades e fome. Alguma coisa saiu terrivelmente errada.

2. Leia a história da queda em Gênesis 3. Que mudanças imediatas sobrevieram tanto aos seres humanos como à natureza em resultado do pecado?

O pecado trouxe consequências físicas e espirituais imediatas à vida humana. A natureza também sofreu os efeitos do pecado. Efeitos devastadores sobrevieram à criação em pelo menos três aspectos:


1. O solo foi amaldiçoado (Gn 3:17). Depois de sair do Jardim do Éden, Adão e Eva encontraram obstáculos imediatos para trabalhar a terra. O solo começou a produzir espinhos e cardos indesejáveis. Mais provavelmente, também, as pragas começaram a interferir no crescimento saudável. Depois da devastação do Dilúvio, as coisas só ficaram piores.


2. Os seres humanos experimentaram mudanças significativas. A fadiga e dor se tornaram uma realidade. Mudou a relação entre o homem e a mulher. O capítulo parece sugerir que, originalmente, Eva não teria dor no parto. Também mudou a relação entre Adão e a Terra, e o trabalho passou a ser muito mais difícil que antes. Não sabemos como a consciência da morte iminente afetou o primeiro casal, mas deve ter mudado completamente sua perspectiva na vida.


3. O pecado humano afetou o comportamento dos animais. Ódio, inveja, egoísmo, arrogância, etc., causaram agressão contra os seres humanos e os animais. Outras maneiras antes desconhecidas de prejudicar o ambiente (talvez comparáveis ao que estamos testemunhando hoje) podem ter acontecido. Os animais começaram a se matar uns aos outros em busca de alimento e poder. Como é descrito em Gênesis 3–6, corrupção e violência aumentaram a ponto de Deus Se arrepender por ter feito todas as criaturas (Gn 6:5-7).


A verdadeira extensão de todas essas transformações não nos é revelada, mas podemos supor que ocorreram profundas mudanças. Entretanto, Deus, em Sua infinita misericórdia, preservou grande parte da magnífica criação original para benefício dos seres humanos.

Pesquise as maravilhas da natureza em seu ambiente. Que lembranças da criação original parecem permanecer? Que esperança você pode tirar desses remanescentes que lhe apontam as promessas de um mundo melhor?


Dons de Deus pela natureza

O mundo natural apresenta um testemunho poderoso não só a respeito da existência de Deus mas também de Seu poder. Infelizmente, como Paulo advertiu, os seres humanos (sem dúvida inspirados por Satanás) abandonaram o Deus vivo e adoraram a criação em vez de seu Criador (veja Rm 1:19-25).

3. Leia Jeremias 10:12, 13. Que quadro é apresentado do poder criador de Deus e Seu envolvimento presente nos fenômenos naturais? Que podemos aprender sobre o caráter de Deus por meio de Suas obras criadas?


Evidentemente, como todos sabemos, às vezes, a natureza se rebela contra nós, espalhando terror por terremotos, vulcões, inundações, etc. Por que essas tragédias acontecem e quando e onde ocorrem são perguntas para as quais não temos respostas hoje. O que sabemos, porém, é que os primeiros capítulos do livro de Jó revelam a realidade do grande conflito entre Deus e Satanás, e que Satanás pode usar as forças da natureza para maus propósitos. Apesar dessas calamidades terríveis, a bondade de Deus ainda pode ser vista no mundo natural.

4. Qual é a mensagem básica do Salmo 19:1-6? Que se pode aprender sobre a fidelidade de Deus?


Tradicionalmente, a natureza é considerada pelos adventistas do sétimo dia como o segundo livro de Deus. A observação e o estudo do mundo natural, quando feitos com humildade e em sinceridade quanto à influência do Espírito Santo, aprofundarão a fé e a confiança em Deus. Também proverão compreensão adicional sobre o amor de Deus por Suas criaturas. Essa pode ser uma grande fonte de conforto mental e espiritual. Às vezes, quando tudo o mais falha, a beleza da natureza, e o que ela nos diz sobre Deus, pode ser uma fonte de grande conforto e esperança.

Se enquanto você estivesse testemunhando a alguém sobre a bondade de Deus (especialmente revelada pela natureza), a pessoa perguntasse sobre tsunamis, terremotos, fomes e coisas semelhantes, como você responderia? Que nos diz a realidade desses desastres naturais sobre os limites do que a natureza pode nos ensinar sobre Deus?


Comunhão com Deus na natureza

“Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem” (Mt 6:28, NVI).

Certo jovem, que sempre fora ateu, converteu-se com pouco mais de vinte anos. Logo após seu novo nascimento, ele viveu vários meses em um ambiente rural e, frequentemente, vagava pelos bosques, admirando as maravilhas do Deus que criara tal beleza. Claro, ele havia visto antes coisas maravilhosas do mundo natural, mas só então ele era capaz de ver o caráter do Senhor que havia criado tudo isso. Ele disse: “Foi como se meus olhos fossem abertos pela primeira vez em toda a minha vida!” Foi nesse tempo que esse novo cristão veio a conhecer verdadeiramente o Senhor.

5. Que disse Jesus que podemos aprender ao estudar a natureza? Mt 6:25-34


Inquestionavelmente, podemos realmente aprender muitas lições espirituais valiosas do estudo do mundo criado. Mas a natureza pode também nos ajudar sob o aspecto espiritual em outro modo. Lucas 5:16 diz que Jesus “Se retirava para lugares solitários e orava”, algo que Ellen White disse que Jesus fazia frequentemente. Às vezes, também nós precisamos nos afastar de tudo e estar a sós com Deus em um ambiente natural. A beleza, o conforto, a paz, o sossego que frequentemente achamos no mundo natural pode falar ao nosso coração e mente em maneiras que nada mais faz. Pode não haver qualquer revelação súbita de uma nova verdade; pode não haver nenhum novo entendimento de uma doutrina ou um texto. O que pode haver, em vez disso, é o reconhecimento não expresso do amor e poder daquele que criou tudo isso. Por mais que experimentemos individualmente o Senhor desse modo, não existe dúvida de que o tempo a sós em meio à natureza, em comunhão com Deus, pode trazer cura e paz para nosso corpo e mente.


“Todos quantos se acham sob as instruções de Deus precisam da hora tranquila para comunhão com o próprio coração, com a natureza e com Deus. Neles se deve revelar uma vida não em harmonia com o mundo, seus costumes e práticas; é-lhes necessário experiência pessoal em obter o conhecimento da vontade de Deus. Devemos, individualmente, ouvi-Lo falar ao coração. Quando todas as outras vozes silenciam e, em sossego, esperamos diante dEle, o silêncio do coração torna mais distinta a voz de Deus” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 58).


Salmo 104

No século 19, uma crença popular conhecida como deísmo declarava que Deus criou o mundo mas o abandonou à própria sorte. Em outros palavras, de acordo com essa posição, Deus existe mas não quer Se envolver em nada que existe.


No entanto, essa crença não é o que a Bíblia ensina. Deus não acabou de criar o mundo como um relógio e o deixou funcionando, acontecesse o que acontecesse. De acordo com a Bíblia, Ele está intimamente envolvido com tudo o que ocorre aqui. Afinal, que é a cruz senão Deus envolvido íntima e diretamente nos negócios humanos?

6. Qual é o papel de Deus na criação e no mundo natural? Sl 104


Talvez o mais impressionante no Salmo 104 seja o entusiasmo e excitamento que provêm das palavras. O salmista se regozija no poder criador e mantenedor de Deus. Você quase pode ouvi-lo exclamando estas palavras em louvor e adoração. Ele via a realidade de Deus no desenrolar diário da função do mundo natural.


O Deus apresentado nesse salmo não é o Deus dos deístas, qualquer que seja sua crença. Ele Se envolve no que acontece aqui. Sem dúvida, quaisquer que fossem as dificuldades pessoais do salmista, ele encontrava conforto e esperança no poder de Deus. Certo, a contemplação dos pássaros em seus ninhos ou dos leões em busca de sua presa não resolveria as lutas diárias com que ele estivesse envolvido, mas ele podia ver coisas da natureza que nos falam da bondade e do poder de Deus, e que nos dão esperança.


A natureza também pode ser fonte de cura para o corpo, para a mente e para o espírito. Em muitos casos, ar fresco, luz solar, água e alimentação saudável podem nos fazer bem tanto física como mentalmente. Os remédios naturais continuam sendo um meio poderoso de saúde e cura.


Alguns médicos, também, aconselham frequentemente os pacientes a se afastar do trabalho e do estresse e encontrar descanso e relaxamento em um ambiente natural em algum lugar. Algumas pesquisas mostram como a boa natureza e o ambiente natural podem nos fazer bem tanto física como mentalmente. Afinal, Deus pôs nossos primeiros pais em um jardim, não em uma praça da cidade. Alguma coisa em nós se identifica melhor com um campo de lírios que com um estacionamento de carros.

A natureza é um dos grandes dons de Deus. Devemos fazer tudo o que pudermos para aproveitá-la. Como você pode se beneficiar melhor do que Deus nos deu por meio da natureza?


Estudo adicional

O lar de nossos primeiros pais deveria ser um modelo para outros lares, ao saírem seus filhos para ocuparem a Terra. Aquele lar, embelezado pela mão do próprio Deus, não era um suntuoso palácio. Os homens, em seu orgulho, deleitam-se com edifícios magnificentes e custosos, e gloriam-se com as obras de suas mãos. Mas Deus colocou Adão em um jardim. Essa era a sua morada. O céu azul era a sua cúpula; a terra, com suas delicadas flores e tapete de relva viva, era seu pavimento; e os ramos folhudos das formosas árvores eram seu teto. De suas paredes pendiam os mais magnificentes adornos - obra do grande e magistral Artífice. No ambiente em que vivia o santo par havia uma lição para todos os tempos; a lição de que a verdadeira felicidade é encontrada, não na satisfação do orgulho e luxo, mas na comunhão com Deus mediante Suas obras criadas. Se os homens dessem menos atenção às coisas artificiais, e cultivassem maior simplicidade, estariam em muito melhores condições de corresponderem com o propósito de Deus em Sua criação (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 49, 50).


“O contato constante com o mistério da vida e o encanto da natureza, bem como a ternura suscitada com o servir a estas belas coisas da criação de Deus, propendem a despertar a mente, purificar e elevar o caráter” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 143).

Perguntas para reflexão
1. Como podemos nos certificar de não cruzar a linha entre ser amante da natureza e ser adorador dela? Por que isso nem sempre é uma distinção fácil? Por mais maravilhosa que seja a natureza, sempre devemos nos lembrar de que, no fim, ela não nos pode salvar. Só Deus, que criou a natureza, pode fazer isso. Por que é importante sempre manter em mente essa verdade decisiva?
2. Como adventistas do sétimo dia, o que devemos dizer com respeito a toda a questão do meio ambiente? Em nosso ensino, que aspectos podem ser úteis e necessários nessa questão importante? Ao mesmo tempo, como devemos responder à ideia seguinte: “Bem, nós sabemos que o Senhor vem logo, todo este mundo será destruído e, em seguida, transformado. Então o ambiente é realmente tão importante assim?”

Respostas sugestivas:
Pergunta 1: Um ambiente perfeito, recém-saído das mãos do Criador. Hoje, o ambiente está poluído por seis mil anos de pecado, doença e morte.
Pergunta 2: Surgiram medo, desconfiança, engano, doenças e, finalmente, a morte.
Pergunta 3: Deus é poderoso, sábio e bondoso, provendo todos os meios para o bem-estar humano.
Pergunta 4: Toda a natureza testemunha de seu Criador.
Pergunta 5: A confiar nos cuidados de Deus.
Pergunta 6: Deus criou e mantém tudo ajustado para o bem-estar de Suas criaturas.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um dinossauro na contramão

Um dinossauro do tamanho e peso de um papagaio deixou os paleontólogos intrigados na semana passada. Desenterrados na China, perto da fronteira com a Mongólia, os ossos fossilizados revelaram que o animal de mais de 75 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista], um parente próximo do tiranossauro e do velociraptor, tinha apenas um dedo em cada pata dianteira. Esse grupo, dos terópodes, é conhecido por ter dado origem às aves modernas [na opinião dos darwinistas]. Daí o estranhamento com a nova espécie, batizada de Linhenykus monodactylus. “O número de dedos desse grupo diminuiu durante sua história evolucionária”, disse à IstoÉ Jonah Choiniere, do Museu de História Natural de Nova York, responsável pelo achado. “Os mais primitivos tinham cinco e o número foi sendo gradualmente reduzido para três na maioria deles, inclusive nas aves.” Desses três dedos, geralmente um era maior que os outros dois. Especialistas acreditavam que esses animais usavam o grande para cavar e, por isso, ele foi ficando mais forte ao longo do tempo. Os outros, por falta de uso, ficaram menores e eventualmente sumiram.

O dedo que restou ao Linhenykus, porém, não é esse mais vigoroso. É mais uma questão sobre a qual os paleontólogos terão de se debruçar. “Pesquisas recentes, porém, já haviam mostrado que parentes desse espécime são menos próximos das aves do que outros, como o velociraptor”, diz Choiniere, que publicou a descoberta na revista especializada PNAS.

O chefe do estudo, Xung Xi, da Academia Chinesa de Ciências, diz que o animal provavelmente se alimentava de formigas e cupins. Sua grande velocidade era o artifício que tinha para se livrar de predadores. Para o paleontólogo Alexander Kellner, do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a descoberta é mais uma demonstração de que a evolução não segue uma rota determinada. “O que se esperava é que uma forma intermediária como essa tivesse três dedos, nunca um único”, diz. “A questão é bem mais complexa do que se supunha.” Choiniere concorda. “É um dinossauro extremamente estranho, ele não necessariamente nos ajuda a entender a relação entre esses animais e as aves.” Tudo leva a crer que assim é a evolução: quando parece que o elo perdido foi encontrado, um toque do acaso muda toda a história.

[O que não passa pela cabeça de nenhum darwinista é questionar o dogma evolutivo. O que farão é gastar muito fosfato para encaixar a evidência discrepante no modelo, ou seja, salvar o modelo dos fatos – como sempre.]

(IstoÉ)

Leia também: "Dúvidas sobre a evolução dinossauros-aves", "Aves e dinossauros foram contemporâneos" e "Dinossauros tiveram penas desde a sua origem"

Criacionismo

segunda-feira, 7 de março de 2011

O que é a verdade?

Nos últimos momentos antes da Cruz, ao ser interrogado por Pilatos, Jesus disse o seguinte: "...Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz." João 18: 37. E sem saber a causa exata da acusação que os fariseus faziam contra Jesus, Pilatos questionou: "...O que é a verdade?..." João 18: 38.

Vemos aí então um governante tendo que tomar uma decisão. Ele estava prestes a condenar um homem sem nem saber à fundo o motivo pelo qual o estavam acusando. Sem saber a verdade dos fatos. Quantas vezes nós julgamos um livro pela capa? Não que Jesus tivesse aparência de maldade mas pelo fato de que os principais dos sacerdotes judeus estavam contra ele. Pilatos estava confuso, indeciso. Quantas vezes acreditamos em coisas de maneira superficial? Quantas vezes não pesquisamos à fundo para saber se a "verdade" que consumimos é realmente verdade e acabamos sendo injustos e precoceituosos? Isso mesmo porque o Preconceito é a opinião sem o conhecimento do assunto.

E você, assim como Pilatos, já se perguntou o que é a verdade? Você acredita na Bíblia? Se acredita então eu creio que você a tem como fonte da Verdade.


Mas... voltemos à pergunta titular. O que é a Verdade?

Olha o que o Apóstolo João ouviu de Jesus e deixou registrado: “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em TODA A VERDADE; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” (João 16 : 13)

Veja que Jesus fala da Verdade como sendo um CONJUNTO DE COISAS,como algo sistêmico, ou seja, TODA a verdade. E fala mais. Que o Espírito da Verdade nos conduzirá à TODA essa VERDADE. Ora se existe esse lado da moeda e sabemos que satanás (opositor) sempre cria um paralelo oposto às coisas divinas, logo podemos criar o seguinte esquema:

Espírito da verdade >>>> TODA A VERDADE
Espírito do Engano >>>> MEIAS VERDADES... NUNCA TODA A VERDADE

Mas o que é esse conjunto de coisas chamada de TODA A VERDADE? Se descobrirmos toda essa verdade então não restará dúvidas de que estaremos libertos das MEIAS VERDADES de satanás por que Jesus prometeu: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (João 8 : 32)

Se você realmente acredita na Bíblia então deixe que ela mesma te mostre quais são os ELEMENTOS que formam TODA essa verdade e se torne LIVRE em Nome de Jesus!

1º VERDADE >>> DEUS:

"Mas o SENHOR Deus é a verdade;..." Jeremias 10:10

2º VERDADE >>> JESUS:

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14:6

3º VERDADE >>> ESPÍRITO SANTO:

“... E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade. " I João 5:6

4º VERDADE >>> A PALAVRA DE DEUS, A BÍBLIA:

"Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. " João 17:17

5º VERDADE >>> OS 10 MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS:

"Tu estás perto, ó SENHOR, e TODOS os Teus Mandamentos são a verdade. " Salmos 119:151

"A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade. " Salmos 119: 142

Acredito não ser necessário explicar cada uma das passagens citadas pois as mesmas são claras como o Sol do meio dia.

Como pode ver meu amigo TODA a VERDADE é realmente um conjunto formado por 5 VERDADES e pode ter certeza que satanás tentou e continuará tentando jogar pelo menos uma dessas verdades por terra como está profetizado:

"...e lançou a VERDADE por terra, e o fez, e PROSPEROU." (Daniel 8 : 12)

“Pois mudaram a VERDADE de Deus em mentira;...” (Romanos 1 : 25)

Se alguma religião negar uma dessas verdades pode ter certeza... Não é o Espírito da verdade que opera sinais e milagres naquele lugar pois até o próprio satanás pode criar falsos sinais: "faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens." (Apocalipse 13 : 13). Esse "FOGO" como sinal te faz lembrar de algo? Reflita sobre isso.

Como já foi visto lá no início, o ESPÍRITO DA VERDADE nos guiará a TODA A VERDADE. Amém.

Pra finalizar nada melhor que a participação do Heroi da Fé Martinho Lutero: "Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir."

sábado, 5 de março de 2011

Torre de Babel: mito ou verdade?

Um dos primeiros arranha-céus da história da humanidade é uma torre construída na Idade da Pedra Polida (9000 a.C. a 4500 a.C.), descoberta em 1952, em Jericó, na Palestina. Até janeiro deste ano era praticamente unanimidade no mundo arqueológico que aquela construção de 8,5 metros teria sido erguida para servir ao povo de proteção contra invasões e espaço de observação de astros e estrelas. Um artigo publicado pela dupla de pesquisadores Roy Liran e Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, no mês passado, porém, acena para a possibilidade de que a edificação teria sido utilizada para prever catástrofes naturais – inundações, no caso – e abrigar os sacerdotes, na época os reis, contra elas. Essa nova luz lançada sobre a Torre de Jericó abriu uma discussão sobre a veracidade de uma passagem bíblica: a existência ou não da Torre de Babel. É consenso entre pesquisadores que a civilização começou na Mesopotâmia, hoje Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Ali, teriam sido inventadas a roda, a escrita e a agricultura. Autor da teoria da revolução neolítica (a Idade da Pedra também é conhecida como Período Neolítico), o filólogo australiano especializado em arqueologia Vere Gordon Childe (1892-1957) afirma que essas transformações ocorreram por conta de profundas mudanças climáticas na Era Glacial que obrigaram o povo a migrar, vindo do Oriente, para aquela região entre os rios Tigre e Eufrates. Jericó seria uma espécie de neta da Mesopotâmia, para onde algumas pessoas migraram, fundando um dos assentamentos urbanos mais antigos da Terra fora do Crescente Fértil. Elas teriam chegado lá trazendo na memória um trauma de seus ascendentes, a catástrofe diluviana. [A teoria chega perto da realidade.]

Naquela época, seca, terremotos ou meteoros não amedrontavam a população, de acordo com o especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém Rodrigo Pereira da Silva. Uma grande inundação, um dilúvio, era a catástrofe que se temia. “Quando um povoado fundava novas civilizações, erguer uma torre era um procedimento-padrão. Além de funções religiosas, a construção servia para que se escapasse de novas inundações”, diz Silva. Atualmente, já foram encontradas 31 ruínas de torres na Mesopotâmia. A de Jericó é a única naquela cidade. E o muro em torno dela está estruturado como uma espécie de dique. “A fundação das cidades está diretamente ligada à construção de torres e ao medo de um dilúvio. Isso é claro na arqueologia”, reforça o especialista.

A literatura bíblica relata que um grupo de pessoas vindo do Oriente habitou um vale em Sinar, hoje Iraque, e ergueu uma torre. Está em Gênesis capítulo 11. Para punir a ousadia desses humanos que queriam tocar os céus, Deus fez com que eles falassem idiomas diferentes, tornando impossível a comunicação entre eles e os obrigando a migrar para outros lugares da Terra. Babel, em hebraico, significa confundir. A Torre de Babel, portanto, seria uma representação do episódio da confusão das línguas patrocinado por Deus. Um tablete de argila com escrita cuneiforme – um dos primeiros textos da humanidade, datado de 2500 a. C., encontrado no Iraque e traduzido em 1872 – traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: “...seu coração se tornou mal... Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas... o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo.”

Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a.C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos “adoravam ao deus Enlil numa só língua... o deus Enki, senhor da abundância... e o líder dos deuses... mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma”. A Bíblia, portanto, seria um elo entre a história da Torre de Jericó e as construções anteriores na Mesopotâmia. “Há elementos históricos para supor que algum tipo de dilúvio de proporções catastróficas ocorreu de fato, assim como uma Torre Babel”, diz o arqueólogo Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A história da Bíblia tem plausividade arqueológica e histórica.”

Professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Chevitarese argumenta que a veracidade bíblica não se sustenta pela ciência, mas pela fé. Para ele, um especialista em história das religiões, o autor de Gênesis, diante da multiplicidade de línguas e com os olhos repletos de religiosidade, lançou mão de uma narrativa que passa pela realidade para entender o mundo que o cercava. “Não estou invalidando o discurso bíblico, mas prefiro seguir a linha de pensamento dos teólogos alemães da primeira metade do século XIX. Influenciados pelo racionalismo, eles acreditam que o dilúvio, a Torre de Babel, Caim e Abel, Adão e Eva são formas de exprimir um Deus agindo do ponto de vista literário.” [Chevitarese prefere ficar com a escola teológica alemã de dois séculos atrás a se render aos fatos da arqueologia.]

O novo propósito atribuído à construção da Torre de Jericó pela dupla Liran e Barkai, da Universidade de Tel-Aviv, publicado na conceituada revista inglesa de arqueologia Antiquity, aproxima o contexto cultural com a Torre de Babel bíblica e abre espaço, se não para a certeza, para a possibilidade histórica de uma passagem das Sagradas Escrituras.

(IstoÉ)