quarta-feira, 24 de junho de 2009

Santificação: Quem efetua a obra?

santificaçãoTeorias errôneas sobre a santificação, procedentes da negligência ou rejeição da lei divina, ocupam lugar preeminente nos movimentos religiosos de nossa época. Essas teorias não somente são falsas no que respeita à doutrina, mas também perigosas nos resultados práticos; e o fato de que estejam tão geralmente alcançando aceitação, torna duplamente essencial que todos tenham clara compreensão do que as Escrituras ensinam a tal respeito.


A verdadeira santificação é doutrina bíblica.

O apóstolo Paulo, em carta à igreja de Tessalônica, declara: “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.” I Tess. 4:3. E roga: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo.” I Tess. 5:23. A Bíblia ensina claramente o que é a santificação, e como deve ser alcançada. O Salvador orou pelos discípulos: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.” João 17:17. E Paulo ensina que os crentes devem ser santificados pelo Espírito Santo. (Rom. 15:16.) Qual é a obra do Espírito Santo? Disse Jesus aos discípulos: “Quando vier aquele Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade.” João 16:13. E o salmista declara: “Tua lei é a verdade.” Sal. 119:142. Pela Palavra e Espírito de Deus se revelam aos homens os grandes princípios de justiça incorporados em Sua lei. E desde que a lei de Deus é santa, justa e boa, e imagem da perfeição divina, segue-se que o caráter formado pela obediência àquela lei será santo. Cristo é um exemplo perfeito de semelhante caráter. Diz Ele: “Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai.” João 15:10. “Eu faço sempre o que Lhe agrada.” João 8:29. Os seguidores de Cristo devem tornar-se semelhantes a Ele – pela graça de Deus devem formar caracteres em harmonia com os princípios de Sua santa lei. Isto é santificação bíblica.

Esta obra unicamente pode ser efetuada pela fé em Cristo, pelo poder do Espírito de Deus habitando em nós. Paulo adverte os crentes: “Operai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é O que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade.” Filip. 2:12 e 13. O cristão sentirá as insinuações do pecado, mas sustentará luta constante contra ele. Aqui é que o auxílio de Cristo é necessário. A fraqueza humana se une à força divina, e a fé exclama: “Graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” I Cor. 15:57.

As Escrituras claramente revelam que a obra da santificação é progressiva. Quando na conversão o pecador acha paz com Deus mediante o sangue expiatório, apenas iniciou a vida cristã. Deve agora aperfeiçoar-se; crescer até “à medida da estatura completa de Cristo”. Efés. 4:13. …

Não Há Lugar Para Arrogância

Os que experimentam a santificação bíblica manifestarão um espírito de humildade. Como Moisés, depois de contemplarem a augusta e majestosa santidade, vêem a sua própria indignidade contrastando com a pureza e excelsa perfeição do Ser infinito.

O profeta Daniel é um exemplo da verdadeira santificação. Seus longos anos foram cheios de nobre serviço a Seu Mestre. Foi um homem “mui desejado” do Céu. Dan. 10:11. Todavia, ao invés de ter a pretensão de ser puro e santo, este honrado profeta, quando pleiteava perante Deus em prol de seu povo, identificou-se com os que positivamente eram pecadores em Israel: “Não lançamos as nossas súplicas perante a Tua face fiados em nossas justiças, mas em Tuas muitas misericórdias. … Pecamos; procedemos impiamente.” Dan. 9:18 e 15. Declara ele: “Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo.” Dan. 9:20.

Quando Jó ouviu, do redemoinho, a voz do Senhor, exclamou: “Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza.” Jó 42:6. Foi quando Isaías viu a glória do Senhor e ouviu os querubins a clamar - “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos” – que exclamou: “Ai de mim, que vou perecendo!” Isa. 6:3 e 5. Arrebatado ao terceiro Céu, Paulo ouviu coisas que não era possível ao homem proferir, e fala de si mesmo como “o mínimo de todos os santos.” Efés. 3:8. (II Cor. 12:2-4.) Foi o amado João, que se reclinou ao peito de Jesus, e Lhe contemplou a glória, que caiu como morto aos pés de um anjo. (Apoc. 1:17.)

Não pode haver exaltação própria, orgulhosa pretensão à liberdade do pecado, por parte dos que andam à sombra da cruz do Calvário. Sentem eles que foi seu pecado o causador da agonia que quebrantou o coração do Filho de Deus, e este pensamento os levará à humilhação própria. Os que mais perto vivem de Jesus, mais claramente discernem a fragilidade e pecaminosidade do ser humano, e sua única esperança está nos méritos de um Salvador crucificado e ressurgido.

Santificação Falsa – Basta “Crer Tão-somente”?

A santificação que ora adquire preeminência no mundo religioso, traz consigo o espírito de exaltação própria e o desrespeito pela lei de Deus, que a estigmatizam como estranha a religião da Escritura Sagrada. Seus defensores ensinam que a santificação é obra instantânea, pela qual, mediante a fé apenas, alcançam perfeita santidade. “Crede tão-somente,” dizem, “e a bênção será vossa.” Nenhum outro esforço, por parte do que recebe, se pressupõe necessário. Ao mesmo tempo negam a autoridade da lei de Deus, insistindo em que estão livres da obrigação de guardar os mandamentos. Mas é possível aos homens ser santos, de acordo com a vontade e caráter de Deus, sem ficar em harmonia com os princípios que são a expressão de Sua natureza e vontade, e que mostram o que Lhe é agradável?

O desejo de uma religião fácil, que não exija esforço, renúncia, nem ruptura com as loucuras do mundo, tem tornado popular a doutrina da fé, e da fé somente; mas que diz a Palavra de Deus? Declara o apóstolo Tiago: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as obras? Porventura, a fé pode salvá-lo? Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura Abraão, o nosso pai, não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras e que, pelas obras, a fé foi aperfeiçoada. Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.” Tia. 2:14, 20-22 e 24.

O testemunho da Palavra de Deus é contra esta perigosa doutrina da fé sem as obras. Não é fé pretender o favor do Céu sem cumprir as condições necessárias para que a graça seja concedida: é presunção; pois que a fé genuína se fundamenta nas promessas e disposições das Escrituras.

Ninguém se engane com a crença de que pode tornar-se santo enquanto voluntariamente transgride um dos mandamentos de Deus. Um pecado cometido deliberadamente faz silenciar a voz testemunhadora do Espírito e separa a pessoa de Deus. … Conquanto João em suas epístolas trate tão amplamente do amor, não hesita, todavia, em revelar o verdadeiro caráter dessa classe de pessoas que pretende ser santificada ao mesmo tempo em que vive a transgredir a lei de Deus. “Aquele que diz: Eu conheço-O e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a Sua Palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado.” I João 2:4 e 5. Esta é a pedra de toque de toda profissão de fé. Não podemos atribuir santidade a qualquer pessoa sem julgá-la pela medida da única norma divina de santidade, no Céu e na Terra. …

E a alegação de estarem sem pecado é em si mesma evidência de que aquele que a alimenta longe está de ser santo. É porque não tem nenhuma concepção verdadeira da infinita pureza e santidade de Deus, ou do que devem ser os que se hão de harmonizar com Seu caráter; é porque não apreendeu o verdadeiro conceito da pureza e suprema beleza moral de Jesus, bem como da malignidade e horror do pecado, que o homem pode considerar-se santo. Quanto maior a distância entre ele e Cristo, e quanto mais impróprias forem suas concepções do caráter e requisitos divinos, tanto mais justo parecerá a seus próprios olhos.

Santificação – Entrega Total

A santificação apresentada nas Escrituras compreende o ser inteiro: espírito, alma e corpo. Paulo orou pelos tessalonicenses para que todo o seu espírito, e alma, e corpo fossem “plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. I Tess. 5:23. Outra vez escreve ele aos crentes: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.” Rom. 12:1. No tempo do antigo Israel, toda oferta trazida como sacrifício a Deus era cuidadosamente examinada. Se se descobria qualquer defeito no animal apresentado, era rejeitado; pois Deus ordenara que a oferta fosse “sem mancha”. Assim se ordena aos cristãos que apresentem o corpo “em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. A fim de fazerem isto, todas as faculdades devem ser conservadas na melhor condição possível. Todo uso ou costume que enfraqueça a força física ou mental, inabilita o homem para o serviço de seu Criador.

E agradar-Se-á Deus com qualquer coisa que seja menos do que o melhor que podemos oferecer? Disse Cristo: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração.” Mat. 22:37. Os que amam a Deus de todo o coração, desejarão prestar-Lhe o melhor serviço de sua vida, e estarão constantemente procurando pôr toda faculdade do ser em harmonia com as leis que os tornarão aptos a fazer a Sua vontade. …

Vida Transformada

O mundo está entregue à satisfação de si mesmo. “A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (I João 2:16), dominam as massas populares. Os seguidores de Cristo, porém, possuem uma vocação mais elevada. …

Aos que satisfazem as condições: “Saí do meio deles, e apartai-vos, … e não toqueis nada imundo”, a promessa de Deus é: “Eu vos receberei; e Eu serei para vós Pai, e vós sereis para Mim filhos e filhas, diz o Senhor todo-poderoso.” II Cor. 6:17 e 18. É privilégio e dever de todo cristão ter uma experiência rica e abundante nas coisas de Deus. … Os brilhantes raios do Sol da Justiça resplandecem nos servos de Deus, e devem estes refletir os seus raios. Assim como as estrelas nos falam de uma grande luz no céu, com cuja glória refulgem, assim também os cristãos devem tornar manifesto que há no trono do Universo um Deus, cujo caráter é digno de louvor e imitação. As graças de Seu Espírito, a pureza e santidade de Seu caráter, manifestar-se-ão em Suas testemunhas. … O Grande Conflito, pág. 476.

Não Mais Condenado

Posto que a vida do cristão deva ser caracterizada pela humildade, não deve assinalar-se pela tristeza e depreciação de si mesmo. É privilégio de cada um viver de tal maneira que Deus o aprove e abençoe. Não é da vontade de nosso Pai celestial que sempre estejamos sob condenação e trevas. O andar cabisbaixo e com o coração cheio de preocupações não constitui prova de verdadeira humildade. Podemos ir a Jesus e ser purificados, permanecendo diante da lei sem opróbrio e remorsos. “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Rom. 8:1.

Por meio de Jesus os decaídos filhos de Adão se tornam “filhos de Deus”.Assim O que santifica como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não Se envergonha de lhes chamar irmãos.” Heb. 2:11. A vida cristã deve ser de fé, vitória e alegria em Deus. “Todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.” I João 5:4. Com acerto disse Neemias, servo de Deus: “A alegria do Senhor é a vossa força.” Nee. 8:10. E Paulo diz: “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos.” Filip. 4:4. “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” I Tess. 5:16-18. São estes os frutos da conversão e santificação bíblica.

“Reavivamento e Seus Resultados” páginas 14 à 20.

[Extraído do Blog Sétimo Dia]

terça-feira, 23 de junho de 2009

Profecias de Daniel - Capítulo 9 - Partes 1,2 e 3 / 6

Continuando o estudo do livro de Daniel, no capítulo 9, entenda o que acontecerá na purificação do santuário nas 2300 tardes e manhãs. Leia todo o capítulo [aqui]





domingo, 21 de junho de 2009

Cursos Bíblicos

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sábado, 20 de junho de 2009

Corpus Chisti

(por Marcio)

"Porque o pão de Deus é aquEle que desce do céu e dá vida ao mundo" (João 6:33)

Muitas foram as vezes em que estive numa fila aguardando o momento em que a hóstia seria colocada na minha boca pelo padre, naquele que é o momento "alto" da cerimônia, onde aprendi desde cedo que o Corpo de Cristo (Corpus Christi em latim) seria introduzido no meu organismo. Esta cerimônia, um dos sete sacramentos segundo a igreja católica, é chamada de Eucaristia, onde o fiel entra em Comunhão (como é mais comumente chamado) ao entrar em contato com aquele pedaço de pão, produzido com água e farinha de trigo, sem sal e fermento. O aviso era: "Não mastigue o pão", porque se mordesse, estaria ferindo o corpo de Cristo. O mesmo então deveria apenas ser dissolvido pela saliva, mas jamais mastigado.
Há poucos anos apenas, aprendi que este processo é chamado de TRANSUBSTANCIAÇÃO, ou "mudança de substância", dogma que ensina que ali há a presença real, literal e verdadeira do próprio Cristo sob a aparência de pão, ou seja, o pão e o vinho não simbolizam apenas o corpo e o sangue do Senhor, mas ensina que é o próprio sangue e o próprio corpo de Cristo.
O "comer a carne e beber o sangue" tomou até os próprios apóstolos de dúvidas. Suas emoções foram atordoadas, alguns se escandalizaram. Se absorvessem aquelas palavras em sentido literal, haveriam de ser como canibais (João 6:52). Contudo, um pouco mais adiante no verso 63, Jesus abre-lhes a mente dizendo: "As palavras que Eu vos tenho dito, são ESPÍRITO e VIDA". Neste momento foi-lhes esclarecido de que o Mestre se referia ao "alimento espiritual" e que este só pode ser recebido pela fé. Jesus também disse: "...isto é Meu corpo"; "... isto é Meu sangue..." (Mateus 26:26 e 28). Poderia Ele estar repartindo Seu próprio corpo e servindo Seu sangue na presença dos Seus discípulos? Tal idéia é descabida! Interessante, é que a igreja romana não admite contestação em qualquer um dos seus pontos fundamentais. De acordo com ela, o próprio Deus lhes concedeu autoridade plena para interpretar as escrituras, e os fiéis devem acatar toda e qualquer "revelação" sem contestação.
Portanto, o participar da Santa Ceia do Senhor é saciar a fome espiritual; significa aceitar ou reaceitar a Jesus como seu Salvador pessoal, é entrar na Vida. Comer do pão material pode saciar nossa necessidade física, mas só "comendo do pão do céu", que poderemos saciar nossas necessidades espirituais. "E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede" (João 6:35).
Esta cerimônia solene nos faz lembrar do significado da Sua morte, Seu sacrifício. É a festa da lembrança, da recordação. O Mestre foi muito sábio em cada característica desta cerimônia que deveria ser feita em memória dEle. O pão, alimento comum em quase todas as culturas, deve sim ser mastigado, triturado em memória daquEle que foi machucado pelos pecados de muitos. Está escrito: "Comei" (Mateus 26:26), o que indica a ação de mastigar. É feito sem fermento (símbolo de pecado), assim como Jesus não tinha pecado. O vinho ou suco de uva (também sem fermento), um dos três melhores alimentos para a memória humana, é abençoado (Isaías 65:8). Todos são SÍMBOLOS de uma ordenança que deve ser repetida por todos aqueles que São de Cristo Jesus e querem permanecer nEle, renovando sua aliança, aceitando o "maná do céu" como alimento que fará parte agora da sua própria alma. Jesus usou muitos símbolos, e neste contexto declarou ser o "Pão", mas também disse ser "a Porta" (João 10:7); "a Vinha" (João 15:5), contudo, não significa que Ele seja literalmente um pedaço de madeira ou uma plantação de uvas, são apenas figuras de linguagem.
Esta simbologia da Santa Ceia é melhor chamada de CONSUBSTANCIAÇÃO, crença na presença espiritual de Jesus COM O pão e o vinho, sem modificar suas características. Faz todo o sentido, porque mesmo depois de abençoados pelo ministrante, conservam a mesma aparência, forma, sabor, cheiro, peso e cor. Ouvir dizer que alguém mastigou a hóstia e ela sangrou, não passa de lenda religiosa.
O Corpus Christi também é o nome dado a uma das festas anuais da Igreja Católica Apostólica Romana desde 1264, onde são realizadas desde então procissões em vias públicas; cortejos de "veneração pública" a Eucaristia católica.
Enfim, a Mesa do Senhor foi instituída pelo próprio Deus encarnado. Ela representa simbolicamente a lembrança da sua morte e anuncia a Sua breve volta. Enquanto que a I.C.A.R. anuncia a PRESENÇA real de nosso Senhor nos elementos sacramentais, o apóstolo Paulo escreveu aos corintos a AUSÊNCIA real do Senhor, de quem nos devemos lembrar: "Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor até que Ele venha" (I Coríntios 11:26).

REFLEXÃO: "Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29)

Ref. bibliográfica: A Igreja Católica nas profecias - Orlando J. Oliveira

Fonte. Meditando em Jesus

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sarkozy pede uma nova ordem mundial

"A globalização não sobreviverá à lei da selva, porque não pode haver libertade sem regras". Estas foram algumas das palavras que o presidente francês, Nicolás Sarkozy, pronunciou nesta segunda na Cimeira Mundial sobre o Emprego, realizada em Genebra (Suíça) e de onde vários chefes de Estado e de Governo, assim como ministros de Trabalho, buscaram receitas para superar a grave crise causada no mercado laboral pela recessão econômica mundial.

Sarkozy fez um chamamento a estabelecer uma nova ordem social mundial e a não repetir os erros do passado. Para o presidente da República francesa, o capitalismo se "tornou louco" a cargo de não submeter-se a "nenhuma regra". Para Sarkozy, "a regulação" do mundo é a questão crucial". Ademais, acrescentou que aqueles que dizem que tudo poderá seguir como antes quando se resolva a atual crise econômica e financiera "fazem uma análise totalmente suicida".

O presidente francés perguntou se diante da miséria, fome, trabalhos forçados e alteração climática que ameaçam a sobrevivência de uma parte da humanidade, "temos direito a esperar?". Sarkozy assegurou que a globalização não pode governar-se só por oferta e demanda, renunciando aos princípios morais.

Intervenção efetiva

Em sua intervenção, Nicolás Sarkozy propôs uma "revolução no governo mundial" para que as normas que estão escritas nos acordos internacionais sejam aplicadas efectivamente. Nesta nova forma de Governo, segundo Sarkozy, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) deve ter direito a dizer a última palabra ante o FMI e o BM quando estão em jogo normas fundamentais que ela se encarrega de respeitar.

"Necessitamos regras que se convertam em normas que se imponham a todos. Não se trata de harmonizar ao detalhe todas as legislações do trabalho. Não se trata de impor aos países mais pobres as normas sociais dos países mais ricos. Se trata de por em pé entre as nações um sistema de regras que tire de todo o mundo para cima, em vez de tirar de todos para baixo", sublinhou.

Fonte - 20 Minutos

Nota DDP: É interessante observar como os discursos se afinam. Receitas uniformes, uma nova ordem mundial, maior regulação. Tudo baseado em princípios morais. Em outras palavras, o estabelecimento de princípios éticos que visem o bem comum.

O presidente francês que já se deparou com problemas relacionados ao trabalho naquele país e que mantém aparentes laços com os interesses da igreja romana, até porque não esconde suas preferências religiosas, certamente não mudou sua perspectiva de que "a religião oferece algo que o estado não pode dar". Desnecessário dizer que o presidente francês é uma das maiores lideranças políticas da atualidade e, logicamente, seu discurso tem peso no cenário internacional.

Por outro lado, há de ser assinalada a preocupação de inserir a OIT no contexto de que se faça com que "as normas que estão escritas nos acordos internacionais sejam aplicadas efetivamente. Neste contexto, de ser citada a Convenção 14 da OIT, em seu Artigo 2, ítem 3:

"O descanso coincidirá, sempre que seja possível, com os dias consagrados pela tradição ou os costumes do país e da região."

Não se precisa pensar muito para se perceber que a chamada é no sentido de que sejam tomadas normas de caráter global mínimas para padronizar os procedimentos relativos aos trabalho, algo que também vem sendo pedido pelo Vaticano. Aliás, os discursos são extremamente similares e congruentes, não há como se negar.

Sobre o dia eleito para um dia de descanso universal, o que deverá ser realizado através de "regras que se convertam em normas que se imponham a todos", não há muita dificuldade também para se perceber que o domingo seja a primeira opção.

Maranata.

[Pesquisa - Hiscael Moreno]

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mercúrio pode colidir com a Terra em 1 bi de anos

Uma recente simulação de computador projetou um fim catastrófico para o nosso Sistema Solar em um futuro muito distante. A Terra poderá entrar em rota de colisão com os planetas Mercúrio, Vênus ou Marte daqui há pelo menos 1 bilhão de anos, segundo estudo publicado na revista britânica Nature e citado pelo canal de TV Fox. Cálculos astronômicos realizados durante o experimento indicam que a possibilidade é remota, mas pode acontecer. "É possível, mas improvável", afirma Gregory Laughlin, professor da Universidade da Califórnia e investigador convidado pela Nature para comprovar a natureza dos resultados apresentados pela simulação.

Conforme a investigação, transtornos ocorridos na órbita de Mercúrio poderiam fazer com que ele se chocasse contra outros planetas, provocando uma desestabilização nos demais corpos que giram ao redor do Sol. Os argumentos foram dados depois que os responsáveis pelo estudo, Jacques Laskar e Mickael Gastineau, do Observatório de Paris, analisaram 2.501 cenários possíveis no computador. No entanto, em outra projeção, os cientistas concluíram que há 99% de chances de a Terra e seus vizinhos viverem em paz durante 3,5 bilhões de anos.

A maioria dos resultados obtidos nas simulações não incluíram colisão entre planetas, mas 25 deles mostraram uma forte instabilidade na órbita de Mercúrio. A perturbação poderia provocar uma reação em cadeia com proporções fatais ao passar pela Terra, seguindo por Vênus, Marte e o resto do Sistema Solar.

Os astrônomos já sabem calcular o movimento dos planetas com bastante precisão há muito tempo, com centenas e até milhares de anos de antecedência - é assim que são calculadas as datas dos eclipses, por exemplo.

Mas olhar tão adiante no futuro da mecânica celestial com exatidão ainda está além de nosso alcance, afirmou Laskar. "As mais precisas soluções de longo prazo para o movimento orbital do Sistema Solar não valem para muito além de algumas dezenas de milhões de anos", estimou.

(Terra)

Nota: Na verdade, todos os cenários naturalistas para o futuro (ainda que distante) da Terra e da espécie humana são sombrios. Se nosso planeta não se chocar com um vizinho no sistema solar, nem for atingido por um asteroide, segundo os astrônomos, nosso Sol terá esgotado boa parte do seu combustível em cinco bilhões de anos. Num último "suspiro", antes de colapsar e se tornar uma estrela anã, o Sol, numa espécie de espasmo, alcançaria a Terra, torrando-a. Outros dois cenários: (1) se houver massa suficiente para conter a expansão do Universo, toda a matéria do cosmo poderá se encontrar, contrair e formar um super buraco negro; (2) mas, caso não haja matéria suficiente para conter a expansão, o Universo se expandirá indefinidamente; as estrelas se afastarão umas das outras e, por fim, terão consumido todo o seu combustível. De qualquer forma, de acordo com o cenário pintado pelos cientistas, não temos muitas esperanças de sobreviver além de alguns bilhões de anos neste universo (isso se o ser humano não der um jeito de se destruir muito antes disso, pois capacidade para isso não falta). Será que é por isso que a máxima de muita gente é: "comamos e bebamos porque amanhã morreremos"? O fato é que a única alternativa que traz esperança trata-se da volta de Jesus (Jo 14:1-3) e da posterior transformação deste planeta na Nova Terra (Ap 21). Portanto, há solução para o mundo e seus habitantes, e ela vem do Alto.

Criacionismo

terça-feira, 16 de junho de 2009

Beija-flor acelera mais do que caças militares

Pesquisadores descobriram que o voo do beija-flor da espécie Calypte anna durante o acasalamento é comparativamente mais rápido que um jato em potência máxima ou até um ônibus espacial voltando à atmosfera. Foi descoberto que o pássaro, nativo da América do Norte, faz uma volta durante o voo que chega a suportar 10 vezes a força da gravidade – um piloto de jato, por exemplo, não aguentaria essa força G sem desmaiar. A incrível aceleração do pássaro foi medida com o uso de câmeras de alta velocidade, que calcularam que o beija-flor macho, que tem apenas sete centímetros de comprimento, chegava a quase 93 km/h fazendo um “mergulho” no ar para impressionar as fêmeas.

A equipe da Universidade da Califórnia, que fez o estudo, afirma que o pássaro voa a 385 vezes o próprio tamanho por segundo, o que é mais rápido que um jato militar – que voa a 150 vezes o próprio tamanho, e um ônibus espacial, que voa a 207 vezes o próprio tamanho por segundo.

O fenômeno acontece quando o beija-flor está em época de acasalamento e uma fêmea chega em seu território. O macho então voa alto e faz um “mergulho” no ar. Quando chega ao fim do voo, quando tem sua maior velocidade, o pássaro produz um barulho alto com as asas do rabo, descrito como um “chio explosivo”.

(Hypescience)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Papa condena missas aos sábados e pregação leiga

O papa Bento XVI chamou à ordem o Caminho neo-catecumenal, movimento da igreja católica fundado pelo espanhol Kiko Argüello, e pediu que abandone suas práticas "inovadoras". O Papa considera que essas práticas, como celebrar missa no sábado, comungar à mesa e permitir a pregação por leigos não estão de acordo com as regras litúrgias da Igreja, e que esse movimento deve cumpri-las se quiser ser plenamente reconhecido pelo Vaticano. [Note que, para ser reconhecido pelo Vaticano, o movimento deve cumprir as regras litúrgicas da Igreja Católica em detrimento do que ensina a Bíblia.]

Vários meios de comunicação especializados publicaram nesta semana uma carta do cardeal nigeriano Francis Arinze, prefeito da Congregação para o Culto Divino, na qual detalha "as decisões do Santo Padre" para os responsáveis do Caminho neo-catecumenal.

O Papa lembra que "o dia do Senhor é o domingo", e não o sábado, e que "pelo menos um domingo por mês" eles devem participar da missa de sua paróquia junto com os demais fiéis. [O papa está errado, pois o Senhor mesmo disse que o sábado é o Seu dia; confira em Mateus 12:8. E a Bíblia afirma em Atos 5:29 que "mais importa obedecer a Deus do que aos homens".]

Além disso, ele proíbe que um leigo administre os sermões e homilias da missa, que só podem ser realizados por sacerdotes. Os fiéis podem apenas fazer comentários "breves".

O Vaticano estipulou que os neo-catecumenais têm dois anos para abandonar a prática de receber a comunhão sentados ao redor de uma mesa situada no centro da igreja, numa cena que recorda a da última ceia.

O Caminho neo-catecumenal, criado no fim dos anos sessenta pelos espanhóis Francisco (Kiko) Argüello e Carmen Hernández nas proximidades de Madri, é um movimento de iniciação cristã e de educação na fé católica.

Muito ativo na Espanha, Itália e América Latina e também presente na França, o movimento difunde uma visão de mundo muito conservadora e tem seus próprios seminários.

Enquanto João Paulo II via positivamente os neo-catecumenais, aos quais definiu em 2002 como um movimento de educação na fé "a serviço dos bispos e das paróquias", Bento XVI não compartilha esse entusiasmo sobre os movimentos laicos em geral. [Bento XVI é extremamente retrógrado e conbservador - lembre-se também de que ele foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o antigo Tribunal da "Santa" Inquisição -, além disso, supervaloriza o clero. Outro detalhe que chama atenção é a discordância entre Ele e João Paulo II. Cade a infalibilidade papal?]

(UOL)

Nota: O que o papa chama de "práticas inovadoras" constituem, na verdade, o estilo de vida da igreja cristã primitiva, que precedeu o catolicismo. Os cristãos primitivos faziam reuniões religiosas praticamente todos os dias (At 2:46) e reservavam o sábado como dia especial de adoração e comunhão com Deus (At 16:13, e vários outros textos). Basta ler o livro dos Atos dos Apóstolos, na Bíblia, para constatar isso. Além disso, discípulos, apóstolos e mesmo os leigos tomavam parte nas cerimônias, podendo pregar a palavra, assim como é feito nas igrejas protestantes e evangélicas. O privilégio da pregação nunca pertenceu apenas ao clero, e a Bíblia estabelece, na verdade, o sacerdócio de todos os crentes. Esse endurecimento da igreja por parte de Ratzinger ainda vai dar o que falar...

Fonte: Criacionismo

sexta-feira, 12 de junho de 2009

O homem no buraco

Partilho uma excelente ilustração do plano da salvação, com o título 'O homem no buraco'.

Em menos de três minutos, fica uma reflexão profunda sobre a enorme diferença entre uma religião falsa e uma doutrina prática de viver em Jesus.


quarta-feira, 10 de junho de 2009

GANÂNCIA

"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Marcos 8:36)

Não é necessário ser nenhum estudioso no assunto para observar com clareza como nossa sociedade moderna é a influenciada pelo dinheiro e pelo poder. A ganância e a cobiça imperam no mundo como jamais se viu. A sociedade impõe às pessoas, implicitamente (ou seria explicitamente?), um estilo de vida em que acumular bens e correr atrás da prosperidade material é o que conta, custe o que custar.

Os que seguem essa filosofia (humana) logo se deparam com as conseqüências dessa escolha. Os relacionamentos com as pessoas, a família, a ética e a moral, o bom senso e, muitas vezes, os princípios e valores fundamentais são sacrificados porque a ganância por riquezas e poder foi colocada em primeiro lugar na vida dos seres humanos. Já dizia o sábio salomão: "Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos" (Eclesiastes 5:10). Não é verdade? Tente lembrar de algumas "coisas" que você almejava MUITO, mas depois de um tempo, ou até de bem pouco tempo, perdeu totalmente o sentido, o gosto. O homem se esquece que é filho do Eterno, portanto, só poderá estar totalmente satisfeito com aquilo que também é eterno.

Mais cedo ou mais tarde, sendo ou não bem-sucedidos no propósito de acumular dinheiro e bens, percebe-se que corre-se em vão, atrás de um objetivo vazio; atrás do vento como também dizia o sábio rei. Enfim, muitos descobrem que o que realmente buscam é uma vida significativa, relevante, uma vida de contentamento e de valores, ou seja, algo que o dinheiro, mesmo com a falsa sensação de poder e segurança apenas temporária que ele proporciona, não pode oferecer.

"Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens" (Lucas 12:15).

Você quer uma vida relevante, verdadeiramente significativa? Liberte-se da ganância! Não corra em vão. Mas, se a vida não consiste na quantidade dos seus bens, então, em que consiste? Deus não nos deixou sem respostas às maiores perguntas do nosso coração: "Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas lhe serão acrescentadas" (Mateus 6:33).

Muitos professos cristãos, mesmo cientes de que devem buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e viver uma vida cristã autêntica como verdadeiros discípulos do Mestre, facilmente esquecem isso e também colocam a busca por dinheiro e prosperidades materiais como a prioridade das suas vidas, tornando irrelevante e infrutífero o seu testemunho. Muitos destes, na sua sinceridade, apenas "copiam" as orientações espúrias de seus líderes religiosos que ensinam falsamente que a prosperidade em busca de "coisas" é fato indiscutível do "bom cristão". Alegam na maioria do tempo nas suas supostas pregações, o quanto que a bíblia fala de rendimentos, mas se esquecem de que o próprio Jesus nem sequer tinha um lugar para reclinar sua cabeça (Mateus 8:20). E realmente é verdade, o Livro sagrado fala mais de 2000 vezes sobre este e outros assuntos relacionados, mas fala também das desgraças decorrentes dos homens que tiveram muitos bens e poder e se perderam em consequência de suas próprias situações.

Está escrito: "Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas". (Colossenses 3:2). Outro texto diz: "Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros". (Filipenses 2:4). Quando corremos desesperadamente atrás de coisas, nos esquecemos do mais importante: as pessoas. Infelizmente o homem "bem sucedido" aos olhos da sociedade faz justamente o contrário, "usa as pessoas e ama as coisas"! Interessante notar também que a sabedoria popular, se é que posso chamar assim, ensina que "deus deu a vida para que cada um cuide da sua"... nada parecido com o que o texto bíblico nos ensina. Este certamente não é um ensino do Deus verdadeiro!

Esse versículo de filipenses resume qual deve ser o foco da vida de um cristão autêntico: não viver para si mesmo, mas para servir aos outros, mostrando-lhes o caminho para a vida eterna; não viver focado nas coisas deste mundo, mas na perspectiva da eternidade. Com isso em mente, é possível compreender, de fato, como ter uma vida de contentamento e lidar com o dinheiro e com as posses materiais conforme a vontade de Deus. Talvez você não aprecie a idéia, mas o verdadeiro Deus ensina que aquele que tem mais recursos, deve dividir com aqueles que não tem (Atos 2:44-46), ou seja, "Deus nos deu a vida para que cuidássemos do próximo também".

Jamais permita que a ganância seja uma realidade em sua vida, "pois o que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).

REFLEXÃO: “Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4:12-13).



Fonte: Meditando em Jesus

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mormons e a Poligamia


“A poligamia e o mormonismo jamais podem ser divorciados. A poligamia não pode ser abandonada, pois é a principal pedra angular, o fundamento básico do progresso eterno dos SUD [os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias]. `Sem ela [a poligamia] o homem chegaria a um ponto final´, declarou o presidente Joseph F.Smith, em seu elogio fúnebre ao ancião William Clayton. O Sr. Clayton foi altamente elogiado por ter sido, como escriba de Joseph Smith, o primeiro a escrever a revelação de 1843 do profeta acerca da poligamia” (01).
O inusitado é que o grupo se diz “Igreja de Jesus Cristo”. A democracia é a melhor forma de governo porque permite liberdade de expressão e de crença. Mas tem seu preço. As inverdades são repetidas à saciedade e aceitas como verdades absolutas. Os gurus se autodenominam deuses, profetas e arautos de uma revelação divina. A partir daí, criam doutrinas a seu bel prazer, escrevem livros, cartilhas e uma nova versão da Bíblia Sagrada; promovem seminários, fazem muitos seguidores e ficam bilionários.

A vontade de Deus é que o casamento – um homem e uma mulher - seja vitalício, isto é, até que a morte os separe. O Jesus dos SUD não é o mesmo Jesus da Bíblia, o Deus encarnado. O nosso Salvador disse que “deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão OS DOIS uma só carne” (Mt 19.5 – grifo do autor; v. Gn 2.24; Mc 10.7-8; Ef 5.31). Vejam que “os dois” formam uma só carne. Não são os três, os quatro, os nove, isto é, um homem com várias mulheres-objeto. Deus instituiu casamento monogâmico: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido” (1 Co 7.2). A poligamia é considerada uma prostituição. Vejamos a palavra oficial do “profeta” Joseph Smith sobre sua doutrina:

“O princípio [da poligamia] é correto, grandioso, enobrecedor e planejado a fim de trazer alegria, satisfação e paz... alguns dos santos disseram, e crêem, que um homem com uma esposa, a ele selada pela autoridade do sacerdócio para o tempo e a eternidade, receberá exaltação, se for fiel, tão grande e gloriosa quanto poderia receber com mais de uma [esposa]. Quero aqui introduzir meu protesto solene contra essa idéia, pois sei que é falsa... este é apenas o início da lei, não o seu todo” (02).

O “profeta” protesta com veemência contra a idéia de que o casamento a dois, vitalício, conduzirá à felicidade plena, aqui chamada “exaltação”. Na verdade, ele está afirmando que é falsa a palavra o Senhor Jesus, o da Bíblia. Ele, “o profeta”, seria o detentor da verdade. Joseph Smith é venerado como um que tem as chaves do Reino Celestial, como governante do mundo espiritual. Leiam:

“Nenhum homem ou mulher desta dispensação jamais ingressará no Reino Celestial de Deus sem o consentimento de Joseph Smith. Desde o dia em que o sacerdócio foi tomado da terra até a cena final de todas as coisas, cada homem e mulher precisa ter o certificado de Joseph Smith Jr. como passaporte para as mansões onde Deus e Cristo estão: eu convosco e vós comigo. Não posso ir lá sem seu consentimento. Ele detém as chaves daquele reino para a última dispensação, as chaves para governar no mundo espiritual: um ser tão supremo em sua esfera, condição e chamado quanto o é Deus nos céus” (03).

O Senhor Jesus da Bíblia foi destronado pelo “Jesus” dos mórmons. Não pode ser o mesmo. Aquele que morreu por nossos pecados, em nosso lugar, não é mais o Caminho (Jo 14.6). “Ninguém vem ao Pai senão por mim” deu lugar a “ninguém vai ao céu senão pelo “profeta” dos SUD”. Por essa razão, a palavra do “profeta” sobre poligamia tornou-se lei. Não acatá-la pode significar a perda da salvação, pois é o “profeta” quem autoriza o ingresso no céu. Nesse momento, elevo a minha voz e amarro as pretensões de Satanás e seus demônios, de tentar denegrir a pessoa divina de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

“...e se vós não vos sujeitardes a esse convênio [casamentos poligâmicos no templo], então estais condenados; pois ninguém pode rejeitar esse convênio e receber a permissão de entrar para a minha glória... e tenho indicado a meu servo Joseph Smith para que mantenha esse poder nos últimos dias... Abraão recebeu concubinas e elas geraram filhos para ele; isso lhe foi imputado para justiça... como também Isaque e Jacó... eles entraram em sua exaltação, segundo as promessas, e assentaram-se sobre tronos, e não são anjos, mas sim deuses” (04).

A mensagem de Satanás no jardim do Éden continua eficaz para fazer adeptos e levar multidões para o inferno. Em síntese: Se forem desobedientes ao Criador, serão iguais a Ele; serão deuses (Gn 3.4-5). O “profeta” promete o céu, mas o inferno espera aqueles que, enganados por doutrinas de homens, caem no abismo promíscuo da poligamia. Abraão não foi justificado porque tinha muitas mulheres, mas porque creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça (Rm 4.3,5). Os reis deveriam seguir esse padrão: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie” (Dt 17.17). O rei Salomão rejeitou essa disciplina. Teve setecentas mulheres e trezentas concubinas, que “perverteram seu coração... pelo que o Senhor se indignou contra Salomão...” (1 Rs 11.3, 9, 10, 11). De forma nenhuma serão “exaltados” os que praticam o casamento pluralista. Muito pelo contrário, serão lançados na fornalha ardente, se, enquanto podem, não se arrependerem de seus pecados e aceitarem o Jesus bíblico, como único Senhor e Salvador pessoal (Pv 28.13; Mt 3.2; Rm 10.9).

Referências:
01)Thelma `Granny´Geer, “Por que Abandonei o Mormonismo”, Editora Vida, 1991, p. 106/107.
02) Joseph F. Smith, Journal of Discourses [Jornal dos Sermões], vol. 20, p. 28.
03) N. B. Lundwall, “The Vision” [A Visão], pp. 59-60 [citando Brigham Young, Journal of Discouses (Jornal de Sermões), vol. 7, p. 289).
04) Doctrine and Covenantes [Doutrina e Convênios], 132:4, 7, 37.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Não tenho fé suficiente para ser ateu

Existem muitas provas conclusivas que garantem a confiabilidade das Escrituras, a autoridade da Bíblia como Palavra de Deus inspirada e a perfeição do registro bíblico dos eventos históricos que retrata, incluindo a vida terrena de Jesus Cristo. Há provas incontestáveis e convincentes de que o cristianismo é a única religião verdadeira, que o Deus trino que se revela em suas páginas é o único Deus do Universo e que Cristo morreu pelos nossos pecados para que pudéssemos viver.

Baixe este e-book [aqui]

Fonte: Tinguiteen

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ARMADURA DE DEUS


"Revesti-vos de toda a ARMADURA de DEUS, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo" (Efésios 6:11)

As armaduras sempre estiveram presentes na história das batalhas como forma exclusiva de proteção pessoal. Originalmente eram fabricadas de metal, usada por diversos tipos de soldados e guerreiros. Atualmente, estas "armaduras" se tornaram muito mais sofisticadas, leves e de fácil manuseio. Não são mais de bronze, ferro; mas fabricadas a partir de arames de aço, camadas plásticas, placas de cerâmicas e até de tecidos mega resistentes. Independente do tipo de material, o fim sempre foi o mesmo: Proteção contra algo ou alguém que tem intenções de machucar.

O apóstolo Paulo usou estas palavras inspiradas para descrever a indumentária espiritual que o cristão deve ter diante desta batalha invisível entre o bem e o mal. Ele escreveu que o mundo é um campo de batalha espiritual (6:12) e fez questão de utilizar esta figura de linguagem que cabe perfeitamente para compreendermos como nos encontramos nesta guerra e como podemos nos resguardar. O contexto dos versos dez ao vinte e quatro, nos incentiva a acreditar plenamente que a melhor defesa e também ataque, sempre é através de Cristo. Cristo é quem nos redime, nos salva e também nos protege. Sem Ele nada podemos fazer (João 15:5), toda a obra é dEle.

Está escrito: "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os PRINCIPADOS, contra as POTESTADES, contra os PRÍNCIPES DAS TREVAS deste século, contra as HOSTES ESPIRITUAIS DA MALDADE..." (Efésios 6:12). Amigo leitor, existe uma guerra espiritual sendo travada hoje e já há mais de seis milênios, onde eu e você não podemos fugir. Fazemos parte dela, não podemos enxergá-la, mas é absolutamente real. Como um amigo sempre diz - "quer você acredite, quer você não acredite; quer você queira, quer você não queira", a humanidade inteira está intimamente envolvida neste problema e o simples fato de não fazer nada, ou tentar fazer algo com nossas próprias forças, já fará com que estejamos entre o grupo que não triunfará. Não existe nenhuma arma fabricada por mãos humanas que seja capaz de batalhar contra estes soldados invisíveis, superiores em inteligência e força (II Pedro 2:11). A bíblia, a Palavra de Deus, é a única arma ofensiva (Efésios 6:17) que o ser humano que é nascido do Espírito deve usar para atacar este(s) inimigo(s), assim como Jesus o fez no deserto.

Não há como dizer "sou cristão", se não acredito neste conflito; não há como dizer "eu creio em Deus", se não acredito no diabo. O Livro que diz que Jesus é o filho de Deus, é o mesmo Livro que ensina todas estas outras coisas. Vivemos num mundo cheio de armadilhas, arquitetadas por um ser que tem o prazer de fazer com que os filhos de Deus não alcancem a vida eterna; e esta é uma das armadilhas - a crença espúria de que a bíblia é apenas um livro humano. Tudo que ele quer é que morramos; que nos desviemos do Caminho. Ele tem pelo menos 6000 anos de experiência em mentir, enganar e matar a curto e eterno prazo. Seu objetivo é manter a todo custo o homem despreparado espiritualmente, longe de Deus, desprovido da armadura, pois só assim poderá adiar a volta de Jesus e consequentemente sua própria morte.

Você sabe qual é a melhor mentira? Justamente aquela que tem a maior quantidade de verdades! Vivemos num mundo onde a sutilezas do engano são quase imperceptíveis; mentiras são aceitas como verdade e o erro é visto como acerto. Por exemplo: você acredita que existem "esquemas" corruptos por de trás dos esportes que não estamos a par? Por de trás dos canais de televisão? E por de trás da política? Creio que você diz "sim" para todos, ainda mais para este último. Então porque será que duvidamos que satanás projeta os mais audaciosos planos se até os seres humanos são capazes de fazê-los? Nos julgamos muito espertos e muitas vezes ignoramos a proteção gratuíta que Deus quer nos dar nos omitindo, fazendo de conta que Deus não se importa com nossos maus atos, nos tornando automaticamente reféns nesta guerra.

Jesus morreu para te salvar da morte eterna, Ele não quer que você seja mais um dos tantos enganados. Não existe o menor nexo se entregar e se manter sob o domínio do sequestrador se você já foi salvo. Lembre-se: existem dois caminhos, um largo e um estreito, um que conduz à perdição e o outro à vida que POUCOS encontrarão (Mateus 7:13), portanto, não seja preza fácil do audacioso enganador, que conseguiu introduzir a mentirosa crença popular de "que todos caminhos nos levam a Deus", se conforme o texto só existe um.

Satanás "arromba" sua porta e entra sem pedir licença (basta assistirmos alguns programas de televisão, ouvirmos algumas músicas ou lermos algumas revistas), enquanto que Jesus "bate" gentilmente pedindo sua permissão para habitar com você. Seja você mais um destes POUCOS; percorra o caminho que conduz à porta estreita e faça-se caber nesta ARMADURA sendo merecedor deste revestimento e, se Cristo entrar na sua vida para ceiar contigo, não cometa a loucura de lançá-Lo fora!

REFLEXÃO: "Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

As testemunhas de Jeová e a transfusão de sangue

A doutrina de que Deus veda e abomina uma medida eficacíssima de salvar vidas humanas, a transfusão de sangue humano, é relativamente nova na sistemática jeovista. Russell jamais pensou nela. Rutherford, idem. Mas logo após a morte do “juiz”, ocorrida em janeiro de 1942, já nos corredores da sede da Sociedade Torre de Vigia se cochichava alguma coisa a respeito da transfusão de sangue. Era ainda uma coisa vaga, que só três anos mais tarde assumiria definitivamente foros de doutrina a ser finalmente incorporada pela organização.

Sob a direção de Nathan Knorr, os “doutores da lei” do neorusselismo, a princípio timidamente, começaram a propalar a grande "descoberta": a transfusão de sangue é proibida pela Bíblia. E sem levar em conta o fato indisputável de que a Bíblia nem toca neste assunto, totalmente desconhecido nos tempos bíblicos, a revista The Watchtower (A Torre de Vigia), em sua edição (em inglês) de 1° de julho de 1945, pela primeira vez anunciou, num artigo intitulado “A santidade do sangue”, que “a transfusão do sangue humano constitui violação do concerto de Jeová, ainda que esteja em jogo a vida do paciente”.

O pensamento jeovista sobre este assunto baseia-se unicamente numa interpretação errônea, livre, extra-contextual e inteiramente descabida das regras do sacerdócio levítico pertinentes ao sangue sacrifical dos animais. Citam livremente os versículos, sempre isolados do contexto, sempre separados do assunto a que se prendem.

Os textos mais usados são os seguintes:

Gênesis 9:4 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.” Quem disse aos jeovistas que isso se refere à transfusão de sangue? Após o Dilúvio, não havendo ainda vegetação suficiente para alimento, Deus diz a Noé que, naquela contingência, podia usar alimentação cárnea, porém com o cuidado de tirar-lhe previamente o sangue. Não há aí nenhuma alusão, nem remota, ao sangue humano, e muito menos se refere a transfusões. O assunto é carne de animais. O assunto é alimentação por via oral. É comer, digerir, alimentar-se.

Levítico 3:17 – “Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas: gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.” Primeiramente o adjetivo “perpétuo”, empregado no hebraico, é holam, e significa duração enquanto durar o fato a que se junta. As festas judaicas, luas-novas, páscoa, o sacerdócio arônico, etc., também eram “estatuto perpétuo”, mas não se celebram mais. Em segundo lugar, a proibição, no texto em tela, também se aplica ao consumo de gordura animal, e os jeovistas ainda não resolveram inventar um dogma sobre isso, para serem coerentes. Em terceiro lugar, o texto acima se refere a ofertas queimadas, e a parte dela que devia ser comida, com exceção da gordura e também do sangue. Essas razões serão explicadas mais adiante, mas o assunto ainda é alimentação via oral, e pertinente à carne, gordura e sangue de animais. Nada de humano. Nada de transfusão. Leia os versículos anteriores, com isenção de ânimo, e você terá o sentido exato. Para que distorcer?

Levítico 7:27 – “Toda Pessoa que comer algum sangue, será eliminada de seu povo.”

Por que as testemunhas não apresentam o contexto? O versículo anterior dá claramente que é sangue de animais: “Não comereis sangue em qualquer das vossas habitações, quer de aves, quer de gado.” Não há a menor referência a sangue humano, e obrigar a significar transfusão é afirmar que minha avó é bonde elétrico! O assunto é alimentação por via bucal, refere-se a comer e digerir, e não a sangue transfundido.

Levítico 17:10, 11 e 14 – “Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra ele Me voltarei e o eliminarei do seu povo.” “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” “Porquanto a vida de toda carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado.” As testemunhas costumam disparar estes três versículos juntos, e com muita ênfase, para tentar provar a tese contra a transfusão sangüínea, mas com deliberada má fé, porque omitem o contexto. Porque pulam exatamente o versículo 13 que esclarece: “Qualquer homem que caçar animal ou ave que se come, derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó.” Aí está o sentido correto. É simplesmente o que a Bíblia diz. A Bíblia em lugar algum se refere a comer sangue humano, e isso porque não havia canibalismo entre os israelitas. A lei de Deus tem um mandamento “Não matarás”, no qual incorre inclusive quem permite que outros morram quando pode salvar-lhes a vida, como no caso da transfusão de sangue. Deus abominava e abomina a antropofagia. “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu.” Gên. 9:6. Aqui se refere ao homicídio e não às transfusões. Deus proíbe sacrificar pessoas a Moloque (Lev. 20:1-5). Portanto, todos os sacrifícios abonados por Jeová eram de animais, e o sangue desses animais não devia ser ingerido como alimento.

Levítico 19:26 – “Não comereis coisa alguma com sangue.” A ordem é não comer carne com sangue. Carne de animal. Não há referência a transfusões.

Atos 15:20, 29; 21:25 – São três versículos do Novo Testamento, idênticos na enunciação “que se abstenham (...) da carne de animais sufocados e do sangue.” “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados (...).” “Quanto aos gentios que creram (...) que se abstenham das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne das animais sufocados (...).” Será que Tiago, na primeiro verso, estava aconselhando os cristãos a que se abstivessem de comer sangue humano? Se foi assim, então havia canibalismo ou antropofagia na igreja primitiva. A referência, nos três versos, é à carne animal, comida como alimento. Sempre evitar de ingerir o sangue.

Por aí se verifica que tudo resulta de falsa interpretação de textos que se relacionam com carne de animais. É verdade que Deus proíbe comer o sangue, bem como a gordura dos animais. Que razão havia para isso? Vamos dar a palavra a um cientista de renome e cristão, o Prof. Flamínio Fávero. Diz ele:

1. Fundamentalmente [não se deve comer sangue] para inspirar ao homem o respeito pelo sangue. É prescrição, assim, de caráter moral. Pelo sangue se respeita a vida, de que o mesmo é símbolo e até sede... Quando se toma um animal morto violentamente, escorrendo sangue, tem-se a impressão de que a vida ainda lateja naquela carne quente, e que essa vida se extingue justamente quando se for a última gata de sangue. O corpo humano tem grande porção de sangue, cerca de 1/13 do seu peso, ou seja, cinco litros para um peso de 65 quilos. Quando aberto um vaso, há hemorragia, e a morte sobrevém desde que a metade desse líquido se perca. Pelo mecanismo chamado dessangramento processa-se uma anemia aguda, de graves conseqüências, que apenas uma injeção de outro sangue, de tipo adequado, pela transfusão, pode combater.

“O sangue é a vida... E é pela circulação desse líquido que se realizam todas as trocas vitalizadoras nos lugares mais distantes e escondidos da economia orgânica. Bem cabe ao sangue, pois, a sinonímia que a Bíblia lhe empresta, de vida. (...) Enquanto tiverem [os animais] sangue têm resquícios de vida. E a vida não nos pertence, não é nossa...

2. Em paralelo com essa prescrição de caráter eminentemente moral, que apela para o respeito ao sangue, está outra de aspecto higiênico. (...) A quebra de preceito de higiene pode redundar em males gerais e individuais e, neste último caso, quando são capazes de atingir-nos, lembramo-nos de evitá-los. (...) O sangue não deve servir de alimento, porque é bastante indigesto, pelas albuminas bem resistentes dos seus glóbulos vermelhos e, ainda, pelo teor elevado de pigmento ferruginoso que os mesmos contêm. É desse pigmento, a hemoglobina, que deriva a cor vermelha especia1 que caracteriza o sangue dos mamíferos. E conforme a sua pobreza no mesmo, fala-se em maior ou menor grau de anemia, necessitando ser tratada por medicamentos contendo ferro ou que facilitem a sua fixação adequada.

“Como se não bastasse ser indigesto, o sangue se corrompe facilmente, putrefazendo-se. Basta sair dos vasos que o contém, para coagular-se, dividindo-se em uma parte sólida – o coalho – e outra líquida – o soro. E então, não tendo mais vida, os germes putrefativos invadem, transformando-o inteiramente, dando-lhe aspecto e cheiro repelentes. Compreende-se logo o que vai de perigoso no uso de alimento corrompido, cheio de toxinas venenosas, que causam grave dano à saúde e até a morte. Daí a sabedoria da Bíblia, mandando derramá-lo na terra, que o absorve. (...)” – Extraído do artigo “Não comereis o sangue de qualquer carne”, Fé e Vida, março de 1939, págs. 16 e 17.

Falou a ciência autorizada. Uma coisa é alimentar-se, por via oral, do sangue de animais, que não deve passar pela química digestiva, tal o perigo que oferece à vida; e outra muito diferente é renovar a corrente circulatória, com o mesmo elemento que a compõe, depois da classificação técnica do tipo sangüíneo, repondo o sangue perdido, evitando a morte do paciente.

Quando ocorre uma transfusão, não se trata de comer sangue humano, nem de alimento, mas de reabastecimento circulatório, uma dádiva feita num espírito de misericórdia e caridade. As estatísticas da Cruz Vermelha, por exemplo, atestam que milhões e milhões de vidas preciosas foram salvas pela transfusão. Ao passo que, por outro lado, quantas vidas são ceifadas por falta de uma transfusão.

A Bíblia diz: “Não matarás.” Negar por vontade própria a transfusão salvadora, é matar, é transgredir a lei de Deus! E disse Jesus: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos.” João 15:13. E a vida é o sangue porque o sangue é a vida!

Quem quer que leia os Evangelhos, com espírito contrito, sem pensar nas extravagantes interpretações das “testemunhas de Jeová”, ficará impressionado com a atitude de Cristo em face do sofrimento alheio. Compadecia-Se dos doentes, curava-os, confortava-os onde os encontrasse. E nós, como servos Seus, como Suas testemunhas, devemos ter o mesmo espírito para com os doentes. Lemos em I João 3:16 que “devemos dar a vida pelos irmãos”.

As “testemunhas de Jeová” não mantêm nenhum hospital, nenhuma instituição de assistência social. Dizem que a missão deles é restaurar o nome de Jeová e não fazer caridade. Que a melhor caridade é fazer prosélitos. Mas quando está em jogo a vida humana, se depender de uma transfusão de sangue, não a aceitam nem a dão, e... que morra o paciente! Para eles a lei “Não matarás” foi abolida!

(Extraído do livro Radiografia do Jeovismo, de Arnaldo Christianini - CPB)